Xeque Mate - Capítulo II - Oh DIA, OH AZAR!




“Fight, You Gotta Fight
All Through The Night
So You Might Live Forever
Shout, You Gotta Shout, Try To Be Proud
That You Might Live Forever, Ohhhh”


Já são quase nove da manhã e eu ainda to andando meio sem rumo, parece que a ficha não caiu ainda. Num minuto estava eu, feliz e contente jogando xadrez com Morpheus, no outro estava eu pulando a janela e me ferrando enquanto meu apartamento explodia. Se fosse em outra ocasião, poderia dizer que foi um belo espetáculo pirotécnico, pena que o que alimentava a fúria das chamas, eram minhas coisas que levei um bom tempo para conseguir.

A notícia se espalhou rápido, o noticiário matinal em uma vitrine qualquer, mostrava o estrago. “Não há sinal de sobreviventes”, dizia a repórter. E pelo jeito a coisa foi muito bem armada, pois os outros apartamentos ficaram quase intactos, a não ser por alguns vidros e algumas outras coisas quebradas pela força da explosão.

Resolvi ir à estação de trem, não por causa do estranho que invadiu meu quarto, mas sim por que não tinha mais o que fazer e estava indo naquela direção mesmo... Ta, tudo bem, eu menti, to indo pra lá por que to com a pulga atrás da orelha mesmo. Me sentei no primeiro banco que vi, pois estou bem cansado de tanto andar e de pensar também. É... Alguém lá em baixo me odeia mesmo e pelo jeito meu anjo da guarda ta de greve, tenho de ir mais a igreja!

– Chegou cedo!

Levei um susto quando ouvi isso, mas eu sabia de quem era aquela voz de locutor de velório. Na mosca, era o mesmo cara que invadiu meu quarto, mas agora via quem era o puto. O cara usava uma calça marrom e suspensórios, camisa branca, tinha um cabelinho louro daquele bem boi lambeu, uma cara de safado e um olhar mais descarado ainda.

– Ah! Então é você! – falei como se já o conhece-se tentando mostrar um pouco de confiança.

– Sim sou eu. Que bom que seguiu o meu conselho. – falou ele enquanto se sentava do meu lado e logo me afastei um pouco.

– Como você sabia que iam fazer aquilo comigo?

– Porque por mais incrível que parece, tem gente que se importa com você.

– A ta conta outra! Mas diz uma coisa, como você sabia?

– Querem te matar.

– NÃO DIGA!?

– Tome isso, pegue esse bilhete, desça na última estação, lá você ir até um bar chamado Taverna do Joe.

– Ah ta, já entendi. E eu devo pegar esse trem na plataforma 9 ½?

– Não Harry Potter, naquela plataforma logo ali na frente.

– Lá por acaso e vou saber por que fizeram isso comigo?

– Quem sabe.

– Olha só cara, se você não percebeu, eu não to tendo um bom dia, primeiro você invade meu quarto e me acorda, depois eu pulo pela janela, meu apartamento explode e agora eu to aqui depois de andar por horas sem comer nada.

– Então trate logo de comer algo, vai precisar de muita disposição. Logo logo vão saber que você está vivo e ai vão te caçar até te matarem.

– Mas por que diabos querem me matar?

– É melhor se apressar. Tome esse lanche e vá logo se não perderá o trem.

Fome é um caso sério, no momento que olhei pra dentro saco e vi aquele senhor sanduíche, minha barriga urrou como um dragão. Mas quando ia agradecer o filho da mãe desapareceu, de novo. Olhei para o relógio e vi, 09:55, o meu bilhete marcava a saída as dez em ponto, corri que nem um louco. Concegui pegar o trem instantes antes de ele partir. Quando finalmente me acomodei, comi tão rápido que nem parecia que algum dia houve sinal do sanduíche. Mas, alegria de pobre dura pouco. Eu não estava sozinho no vagão, havia mais três caras que estavam me olhando, pareciam acabar de ter saído de um baile funk. “Isso não vai prestar”. Eles se levantaram e estão vindo na minha direção, com aquele sorriso idiota na cara. “Isso vai dar merda”

– Ai o mané, perdeu! Da a mochila, o sapato e a tua grana!

– Vai se fuder! – não sei o que deu em mim, mas que foi lindo ver a cara daquele otário se contorcer quando chutei o saco dele com meu coturno, foi!

Só tive tempo de pular fora do banco, atropelar os outros dois e correr, eles me seguiram, mas graças a sei lá o que, eu corri mais rápido que eles. O outro vagão estava estranhamente vazio, mas nem notei isso quando entrei. A droga da porta que da pro outro vagão estava fechada, agora era ou vai ou racha! Assim que me virei os dois que vieram na frente já estavam quase me agarrando, só tive tempo de me levantar no estribo e enfiar os dois pés na cara do que estava na frente. Ele caiu em cima do que vinha atrás, se embolando com ele no chão. Assim que desci a barra de ferro do estribo veio junto com a minha mão e quase cai, mas agora eu tinha uma arma. Não pensei duas vezes, comecei a chutar os caras ali mesmo no chão, enquanto a barra de ferro impedia que eles se levantassem. Botei eles pra correr ainda batendo com a barra de ferro, na mesma hora em que o que eu tinha acertado o saco, estava chegando e foi forçado a sair. Quando vi que eles estavam um pouco distantes no outro vagão, tratei de trancar a porta do que eu estava.

Agora que tinha a “ferramenta” ideal, consegui “destrancar” a porta para o outro vagão, pois eu não seria idiota de ficar naquele. E foi assim que sem quere fui até o vagão do maquinista. Foi só ai, que minha adrenalina diminuiu e percebi que estávamos rápido demais. Sabe o que era pior, onde estava o maquinista? O cara tinha tinha sumido e para piorar, o trem ficava cada vez mais rápido. Procurei e mexi em tudo o que vi na minha frente, mas nada fez a trem sequer ficar mais devagar. A coisa tava ficando pior, pois eu devo ter mexido em algo que não devia, pois o trem acelerou mais ainda. Para piorar eu olhei pra frente e um paredão ficando cada vez maior e mais próximo. Mas nada do que eu havia feito tinha dado jeito.

Definitivamente meu anjo da guarda estava em greve...

Um comentário:

  1. Ficou duca a formatação.

    Só tem que dar uma conferida melhor na digitação que tem uns troços que passam pelo Word, tipo uns "pro" virando "por" e vice-versa.

    E devo corrigir um monte de troço no meu texto agora.

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