FORJANDO UM GUERREIRO - BATISMO DE FOGO QUINTA PARTE

ÓDIO

A natureza sempre foi um conjunto completamente estável, poucas vezes havia algo que a abalava. Tempestades, terremotos, erupções eram apenas reações da natureza demonstrando não estar satisfeita com algo. Porém, havia ocasiões onde alguma coisa alterava o curso natural das coisas. Quando isso acontecia apenas algumas poucas pessoas eram capazes de identificar tais mudanças, Teryon era uma delas. Desde cedo aprendera com sua mãe, que era uma feiticeira da natureza, a identificar os sinais enviados que podiam ser vários, seja pelos animais, pelas plantas, ou pela simples mudança da direção do vento.

Naquele dia havia se isolado na floresta para meditar, experimentar alguns de seus feitiços que havia criado e aperfeiçoar outros. Estava tentando se concentrar para entrar em comunhão com os espíritos que vagavam por ali, mas algo quebrou sua concentração como se o houvesse atirado no chão. Uma energia fora do comum estava crescendo cada vez mais, ele pode ver nitidamente as ondas energéticas passarem por ele, decidiu ver por si próprio quem era a fonte de tamanha emanação. Após algum tempo encontrou o que procurava, viu dois homens lutando e viu que a energia emanava do de cabelos cumpridos, que estava de costas para ele. O homem se virou e ele logo reconheceu que era Ignus, ficou espantado por ver que a fonte de tanto poder era do garoto escravo que conhecera há alguns anos. Notou que Ignus parecia desconhecer a própria força, pois não utilizava uma mínima parte sequer da grande quantidade de energia que emanava.

Acompanhou todo o desenrolar do combate atrás de uma árvore, até o seu desfecho quando finalmente se sentiu satisfeito. Viu que mesmo inconscientemente Ignus utilizou sua energia para esmagar a cabeça de seu oponente. Não se surpreendeu ao ver a frieza de Ignus após ver seu objetivo concluído, muito menos observar a satisfação latente em se semblante juvenil. Viu Ignus caminhar lentamente em direção a estrada, certamente com o intuito de aliviar a mente, no momento em que os guardas chegavam, junto com a mulher que estava sendo agredida e estupefatos retornaram sem fazer nada ao garoto.

- Gostou do que viu? - Perguntou Ignus de modo distraído virando na direção de Teryon.
- Surpreendente como mesmo focado no combate conseguiu me ver aqui! - Respondeu Teryon saindo de trás da árvore em que estava.
- Na verdade só percebi agora! - Disse sorrindo - Com certeza estava vendo o que fiz.
- Vi sim! É impressionante a forma como você mudou...
- Não me lembro de nos conhecermos.
- Sou Teryon, filho de Tharion. A primeira vez que nos vimos foi exatamente naquela cidade, quando Izac comprou você daquele mercador.
- Sim é verdade, agora me lembro!
- Posso saber o motivo da contenda?
- Refere-se àquilo? - Perguntou Ignus apontando para o cadáver de Cratus.

Enquanto caminhavam Ignus explicou a Teryon um pouco de sua história e o por quê do combate de momentos atrás, resumiu as coisas não para ocultar os fatos, mas também por não conhecer Teryon e justamente por isso não saber exatamente se podia confiar nele. Teryon se surpreendeu ao ouvir o relato e demonstrou compreender os motivos de Ignus. Ficaram conversando enquanto caminhavam envolta da muralha da cidade, Ignus contando um pouco de sua estória e Teryon falando um pouco da dele. Depois de um tempo Ignus resolveu voltar para a cidade, pois logo teria de buscar Ezequiel. Teryon o acompanhou já que dali seguiria com seu pai para a escola de necromancia.


- Como foi sua avaliação meu filho? - Perguntou Izac logo que seu filho saiu da carruagem.
- Foi difícil, mas eles me aprovaram. Devo começar os estudos no próximo mês! - Disse o garoto com certa empolgação.
- Muito bom! E obrigado Ignus por ter levado e trazido meu filho a salvo! - Agradeceu fazendo uma reverência sincera que foi retribuída de forma correta

Assim que foi dispensado Ignus procurou Haldar, teria de lhe contar o que houve, afinal de contas estava empolgado com sua primeira vitória em um combate, mas também porque queria saber o que era aquela estranha aura negra que havia visto a volta de seu punho. Encontrou-o no estábulo cuidando de seu cavalo pessoal, estranhou ao ver o rosto de Ignus daquela forma que misturava uma incomum alegria e duvida. Pediu que esperasse enquanto terminava, para poderem conversar com mais calma e em um local mais reservado. Assim que terminou se dirigiu para local onde sempre treinavam, o garoto contou tudo exatamente como aconteceu, sem ocultar absolutamente nada.

Ao fim do relato Haldar parecia satisfeito com a vitória de Ignus, porém seu silencio era intrigante para o garoto, mesmo sabendo que ele estava pensando justamente sobre a tal aura negra que Ignus falou. Por fim Haldar pediu que Ignus contasse mais uma vez como foi que a estranha aura surgiu, o que sentiu no momento e se havia algo mais a dizer. Ignus repetiu exatamente do ponto em que sentiu seus punhos queimarem e viu o estranho brilho. Haldar pensou mais um tempo, buscando em vão uma resposta diferente à qual já havia surgido em sua mente.

- Você já ouviu falar do shii? - Perguntou a Ignus.
- Do que se trata? - Perguntou o garoto tomado de duvidas.
- O shii é a essência da alma, tudo aquilo que você faz, por mais simples que seja o ato, é por causa do shii.
- Mas o que isso tem a ver com a tal aura que vi?
- Aquilo era o seu shii. Tente entender, todos nós possuímos o shii, os animais e as plantas também possuem, só que para olhos não treinados é impossível vê-lo.
- Então como consegui enxergar isso?
- É simples, seu shii aflorou de tal forma que você foi capaz de vê-lo, creio que até alguém com um treinamento elementar teria conseguido vê-lo também, ou no mínimo senti-lo.
- Acho que entendo, mas o que exatamente isso significa?
- Significa que teremos de mudar o foco do treinamento!


Os meses se passaram e Ignus começou a compreender o que era shii, periodicamente aos treinos regulares Haldar lhe dava lições sobre como usar sua energia interior e de como aflorá-la para torná-la visível. Ignus via as demonstrações de Haldar emanando seu próprio shii e ficava impressionado com a beleza e a força da energia que via a sentia, perguntando-se porque Haldar nunca havia falado nada a ele sobre isso. Por fim ele aprendeu como evocar o shii quando bem entendesse, mas isso foi um pouco cansativo no início, "com o tempo você irá se acostumar e poderá evocar seu shii cada vez mais e por mais tempo", dizia Haldar cada vez que via a decepção no rosto do garoto quando perdia a concentração.

Os treinos foram ficando cada vez mais constantes, também eram mais constantes os trabalhos que Ignus tinha que realizar fora dos domínios de Izac, o que o deixava contente, principalmente por ter a oportunidade de conhecer cada vez mais coisas e lugares diferentes. Certa vez foi com Haldar até outra cidade que ficava a dois dias de distância dali, para comprarem algumas coisas que não haviam pelas redondezas. Nessa viagem Ignus teve tempo suficiente para treinar com seu shii, enquanto não era sua vez de guiar a carroça, seu nível de controle já estava em um grau tão avançado que já conseguia fazer sua aura pulsar a sua volta e até mesmo alterar levemente sua aparência, o que segundo Haldar era um grande progresso para alguém que mal havia conhecido a existência de tal arte.

- Agora que eu sei manipular minha aura, você poderia me ensinar algo mais. - Incitou Ignus.
- Você pensa que sabe manipular sua energia garoto! - Caçoou Haldar - Quando realmente aprender vou te ensinar algo mais, com certeza.


No segundo dia de viagem pouco depois do amanhecer eles finalmente chegaram, adentrando na cidade que já pelas primeiras hora da manhã estava muito bem movimentada. Era muito maior do que a cidade próxima aos domínios de Izac, possuindo duas fortificações militares, um imenso templo em homenagem a algum deus que eles desconheciam e o palácio do governo local no fim da cidade. Logo após o portão de entrada havia uma estátua de grandes proporções, feita de bronze e com traços bem realistas. Tratava-se de uma estátua feita em homenagem a Paia, Deus da Guerra. Haldar reverenciou a estátua e fez uma breve prece silenciosa, que foi imitada por Ignus. O garoto ficou sabendo que Paia era uma das divindades cultuadas por Haldar, sendo a outra Behemot, o Senhor das Bestas, como era conhecido.

Como ficariam ali mais dois dias antes de seguir em viagem de volta, decidiram que antes de qualquer coisa comeriam e procurariam alguma estalagem. Acharam uma com um preço bem razoável e que oferecia certo conforto, seu único problema seria onde guardar a carroça, mas nada que o dono da estalagem não pudesse resolver por algumas moedas, gentilmente cedidas por Haldar.

Andando pela cidade logo puderam ver onde encontrariam as coisas de que Izac precisaria, mas decidiram por não comprar naquele momento, Haldar disse que tinha alguns assuntos para resolver, deixando Ignus livre para fazer o que quisesse. Aquilo para ele era um momento singular em toda sua vida, nunca antes teve liberdade para fazer o que bem entendesse, nem dinheiro, mesmo não sendo muito, a quantia deixada com ele era mais do que suficiente para fazer o que ele pretendesse. Não muito longe dali havia uma área de recreação onde muitas crianças e até adultos se divertiam de todas as formas, muitos brincavam de pegar enquanto outros se divertiam com um jogo de bola. Em seu intimo uma tristeza brotou enquanto observava crianças fazendo o que nunca pode fazer, teve vontade de se juntar a elas, olhou para si e viu a espada presa ao cinto, lembrou-se do que havia passado em sua vida, lembrou do objetivo que havia traçado... Havia um poço onde algumas pessoas pegavam água e levavam para suas casas, outras bebiam, Ignus resolveu lavar o rosto para afastar a tristeza e clarear as idéias, quando olhou seu próprio rosto. Era a primeira vez que notava o quanto havia crescido, ainda imaginava seu rosto com traços infantis, diferente do que o reflexo na água lhe mostrava, um rosto adulto, com traços fortes, olhos severos e tristes e o longo cabelo que lhe adornava a face.

Afastou-se dali por não se sentir digno de fazer parte do que via, aquilo nunca fez parte da sua vida e não seria agora que faria. Para onde quer que olha-se via pessoas felizes, crianças que brincavam despreocupadas. Aquilo o fez sentir raiva, pior, sentia ódio, que brotava pouco a pouco dentro de seu ser, mas não sabia descrever, só sabia que ver aquilo o deixava com mais ódio. Não odiava as pessoas, mas sim os atos delas, como poderiam estar assim, agindo de forma tão despreocupada e leviana enquanto outras simplesmente sofrem por não poder ter o mesmo? Havia algo dentro dele que pedia para acabar com aquilo de uma vez por todas, sentia vontade de matar, lembrou-se de seu pai, sua fúria se elevou ainda mais.


Distraído com seu próprio sentimento acabou derrubando um homem que vinha na direção oposta, sendo arrancado de seus devaneios por um golpe na nuca desferido pelo homem, que furioso retornou para tomar satisfação. Uma dor cegante explodiu na cabeça de Ignus, enquanto ele tombava para frente segurando a cabeça. Furioso o homem ainda desferiu mais dois chutes contra a barriga do garoto, que nem ao menos pode se defender. Quando Ignus em parte se recobrou do que estava acontecendo viu o vulto do homem que furioso, segurava-o pela camisa e berra coisas incompreensíveis. Todos a volta pararam para ver o que se passava e acompanharam todo o desenrolar da cena, assombrados no início e chocados ao final, nunca antes haviam visto o que estaria por vir.

- E então moleque responda! - Ordenou o homem.
- O que? - Questionou Ignus ainda grogue pela pancada na nuca.

O homem atirou Ignus no chão e começou a chutá-lo mais uma vez, porém desta vez o garoto conseguiu se esquivar instintivamente, enquanto sua mente começava a clarear. Assim que seus olhos começaram a enxergar melhor e os ouvidos a funcionar como deviam, Ignus reconheceu o homem, era o outro dos amigos de seu pai. Absorto pelo que via e um pouco confuso por tudo, Ignus ainda sofreu mais dois golpes no rosto, caindo mais uma vez no chão e sangrando desta vez.

Levou a mão ao rosto e por um instante contemplou o próprio sangue, era de uma tonalidade fraca de vermelho, pois estava misturado a poeira do chão. Suas mãos jovens, porém calejadas do trabalho árduo tremeram, não de medo, mas de incredulidade. Ergueu-se com dificuldade, tropeçou nas próprias pernas tendo que se apoiar com o braço para não cair no chão de novo. O companheiro de seu pai agora ria dele sonoramente, as pessoas à volta olhavam curiosas, enquanto ele sangrando e sujo se erguia com alguma dificuldade. Ignus limpou o rosto sujo de sangue e poeira com as costas da mão, olhou para o homem que o havia atacado, seu olhar mudou do olhar do garoto incrédulo, para olhar de um predador faminto.

Calmamente andou até bem próximo dele, sem esboçar o menor sinal de raiva e encarou-o bem nos olhos. O homem retribuiu o olhar, mas logo desviou e enraivecido pelo ato do garoto tentou socá-lo mis uma vez. Ignus deu um passo para o lado, por pouco não sendo atingido, viu que poderia contra-atacar, mas mesmo assim não o fez. Sua espada havia se soltado do cinto, voltou até onde ela estava e calmamente apanhou-a e foi embora. Incrédulo do que estava acontecendo o companheiro de Raiarath observou tudo, ficando ainda mais confuso e furioso quando viu o garoto abrir caminho por entre a multidão a partir.

Aquilo não fazia o menor sentido para ele, como alguém podia ser atacado e humilhado dessa forma e simplesmente partir? Furioso correu atrás do garoto, assim que o alcançou puxou-o pelo ombro e fitou seus olhos mais uma vez. O garoto tinha um semblante inexpressivo, não havia como saber o que ele sentia, mas agora que o encarava de frente percebeu a semelhança dele com o seu amigo Raiarath, era impossível negar que eram pai e filho. Pensou em perguntar porque o garoto não reagiu, mas as palavras não saíram de sua boca, apenas apertou com mais força o ombro dele. Ignus olhou do ombro até o rosto dele fixando ainda mais o olhar, até que finalmente foi solto, mas mesmo assim permaneceu com os olhos fixos em seu pretenso oponente.

- Você é realmente filho de Raiarath. - Disse confuso perante o olhar fixo do garoto.
- Eu nunca tive um pai, nunca tive uma mãe... Nunca tive ninguém! - Respondeu Ignus com firmeza.
- Você...
- Eu matei o seu amiguinho meses atrás sabia? - Interrompeu Ignus deliciando-se com ódio latente que surgia no rosto de oponente - Foi algo que me deixou feliz e aliviado. Eu ia te matar também, mas te vendo agora tive pena em ver como você consegue ser mais fraco e covarde do que ele.

Essas últimas palavras atingiram seu ego com mais força do que qualquer golpe que o garoto pudesse dar, além do mais, o fato de agora saber quem havia matado seu amigo o deixava ainda mais furioso. Em um primeiro momento quando viu o cadáver sem cabeça de seu amigo, ficara horrorizado e com muito ódio, agora que sabia quem havia sido o assassino ficara ainda mais furioso.

Preparou o próximo golpe, mas antes de conseguir desferi-lo Ignus já o havia derrubado, quando notou o que havia acontecido viu tudo escurecer e só conseguiu sentir a dor de vários golpes dados pelo garoto, que pareciam vir de todas as direções possíveis. Ignus parecia um animal descontrolado, batendo onde via, onde encontrava espaço, queria que ele sentisse toda a dor física que fosse possível, para que sentisse o mesmo que ele sentiu quando foi espancado por ele e por seu pai.

- Dói não é? - Perguntou Ignus bufando de fúria. - Isso não é nada perto do que vocês me fizeram sentir, nada perto do que eu sofri, NADA!

Ele conseguiu abrir os olhos e ver Ignus uma ultima vez, viu o estranho brilho negro a volta do garoto, a dor dos golpes que sofrera instantes atrás pareceu aumentar como se fossem pressionados mais e mais. Ignus segurou umas das pernas de seu oponente para o alto, golpeou-a com a espada ainda na bainha. O golpe foi tão violento e perfeito que quebrou o osso com facilidade, fazendo seu algoz gritar de dor enquanto se contorcia no chão.

O garoto ponderou, mesmo com o ódio que sentia aquele homem a sua frente não era digno disso, em seu senso de justiça um covarde deveria morrer como um e aquela era a ocasião perfeita. Vendo-o ali atirado ao pó, contorcendo-se como um animal agonizante, o covarde nem era digno de pena, Ignus resolveu dar fim nele. Sacou a espada e jogou a bainha para o lado, ergueu-a com as duas mãos e deu um único golpe, rápido e seco, separando a cabeça do corpo. O corpo contorceu-se por alguns momentos até parar definitivamente, enquanto o sangue jorrava e se misturava ao solo. Ignus contemplou a cabeça que imortalizava o último momento de dor daquele homem, a expressão grotesca de alguém que parecia mais estar sofrendo com o próprio fracasso, não com a dor que sentia.

Do outro lado da multidão que chocada ainda observava o garoto que lentamente limpava a espada, guardando-a em seguida, Haldar observava tudo intimamente feliz com o crescimento de seu mais jovem pupilo, satisfeito de ver que mesmo jovem ele havia progredido mais do que muitos de seus mais experientes guerreiros.

A multidão abriu caminho para Ignus que agora carregava a cabeça do amigo de seu pai como um troféu, ninguém ousou pará-lo ou sequer ficar em seu caminho. Os guardas locais chegaram durante o confronto, mas agora estavam por demais estupefatos para fazerem algo. Haldar olhou nos olhos do garoto enquanto ele se aproximava, viu a felicidade que pouco a pouco brotava e ficava mais nítida, enquanto eles se afastavam, como se nada houvesse ocorrido.

5 comentários:

  1. Bom, um dia uma morte.

    Capítulo bem ao nosso estilo, longo. =D

    Mas um dos mais tranqüilos de ler, acho que estou me acostumando com o jorrar de sangue...

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  2. Ah! Esse aki eu já conheço! É tdo de bom!!!

    Ok.
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  3. Quando vai rolar a sexta parte? Esse já havia sido publicado não?
    De qualquer forma é bom para relembrarmos de onde a estória parou e tomarmos pé da evolução dos personagens.

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  4. A cada capítulo o Ignus está mais e mais sangrento.
    Gosto disso. ^^
    Como sempre muito bom.

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