Governo manipulando informações.

Para entender como funciona a manipulação da informação, vamos ver algumas notícias interessantes espalhadas pela própria Globo.

Vocês verão as notícias em si e depois tirem suas próprias conclusões acerca das coincidências interessantes que existem... =/

Primeiro uma declaração de uma ministra:
Não é racismo se insurgir contra branco, diz ministra

BRASÍLIA - A ministra Matilde Ribeiro, titular da Secretaria Especial de Política da Promoção da Igualdade Racial (Seppir), diz que considera natural a discriminação dos negros contra os brancos. Em entrevista à BBC Brasil para lembrar os 200 anos da proibição do comércio de escravos pelo Império Britânico, tido como o ponto de partida para o fim da escravidão em todo o mundo, ela disse que "não é racismo quando um negro se insurge contra um branco".

"A reação de um negro de não querer conviver com um branco, eu acho uma reação natural. Quem foi açoitado a vida inteira não tem obrigação de gostar de quem o açoitou”, afirmou.

Ribeiro disse que ainda vai demorar até que as políticas públicas implantadas nos últimos anos comecem a dar resultados concretos e diminuam a diferença econômica e social entre as populações branca e negra do país.

“Ainda temos muito o que fazer”, afirma, enumerando ações que já começaram, como na área de educação e saúde.

Ela diz que, embora a abolição da escravatura tenha chegado atrasada ao Brasil, hoje o país tem uma das legislações mais avançadas do mundo em relação a direitos iguais, mas ainda falta uma mudança de postura da sociedade.

BBC Brasil - De acordo com as estatísticas, a proporção de negros abaixo da linha da pobreza na população brasileira é de 50%, enquanto entre os brancos é de 25%. Quando isso vai começar a mudar?

Matilde Ribeiro - As ações neste momento ainda são na ordem da estruturação das políticas. Por exemplo, no Ministério da Saúde estamos incluindo o quesito cor nos formulários. Precisamos ter referência do que adoece e morre a população brasileira, para poder ter programas específicos.

BBC Brasil - A secretaria já tem quatro anos, o que se pode perceber de resultado prático neste período?

Matilde Ribeiro - Na educação, uma lei de 2003 obriga o ensino da história e cultura afro-brasileira para as crianças, desde o início. O processo de implementação está em curso. É muito difícil ter números, resultados concretos. Mas já tem alguns resultados. Por exemplo, o (programa) Prouni, de bolsas de estudos para alunos carentes de escolas, já concedeu em menos de três anos mais de 200 mil bolsas no Brasil, dos quais 63 mil negros e 3 mil indígenas.


BBC Brasil - E em quanto tempo a senhora acha que poderemos ter uma situação de igualdade, onde as pessoas sejam julgadas pelo mérito, independentemente da raça?

Matilde Ribeiro - O Brasil tem 507 anos. Há quase 120 anos, em 1888, foi assinado um decreto como este que o presidente assinou dizendo que não havia mais escravidão no Brasil. Só que não houve uma seqüência. Hoje, o fato de os negros e os indígenas serem os mais pobres entre os pobres é resultado de um descaso histórico. Então fica muito difícil hoje afirmar quanto tempo.

BBC Brasil - Como o Brasil se coloca no contexto internacional? O Brasil gosta de pensar que não tem discriminação e gosta de se citar como exemplo de integração. É assim que a senhora vê a situação?

Matilde Ribeiro - É o seguinte: chegaram os europeus numa terra de índios, aí chegaram os africanos que não escolheram estar aqui, foram capturados e chegaram aqui como coisa. Os indígenas e os negros não eram os donos das armas, não eram os donos das leis, não eram os donos dos bens de consumo. A forma que eles encontraram para sobreviver não foi pelo conflito explícito. No Brasil, o racismo não se dá por lei, como foi na África do Sul. Isso nos levou a uma mistura. Aparentemente todos podem usufruir de tudo, mas na prática há lugares onde os negros não vão. Há um debate se aqui a questão é racial ou social. Eu diria que é as duas coisas.

BBC Brasil - E no Brasil tem racismo também de negro contra branco, como nos Estados Unidos?

Matilde Ribeiro - Eu acho natural que tenha. Mas não é na mesma dimensão que nos Estados Unidos. Não é racismo quando um negro se insurge contra um branco. Racismo é quando uma maioria econômica, política ou numérica coíbe ou veta direitos de outros. A reação de um negro de não querer conviver com um branco, ou não gostar de um branco, eu acho uma reação natural, embora eu não esteja incitando isso. Não acho que seja uma coisa boa. Mas é natural que aconteça, porque quem foi açoitado a vida inteira não tem obrigação de gostar de quem o açoitou.


BBC Brasil - Este mês, a Inglaterra comemora os 200 anos da proibição do comércio de escravos, coisa que no Brasil só aconteceu muito tempo depois. O Brasil ainda continua atrasado nesta área?

Matilde Ribeiro - Não, nós temos acompanhado os fóruns internacionais. O Brasil é um dos países mais progressistas neste aspecto de legislação e de ação efetiva. A legislação no Brasil é extremamente avançada. Não é pela via legal que o racismo acontece. O que falta é mudança de postura das pessoas. Não adianta só o governo fazer. Muito já foi feito, mas como você disse no início: alterou os índices? Ainda não, portanto temos muito a fazer.

Fonte: O Globo


Agora uma incrível coincidência, que comprova o que a ministra diz sobre sermos racistas...

Publicado em 28/03/2007 às 23h11m

UnB foi alvo de atentado, diz reitor sobre incêndio em apartamento de africanos


O reitor da Universidade de Brasília (UnB), Timothy Mulholland, classificou nesta quarta-feira como ato terrorista o incêndio em três apartamentos da Casa do Estudante, espaço do campus onde moram dez alunos africanos, ocorrido durante a madrugada.

Segundo moradores da Casa do Estudante, foi achada no prédio uma garrafa vazia, na qual teria sido levada a gasolina para atear o fogo às portas dos apartamentos. Ninguém ficou ferido: os estudantes acordaram com a fumaça e conseguiram sair pelas janelas.

- A UnB foi alvo de um atentado nesta madrugada. A democracia brasileira sofreu um atentado e os estudantes africanos sofreram um atentado de homicídio - afirmou o reitor, para quem o Brasil é um país racista e que a UnB é uma universidade "de alma racista".

Mulholland conversou por telefone com diretor-geral da Polícia Federal (PF), Paulo Lacerda, e disse esperar que a investigação identifique os responsáveis pelo ato. Os estudantes que moram nos três apartamentos atingidos deverão mudar-se para outros imóveis da UnB em endereço que não será divulgado.

Estudantes cobram punição dos autores do ataque

Cerca de 300 estudantes protestaram nesta tarde contra o ataque em passeata pelo campus. Eles caminharam até a reitoria, onde foram recebidos pelo reitor em um auditório da universidade. Os estudantes cobraram a punição dos culpados e medidas para dar segurança aos alunos estrangeiros, assim como a criação de um centro de convivência para estudantes africanos na UnB e a oferta de mais disciplinas que tratem da história da África nos currículos dos cursos de graduação.

- Nossos pais, no passado, trabalharam gratuitamente para construir este país. Nenhum estrangeiros se sente seguro para caminhar neste centro universitário, nem sequer para dormir - discursou o ex-aluno de mestrado Lino Moniz, de 31 anos, natural de Cabo Verde.

O incidente da UnB ocorre um dia após a ministra da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, ter afirmado que "é normal um negro se insurgir contra um branco". O reitor disse não ver ligação entre os dois episódios. "Isso seria uma ilação irresponsável", afirmou ele em entrevista à BBC Brasil.

Em entrevista nesta quarta, a ministra afirmou que fez a declaração "num contexto de uma resposta muito mais ampla", mas que, de qualquer forma, gostaria de se "reposicionar".

Também em entrevista à BBC Brasil, o antropólogo João Batista Borges Pereira diz que a polêmica provocada a partir das declarações da ministra desmascara a ilusão de que existe no país uma harmonia racial.

Segundo Mulholland, é inaceitável que estudantes não possam conviver em paz numa universidade. A UnB foi a primeira universidade federal a criar cotas para negros. Desde 2004, 20% das vagas dos vestibulares são reservadas para alunos negros.

Fonte: O Globo


Até aí nada de novo... Talvez apenas uma merda coincidência, mas passeando pelo G1 (o portal de notícias da Globo), encontrei uma matéria dizendo que os alojamentos da UNB serão reformados, ou seja, já existe uma verba destinada a reformar o lugar, logo, se precisassem de um lugar para destruir e depois recontruírem, teriam esse local bem perto. E sem vítimas, o que seria melhor ainda, pois o medo manipula melhor que a morte, pois depois do caso dos mendigos e índios queimados, não rolaria termos outro fracasso judicial... E dano a patrimônio público é crime menor. =p

Olha a notícia aqui...
21/03/2007 - 17h10 - Atualizado em 21/03/2007 - 18h02

Casa do Estudante da UnB em má condição

Estudantes da Universidade de Brasília (UnB) reclamam das condições da Casa do Estudante Universitário (CEU). Em janeiro, partes de concreto da fachada de um dos blocos desabaram, mas as obras de revitalização só começaram um mês depois.

Veja o site do DFTV

A previsão para a entrega da obra acabará daqui a 45 dias. No entanto, antes mesmo do final da reforma, as queixas dos universitários continuam. Isso porque os prédios têm muitos outros problemas: infiltração, vazamentos e risco de desabamento em outros locais.

"Falta manutenção. Estamos abandonados. O que eles trocam aqui é lâmpada. Algumas coisas básicas, como desentupir pia, eles também fazem. Mas, para resolver os problemas que nos afligem de fato, eles não vêm”, afirma a estudante de Odontologia Letícia Rocha.

Reforma
Durante as obras, inúmeros vidros quebraram e há várias janelas danificadas. Os estudantes reclamam, dizem que a reforma está sendo feita sem nenhuma proteção. "Eles não colocam nenhum tipo de proteção. E pode acontecer de uma pedra de concreto cair e machucar alguém", diz o aluno de Filosofia Thiago Rodrigo.

Além da parte de fora, o prédio está em péssimas condições por dentro. Letícia Rocha mora há quatro anos ali e diz que já cansou de pedir manutenção no apartamento. No armário de seu quarto, há infiltração e não é possível mais guardar roupas. Só há forro de um lado do móvel, pois a água que pingava destruiu a outra parte.

Promessa
O prefeito do Campus, Antônio Wilson de Souza, disse que os vidros serão trocados a partir desta semana. Sobre a estrutura do prédio, ele concorda que é necessário fazer uma reforma, já que a estrutura foi construída há mais de 30 anos.

Antônio Wilson acredita ainda que, neste semestre, os dois blocos de moradia dos universitários passarão por reparos. "O problema é que isso é feito com recursos próprios. Nós temos que fazer caixa para poder licitar. É isso que manda a lei", explica o prefeito.


Fonte: G1


Tirem suas conclusões... Voltamos a ditadura, só não foi oficializada ainda. Ou o termo seria café-se-leite?

Um comentário:

  1. E mais uma manipulação em que a Globo ta envolvida... Estranho não?

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