CAPITULO III – TREM FANTASMA

I'm on the highway to hell
I'm a highway to hell
Highway to hell
I'm on the highway to hell”


Saldo do meu dia até agora:

Estranhos Que Conheci: 1

Apartamentos Destruídos: 1

Escoriações: perdi a conta

Caras Que Bati: 3

Trens Vazios: 1...

Como assim? Trem vazio? Pois é, além de mim e dos três funkeiros, não havia mais nenhuma alma viva dentro daquele trem. Depois que vi que não havia ninguém na sala do maquinista, voltei no vagão seguinte para pedir a ajuda de alguém, mas foi só ai que notei que o vagão estava vazio. O problema todo é que não era só ele, corri todos os outros vagões e não havia ninguém em nenhum vagão, até mesmo os funkeiros haviam sumido do trem. Como eles sumiram, eu não fazia a menor idéia e além do mais, esse era o menor dos meus problemas. O trem ficava cada vez mais rápido e eu só via um paredão que estava ficando cada vez maior, foi ai que ouvi algo que me deixou mais intrigado do que nunca:

– Atenção senhores passageiros, estamos chegando ao fim de nossa viagem, por favor, permaneçam em suas poltronas. Esperamos que tenham tido uma boa viajem e voltem sempre!

Quando ouvi isso, além do enorme susto, voltei correndo para a cabine do maquinista, mas agora para a minha surpresa ela estava misteriosamente trancada. De repente as luzes começaram a piscar e o trem a tremer, se bem que naquele momento eu achava que eu estava tremendo até mais que o próprio trem. Os solavancos ficaram cada vez mais fortes, cai no chão de cara pela força da tremedeira e não consegui me apoiar para me levantar, tamanha era a força e a velocidade dos solavancos.

A coisa começou a piorar quando ouvi um grande a agudo som de atrito de metal, provavelmente os freios, mas ao invés de a velocidade e som diminuírem, parecia que eles aumentavam cada vez mais. Quando consegui me controlar e abrir os olhos, vi que as poltronas e os estribos começaram a se soltar e voar em todas as direções, vendo isso tratei de ficar o mais grudado no chão que eu pude. O Som das coisas batendo e quebrando, junto com o som dos freios ficava cada vez mais medonho e mais alto. Olhei para cima vi agora o teto se desprendendo. Acho que as coisas não poderiam ficar piores do que já estavam, mas foi ai que alguma idéia idiota veio na cabeça e eu tentei me levantar. Um dos ferros do estribo veio com tudo e me acertou por traz na hora em que me virei para tentar sair da frente, a dor foi tão forte e intensa, que só pude ver as coisa escurecendo e tudo girando ao meu redor.

Eu juro pensei que ia abrir os olhos e ver São Pedro na minha frente, o que seria muito reconfortante, ou então acordar em minha linda e quente cama e ver que tudo não passou de um sonho bizarro... Doce ilusão. Acordei com um gosto estranho de ferrugem na boca e quando abri os olhos, vi algo que me deixou espantado. Além da tremenda dor de cabeça, eu estava deitado no chão enferrujado de um vagão velho e completamente comido pela ferrugem. Quando me levantei, vi que o trem inteiro estava completamente destruído pela ferrugem. Assim que desci dele vi que ele estava largado no meio de um gramado e todo tomado de ferrugem, desci dali ainda meio grogue, mas já conseguia andar direito.



Já era pouco mais de meio dia, nem sei quanto tempo fiquei desmaiado, mas quando olhei ao meu redor e vi aquela estranha cidadezinha, sem nenhuma alma viva por perto, aquele tufo de feno rolando pela rua sem nenhum vento e alguns sons estranhos e distantes, eu me perguntando que raio de lugar era aquele, só tive certeza de uma coisa:

Meu anjo da guarda estava realmente de férias...

2 comentários:

  1. Trocou a foto de lugar =p

    coloca mais capítulos! \o/

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  2. oi, o meu nome é Lira e eu também escrevo alguns "contos" achei os teus giros continua =)

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