Como Não Ir a Bienal - Final

Como vimos no início de nossa aventura, Sir Dragus, o Dragão Rosa e Sir Pk, o Minotauro, junto com suas respectivas esposas, planejavam ir até a convenção conhecida como "Bienal", que ficava em terras longínquas, muito além do alcance do olhar humano. Após esperarem horas em uma fila para tomar a carruagem para partirem em viagem, sem contar a ameaça dos dragões que pairavam sobre suas cabeças (fato omitido do capítulo anterior), nossos aventureiros conseguiram seguir viagem. Agora a continuação e o desfecho de nosso conto...






... Mas antes a parte dos Dragões!

Como não foi dito (propositalmente por esquecimento do autor) no capítulo anterior, enquanto nossos intrépidos cavaleiros aguardavam "pacientemente" na fila para a carruagem, suas respectivas esposas foram olhar as vitrines de algumas lojas locais, mas nada de interessante estava a venda, para sorte de nossos cavaleiros.

Mas havia algo muito pior do que o impulso consumista de suas esposas, acima das cabeças de nossos cavaleiros e dos outros transeuntes que aguardavam com grande alegria na fila, dragões pairavam sobre eles observando suas futuras vítimas com grande atenção. Sir Pk, o Minotauro, dotado de sue grande senso de alerta para o perigo, logo descobriu a existência dos dragões e ergueu seu escudo para proteger-se da ameaça alada. Para sua sorte Murphy deveria estar em horário de almoço, então nossos adorados cavaleiros sairam incólumes da ameaça alada...
Já as outras pessoas...


Agora retomemos a estória de onde parou...

Após horas viajando e rodando incontáveis vezes pelo mesmo lugar, nossos cavaleiros já não faziam a menor idéia de onde estavam, sem contar suas esposas. Mas o calvário parecia estar por terminar, por finalmente estavam se aproximando de seu destino após horas de tortura, espremidos dentro da carruagem.

O local era flanqueada por uma vasta montanha, além de rios e pântanos de odor nada agradável, mas mesmo assim, era lugar muito cobiçado por nobres. O local do evento era um imenso conglomerado de pavilhões e armazéns de proporções colossais, mas de arquitetura e principalmente localização, nada louváveis. Cercado por foços profundos e vazios, o local parecia seguro, mas as pontes fixas e falta de centuriões tornava o local propício para a ações de salteadores. Para não dizer que não havia segurança alguma, três solitários cavaleiros patrulhavam o entorno do local em seus belos cavalos, talvez para dar a falsa sensação de segurança aos visitantes.

O interior era imenso, repleto de colunas gigantescas e espaços vastos que pareciam sumir em meio a grande multidão que se acotovelava, apenas para entrar na fila para poder pagar o ingresso. Havia um solitário homem que inutilmente tentava avisar as pessoa que havia uma fila menor, mas as pessoas categoriacamente o ignoravam e se dirigiam à fila maior. Estranhamente as duas filas menores era as que estavam indo mais rápido, sendo uma para pagar em dinheiro local e outra para pagar com uma nova modalidade monetária, chamada de "Visa Electron", mas que uma placa sismava em dizer que era outra coisa (vide foto ao lado). Pelo visto os escribas locais estavam com algum problema, ou com preguiça mesmo!

O que se podia encontrar lá além de livros e mais livros? Elefantes, óbvio! Um nobre de terras distantes foi até o local levando consigo um elefante para poder carregar seus pertences, mas não contente apenas por levá-lo, teve que levá-lo até dentro do pavilhão inicial, para que o próprio não fugisse, segundo a desculpa dada por um de seus serviçais.

Andando pelo local um dos primeiros estandes que podia ser visto era o da Vergonha Nacional que estava espantosamente vazio, exceto é claro pela sua própria equipe e algum ou outro transeunte que zombava quando passava em frente. Além da grande aglomeração de gente, havia também muitos expositores, vários livros de todos os temas, tamanhos e preços possíveis. O local era um verdadeiros labirinto literário, prato cheio para os leitores compulsivos como nossos cavaleiros, mas como eles não tinham nem dinheiro muito menos sorte de saber onde estavam as melhores promoções o jeito foi andar e andar e andar, para apenas observar, babar e sonhar.

Uma das coisas que nossos cavaleiros fizeram enquanto caminhavam deslumbrados com tudo que viam, foi aproveitar a oportunidade e divulgar seu "blog" (uma espécie de jornal independente que ambos escreviam). Escreveram na parede mesmo o nome do "blog" e saíram contentes e serelepes como dois meninos que acabaram de ganhar um brinquedo novo.


Logo após andaram por mais alguns longos minutos, se depararam com uma lenda viva do desenho, o Ziraldo, o desenhista, famoso por suas suas pinturas seqüenciais, divididas em quadros, as quais chamava de "estórias em quadrinhos", sendo sua mais famosa criação a estória do "Menino Maluquinho", um garoto que usava uma panela na cabeça, achando ser um elmo. Tentaram a duras custas uma gravura dele, com não conseguiram pediram para que seu amigo e ocasional escudeiro, Werner, o magro, conseguisse uma imagem de tão ilustre figura!

Por último antes de saírem, Sir Pk, foi pego na armadilha da feirinha de revistas por R$ 1,00 e tentou inutilmente encontrar algum exemplar que não possuía de uma revista que colecionava, mas que havia perdido a periodicidade. O alvoroço era tanto, que nosso corajoso cavaleiro, quase foi expulso do local, por pessoas que também tinham o mesmo objetivo.

Onde está o Pk?

Saldo da ida ao evento: pernas completamente destruídas, assadura entre as pernas (ser gordo dá nisso), falta de dinheiro, fome, sede, calor, cansaço, dor de cabeça, sono e um mundo de outras. E mais uma vez nossos destemidos cavaleiros sobreviveram a mais uma aventura, não sem antes é claro de fazer a burrada de combinar outra empreitada justamente no dia seguinte!
Mas está já é uma outra e longa estória...

12 comentários:

  1. Pow...agora deu maior inveja....pelo menos sua novela acabou tb... NEm me fale das assaduras...afff!
    Muito boa a saga da bienal...parabéns!!!

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  2. EU NUM VO A BIENAL, NUM LEIO NEM CARDAPIU DE CARRINHU DE LANXI

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  3. hauhauah pelo menus consiguiram entrar
    moh bom o blog

    http://meloga.blogspot.com

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  4. Que aventura ein! Espero que vocês tenham conseguido achar algo de bom nisso tudo.
    Os livros no Brasil são caros demais. O acesso à cultura, ainda é privilégio de poucos.

    E a questão do nome do DRAGUS? Hoje é primeiro de Outubro!

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  5. Que aventura ein! Espero que vocês tenham conseguido achar algo de bom nisso tudo.
    Os livros no Brasil são caros demais. O acesso à cultura, ainda é privilégio de poucos.

    E a questão do nome do DRAGUS? Hoje é primeiro de Outubro!

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  6. rsrsrs..

    Leitores compulsivos fazem mesmo de tudo para entrar numa feira de livros, eu que o diga!

    Gostei da saga de vocês, as assaduras valeram à pena.

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  7. Finalmente a conclusão da saga. sinceramente acho que uma consulta ao feiticeiro local visando serem mergulhados no sal grosso e em entranhas de animais. (rs)
    Assim, de repente, essas constantes manifestações malévolas de Murphy acabam.

    Um abraço.

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  8. Nossa, haja disposição... fiquei cansada só de ler isso!
    Tô até repensando a idéia fazer esse mesmo passeio em SP! hehe
    Bjocas

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  9. Olá, mais uma vez gostei de ver a "saga"kkkkkk, mas valeu a pena né???
    Olha, tem indicação p vcs lá no meu blog.
    bjus

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  10. Olá rapazes!!!

    Quero convidá-los a se aventurar em participar da discursão que está contecendo no meu blog essa semana! Aguardo vcs lá!!

    http://karynemlira.com/category/debate-da-semana/

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  11. Como disse alguém em meu blog, "santo google que me fez chegar aqui".
    Só tentei ler en passant esta parte sa saga na bienal.
    Já estou irremediavelmente atraída.
    Voltarei mais tarde para elr mais.

    beijos

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