Como não ir... a um Sítio!



Em mais um transloucado momento da série de desventuras de Dragus e PK pelo interior obscuro, fedido e cheio de pentelhos Rio de Janeiro, trazemos a vocês a narrativa de mais uma desventura dos dois intrépidos blogueiros mais corajosos idiotas de toda a Blogosfera.

Tudo começa quando semana passada eu, esse blogueiro idiota que vos fala, recebe uma ligação do Pk, o outro blogueiro idiota. A proposta é simples, e o diálogo mais ou menos assim:
Blogueiro idiota PK:
- Bora para um sítio com a minha família lá em Nova Iguaçu?
Blogueiro idiota Ricardo:
- Porra! Nova Iguaçu?
Blogueiro idiota PK:
É! APENAS cinco reais! Disseram pra minha tia que é muito legal, tem até piscina e cachoeira...

(Desculpem a série de palavrões que continuarão daqui em diante...)

F
U
D
E
U
!


Sabe o que acontece quando o Dragus idiota e mão de vaca faz quando escuta a palavra "apenas" em um final de semana recheado de falta do que fazer e um final de ano recheado de dívidas? Topa qualquer coisa.

É.

QUALQUER COISA!

A semana passou e em meio a tantos mal entendidos, não vi quando forças divinas se manifestaram em mim e no PK.

A minha parte isso se manifestou como desencontros, onde não conseguíamos juntar nós dois e as partes que realmente decidem algo em nossas casas, nossas esposas. Afinal de contas, todo mundo sabe que a última palavra é sempre do homem, e ela é: "Sim, senhora...". Logo, sem a anuência de ambas, nada podia ser feito que senão lamentar comemorar isso sim...

É, é aqui que conto uma coisa triste. Devem ter notado até parece que notaram... uma estranha ausência do Blogueiro idiota Pk? Ele teve uma parte de seu corpo completamente queimada na sexta-feira. Ele está completamente isolado e na quarta-feira passará por uma cirurgia que vai retirar parte de um pedaço do corpo para tentar restituir essa parte do corpo. Ele nem consegue ficar no computador por causa desse infeliz incidente. O monitor do pc dele queimou, e ele não consegue fazer nada sem monitor... nem fuder, só se fuder, conforme veremos abaixo. Se sentem pena dele, participem da campanha de doação de fundos de amparo ao Blogueiro idiota Desamparado e depositem qualquer quantia em nossas contas bancárias. Boas almas doem suas almas nos links de contato do blog.

Mas nada poderia conter a ânsia de nossas donas, e elas acabam conseguindo completar tudo que precisam poucas horas antes do apocalipse evento. PK e sua esposa combinam então que virão no sábado e aproveitarão para ver como está a Árvore de Natal da Bradesco Seguros, na Lagoa. Como não sou um blogueiro malvado mas sou idiota, vou colocar o registro desse magnifíco evento aqui, filmado em minha câmera de desfocar, com registro fotográfico desfocado, cuja foto já viu ilustrando o início de nosso post.




Depois de conhecermos a árvore - eu como todo bom carioca, nunca tinha visto a árvore. - decidimos caminhar até Copacabana para poupar o dinheiro de um ônibus para ir para casa.

Para ter uma idéia da distância percorrida, vejam a medição feita pelo sagrado Google Earth, e a fotinho do caminho que fizemos desde saltar de ônibus, caminhar até a árvore e depois até copacabana, tudo isso as 22:00. =D



Já comentei que as vezes pago meus pecados por ser pão-duro? Eu deveria ser magro de pão duro, não gordo de ser pão duro... Deve ser o excesso de pão... Prefiro ficar apenas duro, se bem que duro já sou. =D

Depois da "caminhadinha", fomos para casa e dormimos as 2:00 da matina para o pesadelo do dia seguinte.

Acordamos as 6:00 em ponto, pelo celular levanta-defunto de minha esposa que um dia eu terei prazer de arremessar pela janela. Comemos algo e partimos para a Pavuna. É, fomos para um lugar chamado pavuna. Novamente, para aqueles que não moram no Rio de Janeiro, recorro ao bom e velho Google Earth para mostrar a distância entre meu amado e seguro (mas com um calor dos infernos) lar e o local nunca antes desbravado chamado Pavuna...



Essa foi sem sombra de dúvidas a melhor parte da viagem. Como era cedo e sem nenhumm movimento na rua, o ônibus literalmente e praticamente voou do Méier - meu bairro. - até o nosso primeiro destino, onde nos reuniríamos com outros sofredores e partiríamos em viagem ao inferno, começando pela segunda etapa, ir da Pavuna até Tínguá, onde se localizava nosso destino o fatídico local chamado de Fazenda Tucano, que de fazenda não tem nada, e de tucano idem.

Mas antes vamos descrever o que é a Pavuna. Pavuna é aquele lugar onde você tem que ir quando quer pensar em quem votar. Sério. É um completo e total abandono social e é impressionante o fedor de urina e de lixo decomposto que se sente entre o caminhar da estação de metrô da pavuna e a rodoviária de lá. E o impressionante é que em meio a sujeira, onde nem pombos se arriscam a colocar as patas, existe gente vendendo comida...

Depois de cruzarmos a fronteira de perdição entre o terminal do Metrô e a Rodoviária, pegamos um ônibus intermunicipal que saía de lá com destino até nosso objetivo. Loigo de início pensei qeu iríamos rápido, ledo engano. Quando estávamos em um lugar abandonado por Deus, chamado Belford Roxo, encontramos um engarrafamento colossal em pleno domingo de manhã. Não sei o que tinha de bom para tantos irem ao mesmo local, mas sei que tudo era causado por uma coisa que toda cidade pequena gosta de colocar: quebra-molas.

Aquela solução porca onde ao invés de se punir os maus motoristas com multas, punem todos destruindo o fluxo do tráfego, destruindo a paciência e destruindo os patrimônios alheios, obviamente existiam muitos mecânicos no caminho. Depois de muito sofrimento e um cochilo salvador, ocasionado pela insolação - lá é muito mais quente do que se imagina. - finalmente chegamos ao nosso objetivo... E não era a fazenda.

Lá fomos informados que para chegar até a fazenda tínhamos TAMBÉM que pegar uma kombi. É, e uma daquelas kombis onde nem o tétano viaja com medo da morte. Na ida PK foi apoiado na porta de saída da kombi, com toda sua vida depositada em um blogueiro idiota no mundo. E eu não poderia fazer essa postagem em tom de tragédia grega, apenas em tom de tragédia.

Finalmente chegamos ao local. Primeiro vimos muitos ônibus, muitos carros e uma pequena multidão. "Está cheio!", falei. Quando chegamos na porta, nenhuma confusão, mas a música que tocava indicava o que me esperava. Sabem aqueles axés dos anos 90, do tempo em que a Ivete Sangalo e a Xuxa não tinham um caso? É, coisas dessa época... Paguei meus cinco reais, que a essa altura já fazia contas, mas isso fica pro final...

Entrei e vi, muita, mas muita gente. Me senti numa das filiais do inferno, cercado pelas mais completas criaturas. Ou um capeta no céu, dado que as OUTRAS PESSOAS estavam se divertindo, eu não. E muito menos PK.

Se tenho uma capacidade que me orgulho é a de tirar leite da pedra, e se estou no inferno, serei capeta. PK não tem essa capacidade, ele é roqueiro até a alma, preto até dizer chega, mas fica cinza quando a camisa desbota (afinal, roqueiro que é roqueiro, das antigas, não se veste de preto, se veste de cinza, porque quem tem camisa preta e escuta rock ou tem dinheiro ou é sustentado pela mamãe e pelo papai... e quem tem dinheiro não escuta rock, apenas finge que escuta... a não ser que tenha comprado uma blusa nova para usar naquele dia, com o dinheiro suado do TRABALHO), e ele sofreu horrores ali. Acho que se fosse feito de qualquer outra coisa que senão carne teria derretido. E quase morreu quando um pseudo-pretensioso-dj anunciou que em breve começaria o baile Funk da Furacão 2000.

Quase que nós dois morremos.

Passeamos e vimos a linda cor verde-podre das piscinas, provavelmente realçada pelo tom verde-xixi da quantidade impressionante de crianças que tinha em todo o lugar. E era óbvio que se um dia colocavam cloro na água, domingo não era esse dia. Eu, minha esposa, a de PK e o próprio não nos arriscamos na água "límpida" que o capeta nos preparou. Como estávamos com fome, fomos algo algo "saudável", um churrasco de carne fria, inicialmente eu e minha esposa.

Consistia de um prato de plástico com um monte de carne, que optamos acompanhar esse manjar dos deuses do inferno com uma saudável salada de batatas com maionese (cuja diarréia até hoje não foi embora) e uma potente farofa. A quantidade de comida alimentaria mais que eu e minha esposa, e alimentou também PK e sua esposa. Não era a melhor coisa do mundo, mas era a única. Foi também nesse momento que descobrimos que lá não aceita nenhuma espécie de cartão, nem mesmo o vale-calote. Se eu e a minha esposa não tivéssemos levado dinheiro, teríamos passado fome. =/

Ou seja, se ainda pensarem em se arriscar nesse passeio do inferno, levem dinheiro, pois lá o único cartão que verão será a foto em papel cartão do Frank Aguiar, que fica exposta no que eles chamam de "vão central" e que na verdade é o único teto que tem ali. E teto quente, pois não existem ventiladores.

Apenas me arrisquei no rio que tinha no local, na verdade um improviso meio feito, mas que por ser de xixi corrente - água tão verde quanto a da baía de Guanabara -, preferi do que as piscinas de xixi parado... E isso porque estava tão quente que até PK arriscou molhar-se. Vejam foto do "rio" abaixo.



Logo após esse rio tinha uma cachoeira improvisada onde a pessoa podia tomar um delicioso banho de urina fornecida pelos candangos que estavam na parte fotograda. Obviamente, eu, como um bom mijado, e PK, contribuinte desse ato, garantimos esse fato batizando a água com nossos líquidos sagrados, obviamente distantes o suficiente um do outro.

Depois disso fomos embora. Correndo. Mas dessa vez por um caminho que eu conhecia de outra andança por Nova Iguaçu, e fomos pelo centro da cidade e depois beirando a linha do trem, conforme mostra nessa foto, tudo que percorri entre sair de casa e voltar, chegando apenas as 20:00 da noite. E o PK ainda foi pegar sua barca para sua módica Ilha de Paquetá (um pedaço de merda cercado de xixi por todos os lados, ou melhor, uma ilha habitada da Baia de Guanabara).



Tempo de viagem: 6 horas.
Tempo lá dentro: 3 horas.
Tempo perdido: 9 horas.
Saldo da viagem: menos dinheiro, que poderia ser usado em boliche, algo que gosto muito mais.

A lição que fica? Vejam a imagem, ela fala por mil palavras:


15 comentários:

  1. Ae, queria saber pq vcs toparam fazer isso. Ir pra praia teria sido mais vantajoso do que ir para esse fim de mundo que vcs foram, e acabaram não aproveitando NADA.
    Abração, e bora marcar um encontro de fim de ano.

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  2. hahahahahahahahahahahahahhahahahahahahahahahahahahahahhaha
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    e eu achando que tava me fudendo trabalhando em um shopping

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  3. cara... vcs dois parecem beavis e butt-head... hihihihihih... q história doida..

    assim eu jáandei muitono carnaval... passabdo por ipanema, copa e tal e chegando em botafogo aquele percursso doido do túnel dos taxistas mijões... rsrsrsrs

    Mas fala sério... pra mim rola aquela história... "para um pouquinho.. descansa um pouquinho... 560 km... 570km..570km... para um pouquinho..."
    hauhuauhauauh

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  4. Veeeeeeeeelho!
    Desisti de ler no 6º paragrafo.
    AUHUAHAU

    mas a imagem no fim explica tudo creio eu!

    HAHA.
    E é a mais pura verdade:
    "No dos outros, é refresco"...

    dopakakeopkaopd

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  5. Cara... Isso nem pode ser chamado de desventura. deve ser chamado de maldição negra. ô sofrimento sem fim. Eu aqui lendo já estava agoniado, imagine vivendo o horror.

    Já caí numa furada dessas e sei o que é. E o pior na minha furada, minha esposa ainda ganhou de brinde um carrapato. (rs)

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  6. Cara...

    1- pq vc so escreve texto gigante?Rsrsrsr

    2-Quanto palavrão em!

    3-Eu que não queria estar em suas peles


    Mas até que foi um pouco calmo ( pra não dizer inferno)

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  7. hauahuahua

    ñ li todo, dei um monte de risada, e fui logo para a imagem no final..

    vc's são figuras

    abraços


    http://lishadcir.blogspot.com/

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  8. Hahhaha, vocês são muito louco mesmo!!! Hahaha, beijo.

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  9. Poly [www.polypop.net]12 de dezembro de 2007 15:49

    huiahiuahuiahuihauihaiuhaiuhaiuhuiahuiahuiahi
    isso sim eh um verdadeiro programa de indio!!!!!!!
    bjuxxxxxxx

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  10. Hahahahhahha....rio pra caralho.....nossa!!!!!muito bom....só me fodo tambem....

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  11. Hhsuiahusiah nossa que terrível.
    E realmente, no dos outros é refresco...
    Mas todo mundo passa por saias justas assim...
    Quantas vezes aqueles programão do fds vira em algo que você não iria nem que te pagassem (como parece ser o caso do post).
    O que vale é a experiência...
    E claro, quando quiserem que alguém passe pela mesma (infeliz) situação, indiquem o lugar ;D
    Fica a dica!
    :* fuii

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  12. Cara, adorei!
    Estava pensando ir até lá conhecer, mais vc me ajudou muito.
    Sua narração foi show.
    Já ri horrores e vou recomendar para os meus amigos lerem tbm.
    UM BRAÇO!

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  13. Eu gostaria de acrescentar a magnífica descrição do nosso amigoa acima que, diferentemente dele, eu entrei nas piscinas, dormi no gramado e fui picada por vários mosquitinhos.
    Saldo:
    Pernas encaroçadas de tanto coçar.
    Basta saber se foram os mosquitos, a grama ou o xixi, quero dizer, a piscina.

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