Contos de SdD -> Gigantus, Origem 2

Dando continuidade a um lado que meio que deixei de lado por causa da Saga de Jonas, vou colocar mais um conto, independente do anterior. Ele é mais voltado para quem jogou meu RPG do que para necessariamente todos, mas estou me esforçando em dar aos personagens uma certa independência com o resto, meio que reescrevendo uma parte da história onde os jogadores não participaram. Se der certo, vou reescrever tudo de novo, concluindo o que já foi escrito e colocando a Segunda Era de SdD (que está terminando agora, para dar lugar a Terceira Era).

Cheguei inclusive a publicar essa primeira parte em livro, mas a experiência foi mal sucedida em virtude da idade (era muito novo pra entrar nesse mundo... e visionário demais pra permanecer nele na época), e atualmente a editora que o vendia - e cheguei até a vender algo. - pra quem estiver interessado em ver ou comprar, o link é esse:


Eu devo muito em breve publicar o primeiro capítulo do Livro, pra sanar a quem nunca leu, ou se teve interesse de ler, uma passadela rápida pelo Panteão que deu origem a tudo e talz... Provavelmente nos próximos posts.

Agora, pra quem jogar, vai entender do que se trata a Terceira Era quando eu colocar em breve o triste fim de Gigantus.

Gigantus, Origem
(Parte II)


O imenso saguão tinha uns vinte metros quadrados. A exceção do enorme portão de madeira com detalhes em ouro, o restante de suas paredes eram tomadas por prateleiras repletas de livro, exceto em um espaço de um metro aproximadamente, este adornado pela cabeça empalhada de alguma pessoa com velas enfiadas nos olhos. No centro do saguão ficava uma mesa de madeira de cenho escura larga e comprida, típica de bibliotecas, e um banco de madeira simples, mas com um estofado completamente confortável. Sob a mesa tinham alguns livros espalhados e um bule de chá ainda fumegando, com duas xícaras ao lado.

Sentado sobre o banco estava um homem de aparência simples, mas olhar malicioso com um sorriso sádico que não saía de seu rosto. Ele lia um livro grosso e enorme de capaz aveludade roxa com detalhes negros. Em sua capa estava escrito "Ragnar". Ele enrolava um cigarro de palha entre os dedos quando escutou um som na porta. "Impossível, nenhum ser consegue entrar aqui...", pensou o homem, vendo a maçaneta girar e a porta se abrir de sopetão, batendo violentamente contra uma das prateleiras e derrubando vários livros, e por muito pouco, não derrubou a própria prateleira.

O visitante invadiu aquele aposento sem avisar. Estava coberto por um enorme manto negro que cobria-lhe tanto o corpo quanto o rosto. Se estivesse de branco pareceria um fantasma de brincadeiras infantis. Viu seu alvo prostrado sob a mesa sem entender como chegara ali, surpreso, quando deveria esperar por essa visita. Era um doce momento que gostaria de saborear por eras, mas tinha trabalho a fazer. Sabia que a vantagem duraria pouco tempo e que não deveria subestimar esse traste sorvedor de chá antes que se recuperasse do susto. Retirou
- Você deseja uma xícara de chá? - Perguntou Letaran, segurando o bule de chá com as mãos trêmulas e sacando uma das xícaras.

O homem aceitou de bom grado a oferenda e provou do chá. Era de um sabor sem igual, sem nenhuma espécie de borra e levemente apimentado ao descer a garganta. Letaran sorriu ao vê-lo tomar de seu chá. Agora bastaria uma ordem simples e o maldito estaria enfiando as próprias mãos em seu mais vergonhoso orifício e se virando do avesso. "Sente-se.", disse Letaran, fazendo um segundo banco emergir do chão por mágica. Surpreendentemente o homem ignorou a ordem de Letaran.
- Porque o espanto? - Indagou o misterioso homem.
- Deseja outra xícara de chá? - Perguntou Letaran, esperando que uma nova dose de sua fórmula milagrosa resolvesse seus problemas. O homem aceitou e tomou todo o líquido em uma única golada. - E então, sentar-se-á?
- Já demonstrei que não desejo... Não precisa insistir, o que vim fazer aqui é rápido, não vai tomar muito de seu tempo... - Falou o homem, dando ênfase a palavra "tempo".
- Diga o que deseja então... Sabe que por sua causa terei que aperfeiçoar a fórmula? Eras de trabalho árduo até atingir a perfeição... Droga! - Lamentou Letaran, levantando-se de seu banco e pegando um livro nas prateleiras intitulado "Ervas Medicinais, Venenos e Picaretagens".
- Deveria lamentar por sua má sorte ou apenas fingir? - Provocou o homem, colocando sua xícara de chá sobre um dos livros, causando um olhar de repulsa em Letaran.
- Não, se disser somente a que veio já ajuda... Se parar de colocar a xícara sobre meus livros, ajuda ainda mais.
- Vim vê-lo... Apenas isso, não o vejo desde aquele dia em que renasci.
- Sim, desde então não tivemos mais notícias suas, porque resolveu reaparecer e justo aqui? Veio se vingar?
- Se eu quisesse me vingar sua cabeça estaria em minhas mãos, não conversando comigo ou tentando me enrolar do modo como todos os Senhores do Tempo fazem... Deve estar me estranhando, não? Tentando ver minha Trilha sem sucesso... Estou enganado?

A afirmação do homem causou um novo desconforto em Letaran. "Ele está certo, não consigo encontrá-lo no Tempo, e isso só acontece quando estou diante de... Não, não pode ser, deve ser um engano.", pensou enquanto tomava o restante de seu chá. O homem percebeu o olhar preocupado de Letaran, se levantou de seu banco, caminhou em torno da mesa e aproximou-se perigosamente de Letaran. O antigo Senhor do Tempo apoiou-se na mesa e preparava-se pra entoar o cântico de convocação das tropas de seu Rei Ignus, mas não conseguia balbuciar nada. Estava trêmulo como não ficava desde que Ignus tomara posse como Rei.
- Não precisa convocar seu cão de guarda. - Disse o homem. - Sei que não sou páreo para ele, não ainda, apenas vim fazer uma visita cordial a quem devo tudo que sou, me tornei e serei.
- Se você é o que suponho que seja, sabe que não tem como saber "o que será"... Podemos ver o futuro de todos, menos o nosso... - Repreendeu Letaran, erguendo-se do banco e sacando sua arma, um simples relógio de bolso.
- Eu sei, eu sei. - Falou o homem. - Mas sei que terei uma longa existência, pois assim como você e o restante da família, aprendi que podemos vislumbrar nossos destinos em livros... Mesmo entre os que serão escritos. Infelizmente somos reclusos demais para sermos citados, mesmo identificados por quem os escreve... E Deuses como nós não escrevem livros.
- Continua sem chegar ao ponto... Devo pedir-lhe que saia de meus domínios.
- Sairei, apenas me responda uma coisa: meu mestre Titan exige uma prenda entre os que habitam esse mundo. Existe alguma sugestão ou devo começar por esse castelo? Ainda possui as aberrações temporais como servos?
- As aberrações temporais não possuem matéria, você sabe disso, ao saírem desse castelo se desfazem, mesmo que seu pretenso mestre as absorva...
- Devo considerar que se oferecerá em sacrifício a meu mestre? Creio que apesar de seu rosto ser uma aberração, não deva ser o mesmo tipo de aberração dos demais...
- Então Titan vive, não? - Disse Letaran, mudando de assunto.
- E bem, infelizmente não se alimentou tão bem quanto esperava, pois ainda não encontrou seres que tenham sobrevivido a nossos adversários. Afinal, alguma sugestão? Devo considerar seu sacrifício?
- Não... Bem, não faz muito tempo Terion recrutou alguns estúpidos para trabalharem pra ele em troca de status e poder... São fracos, tolos e caem em armadilhas com facilidade, mesmo porque se tivessem mais Qi que uma abóbora não teriam aceitado trabalhar para Terion. São peões sacrificáveis, fortes, mas apenas peões. Proponha acordo e aceitarão, basta apenas adicionar as palavras "poder" ou "status" e tornar-se-ão cachorrinhos. Se seu mestre quer um alimento, procure-os, são perfeitos como tira-gosto, mas aconselho que coloque temperos, pois o gosto deve ser ruim... Se quiser, leve de meu chá em uma garrafa para tirar o gosto que ficará na boca de Titan quando se alimentar desses seres...
- Agradecido, vou me lembrar de sua ajuda quando nos encontrarmos da próxima vez... Farei esforço em esquecer o que fez comigo.
- Contigo? E seu irmão? Não fui quem o vendeu como mercadoria naquele dia no Mercado de Escravos... Eu apenas o comprei em uma negociação limpa. Lembra dos motivos pelos quais seu irmão o vendeu?
- Como poderia esquecer... "Ele é o favorito, o mais velho... Quero ser o único.", foi o que meu irmão disse quando eu estava no chão ainda sangrando por causa da pancada na cabeça e depois de ter sido arrastado por quilômetros no cavalo da família.
- Sim, seu irmão o pegou a traição enquanto dormia, lhe arrastou a até o mercado de escravos e o vendeu para mim, o Oráculo, quando lhe ofertei apenas alguns trocados, preço inferior ao que aquele amigo de seu pai pagou por Ignus. Lembro-me nitidademente do que Terion fez com o dinheiro depois, deu-lhe a um mendigo que passava na rua. Queria apenas se livrar de você... E conseguiu. Seu pai gostou da atitude de seu irmão, de conquistar a força a posição de irmão mais velho...
- Eu sei, e sei que o velho pagou com a vida anos mais tarde... - Indagou o homem, sentindo uma certa nostalgia. - Eu passei milhares de anos tomando de seu maldito chá nas mais diversas temperaturas e das mais diversas combinações. Enquanto isso para os demais se passaram apenas dias. Quando você finalmente atingiu a perfeição lembro perfeitamente das humilhações que sofri, da vergonha de todas as coisas horrendas que me ordenara fazer e não conseguia escapar delas, nem mesmo chorar conseguia. Me lembro mais ainda de quando adquiri resistência a seu chá e esperei pacientemente pelo momento certo... Foi graças a isso que me tornei o que sou hoje, e a isso sou grato a você, Letaran.
- Grato? Você realmente é masoquista... Eu estava certo.
- Sim, não tivesse atingido a perfeição não teria me obrigado a passar por aquele ritual... E não me refiro à aquele em que renasci, e sim ao anterior, do qual eles não sabiam...
- Como assim? Não o submeti a nenhum ritual...
- Você não, mas se recordas da essência de seu irmão? Ela ainda está naquele bule?
- Não me diga...
- Não direi, tire suas próprias conclusões...

Letaran jogou diversos livros liberando uma das prateleiras. Logo atrás desses livros estaria o citado bule. Encontrou-o, olhou em seu interior e não satisfeito, virou sua boca para baixo. Nada escorreu de seu interior, o bule estava mais seco que seu coração. Um profundo sentimento de ira percorreu cada milímetro do corpo de Letaran, chegando de forma explosiva a sua boca, manifestando-se em um único e sonoro grito.
- GIGANTUS!

Mas era tarde demais, o homem havia desaparecido.



As palavras do homem levaram Letaran por milhares de anos no passado. Pareciam segundos, mas era em algum momento perdido do tempo. Sua maior criação havia acabado de massacrar Merac, seu irmão atrevido, que ousara proibí-lo de brincar com os seres inferiores. Por um "acaso" do destino Merac estava prostrado no chão, incapaz até mesmo de tocar sua ampulheta e usar o tempo para se curar. Era perfeito, pois Letaran precisava testar sua fórmula final, e agora tinha diante dele um alvo perfeito. Com um sorriso completamente insano no rosto, Letaran manifesta seu bule de chá e oferece um gole a seu irmão moribundo.
- Sente-se bem? Mate sua sede com algo... É um bom remédio. Dizem que chá faz bem a saúde...
- Verme... - Balbuciava Merac, com o limite de suas forças. - Traiu-me... Trouxe-o para minha casa... Vamos... Faça o que... Ele disse...
- Não irmão, eu não o traí, você me traiu. - Respondeu Letaran, segurando a boca de Merac e forçando-o a tomar todo o conteúdo do bule. - Apenas estou dando continuidade ao que você começou.
- O que... Esse sabor...
- Ervas especiais, cultivadas com carinho para esse momento de ternura. Quero que se levante irmão.


Compelido por uma estranha força de vontade, Merac se levantou. A dor era horrível, seus membros estraçalhados durante a luta anterior latejavam e sequer tinham firmeza para mantê-lo em pé. Ainda assim se levantou, sentiu uma dor horrível quando a articulação de ambos os joelhos trincaram e se esfacelaram, deixando-o apenas equilibrado no ar. Sentia-se orgulhoso de ter obedecido a ordem e tê-la cumprido com sucesso. No âmago de sua consciência, sabia que não deveria sentir tais coisas quanto mais obedecê-lo, pois odiava Letaran com todas as forças que lhe restava, ou melhor, não o odiava mais. Letaran estranhamente e a cada segundo que passava se tornava mais e mais seu amigo. Seu melhor amigo. Um irmão amado, idolatrado a quem deveria toda e qualquer lealdade. Mesmo que a custo de sua dignidade.
- Obrigado, Letaran. - Disse Merac.
- Pelo que? - Questionou Letaran, satisfeito em escutar tais palavras.
- Por me abrir os olhos, nunca havia reparado, mas você é meu melhor amigo... - Disse Merac, sem nenhum tom de ironia ou mentira. - Sem você nunca teria tomado essa surra, nunca teria destruído minhas articulações tentando levantar, nunca... Você é a melhor coisa que apareceu em toda minha existência. Sem sombra de dúvidas. Sou eternamente grato a você. O que deseja que eu faça por você?
- Sangre, apenas isso... Sangre. Torne-se mortal e sangre.
- Seu desejo é meu desejo.

Merac então obedeceu cegamente a ordem de Letaran. Dispersou o que restava de sua porção divina e assumiu forma mortal. Dada a seriedade dos ferimentos e de tudo que sofrera, no segundo seguinte em que tornou-se matéria o corpo de Merac espatifou-se no chão incapaz de manter-se onde estava. Todos os ossos do corpo de Merac estavam quebrados, nem mesmo as falanges dos dedos das mãos escapavam. Mal conseguia pensar, dado que os ossos de seu crânio quebrado estavam dilacerando o cérebro que passara a possuir. Era tanta dor que Merac nem chorar conseguia.
- Obrigado, tolo. - Falou Letaran.
- De... Na... Da... - Balbuciou Merac, com o que restava de seu maxilar.

Letaran apontou sua mão direita e uma pequena bola de luz branca saiu de sua palma e quicou até se aproximar de Merac. Quando tocou o corpo ferido do moribundo Senhor do Tempo a bola o envolveu por completo e começou a flutuar, com Merac em seu interior. Letaran então moveu sua mão direita para diversos lados, e a bola respondeu em movimentos similares pelo ar. Dava para escutar os gritos de Merac sendo dilacerado a cada chacoalhar da esfera luminosa. Então, como se tomado por uma piedade inexistente, Letaran fechou sua mão direita com força.

Merac foi esmagado violentamente pela esfera de luz. Ossos, músculos, roupas, apetrechos, tudo foi violentamente esmigalhado. A bola que antes tinha um diâmetro de dois metros reduzira-se ao tamanho original. Apenas dez centímetros. Vagarosamente a bola flutuou até o bule de chá vazio e nele depositou o sangue de Merac. Em seguida a bola se desintegrou, levando consigo qualquer resquício do que um dia foi um Senhor do Tempo. Letaran pegou seu bule, cheio de sangue até a boca, e sorriu satisfeito. A um preço baixo se livrara de um empecilho. Sabia que pelas regras agora seus irmãos poderiam tomar atitudes similares. Esse era o objetivo secundário de Letaran. As regras nunca haviam dado tamanha liberdade a um Senhor do Tempo, agora dariam. E a liberdade é a pior droga de todas.

Horas antes, Letaran chegava em sua torre, carregando consigo seu prêmio...




E assim termina mais uma aventura dentro do mundo de SdD.

Em breve mais aventuras... Ou não.

12 comentários:

  1. Nessa hora, ecoa aquela velha frase:"buuuuuuuuuuurroooooo!"

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  2. Isso é que dá ficar brincando de Rainha Elizabeth, bebeu chá demais =p


    Ah! isso me lembra que tenho que jogar =p

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  3. Que legal! Você joga RPG também! ^^
    Se ficar bom pode escrever um livro! XD

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  4. dragus^^

    talvez vc não tenha lindo ate o final ou então passou despercebido, eu não consegui o emprego....ate coloaquei no final...novamente estou dizponivel para o mercado de trabalho...aprendi isso com um numerologo e atrologo q disse q falar desempregada traz má energia rsrs..^^

    bjus meu querido

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  5. Nossa esou aqui lendo faz um tempão e nem percibi,rsrsr, original, com personalidade...
    AMEI SEUS TEXOS!
    BEIJINHO

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  6. Muito bons seus textos!!!
    Parabéns!

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  7. Não sou entusiasta de RPG, então li mais como literatura e o que tenho a dizer é que eu achei que ficou muito bom esse seu texto!
    Super bem escrito, gostei demais!

    Ah, segui seu conselho e colokei a tradução dos versos em francês lá no meu blog...obrigada pela dica!

    o/

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  8. Super envolvente sua narrativa!!
    Gostei demais!!

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  9. puuuuuta sem maldade mas adoro quando vcs vão la no meu blog...vcs sempre fazem um comentário imparcial...adoro^^

    e sobre o tema q vc comentou dragus...pois é né...por isso eu aidna comentei em cima...culpa da criação e impediu a criança de se conhecer e com isso cresce com vergonha de tudo...

    essa coisa de menina ser fofinha e meiguinha s´po quebra a futura mulher...

    bjus
    se cuidem meus queridos!!!

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  10. Parabéns pelo texto!
    Continue postando sempre!
    Abraços.

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  11. ...verdade...esse mundo é cheio de pessoas cabeça dura q sabem a situação mas fehcam os olhos e acham q nunk vai acontecer com ela...oq não é verdade...todo mundo tem cú e qm tem cú tem medo...

    bjus
    se cuidem

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  12. Camila disse...
    Que legal! Você joga RPG também! ^^ Se ficar bom pode escrever um livro! XD
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    Ele já tem um livro!!!! sobre está história!!!! é muito legal!! tem um link no post!!!!

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