Noite Alucinante de Verão... no Inverno? o.o'

Conforme disse que faria, eis meu post dedicado a minha febre, eu realmente dedicaria uma canção para ela, mas a canção já tem dono... Tentei escrever em forma de conto, mas também serve de relato, ou sei lá o que li. Li e reli tentando entender e pareceu confuso. Se tentar explicar mais deixa de ser alucinante. Como som pra escutar aconselho um bom tecno, daqueles bate-estaca, onde você fica louco só com o "tumtz-tumtz-tumtz-tumtz-tumtz-tumtumtum".

Boa leitura a todos que pediram os relatos. =p


Você chegou no sábado a noite. Rasteira, leve e completamente fogosa. Nem parecia que naquele mesmo dia tínhamos ido a um restaurante. Eu e você. Mas você ainda não tinha chegado, nem tinha dado sinais. Foi durante o transcorrer do dia em que sentia sua presença radiante em minha vista. Meus olhos ficaram emocionados, cheios de lágrimas da emoção de sentí-la em minha vida novamente. Fazia muito tempo que não a via, alguns longos meses.

De repente você deu seus primeiros sinais. Primeiro fez de mim um homem mais humano. Sentimentos afloraram, emocionando-me tão profundamente que pensei que abriria meu coração ao primeiro desconhecido da rua. E você continuava a me acalentar. Seu toque quente já me tomava o âmago de meu ser, mas as pessoas a minha volta não conseguiam perceber o que acontecia, se negavam a aceitar sua sublime presença, seu doce retorno. Não acreditavam quando falei "Olha, ela chegou!".

Então quando cheguei em casa minha amada esposa te percebeu. Munida das mais variadas defesas contra sua presença me entupiu com os mais variados métodos para evitar que se instalasse em meu lar. Mas nenhum parecia funcionar. Você chegou, e pra ficar. A praia que havíamos combinado para o dia seguinte ficaria para a semana seguinte. Você mostrou a mim e a minha esposa que é inútil planejar praia, principalmente um casal de pés-frios. Mas você estava esquentando as coisas, ao menos para mim.

E então, febre maldita, você destruiu minha sanidade... Ou o pouco que tenho disso. =/

Foi quando as visões começaram. Tentei dormir e enquanto tudo silenciava, escutei passos. Pareciam cada vez mais próximos. Abri os olhos para ver o que era, mas meus olhos não abriram. Estava completamente só, pelo menos era o que sentia. De repente senti como se um monstro me pisoteasse. Tentei em vão me debater, nada podia fazer a não ser sofrer com o enorme peso sobre mim. E de repente abri meus olhos e estava ao lado de um mago, um guerreiro e um rastreador, e a pantera (veja a foto da "pantera" ao lado) do rastreador não saía de cima de mim (sem trocadilhos). Não lembro do nome de nenhum deles, mas eles eram meus amigos e eu podia confiar neles.

Estava caído no chão de uma masmorra de pedra. Vestia trapos, como se fosse um ladrão muito surrado. O mago colocava bandagens na minha cabeça e dizia que estava tudo certo. Senti próximo de mim a fungada da pantera do rastreador, um belo felino de pelos ruivos. Os três olhavam ameaçadoramente para o fundo de um corredor onde no final diziam estar o terrível monstro. Eles se despedem e partem. Apenas escuto o sons de explosões e de batalha, e uma voz me chamando. É ela, mas não ela, e sim ela, a minha esposa. Ela está ao meu lado na cama, sei lá que horas são, e pergunta como estou, eu balbucio algo que não me lembro bem - e nem ela -, mas adaptei:
- O mago, o guerreiro e o rastreador estão lutando contra o terrível monstro, eles vão conseguir!
- Que bom! Que bom!

E vejo a pantera deitada ao lado, dividindo travesseiro com minha esposa. De repente uma enorme fera negra de duas cabeças surge e me pisoteia. Eu berro por socorro enquanto meus bagos (ou bolas, se preferirem esse termo) são esmigalhadas por patas com garras pesadas. As criasturas se debatem sobre a cama e sinto o mago, o guerreiro e o rastreador voltarem em minha ajuda, enquanto a pantera ataca a fera de duas cabeças com ferocidade.
- Tirem o cérberus daqui! - Berro, de forma que todo o apartamento, e provavelmente o prédio, escutam. - Esse maldito animal de duas cabeças!


(O Terrível Cérberus!)

A terrível fera de duas cabeças é levada embora por minha esposa e tudo escurece. Cedo aos efeitos proporcionados por aquilo que mais me esquentava. Quando desperto está tudo escuro e solitário. O mundo treme e balança, parece um terremoto, não é um terremoto, sou eu. Estou com um puta frio mesmo, de bater queixo mesmo debaixo de 5 lençóis, uma coberta e em um apartamento que nessa época do ano ferve (aqui a noite faz uns 30 graus...). Para resolver o problema o que faço? Acordo minha esposa e peço ajuda? Pego mais lençol?

Não!

A sapientíssima criatura, inerte de pensamentos lógicos e capaz de vislumbrar honestidade até em Renan Calheiros (mas ainda assim não acreditaria, posso estar insano, mas burro não), decide tomar um banho. Claro, um banho quente é maravilhoso nessa época do ano e naquela hora da noite (e nem sabia que horas eram) seria ótimo pra meus cabelos longos, pra roupa de cama, pro banheiro e pra minha saúde em perfeito estado. E seria um banho longo de cinco minutos, mais do que isso o disjuntor do apartamento não aguenta e tudo apaga. E juntar uma pessoa em delírio com escuridão não seria bom, e como disse acima, eu estava louco, não burro, e tomei um banho de cinco minutos quando queria tomar um de cinco horas.

"Adendo: Quando tenho febre ou qualquer doença, significa que a CEDAE (empresa de Água e dEsgostos do Rio de Janeiro) e a CEG (Companhia Estadual de Gazes tóxicos e assassinos) vão sorrir ao fazer as contas de consumo do meu prédio/casa/apartamento ou de qualquer lugar que esteja. Tomo longos banhos em intervalos de meia hora, ou seja, se tiver banheira em casa e estiver doente, me mudo pra banheira e ali fico até ser arrancado, me curar ou me mesclar a água e descer pelo ralo, o que vir primeiro ou até junto."

Saí do chuveiro me sentindo um bambuzal num furacão de nível 5, tremia que dava pra fazer um milkshake bastando apenas misturar os ingredientes num copo (COPO! LERAM? COPO!) e me pedir pra segurar o COPO! (obviamente não tenho mal de parkison, seus maldosos). Com muita falta de habilidade e excesso de movimentos perfeitamente mal calculados consegui chegar a sala, me dei conta do caminho errado e voltei para o quarto, onde minha esposa dormia... Acordada! Ela me esperava e perguntou se eu estava bem. "Estou bem, sim", menti descaradamente enquanto tremia e balbuciava coisas sem sentido. Ela coloca a mão na minha testa, se levanta e pega mais remédios. Estou sem notícias do guerreiro, do mago e do rastreador. A pantera desaparecera, em seu lugar estava novamente meu gato. Estou zonzo, com dor nas pernas, e agora tomarei mais remédio.

- Se nada disso funcionar vou te dar novalgina. - Diz minha esposa, deitando novamente.
- Mas amor, estou sem saúde pra isso. - Respondo, do jeito que dá.
- Estou falando do remédio, seu idiota! - Rebate minha esposa, com todo carinho que o momento permite, e eu nem tinha feito piada... Nem tinha feito nada, nem lembrava quem era naquele momento.
- Mas aquele remédio tem gosto ruim. Tem que comprar chocolate pra compensar. E quero que você faça pudim pra mim! Tenho desejo de pudim! - Nesse momento apelo para artimanhas que nunca funcionariam, mas quero fugir do gosto do remédio. - Eu não posso tomar Novalgina! Eu sempre vomito! Pode ligar lá pra minha mãe ou minha avó, elas vão confirmar.
- Amanhã eu compro, se você não melhorar.
- Eu vou melhorar, com certeza!

Tudo ficou escuro novamente, meu cérebro ou desligou, ou eu desliguei, sei que despertei com o chamado do ICQ, duas vezes. Da primeira vez era um som distante, e horas depois veio o segundo som. Não teve jeito e despertei de meu sono eterno, e com a ajuda dos espirítos da febre cambaleei até o computador ver quem me incomodava de meu sono do tratamento de beleza com Belzebu, o que é conhecido como "Cão Que Chupa Mangas". Sonhos interessantes, envolvendo coisas que não me lembro, mas envolvia a mega-sena e ao mesmo tempo o Lula. Não sei a relação, e nem quero lembra hoje, ou nunca. =/

No ICQ era o Pk, me passando as novidades do blog. Eram duas únicas mensagens enviadas com o intervalo de um minuto. Ou seja, o que eu pensava ser horas entre uma mensagem e outra, na verdade eram apenas segundos. Ele apenas divulgava o tema de seu post, o sobre como montar um blog. Papeamos um pouco sobre meu estado elevado de espiríto (elevado em uma temperatura alta, diga-se de passagem) e sobre o post em si, ele postou, eu comentei completamente aloprado e demorei tanto a digitar que o comentário começou a ser digitado as 3:50am e postei ele as 4:30am, e nem revisei o português do texto. Depois disso o Pk morgou e eu demorei cinco minutos pra compreender que ele tinha ido dormir, e mais dez pra chegar na cama para rolar por mais meia hora até apagar.

No dia seguinte melhorei tanto e de forma tão convincente que ela foi comprar a novalgina. Estava tão preocupado com vultos brilhantes no quarto que não sentia o tempo passar, e o tempo se arrastava. Não tinha nenhuma noção de horário, nem sabia quem eu era direito, mas senti ela sair e voltar com a maldita. Ela fez uma bela dosagem de acordo com a bula e me deu junto com um pudim - comprado. - Agradeci pelo pudim, ainda assim cobrando o que ela tem que fazer, e fará, e usei ele pra mascarar o gosto horrível desse remédio. Pensaram que ela foi comprar a pílula? Não, ela comprou novalgina em gotas mesmo, aquela maravilha da terra de Saddam. Pensei, antes da compra, em usar o argumento do "vou passar mal com novalgina", mas ela simplesmente pegou o telefone e ligou para minha avó.
- Dona (nome oculto), o (nome do dono do blog) tem algum problema com Novalgina?
- (voz do outro lado, dando detalhes que não queria que desse)
- Não, é que o (nome do dono do blog) diz que passa mal...
- (voz torna a falar)
- Tá, então vou comprar.

E foi comprar. Quinze minutos depois voltava com o maldito remédio.

Enquanto isso criei uma memória onde soldados que foram tortunados no Vietnan ao voltar não podiam ficar perto de novalgina, tinham convulsões terríveis, gritavam e berravam. E depois repetiam tudo de novo, ou até ficarem distantes ou até providenciarem uma arma e destruírem a fonte de sofrimento. Ninguém podia resistir a seu gosto horrível. Se uma pessoa tem repulsa a remédio, essa pessoa tomou Novalgina (sem trocadilho) quando criança. Mas apesar de meu desespero, frescura e delírios insanos, e dos soldados veteranos de minha cabeça implorarem por não sentir esse maldito gosto, o remédio fez efeito e finalmente pude resistir as alucinações, mas não antes de ter uma última e a mais ridícula de todas.

Minha esposa estava jogando Pikmin 2, um jogo do Game Cube. Enquanto estava na cama comecei a escutar apitos vindo de todos os lados, e eu precisava sair dali. De repente senti um puxão no cabelo e saí da cama e saltei sobre um enorme matagal. Tudo era enorme. Diante de mim estava minha esposa e um monte de pikmins. Tentei falar algo, mas eu só dizia "blu blu bli", e coisas do tipo, me sentia um emo. Ela apitou e fiz posição de sentido. Ela fez sons estranhos e apontou para um monstro e fui bater nesse monstro junto com outros pikmins, e vi que tinham alguns que eram iguais a mim. De repente o monstro me bateu e vi a luz. Ia morrer. Daí escutei o apito e minha esposa me puxou pelo pé. Não morri, graças a deus, ia ser uma morte ridícula demais...

Mas melhorei por causa da Novalgina, e graças a esse medicamento, agora santo, e dos cuidados de minha esposa, estou aqui postando novamente e tão insano quanto o normal. Demorei apenas a retornar porque em virtude da gripe fiquei com os olhos intolerantes a luz e quando finalmente tive saúde, o emprego foi mais forte e trabalhei esses dias em que estive mal mais tempo e da pior forma do que em todos os outros dias do mês. Foi ruim? Não, eu quero é mais! \o/

E que ela venha depois... Não mais esse ano, quem sabe no final dos tempos, é semana que bem... =p

No momento sinto "saudades" do grupo formado pelo guerreiro, rastreador e o mago, eles não voltaram, tinha curiosidade em saber onde estava... Lamento pela alucinação ter sido detalhista demais e ao mesmo tempo sem um final. Os soldados do vietnam estão desaparecidos há dias e nem sonhei com elas, já os pikmins me causaram tantos traumas que tenho medo do jogo agora... =/

Pra quem ainda não sabe do que se tratam os pikmins, um vídeo:


Sim, eu estava fantasiado DISSO... =/

* Nota do post anterior: O post anterior não foi feito durante a gripe, foi feito antes. Seria postado no final de semana, estava salvo no blogger como rascunho, mas a gripe adiou sua postagem. =p

14 comentários:

  1. Rapaz, que coisa mais doida.
    Gostei do que vi e certamente voltarei a passar por aqui.

    Abra~ço.

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  2. caraca,
    você deve ter levado HORAS escrevendo cada detalhe.

    eu amo PIKMIN, sem noção, muito perfeito,
    e...

    quanto a seu comentário no meu blog,
    murder on a dance floor da sophie é de 2001 e ficou famosa inclusive em rádios, não só entre os fãs.

    flw.

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  3. Isso é o que literalmente se chama "delírio criativo". E bota crativo nisso.
    Mas... ca entre nós, tinha que escolher logo uma fantasia assim?? (rs) Melhoras.

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  4. rsrs
    realmente deve ter gasto um tempinho para escrever tanto...
    rsrs
    tb costumo escrever textos grandes...
    mas enfim, nem conhecia esse tal de PIKMIN...
    rsrs
    vivendo e aprendendo.
    abraço

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  5. Bem, muito criativo, e muito detalhista. E esses Pikmin nem sabia que existia! Você teve a coragem de tomar novalgina ( que gosto horrivel: "blu blu bli", rsrsrs)

    Muito bom o blog:

    "blu blu bli"

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  6. uhashusahuas
    li seus outros posts
    o de como criar um blog foi o melhor
    mesmo!!

    blog bom demais!

    aki... vota na enquete do meu, por favor? =D
    http://luis-afc.blogspot.com/
    valeu

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  7. Isso é o que eu chamo de prosopopéia! hehehehe
    Tal musa também veio a mim há dias.

    O que posso dizer é: melhoras! rsrsrs

    E... pobre Cérberus!

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  8. Este seu poste de hoje, esta parecendo os texto de comédia nonsense do pessoal do Monty Piton.
    No momento eu que você começa a citar, o mostro mitológico de duas cabeças.
    O terrível Cérberus, (um mostro mitológico que tem por robe, o sadismo esmagar testículos de suas vítimas)
    E a Patera Ruiva, monta em suas presas fragilizadas e as subjugam de forma cruel.

    Depois de toda esta batalha dantesca, o pobre guerreiro recusa a novalgina de sua esposa amada.

    Prefere ficar no ICQ com seu amigo, o bárbaro PK.
    Transformou-se, em um Pikmim com sentimentos EMO.

    Cara, tive uma gripe do KCT a semana passada, mais não tive nenhum sintoma de Emo. Não!!!!!!Shuashshshs!!!!!!!!!

    Cara muito bom o poste, ri muito...



    []s L.Sakssida

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  9. Puta merda... no fim de tudo ainda virou um Pikmim... Sem comentários.

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  10. Que viagem... minha mente tá a mil com suas alucinações hehehe...

    É sempre muito bom passar por aqui!!!

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  11. Rsssss!
    Eu queria ter delírios deste nível!
    Agora só um comentário básico sobre o terrível Cérebrus, o cão de duas cabeças... ele é igua a Coquinha, minha cachorra!
    Eheheheh!
    Bjs!

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  12. Sabe o que é pior? Passada a febre você vai notar que continua tendo alucinações com Pikmins

    Eu sei...

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  13. A terrível pantera ruiva que destrói com lanhadas o monstro tobi-thor de duas cabeças.
    huaahuaauhauahaua

    e novalgina nem é tão ruim assim quando se põe algumas colheres de açúcar junto.

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