Contos - SdD - Trovão de Sangue... pt. VI

Depois da triste despedida, continuamos acompanhando a, porque não dizer, explosiva luta entre Tempestri e Sayuki, uma luta que toma proporções ainda mais épicas que as anteriores.

Nota Interna: Ficou Yoshimitsu mesmo. =p





Explosão.

É o aumento súbito e rápido do volume com uma liberação absurda de energia. Uma explosão pode liberar durante o processo tanto gases quanto altíssimas temperaturas. A explosão costuma causar uma onda de choque no ambiente proporcional a velocidade em que acontece e a quantidade de volume deslocado. Quanto mais forte e rápida a explosão, maior o deslocamento que ela causa.

A explosão também pode ocorrer dentro do convívio humano, quando as pessoas mudam subitamente de humor de uma hora para outra, seja para começar a rir ou a agredir. É uma situação geralmente desagradável para quem explode, mas principalmente, para quem está em volta de quem explode. Se for o alvo da explosão, geralmente você tende a sofrer depois alguma violência física ou verbal.



Sayuki precisava pensar rápido. Aliás, precisava fazer algo, pois se pensasse seria golpeado violentamente e depois suas amigas. Mesmo sem saber da intensidade ou mesmo do quanto se machucaria não teve dúvidas, abraçou Tempestri e voou rapidamente para fora do saguão, subindo para até o mais alto das nuvens o mais rápido que podia. Antes que o deus maligno explodisse ou fizesse algo parecido, o arremessou para longe, e menos de um segundo depois viu o clarão branco surgir diante dele. Julgou erroneamente estar seguro e foi atingido em cheio pelo deslocamento de ar e por vestígios da energia liberada. Ao menos conseguiu escapar do poder em si.

Tempestri ressurge atrás de Sayuki e encrava suas mãos nas costas do deus do trovão. Sayuki sente os dedos de Tempestri agarrarem sua coluna cervical e arrancarem parte de sua espinha antes que possa fazer algo. Sayuki urra de dor e quase despenca daquela altura, mas consegue estabilizar a tempo. Tempestri desintegra a espinha de Sayuki e avança furioso. O deus do trovão saca sua espada e voa na direção de Tempestri. Ignora solenemente o fato de não sentir mais suas pernas. Tempestri desvia voando no ar, aproveitando-se de estar mais rápido e gira com sua perna, atingindo as costelas de Sayuki, que larga a espada de tanta dor.

O deus maligno não pára e aponta seu dedo indicador direito para seu adversário. Em paralelo Sayuki não entende nada inicialmente e avança sem pensar para socar novamente Tempestri. Um imenso e colossal raio sai do dedo de Tempestri e atropela Sayuki, que sequer consegue absorver algo do raio. Os poderes de Sayuki nesse momento falham e ele começa a despencar. A queda será horrível, pois Sayuki e Tempestri lutam há pelo menos quinze mil metros de altura. E Tempestri vai ajudar Sayuki a descer ainda mais rápido.

Tempestri dá um vôo rasante e coloca as mãos nas costas de Sayuki, e o empurra velozmente para o chão. Sayuki tenta girar e escapar, mas o ferimento nas costas é mais sério do que pensa e seus braços não respondem. Ele precisa regenerar suas costas antes, mas não tem tempo para isso, faltam menos que dois mil metros para atingir o chão e a velocidade é tão grande que o ar corta o rosto de Sayuki e esquenta, como se ambos fossem um meteoro entrando na atmosfera. Quando faltam cem metros e menos um segundo para atingir o chão. O ar queima e do castelo de Ignus é possível escutar o ruidoso assobio.

Um estrondo é escutado em todo o mundo de Ignus, e em seguida um enorme terremoto começa. Destroços tanto do outrora lar do Monarca das Trevas quanto a maioria das residências desmorona. Inúmeras rachaduras rasgam o chão e lava ardente sai, tomando com fogo a vida da maioria dos sobreviventes. Apenas aqueles com mais sorte ou que estavam distantes o suficiente da lava escapam. No local da queda existe agora uma enorme cratera de pelo menos uns vinte quilômetros de raio, com muitos mais quilômetros de profundidade. Dentro dela está Sayuki, com o corpo inteiramente quebrado. Não fosse ter invocado todas as suas forças para se proteger, teria se juntado a Akkira. Tempestri está de pé, diante dele, vestindo novamente sua armadura de couro azul.
- Não vejo necessidade de utilizar minha verdadeira forma contra vocês... Por um instante pensei que você seria um oponente digno, mas me enganei. - Comenta Tempestri. - Acho que vou matá-lo de uma vez por todas e depois vou me divertir com sua esposa...
- Toque nela e você vai morrer... - Ameaça Sayuki, tentando se recuperar o máximo que pode. - Eu vou me levantar, e você vai morrer...
- Falácias... Doces falácias... Acho que vou mantê-lo vivo para me ver enquanto possuo o corpo de sua doce esposa. Ela parece ter as mesmas qualidades de Kaira. Vou possuir as duas, pena que Akkira não está mais vivo para assistir a festa que farei... Diga-me, ela é apertadinha?

A provocação final de Tempestri foi demais para Sayuki. Com uma fúria como nunca tivera antes ele ergue-se do chão, agarra o pescoço de Tempestri e aperta o máximo que pode. Os olhos de Tempestri se esbugalham e parece que vão saltar das órbitas, tamanha a violência de Sayuki. O deus do trovão caminha até as paredes da cratera e imprensa o pescoço do vilão contra a parede. Saca sua espada e a escrava fundo no peito de Tempestri, que urra de dor enquanto é pregado na parede como um quadro.

Sayuki coloca o dedo indicador e o médio, da mão que segurava a espada, na testa e uma pequena bola de luz se forma. Em seguida os aponta para Tempestri e a queima roupa uma imensa bola de energia das almas se forma e atinge Tempestri a queima roupa. Tempestri grita de dor, e tenta segurar a cabeça de Sayuki. Mas este é mais violento, agarra os pulsos de Tempestri e os corta usando a parte da lâmina de sua espada que ainda está exposta. As mãos decepadas de Tempestri caem no chão e são esmigalhadas pelos pés de Sayuki, sendo completamente destroçadas como se fossem insetos.

Tempestri tenta ainda um novo ataque e dois raios luminosos saem de seus olhos em direção dos olhos de Sayuki. Antes que atinjam seu alvo, Sayuki usa os mesmos dedos que usou antes e os enterra nas órbitas de Tempestri. O vilão berra de dor enquanto seus olhos são esmigalhados e arrancados. Tenta se debater, mas não consegue nada além de se cortar ainda mais com a espada de Sayuki. Por algum motivo Tempestri não consegue se mover como quer, como se alguma força estivesse interferindo na luta, uma força externa. Um sorriso novamente toma conta de Tempestri, ele matou a charada...



Enquanto isso, no saguão, um mago de vestes nobres segura apertado entre os dedos da mão direita um pequeno relógio de bolso. Ele observa com felicidade quando Kharma começa a se levantar, ainda um pouco ferida, mas melhor do que estava antes de receber a ajuda desse mago. Kharma está um pouco confusa, mas reconhece aos poucos o lugar onde está e, principalmente, aquele que a ajudara.
- O que aconteceu? - Pergunta Kharma ao mago.
- Sayuki aconteceu. Você e Kaira foram atingidas por um descontrole de nosso amigo, mas agora vocês duas estão bem. Eu consegui estabilizar vocês duas graças a Sayuki.
- E onde meu marido está?
- Lá fora, lutando com Tempestri, mas não se preocupe, eu estou ajudando-o...
- Vamos lá também, temos que ir atrás dele!

O mago gesticula que não irão a lugar algum, e aponta sua mão esquerda para Kaira, que ainda está inconsciente. Kharma estranha e com um olhar que somente ela possuía se assombra: a alma de Kaira está ausente. Mas Kaira não estava morta, por sinal, estava quase recuperada dos ferimentos. Se existia uma coisa a qual seu amigo mago era capaz de fazer era curar os outros, e ele havia feito isso muito bem. Se tentasse fazer outra coisa, sempre errava. Antes que Kharma pudesse localizar algo, viu uma lágrima escorrer dos olhos de Kaira e a mesma acordou gesticulando como se estivesse tentando segurar alguém. Kaira estava perturbada e falava coisas sem sentido em uma linguagem que vivos não compreenderiam.

Quando se recuperou, viu que não estava sozinha, Kharma e Yoshimitsu estavam ao seu lado. Sentiu-se mais tranqüila, e ao mesmo tempo preocupada. Deu falta de Sayuki e uma preocupação estranha surgiu, mas antes que pudesse sofrer, o mago Yoshimitsu tentou acalmá-la com informações.
- Sayuki está bem... Nesse momento ele está enfrentando Tempestri, com a minha ajuda. - Disse Yoshimitsu, com um tom de voz apaziguador.
- E como você consegue estar aqui e aonde ele está ao mesmo tempo? - Pensa Kaira, ainda um pouco grogue do súbito retorno ao mundo dos vivos.
- Como? - Yoshimitsu não responde, apenas balança seu relógio. - Esqueceu?
- Ah é... É que estou zonza ainda... Vocês sabem?
- Sim, sabemos, vimos seus restos... Ainda não consegui salvá-lo... Algo interfere.
- Seria o... Azar? - Arrisca Kharma, fazendo todos rirem, menos Yoshimitsu, o alvo da piada.
- Vocês são chatos, não mudam a piada... - Reclama Yoshimitsu. - Vamos até Sayuki, tenho um mal pressentimento...

E de repente, Yoshimitsu desaparece, diante dos olhares surpresos de Kaira e Kharma.



Sayuki não percebe a tempo quando o poder de Tempestri subitamente aumenta, e é arremessado em direção a parede oposta da parede. Tempestri brilha e expurga a espada do corpo ao mesmo tempo em que desaparece no ar. Sayuki percebe que o tempo está acabando e reza para que seu amigo tenha conseguido recuperar sua esposa e Kaira. De repente sente o punho de Tempestri esmigalhar os ossos de sua face e enterrar sua cabeça no chão. Sayuki tenta se mover, mas Tempestri segura seus braços e apóia os pés na sua nuca. "Não gosta de arrancar membros?", berra Tempestri, completamente descontrolado. O vilão estica as pernas e puxa os braços de Sayuki.

O deus do trovão tem seus membros superiores violentamente arrancados por Tempestri e urra de dor. Tempestri é diferente de qualquer inimigo que enfrentou até aquele dia. Sayuki já enfrentara criaturas terríveis, desde o Monarca das Trevas a até soldados borra botas, e nenhum deles lutava de um jeito tão cruel. O Monarca das Trevas mesmo sendo conhecido por sua crueldade, ainda assim era honrado. Tempestri passava longe disso, e naquele momento sua crueldade ficava ainda mais acentuada. Tempestri estava irritado.

O ser maligno mantém os braços de Sayuki na mão e começa a utilizá-los como porretes, batendo-os contra o próprio dono. A cada pancada que leva Sayuki se sente mais e mais incapaz, enquanto muito sangue jorra e tinge todo o cenário de vermelho. De repente Tempestri para e arremessa os braços para fora da cratera. "É hora de dar fim a essa luta...", fala Tempestri, enquanto pega a espada de Sayuki que estava abandonada no chão.
- Essa espada é bem afiada... Em que orifício deseja que eu enfie primeiro? Você no momento tem os sete normais mais os que acabei de abrir com seus bracinhos... Ou prefere que eu escolha?

Sayuki não responde, não porque não quer, mas porque não consegue falar. Seu corpo inteiro doía tanto que não conseguia organizar sua mente. Tempestri irritou-se com o silêncio de Sayuki e escolhe, irá enfiar a espada no olho direito de Sayuki e depois arrancará parte da cabeça dele traçando um arco para os céus. Gira a espada de Sayuki, posiciona-a e atravessa o olho e a cabeça de Sayuki, que tomba no chão imóvel. De repente pressente algo acontecer e dá um salto para trás. Um raio de energia no formato de ponteiro passa exatamente no local onde Tempestri estava segundos antes.
- Deixe ele em paz... - Ameaça Yoshimitsu, com um semblante irritado.
- E quem vai me impedir? - Provoca Tempestri. - Você? Conte outra piada... Senhores do Tempo não podem impedir, intervir...
- Não sei de onde tirou tamanha estupidez... - Fala Yoshimitsu, enquanto segura firme seu relógio.

E de longe, três vultos escondidos observam e estão preparados para intervir...

8 comentários:

  1. Cara muito bom quem será os trê que intervirão?
    tah muito bom...
    cotinuação plizzzzzzz


    []s L.Sakssida

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  2. Essa carnificina esta boa....



    Preciso dizer que espero a continuação???

    E os restos de Balzac e Gigantus?

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  3. Fiquei intrigado. O duro vai ser esperar até o próximo para saber qual super-ser intervirá.
    Mais um excelente capítulo da saga.

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  4. É amigo Dragon, vc parece ser o único que entendeu o drama dester ser que vós escreve.
    A apreenção ocorreu no momento em que eu estava evoluindo. antes de virar um super sayajim.
    O policial chegou e Acabou com a evolução.
    O pior que aqui não rola propina, se tentar subornar vai preso sem fiança.
    Neste momento, senti muita saudade do Brazil.....


    []s L.Sakssida

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  5. Oba, o mago vai lutar na próxima é?

    Não pode, alguém tem que dar um pontapé nesse Tempestri, cara chato do caramba!

    Isso renderia um livro ein?

    Muito boa história, virei pra continuação. =)

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  6. alucinogenos me deixam tão bem...


    Ahh desculpa comentar aki sem ler...é q to meio mal pra conseguir ler agora...mas eu vou ler sim..
    Bjo

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  7. Gostei do texto, Parabéns!

    tenha uma boa segunda,
    Abraço

    http://autoswallpaper.blogspot.com

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  8. ta mto legal!!
    espero q poste logo o resto pra galeraa!!
    bjao

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