CAPÍTULO VII - MAIOR, MELHOR, COM CORTES NA CARA E ESCORIAÇÕES NO CORPO.



"Essa é a lição
que se aprende quando nasce
Lutar, matar!
Lutar, matar!
"


Nada como uma surra nos outros para nos deixar mais leves. Agora que já estava mais calmo voltei o mais rápido que pude (bom, não tão rápido quanto devia, queria aproveitar a sensação da parcial vitória), esperando que o tal de Bruno ainda estivesse por lá. Para minha surpresa assim que botei os pés dentro do estabelecimento, dei de cara com o tal de Bruno que estava querendo sair.

- Você é o tal de Bruno? - Perguntei com secamente.
- Quem é você? - Perguntou ele com ar duvidoso.
- VOCÊ, é o tal de Bruno - Perguntei de forma mais enfática.
- E se eu for, o que você quer comigo? - Falou zombando.
- Só quero que me acompanhe, tem alguém que quer falar com você.
- Quem? - Questionou-me com um ar menos zombeteiro
- Se eu fosse você eu viria comigo, não vai querer deixá-lo furioso. - Estava ficando mestre em mentirinhas.

Depois de refletir por alguns momentos ele decidiu vir comigo, mas não é claro sem dizer aquela famosa frase: "se aprontar alguma gracinha vai se arrepender, e bla bla bla, bla bla bla...". Andei com ele até encontrar um outro beco vazio, o que não foi muito difícil. O lugar era perfeito, completamente vazio a não ser por uma caçamba de lixo, alguns sacos amontoados e um pouco de entulho. Assim que chegamos ele olhou para os lados desconfiado e olhou direto para mim e me perguntou:

- E então cadê o "cara" que queria falar comigo? - Perguntou abrindo os braços.
- Sou eu mesmo idiota. - Respondi com meu ódio aumentando cada vez mais.

Ele olhou para mim com uma cara incrédula e começou a gargalhar bem alto. Aquilo me irritou de tal forma, que avancei pra cima dele com um soco para acertar bem na cara dele, e calar aquela gargalhada imbecil. Mas para meu azar o cara era mais esperto que o último e saiu da frente, ele revidou o soco, mas eu estava com minha adrenalina alta demais para não sacar que ele ia fazer exatamente isso e sair logo da frente. Assim que desviei dele ele tentou me empurrar, mas consegui segurar os braços dele e joguei ele contra uma parede. Quando fui socá-lo de novo ele conseguiu me acertar um chute na barriga, o que fez com que eu me afastasse dele. Aproveitando esse meu descuido ele tentou fugir, mas dei sorte mais uma vez, agarrei-o por trás e derrubei-o no chão. Com ele de costas mesmo, enfie a cara dele no chão com tanta força quanto eu pude, depois levantei e dei dos chutes na linha da cintura. Acertei os dois chutes nele, mas quando ia dar o terceiro ele segurou minha perna e me desequilibrou, ele conseguiu ser rápido o suficiente para me segurar no chão e me acertar uns dois socos na cara, mas mesmo assim, a raiva que eu sentia era tanta que os socos só fizeram a raiva aumentar. Com um movimento rápido de corpo, consegui jogá-lo para o lado, me levantei puxei ele pela gravata e dei mais um chute. Para finalizar com categoria derribei ele no chão mais uma vez e dei dois chutes bem no saco.

Me levantei enquanto ele se contorcia de dor no chão, aproveitei para limpar o pó da minha cara e enxugar o sangue. Antes que ele pudesse pensar em se recuperar, dei mais um chute na barriga, subi nele pondo um dos joelhos próximos a garganta e segurei os seus braços, para que não tentasse nenhuma gracinha.

- Bom, agora que já nos conhecemos bem - a ironia entrando em ação - , que tal me contar quem foi que contratou vocês para explodirem o meu apartamento comigo dentro.
- Ah... Então é você? - falou com certa dificuldade e com muita revolta na voz. - Você era pra estar morto a essa hora, ele vai nos matar quando souber.
- Se não falar agora quem foi, te garanto que te mato muito antes de seja lá quem for que contratou vocês, saber que estou vivo.
- Do que adianta você saber? O que vai fazer com ele?
- Muito pior do que estou fazendo com você! Sei muito bem que a justiça desse país quando existe é bem lenta, então eu mesmo decidi correr atrás do prejuízo. Depois de arrebentar a cara de quem fez isso comigo, eu processo ele, só pra me divertir.
- Você acha que vai ser fácil chegar até eles?
- Eles? Então são mais de um? - Perguntei ficando mais curioso e mais revoltado.
- Eles são uma Organização muito poderosa, nunca vai chegar até o chefão deles? Isso se você chegar a descobrir quem é o chefão.
- Ah, mas eu vou descobrir quem é o tal do chefão sim, porque VOCÊ vai me dizer quem ele é!
- E você acha que eu sei quem ele é? Quem me contratou foi dos "funcionários" de lá.
- Quem era o cara? FALA A PORRA DO NOME DELE! - Berrei forçando o peso do meu corpo para baixo.
- Tirolez, chamavam ele de Tirolez. - Falou com certa difculdade.
- Tirolez? Que tipo de idiota você acha que eu sou? Você acha mesmo que eu vou acreditar, que alguém com nome de cachorro, te mandou fazer isso?
- Tinha um cara junto com ele que só o chamava assim, até eu achei graça, mas a grana oferecida não era nenhuma piada...
- Olha aqui cara, o último amiguinho seu que veio me falar essa de que a grana era muito alta, apanhou até não poder mais. OU você fala algo que preste, ou então você vai dar um passeio no próximo caminhão de lixo que passar por aqui, só que morto.
- Se você não quer acreditar em mim, o problema é seu, a única coisa que sei sobre eles foi o que te falei, além de um telefone que o tal do Tirolez me deu para entrar em contato com ele e...

Antes que ele continuasse, prendi o pescoço dele com meu joelho e dei mais uns socos na cara dele. Bati o suficiente para desmaiá-lo, é claro que me certifiquei disso antes, para ver se não tinha exagerado.
Assim que comprovei que ele estava desmaiado, revistei ele todo e encontrei dentro de um dos bolsos uma agendinha de telefones e a carteira dele, que tinha um bom dinheiro dentro, que obviamente levei comigo, como indenização simbólica ao que ele fez com meu apartamento. Com certeza esse dinheiro era parte do pagamento pelo que ele deveria ter feito comigo, por isso não havia mal algum levar a grana comigo, afinal contas ele ganhou esse dinheiro as minhas custas.
Dei uma segunda revistada nele só por desencargo de consciência e para minha sorte achei um celular novinho, até a nota fiscal de compra estava lá e pude ver que ele tinha sido comprado hoje mesmo algumas horas atrás. Era daqueles todo modernos com câmera e tudo o mais, aproveitei a oportunidade e tirei uma foto do meu amiguinho para guardar de lembrança!


Não ficou lindo?! Hehehehehe!

A partir daquele momento o celular seria meu. Nada mais justo, afinal de contas ele foi comprado com um dinheiro também ganho as minhas custas e além do mais, precisava ligar para o do tal "cachorro" Tirolez para tirar essa estória a limpo.

Antes de ir, ainda olhei mais uma vez para o quase defunto só para me certificar que ele estava apagado. Voltei para o bar para ver se encontrava mais alguém da tal gangue, mas todos já tinham ido embora. Pedi um sanduíche ao Joe, pois depois de tanta ação estava com fome, muita fome. Enquanto estava distraido comendo, o celular repentinamente tocou, eu peguei ele logo em seguida, mas vi que era apenas uma mensagem de texto. Depois de levar uma "surra" do celular para poder ler a tal mensagem (malditos aparelhos modernos), vi que era do tal "cachorro" Tirolez, dando um número de telefone para ligar para acertar algumas coisas sobre a "missão". Era o que estava esperando, aparentemente minha sorte estava realmente melhorando.

É... É nessas horas que é bom contarmos com nossos anjos da guarda. Não no meu caso, já que o meu resolveu tirar férias...

6 comentários:

  1. Se for o Tirolez que imagino que é, vc tá fudido =p

    Ou não.

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  2. Passei o dia pensando na foto, e ela me é muito familiar...

    Me lembro de ter feito contigo, mas não me lembro de onde tiramos ela. O.o'

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  3. Foi uma montagem que fizemos com o Mizue, não lembra?

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  4. O caralho, a porra das históris estam misturadas ???
    posta loga a missão Dragus

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  5. O caralho, a porra das históris estam misturadas ???
    posta loga a missão Dragus

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  6. Não estão não.

    Uma não tem relação, o Pk quis zuar quando colocou isso. =p

    A propósito, já coloquei a história, está aqui em cima mano. =p

    Abraços.

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