FORJANDO UM GUERREIRO - BATISMO DE FOGO QUARTA PARTE

Olá povo!

Finalmente consegui terminar o décimo primeiro capítulo meu conto. Devo confessar que foi um dos capítulos mais difíceis de ser escrito, tive muitas interrupções, o tempo todo tive que parar para fazer outras coisas... Em fim, nem acredito que terminei. Mas por conta desses contra-tempos acabei criando o pior capítulo da saga. É sério, tá muito ruim, mas não vou reescrevê-lo porque sei que melhor não vai ficar.
Agradecimentos também ao Dragus por me ajudar com o final do capítulo e alguns outros trechos.

Sem mais enrolação ai vai, só espero que não me vaiem muito.
____________________

Confiança

A velha e vasta biblioteca do oráculo estava muito bem iluminada naquela manhã, pois não havia apenas ele a consultar sua grande variedade de livros, que muitos classificariam como infinita. Volta e meia ele recebia algumas visitas, raras, mas sempre as mesmas pessoas, ao contrário das de hoje que se vieram visitar sua biblioteca uma única vez que fosse, teria sido muito. Eram visitantes especiais, não apenas por estarem lá pela primeira vez ou segunda, mas por serem visitantes de grande renome e importância, que o fez ficar bastante excitado pela ocasião.

O grupo era numeroso, ao menos em comparação ao número de pessoas que costumava ficar ali ao mesmo tempo, que não passava de três. Enquanto alguns aguardavam seu anfitrião sentados, outros liam algum livro, ou apenas olhavam os títulos ali presentes naquela área, já que a biblioteca em si, era bem mais vasta, havendo vários corredores repletos de livro do chão ao teto.

- Desculpem-me pelo atraso senhores!

O Oráculo vinha trajando seu melhor manto, um cinzento que usava em poucas ocasiões, seu cabelo estava penteado para trás de forma impecável e o rosto um pouco rubro pelo embaraço do atraso. Assim que adentrou no salão, fez um gesto para que seus ajudantes entrassem, para servirem os convidados. Quatro carrinhos vieram repletos de frutas, pães e doces de todos os tipos, um quinto veio com as bebidas, dispostas em belas jarras de prata. As bandejas e as jarras foram postas em uma longa mesa de carvalho muito bem adornada, com entalhes que lembravam folhas ao seu redor e pés pareciam troncos finos. Ela foi especialmente preparada justamente para recebê-los, era bem espaçosa fazendo com que todos pudessem se sentar com conforto e bastante espaço entre eles. As cadeiras tinham um encosto alto e perfeito para apoiar as costas, sem contar o acolchoado perfeito nem muito rígido, nem muito macio.

Todos foram auxiliados a se sentar pelos ajudantes do Oráculo, que logo em seguida começaram a servir a comida e a bebida ao gosto dos visitantes. Sentaram-se três de cada lado e o que parecia ser o mais importante deles, ficou na cabeceira oposta ao Oráculo, que parecia muito contente.

- Como andam as coisas por aqui Letaran? - Perguntou ao Oráculo o homem que estava na cabeceira oposta.
- Indo muito bem até o momento Rei Zarrantas. - Respondeu com entusiasmo.
- E Merac? Ainda consternado com o andamento dos eventos? - Perguntou após tomar mais um gole de vinho da bela taça de prata.
- Sabe bem como é o temperamento dele... Sempre muito preso as regras...

O homem ao qual Letaran se dirigiu como "Rei Zarrantas" era um homem e rara beleza, até mesmo outros homem costumavam reconhecer esta sua peculiaridade. Quase sempre trajava um manto negro de um tecido grosso, mas que não era muito quente, preso em sua cintura por uma faixa de seda negra, descendo até os pés alargando-se como um hábito religioso. Era um mago muito poderoso e sábio, mas por causa de suas vestes muitos pensavam ser um sacerdote. Seus traços firmes, o olhar penetrante e inquisitivo e cabelo curto, lhe davam a aparência de um homem de no máximo quarenta anos, no entanto sua idade ultrapassava a casa dos milênios.

Seus companheiros também possuam uma idade muito mais avançada do que aparentavam, alguns talvez pudessem ser até mais velhos que o próprio Zarrantas, mas isso não tinha muita importância para eles. Um dos mais antigos se não o mais, era o homem sentado a esquerda de Zarrantas. Era bem alto, forte e de cabelos escuros longos, mas que estavam muito bem presos enquanto comia. Seu olhar era um tanto severo, por vezes sarcástico, mas mesmo assim transmitia um estranho ar de calma.
- E como está nosso garoto? - Pergunto Zarrantas.
- Indo muito bem! - Respondeu empolgado - Já está sendo treinado, agora com uma motivação a mais, finalmente conheceu o pai.
- Sua ira deve ter sido algo esplendido de se observar... - Fez uma pausa imaginando a cena.
- Sim, foi algo bem interessante e por pouco não manifestou sua força oculta.
- Seria um tanto precoce para alguém de tão pouca idade e parca experiência não acha? - Perguntou o homem alto que vestia uma simples toga verde, deixando à parte esquerda de seu tórax a mostra.
- Nem tanto, se levarmos em consideração a ajuda que Zarrantas deu ao menino.
- Do que estas a falar Letaran? - Perguntou outro dos ocupantes da mesa, que estava coberto por um capuz e manto negro.
- Ora da força vital doada por Zarrantas ao menino durante o nascimento!
- Engane-te Letaran! Eu nada fiz nessa parte.
- Quer dizer que aquela força do garoto...
- Não é minha. - Interrompeu Zarrantas.
- Mas como pode... Ele é apenas um simples humano, como pode ter tanto poder assim? - Questionou-se preocupado.
- Isso pode ser um ponto falho em teu plano Zarrantas. - Disse o homem alto.
- Não caro Fonan, não vejo desta forma. - Disse dirigindo-se ao homem alto - Isso ode ser até melhor do que esperávamos.
- Só espero que tenhas tudo muito bem planejado, para que no momento exato as coisas não fujam de teu controle. - Concluiu Fonan
- Paciência meu caro, paciência!
- Só não acho que um reles humano detenha tanto poder assim, tudo bem alguns poucos mostrem-se dignos, mas vê o que a maioria fez com o dádiva que os concedemos? Demos a eles a existência, demos a eternidade, mas o que fazem com isso? Destroem-se, deturpam a realidade a sua volta e corrompem a criação a seu bel-prazer! O garoto pode vir a nos ajudar contra este empecilho, mas quem garante que ele há mesmo de fazê-lo? - Questionou Fonan demonstrando certa revolta
- É para isso que Letaran nos serve! - Respondeu calmamente Zarrantas esboçando um sorriso malicioso.
- Não se preocupem amigos - Disse Letaran fazendo um gesto expansivo - Ele há de ser muito útil, mais até do que alguns de vós possam imaginar.
- Assim esperamos! - Concluiu Zarrantas.
- Oh! Ai vem meus ajudantes! Gostariam agora de um chá?


O céu parecia girar a volta de Haldar, por um instante estava concentrado na luta-treino que fazia com Ignus, mas um momento de distração depois e o golpe com o cabo da espada na têmpora o fez cair de uma vez, com um estampido surdo. Estava completamente zonzo, mal sabia o que tinha acontecido, nem sequer lembrava no que estava pensando segundos antes.

- Mas que vergonha Haldar!

Ele agitou a cabeça e sua visão clareou, mas ainda continuava sem a noção exata de onde era o quê. Quando conseguiu fixar seus olhos em algo, viu Ignus parado a sua frente, com a espada no chão e o braço esquerdo apoiado em seu punho. Estava ainda mais alto, seu cabelo ainda maior e sua voz definitivamente não era a de um garoto de treze anos, pelo menos na aparência e principalmente na voz, Ignus era um homem. Seu porte físico faria inveja a qualquer soldado que não cuidasse bem de seu corpo, até mesmo ele às vezes se surpreendia, pois ele mesmo se achava deveras musculoso para sua pouca idade.

Ele estendeu a mão para ajudar Haldar a se levantar, sem entender como seu mestre havia levado um golpe tão simples e tão lento. Suas habilidades de combate haviam melhorado muito, mas mesmo assim Haldar ainda era mais rápido que ele, havia como ele ter escapado, até mesmo contra-atacado, já que apenas se tratava de um ataque visando à abertura da defesa e Haldar.

- Você melhorou! - Disse Haldar agora de pé, mas ainda se sentindo zonzo.
- Melhorei coisa alguma! Você que levou o golpe de propósito! - Reclamou Ignus, sua voz potente como a de um general.
- Antes isso fosse verdade. - Respondeu - Se assim fosse, teria ao menos feito algo para evitar levar o golpe por completo!
- Vou fingir que acredito. Agora se recomponha e vamos continuar o treino.


Já estava quase na hora do alço quando os dois retornavam do treino, Haldar com um inchaço saliente na cabeça devido ao golpe que levara de Ignus. Ele nem esperaram a comida ser servida direito, apanharam um prato e uma porção de cada coisa que havia lá e devorarão tudo como animais famintos. Após todos terem terminado sua refeição, Ignus ficou sabendo que iria à cidade levar o pequeno Ezequiel, lá encontraria Tharion para apresentá-lo a algumas pessoas, com o intuito de facilitar a entrada do menino na escola de necromancia onde Tharion era um dos altos instrutores. Izac disse que não poderia ir, pois receberia a visita de umas pessoas muito importantes, por isso Ignus ficaria encarregado dessa tarefa.

Rapidamente a carruagem Izac foi preparada para levá-los, Ezequiel parecia eufórico vestindo com um conjunto acinzentado que havia ganho em seu último aniversário. Até Ignus vestia uma costumeira camisa sem mangas e calças largas, seu único luxo eram suas botas de couro cru e a espada nova que lhe fora dado por Haldar no ano anterior. Estava muito bem afiada e extremamente polida, a lâmina não era muito larga e também não era muito longa, o que a tornava perfeita para manejar com relativa agilidade. Após verificar o fio pela quinta vez por fim, guardou-a em sua bainha, prendeu a bainha no cinturão e foi até a carruagem, com ar imponente.

A carruagem partiu rápido em direção a cidade, Izac havia deixado ordens expressar ao condutor que não chegassem atrasados em hipótese alguma, por isso o condutor fez questão de ir o mais rápido que pode, tanto que atrás deles a poeira era levantada há uma altura considerável. Ezequiel raras vezes havia saído dos domínios de sua família, naquele dia estava radiante olhava tudo muito satisfeito e com grande curiosidade. Cada vez que via algo que desconhecia, perguntava a Ignus do que se tratava. Ignus em compensação já conhecia bem aquele trajeto, mas fazê-lo de carruagem sabendo que quando chegasse até a cidade todos o veriam saindo dela, o deixava com ar de importância.

Assim que chegaram o condutor rapidamente abriu a porta da carruagem, Ignus saiu todo pomposo com o rosto para o alto, imponentemente segurando o cabo da espada, com Ezequiel ao seu lado. A multidão olhava-os bem atentamente enquanto passavam, Ezequiel ficou surpreso com a quantidade de coisas e pessoas que via, pois poucas vezes tinha ido à cidade. Não demoraram a encontrar Tharion, já que sempre se vestia da mesma forma isso acabava fazendo com que se destacasse do resto. Estava acompanhado de seu filho e de mais duas pessoas, todas trajando mantos marrons.

- Você deve ser Ignus, estou certo? - Perguntou Tharion.
- Sim senhor! - Respondeu Ignus fazendo uma reverência.
- Lembro de você, é aquele menino que Izac comprou aqui há alguns anos, não?
- Sim senhor.
- Está muito bem! - Elogiou-o com sinceridade.

"Impressionante" pensava Tharion. "Quando o vi pela primeira vez, não passava de uma criança amedrontada, mas veja-o agora, parece um tigre faminto. E essa imensa aura negra a volta dela pode não ser muito extensa, mas é forte e sólida demais para alguém de sua idade. Se bem treinado ele pode ser muito poderoso."

Tharion não era conhecido apenas por ser frio ou um excelente necromante, além disso, era um exímio conhecedor de auras e aquela aura não era uma aura normal. Mesmo dentre os guerreiros mais bem treinados, nunca havia visto tamanha força, principalmente vindo de alguém sem o menor conhecimento. Era nítido para ele que Ignus nada conhecia de sua própria força interior, pois ela fluía livremente, quando em pessoas treinadas ela era mais reclusa, embora sempre fosse possível saber a sua força.

Após a conversa de apresentação Tharion pediu para que Ignus deixasse Ezequiel aos seus cuidados, já que iriam realizar os testes com ele em outro local, Ignus concordou e combinou que se encontrariam ali em duas horas. Enquanto isso ele foi andar pela cidade, pois não a conhecia direito e não perderia essa oportunidade. A cidade estava muito movimentada aquele dia, as pessoas se esbarravam com freqüência, mas isso não incomodava Ignus, estava gostando da agitação.

Enquanto andava distraído olhava as várias barracas que vendiam as coisas mais inusitadas possíveis, até coisas que lhe parecia completamente inúteis. Jurou ver também o mercador de escravos Gal, que há alguns anos atrás o vendeu para Izac, chegou a pensar em ir falar com ele, mas a idéia desapareceu de sua mente logo em seguida. A cidade era quase como uma imensa fortaleza, cercada por altos muros com guardas circulando por eles o tempo todo, mas isso não impedia que surgissem algumas confusões de vez em quando. Resolveu sair um pouco da cidade e andar do lado de fora para ficar um pouco isolado, pois começou a ficar cansado da agitação e de tanto falatório.

Andou um tempo a esmo sem saber direito que direção tomar, quando estava do lado de fora da cidade, já um pouco distante, escutou o som de discussão chamou sua atenção. Rapidamente conseguiu distinguir de onde vinha e se encaminhou para próximo da discussão para ver do que se tratava. Uma mulher aparentemente estava sendo ameaçado por um homem que tinha praticamente o dobro de seu tamanho, mas maior foi sua surpresa quando viu que o homem era um dos amigos de Raiarath, seu pai. Sua mente agiu rápido e seu corpo mais rápido ainda, correu o máximo que pode em direção a ele, assim que chegou próximo berrou para chamar sua atenção e quando ele virou, Ignus acertou-lhe o soco entre seus olhos com tanta força, que o fez cair no chão. Assustada a mulher correu para se afastar dali, mas no fundo agradecida pela chegada de seu pretenso salvador. O homem levantou furioso e se deparou com o rosto contente de Ignus, pois seu golpe fora bem sucedido.

- O que você pensa que fez seu fedelho covarde? - Vociferou furioso.
- Covarde? - Ironizou Ignus. - Não era eu que atacava uma mulher indefesa!
- Ei! Eu me lembro de você garoto...
- Que bom - interrompeu - pois eu também me lembro de você.

Mais uma vez o corpo de Ignus agiu muito mais rápido do que ele próprio poderia imaginar, se lançou contra seu oponente com toda a força que tinha, mas no momento exato em que ia se chocar contra ele, deu um passo para o lado, deixando apenas seu braço esquerdo esticado, atingindo em cheio o pescoço de seu oponente, fazendo-o cair no chão novamente. Ignus rapidamente se pôs de pé, agarrou seu oponente pela camisa e começou a arrastá-lo. O homem lutou e conseguiu se livrar do garoto e se levantou logo em seguida, tentou golpear a virilha de Ignus com um chute, mas o garoto saiu com facilidade do golpe.

- Quem você pensa que é garoto? - Falou irritado.
- Eu sei bem quem sou, mas quanto a você só sei que é desgraçado covarde.
- Seu moleque insolente, mas se bem que olhando agora você se parece muito com Raiarath...
- Nunca toque no nome desse desgraçado na minha frente! - Interrompeu Ignus novamente.
- O que você quer comigo afinal? - Questionou
- Apenas quero saber seu nome.
- Cratus. Por que?
- Para me lembrar do primeiro que matarei!

Incrédulo com o que acabara de ouvir Cratus mal se moveu, nem ao menos conseguiu ver o arco que a espada de Ignus fez ao ser desembainhada e logo em seguida rasgar profundamente seu ventre. Pôs a mão no ferimento e viu o sangue que fluía em abundância, mas tomado pela ira avançou contra o garoto. Ignus conseguiu desviar-se de alguns ataques, mas por fim acabou sendo atingido no rosto e no abdome. Cratus pegou uma pedra que havia no chão e acertou-a na lateral da cabeça de Ignus, que viu tudo a sua volta girar por um instante, mas apenas serviu para deixar o garoto ainda mais furioso. Com um chute na linha da cintura conseguiu afastar Cratus, logo em seguida para a surpresa de seu oponente, o garoto jogou a espada no chão, avançando como um animal furioso para cima dele. Cratus não conseguiu fugir e foi golpeado várias vezes nos rosto.

Algo não estava certo, pois a cada golpe que dava ou levava Ignus se sentia mais furioso e sentia algo estranho dentro de si. Quando começou a socar inimigo sentiu seus punhos ficarem pesados, uma sensação esquisita passou-lhe pela espinha e teve a nítida impressão de sentir seus braços arderem. Por um instante parou fitando os próprios punhos estavam normais como sempre, exceto por uma estranha sombra arroxeada que pairava em volta deles. Isso deu tempo o suficiente para que Cratus se recobrasse dos golpes e atirasse Ignus para longe. Vendo que o garoto estava momentaneamente indefeso e confuso, apanhou a espada que estava próxima e correu em direção a ele, para acabar com aquilo de uma vez. Ignus imediatamente foi alertado do perigo por algo que não soube explicar, mas foi isso que o fez sair do golpe do momento preciso. Cratus ficou perplexo com a agilidade do garoto que parecia aumentar cada vez mais, sempre se esquivando na hora certa, isso estava deixando-o cada vez mais furioso.

A ira do garoto parecia aumentar a medida que a batalha ia se estendendo, agora a única coisa que Ignus via a sua frente era Cratus, todo o resto a sua volta tinha desaparecido. Lembrou-se de quando foi espancado por ele e seu pai e mais outro amigo, a dor de cada golpe sofrido voltou ao seu corpo e aquilo pareceu fortalecê-lo ainda mais. Lembrou também que na ocasião a sua soberba e o excesso de confiança fizeram com que fosse derrotado, aliado ao fato de sua falta de experiência. Tentou se desconcentrar de Cratus, visualizar melhor o campo e observar tudo o que havia a sua volta, inclusive o que não podia ver. Sentiu tudo que havia a sua volta, não conseguiu saber como, mas isso não lhe fez diferença naquele momento.

A sua esquerda havia a uma pedra de altura mediana, parecia que só ele havia notado e teve uma idéia. A ira latente ainda estava lá, mas pareceu dar lugar a uma frieza intrigante. Começou a provocar Cratus, que ficou ainda mais irritado e avançou contra o garoto sem pensar. Ignus aproveitou de seu descontrole, saiu da frente mais uma vez no momento exato, mas antes que ele se distanciasse, agarrou e atirou-o contra a pedra, Cratus largou a espada e usou as mãos para impedir a cabeça de se chocar contra a rocha. Quando pensou em se levantar o garoto já estava em sua frente desferindo vários chutes, apenas conseguiu se acuar ainda mais contra a pedra e tentar se defender da maneira que pode.

- Lembra de quando vocês me espancaram? - Berrou Ignus? - Eu quase morri, mas para o seu azar eu estou vivo, mas você não vai ter a mesma sorte!

Repentinamente ele foi erguido pelo garoto com muita facilidade, viu os olhos do garoto inflados de ódio, tentou se desvencilhar, mas não conseguiu se mover, algo o prendia, algo muito forte que nunca saberia descrever, mas era uma força opressora muito forte. Ignus viu tudo começar a escurecer a sua volta, mas estava plenamente consciente de tudo o que acontecia e o que fazia, largou Cratus no chão e começou a socá-lo com toda a força que possuía.
Seus punhos começaram a queimar novamente, ficaram mais pesados e repentinamente um estranho brilho escuro surgiu à volta deles. Ignus não notou isso no momento, apenas sentiu um ímpeto de acabar com aquilo de uma vez por todas, reuniu todas as suas forças e deu um último soco. A cabeça de Cratus se despedaçou na pedra tamanho foi impacto do golpe, seu corpo deu um último espasmo e deslizou lentamente até o chão, o sangue espalhado na pedra e escorrendo até o chão.

O garoto fitou seus próprios punhos, o estranho brilho estava se apagando, tentando em vão fazer com que permanecesse. Olhou mais uma vez para o cadáver sem cabeça de Cratus, pegou sua espada e foi embora satisfeito consigo mesmo, como nunca ficara na vida.

A mulher voltou correndo com os guardas. A tempo de ver chocada o jovem garoto limpar o sangue de sua espada e o cadáver ainda trêmulo de Cratus. A situação para os guardas era tão inacreditável, que deixaram Ignus ir sem ao menos pará-lo e inquiri-lo sobre o ocorrido. Seus superiores jamais acreditariam que um simples garoto teria matado desarmado um dos amigos do cobrador de impostos.

12 comentários:

  1. po cara, nao li pq nao acompanhei essa parada do conto...
    mas enfim é muito grande to meio na correria só lendo coisas pequenas mesmo..

    valeu mesmo assim!

    ResponderExcluir
  2. Cara,

    Muito bom o blog. Tá fazendo parceria, trocando link?

    Se tiver, me avisa ;)

    Meu blog: D Bituca - http://dbituca.blogspot.com

    Abraço

    ResponderExcluir
  3. Discordo totalmente. Ficou muito bom. Principalmente o final com a luta e a estupefação de todos.
    O mais incrível é que, quem escreve, tem dessas. Eu também as vezes escrevo contos ou passagens lá em UATI e penso: "Ficou um lixo". Depois que publico, chovem comentários dizendo que gostaram. Ou são completamente loucos ou querem bajular alguém que nem conhecem.
    Uma agente literária falou pra mim que quando a gente escreve algo, não deve ficar revisando. normalmente, tendemos a ser super críticos conosco e achamos uma m... o que escrevemos; quando na realidade está bom.
    Eu achei muito bom na mesma linha dos outros. Um abraço.

    ResponderExcluir
  4. Linkado no D Bituca (http://dbituca.blogspot.com).

    Abraços

    ResponderExcluir
  5. mt bom teu blog
    entra no meu tbm
    http://www.aliens-worlds.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  6. Cara, é a primeira vez que venho aqui, mas esse conto parece bem interessante, pretendo voltar pra ler desde o começo!

    abraço

    ResponderExcluir
  7. ah não ta ruim não ô...para de bobagem


    bjus
    ah dragus, eu também gosto muito de era...é muito bom, pena q tem gnt q não conhece ou q tem preconceito com esse tipo de música =/

    ResponderExcluir
  8. ihhuihihiuhiuhihiu
    vaiei muito
    a mentira.. hehe
    não acompanhei o seu conto
    mas quem conta um conto aumenta um ponto então é isso aew o demais tá legal seu blog

    vc quer trocar link?


    hm besos

    ResponderExcluir
  9. Dae Pk!!

    Cara, que texto enorme....mas li sim... fiquei meio perdido, mas depois volto pra ler com calma. Gostei do vi. Bom....abração!

    ResponderExcluir
  10. Olá Pessoal!

    estou indicando vocês para um prêmio. O post está no blog Contos Ancestrais.

    Um abração.

    ResponderExcluir
  11. Muito bom o conto, não gostou apenas porque não teve paciência de resolver dois detalhes, que depois que resolveu invalidaram tudo que disse (como se tivesse validade antes).

    Aguardo pela continuação. =D

    ResponderExcluir
  12. estou gostando muito. Me lembra RPG

    Parabéns!

    ResponderExcluir

Cuidado com sua postura ao comentar:
A responsabilidade pelas opiniões expostas nessa área é de de seus respectivos comentaristas, não necessariamente expressando a opinião da equipe do Pensamentos Equivocados.