CAPITULO VI – DIA DA CAÇA!

“Ooooooooooooooo na cara
Reto que arrebenta o nariz
Essa noite vai dormir feliz

Pé na porta e soco na cara”

A conversa dos meus “amiguinhos” tava bem animada, mas eles terminaram rápido demais, acho que tava ficando sem graça a piada, logo depois pagaram a conta. Um deles se levantou e foi ao banheiro (creio), outro levantou e foi embora, foi ai que minha mente se iluminou. Minhas pernas agiram mais rápido que minha mente e sai bem rápido atrás do cara, mas sem levantar suspeitas (pelo menos foi o que achei). Assim que sai do bar, meu pretenso alvo, já estava dobrando a rua. Fui andando apressado em atrás dele, mas sem me aproximar muito nem me afastar demais. Alguns metros a frente tinha um ponto de ônibus e foi lá que ele parou, não tive outra escolha a não ser ir pra lá e parar no mesmo ponto.

Enquanto me aproximava dele, pude observar que sua roupa estava meio empoeirada ainda. Quando cheguei do lado dele, ele me olhou com uma cara de curiosidade, mas logo desviou o olhar. Aparentemente ele nem sabia quem eu era, o que me dava uma vantagem. Depois de dois minutos (acho que foram) ali parado, pude observar muito bem que não havia uma alma penada por perto, muito menos alguém vivo além de nós dois, foi ai que meu cérebro tomou conta do meu corpo. Um instinto animal e mais forte que eu tomou conta de mim e socou o cara no nariz com uma violência e uma rapidez que eu nem imaginava que possuía, cara nem teve tempo de reagir. A cabeça dele bateu na parede do ponto de ônibus e voltou para frente, acertando minha mão outra vez. A força do soco foi tão grande, que eu ouvi um “creque” bem nítido, isso sem falar do sangue que tomava conta do rosto dele todos. Antes mesmo que ele pudesse entender o que estava acontecendo, puxei-o pela gola da camisa, fechei a mão a soquei-o mais uma vez.




– POR QUE VOCÊ FEZ AQUILO? – eu não perguntei a ele isso, eu berrei mesmo. – RESPONDE PORRA! – bom acho que deve ser um pouco difícil falara com o nariz quebrado e uns dentes frouxos.

– Fiz o que...? Eu não sei... Do que você ta falando. – respondeu ele com muita dificuldade.

– Ah sabe sim. – falei um pouco mais controlado e aliviado também depois dos socos. – E se não sabe, foi o MEU apartamento que VOCÊ e seus amiguinhos detonaram hoje de manhã!

Foi hilário, se não estivesse com tanta raiva eu juro que tinha dado uma senhora gargalhada. A cara de medo, susto, pavor, raiva ou sei lá o que, que ele fez, foi uma das mais cômicas que já vi, principalmente quando ele começou a choramingar e a tentar conter. Mas ele nem teve tempo de qualquer outra reação, pois o enfiei na parede e dei outro berro o mandando responder.

– Fo... Foi você?! – ele começou a tremer – Vo... Você devia ta morto... Você e um fantasma?

– Bem que poderia ser, mas não sou por sorte e para seu azar eu to bem vivo. Agora pode abrindo a boca e falando porque vocês fizeram isso.

– A gente não fez nada...

Antes que ele pensasse em terminar essa frase, outro soco e mais sangue. Como ele ousava ser tão insolente? Eu nem ia bater nele mais (isso é claro dependendo do meu humor), mas só pela insolência dele de falar que não fizeram nada... Ah! Essa mereceu um soco na cara, não mereceu?

– Olha só, não sei se você percebeu, mas eu não to num dia bom. Ou você fala alguma coisa que preste, ou vou te encher de tanta porrada, que você vai ficar pior que o meu aparamento.

– A gente só foi contratado cara, a gente nem sabia quem era você.

– E você acha que eu vou cair nessa conversa fiada?

– É sério cara, eu juro. Disseram pra gente que era só deixar as malas e pronto, detonar e sair fora.

– E você aceitou assim de mão beijada, sabendo que alguém ia morrer?

– Até você teria feito pela grana que era...

Mais um soco. Minha paciência tava se esgotando.

– Olha só... Fala logo então quem foi que te contratou, se você não quiser apanhar mais.

– Eu não sei.. NÃO É SÉRIO... O que foi no banheiro... O cara que foi no banheiro... O nome dele é Bruno, ele sabe, quem é.

Acho que ele falou a verdade. Nunca vi alguém com os olhos ao esbugalhados antes. Falado ou não a verdade, a raiva era tanta que não me segurei, soquei, chutei, pisei e sei lá mais o que, mas sabe o que mais? Depois dessa surra até fiquei mais aliviado. Ta, eu sei que sair espancando pessoas por ai não é um bom exemplo, mas eu tinha que extravasar minha raiva de alguma forma oras!

Agora já sabia o que tinha que fazer, voltar no bar, pegar esse tal de Bruno e arrancar dele (a força de preferência) quem foi que contratou eles para me explodir. E pela primeira vez nesse dia me senti feliz e nem senti falta do meu anjo da guarda... Ele que fique lá fazendo greve! Também o que um anjo da guarda vai reivindicar? Melhores condições trabalhistas? Aumento salarial? Mas apoio do sindicato? Anjos da Guarda têm sindicato?

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Bom povo, a partir da próximo capítulo só virá material inédito. com a liberdade que teno de texto aqui, os próximos capítulos serão mais extensos. Preparem-se para mais coisas sem sentido e muitos problemas para nosso heróis azarado e ter uma surpresinha também.

Até a próxima!

Um comentário:

  1. Aleluia!

    HABEMUS NOVUS!

    Agora posso comentar em cima do que lerei, não em cima do que já li. =p

    E lá vem porrada no Bruno...

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