Contos - SdD - Tremor... pt. IX.

Com o final do ano se aproximando, nada mais justo que encerrar também a aventura que começou com a morte de Akkira e que agora chega em seu climáx com o herói dominado pelo inimigo e lutando feroz contra os próprios companheiros.

Conseguirão sobreviver? Conseguirão salvar Akkira de seu destino?

As respostas estão no final explosivo desse conto...

Para quem não acompanhou desde o início, e realmente se interessou, os links da saga, logo abaixo:
  1. Contos - SdD - Triste Fim Para Um Final Feliz.
  2. Contos - SdD - Triste Fim Para Um Final Feliz. Pt II.
  3. Contos - SdD - Triste Fim Para Um Final Feliz. pt. III
  4. Contos - SdD - Lágrimas de Um Trovão pt. IV
  5. Contos - SdD - Além... pt. V.
  6. Contos - SdD - Trovão de Sangue... pt. VI
  7. Contos - SdD - O Tempo Passa, Tudo Passará... pt. VII
  8. Contos - SdD - Tremor... pt. VIII



Tremor. - Final.

Parte IX

Akkira avança violentamente contra Kharma enquanto mais dez braços surgem e seguram o corpo da mulher. Kharma se assusta com a violência do ataque é colocada na parede. Akkira a gira e a coloca de rosto para a parede, aumentando a pressão. Kharma tenta invocar forças, mas não consegue, e Akkira, com um de seus dois braços restantes, pega seu relógio. Um pequeno ajuste é feito e ele aponta para Kharma, que não vê o que se passa enquanto se debate tentando sair. O relógio estala, e Kharma sente-se zonza. O deus guerreiro faz os braços extras desaparecerem e solta Kharma. Ela cai no chão completamente fraca.
- O que você fez comigo... - Balbucia Kharma, caída.
- Apenas constatei que você não foi imbecil de gerar um filho com Sayuki e cometer o mesmo erro que a Kaira cometeu quando perdeu seu filho anos atrás. - Explica Akkira.
- Droga...
- Sua única imbecilidade foi esquecer quem está enfrentando...

As forças de Kharma voltam lentamente. O efeito da magia de Akkira é curto, poderia ser mais longo, mas ele faz de modo que deixa claro a Kharma que ele quer perder, mas que não vai fazer isso do jeito fácil. Tenta se levantar, porém não consegue. Akkira não perde tempo, agarra a esposa de Sayuki pelo pescoço com seu braço direito e coloca sua mão esquerda na barriga dela. Em seguida milhares de tentáculos feitos de energia azulada saem da mão de Akkira e espancam Kharma, que incapaz de sair das mãos de Akkira é violentamente agredida.

Sem desistir, Karma concentra-se e toca o peito de Akkira, concentra-se e inverte a própria essência do guerreiro contra ele mesmo. Akkira urra de dor e se encolhe, soltando Kharma e se afastando. Kharma não permite que Akkira recupere-se e coloca sua mão na cabeça de Akkira, invocando o mesmo ataque. Akkira berra palavras incompreensíveis e subitamente explode, arremessando Kharma para bem longe. Kharma gira no ar e pousa com suavidade, e vê Akkira girando aleatória com as mãos na cabeça, completamente cego e confuso, tanto pela dor quanto pelo choque entre sua própria essência contra si.

Kharma invoca duas adagas feitas de energia da alma e corre na direção de Akkira. Ela encrava uma das adagas na barriga de Akkira e a outra na gema da luz que Akkira carrega. Quando faz isso um enorme flash ilumina todo o ambiente e Kharma fica cega pelo clarão. Quando se recupera, sente o punho pesado de Akkira enterrando em sua barriga. Ela se encolhe, por instinto, e outro punho a acerta na nuca aproveitando-se de sua posição. Kharma cai no chão e sua cabeça é esmagada por um pé de metal. A dor é terrível e por muito pouco ela não desmaia. Akkira a ergue, olha fundo nos seus olhos e começa a falar:
- Precisamos lutar em um ambiente adequado...

Um campo azulado se forma em torno de ambos e encolhe na mesma velocidade em que surgem, levando os dois embora do saguão. Tempestri se desprende de Jamal e voa em direção do local para onde Akkira levou Kharma. "Verme, pensa que não sei para onde foi...", fala Tempestri, enquanto regenera seu próprio corpo e some, deixando sozinhos no saguão Jamal, e os já quase recuperados Balzac e Gigantus.

Akkira e Kharma ressurgem na praia de uma ilha conhecida por ambos. É uma ilha muito distante do lugar onde estavam, no meio do grande oceano de Drax. A ilha possui apenas quatro construções. Três torres de observação construídas nas pontas da ilha respeitando as direções cardeais sul, leste e oeste. Na porção norte existe um enorme castelo luxuoso, que também é situado na sua parte mais alta, de onde se vê todo o restante da ilha e uma parte das três torres. O restante do espaço é ocupado por uma densa floresta, que foi plantada e cultivada por um dos habitantes das torres. O castelo do norte já teve diversos donos, atualmente seu mantenedor é o deus Akkira.
- Por que aqui? - Pergunta Kharma, se afastando de Akkira ofegante.
- Nada mais justo, essa Ilha me trás muitas boas lembranças, e gostaria de ser enterrado aqui, não naquele saguão... - Responde Akkira. - Você acha que gosto do que estamos fazendo? Era para eu surrar Tempestri, não para obedecê-lo...
- Então use suas forças para escapar... - Argumenta Kharma.
- Eu não posso... Não posso querer isso. Porque se eu quiser, eu me liberto, e Tempestri me tirou esse desejo. Eu tenho que derrotá-la ou ser morto por você. - Concluí Akkira, fazendo sua espada ressurgir.

O guerreiro salta e traça um arco lateral da esquerda para a direita com sua espada. Kharma dá um salto sobre a espada e acerta durante o salto o rosto de Akkira com um poderoso chute. Akkira leva a mão no rosto e cambaleia, mas tenta novamente golpear Kharma trazendo a espada de volta no caminho contrário. Kharma torna a saltar, dessa vez em cima da lâmina da espada, caminha por ela até Akkira e encrava os seus punhais de energia das alma no pescoço de Akkira.

O guerreiro poderia escapar, mas parece hesitar e deixar-se golpear. Ele tomba de joelhos no chão, largando sua espada na areia. As ondas quebram com violência, como se antevendo o que está por vir. Kharma pega a espada de Akkira e a ergue. Uma pequena lágrima escorre do rosto de Akkira, que espera realmente morrer depois disso e não ser novamente tragado para as profundezas do ser de Tempestri para ser reaproveitado em outra ocasião. Ele precisa acreditar nisso, ou não sabe o que fazer. Kharma ergue a espada e a arremessa longe.
- Eu não sou carrasco de ninguém... Você está um trapo. Se quiser morrer, se mate, mas não me encha o saco. Você ficou de frescura pedindo para morrer só porque um idiota te deu ordens de matar quem ama, até entendo, mas eu não vou obedecer Tempestri só porque ele se aproveita... Se ele quer que te matemos, não vai conseguir. A gente não apanhou tanto pra te ver vivo, só pra depois te matar. Pode levar esse recado pra ele, nós vamos salvar você e os seus antigos amigos... Nem que tenhamos que abrir a barriga do Tempestri e fazer disso um parto. Mas ninguém morre, não pelas mãos da Legião Drax.
- Você não entende...
- Entendo que você está sendo controlado, e não quer isso... Já escutei essa ladainha de outros dos servos do Gigantus, e você também. Compreendo que se estivesse no seu lugar, preferiria o mesmo, mas não estou no seu lugar. Eu, Kaira, Sayuki, Yoshimitsu vamos soltar você, o Jamal e o Argos... Pode contar com isso.
- Você não entende! - Berrou Akkira.

Diversos dragões negros saíram do corpo de Akkira. Uma energia descomunal se formou. Kharma deu um passo para trás e pensou em fugir, mas não conseguia sair do lugar, algo a prendia. Erma muitos dragões negros voando. A armadura de Akkira desapareceu e ele começou a flutuar. Lágrimas de sangue agora escorriam de seus olhos, ele estava com a voz de Tempestri em sua cabeça forçando-o a dar um jeito nisso e matar Kharma de uma vez por todas. A mulher estava realmente preocupada, não esperava que esse tipo de coisa acontecesse, pensava que ganharia tempo, mas ao contrário, parecia ter enfurecido Akkira ou algo do tipo.
- Eu avisei para me matar... Ele está usando meu corpo... Ele vai matar você... Usando o dragão negro...
- Tente controlar...
- Não consigo... Kharma, corre!

Os diversos dragões negros começaram a se movimentar violentamente e a se agregar em torno de Akkira. O guerreiro foi coberto pela enorme energia. Mesmo quando combatera Jamal não usara tanta força, pois o ambiente fechado não o permitia. Naquele momento era diferente, a energia concentrada era tanta que se fosse ordenado o Dragão Negro varreria todo o mundo de Drax. E essa força seria toda ela direcionada contra Kharma.

A mulher seguiu a recomendação e começou a correr. Enquanto isso o próprio clima correspondia a magia invocada e pesadas nuvens começavam a esconder a luz de Youko (o sol de Drax) e ficou tão escuro que parecia ser noite. Raios negros começaram a atingir o oceano e partes do solo da Ilha levitavam e se despedaçavam erguendo muitos destroços. Kharma se cortava entre esse cascalho manifestado e corria. Nunca havia visto Akkira manifestar tanta força, apenas tinha escutado falar de uma única vez em que isso acontecera, mas ela não testemunhara.

De dentro da massa negra onde estava Akkira podia sentir sua adversária e amiga correndo e até poderia vê-la. Tentava de todo modo conter tudo aquilo, mas era incapaz, Tempestri drenara-lhe toda sua vontade. De repente lembrou-se de algo que Ragnar lhe falara, na verdade, de algo que Ragnar estava lhe transmitindo horas antes de invadir o saguão onde todo aquele dilema começara. E parecia na verdade que estava acontecendo em paralelo, ou não.



Akkira observava a entrada para a caverna com um profundo interesse. Seus amigos não sabiam de suas reais intenções em ter permanecido na terra de Ignus após todos os incidentes, afinal de contas, como o Senhor do Tempo que habita aquelas terras perdidas, apenas a Akkira interessam seus interesses. Ele desejava na verdade da fim a algo que há muito tempo deveria ter terminado. Tentara em uma vez anterior sem sucesso, agora resolveria as coisas da maneira mais simples, através do fio da espada. Quando está se aproximando da entrada, três vultos surgem diante de Akkira.

É um mago de vestes negras, que cobre seu rosto com um imenso chapéu negro. Apesar do visual sinistro, sua presença é agradável para Akkira. Carrega consigo um enorme livro aberto e constantemente faz anotações nesse livro. O outro é um mago de vestes luxuosas, ostentando luxo e orgulho. Possui longos cabelos cinzentos e uma aparência jovial, mas que ao mesmo tempo parece ser idoso. A presença dele causa uma certa inquietude em Akkira. O terceiro é um pequeno mago de roupas coloridas, que os que sabem seu nome o chamam de Ragnar, mas Akkira o chama apenas de "baixinho".
- Olá Akkira. - Saúda o pequeno garoto, que de pequenez apenas possui a estatura. - Vejo que está indo cometer mais uma burrada...
- Por que "burrada"? - Pergunta Akkira.
- Você sabe que não podemos dizer qual a sua burrada, Akkira. - Diz o mago de vestes negras. - Mas podemos induzi-lo a torná-la menos... Como dizer... Burrada.
- Deixa disso, aqui não tem nenhum idiota... - Discorda Akkira.
- Tem certeza disso? - Interrompe o pequeno, entregando um espelho para Akkira. - Vê esse loiro de cabelos estranhos? É um completo idiota!
- Sem piadas ou enigmas, porque vieram até aqui? Que eu saiba vocês não deveriam saber minhas intenções... A não ser que tenham visto ou vindo do futuro provável.
- Bingo! - Comemorou o mago de vestes negras, com a voz carregada de ironias. - Pelo visto podemos reduzir sua classificação de "completo idiota" para apenas "idiota"... Mas ainda assim desconfio que quando nascemos, você entrou mais vezes na fila onde estava escrito "nasça idiota"... Ou deveria dizer imprudente?
- Se vou fazer algo tão ruim assim, eu deveria parar, não? Daí vocês estariam interferindo.
- Não vai fazer, esse é o ponto... Você é fundamental para algo que vai acontecer, e que vai saber no momento certo, mas também nos importamos com o destino de nossos semelhantes. Deu muito trabalho sagrá-lo e consagrá-lo um de nós, até mesmo encontrar um completo idi... homem capaz e disposto a carregar o fardo. É desnecessário passarmos por isso novamente. - Explica o homem de cabelos cinzentos.
- Então quer dizer que vou morrer aí dentro? Tudo bem, já morri tantas vezes... Se essa for a última, fazer o quê? - Argumenta o jovem guerreiro.
- Tudo bem, então, quando bater o desespero lembre-se sempre que a salvação às vezes pode estar onde começa a perdição, e que você pode estar em dois lugares ao mesmo tempo. - Falou o mago de vestes negras.
- E depois? - Pergunta Akkira.
- Depois? Você quer o que mais? Resultado das loterias em Lógika? A razão da existência? O tamanho do calçado de nosso criador? - Brinca o pequeno Ragnar. - Já não acha que fizemos muito, sendo legal com alguém que está indo sentar no colo do capeta pelado, e sem calças?

Akkira pensa em argumentar, mas é tarde demais, os três desaparecem sem deixar rastros sequer de que um dia ali estiveram. O guerreiro respira fundo e segue seu objetivo...



Kharma corre desesperada pela praia e entra na Ilha, procurando se esconder em sua floresta. Os dragões negros a seguem, e vão destruindo todas as árvores pelo caminho. Ela precisa de um lugar seguro para se recuperar, e corre em direção do castelo do norte. No muito longe dali, Akkira começa a caminhar lentamente atrás da mulher. Dentro dele sua real consciência berra pelo controle que perdeu, por fora apenas o sorriso doentio de quem o controla.
Quando Akkira esta colocando seus pés no que resta da floresta, uma presença familiar surge rapidamente e o golpeia pelas costas. Akkira rola pelo chão, mas isso de forma alguma afeta os dragões que devastam a Ilha inteira. O deus possuído levanta-se e vê Kaira diante de si, com o semblante tomado de raiva. A deusa da Luz está aparentemente recuperada da última luta, mas ainda hesita em enfrentar Akkira, mesmo sabendo que tem que fazê-lo. Entretanto, ela não sabe que quem está diante dela não é seu amado.
- Isso tem que parar Akkira! - Berra Kaira, desviando de alguns dragões que tentam acertá-la. - Você consegue controlar isso! Você consegue!
- "No momento Akkira não pode atender... Deixe seu recado após a coça..."! - Responde uma voz esganiçada, no lugar da voz que Kaira queria ouvir.

Sem mais nenhuma esperança Kaira voa em direção de Akkira e movimenta-se o mais rápido que consegue. Para seu azar, Akkira a acompanha. Os dois voam pela ilha e trocam socos e chutes a esmo, acertando-se mutuamente e ferindo-se muito. Quando parece que ficarão assim pela eternidade, Akkira leva um golpe no rosto e cai no mar. Kaira voa em sua direção, pois não pode deixá-lo escapar. "A luz torna-se mais lenta submersa...", diz uma voz nos ouvidos de Kaira, quando tudo começa a girar. Presa em um turbilhão no oceano Kaira não vê um brilho que se forma diante dela. De repente tudo para de girar, menos a cabeça de Kaira, que está zonza. Ainda assim ela sente quando alguém coloca a mão na sua nuca. "Repudah!", escuta Kaira pouco antes de sentir uma dor incrível e desmaiar no oceano.

Segundos depois, na praia da ilha onde Kharma e Akkira surgiram, o mar fica revolto. Um humanóide sai das águas e caminha lentamente pela areia. Aos poucos sua forma torna-se mais sólida, revelando ser ninguém menos que Akkira. Ele observa para seu castelo no horizonte e sorri, satisfeito pela tolice alheia. No interior do castelo, Kharma corre de um lado para o outro procurando onde possa se esconder, ou algo que possa utilizar. Sente que Akkira se aproxima lentamente, e tem certeza que é tarde demais para procurar por outro lugar. Por algum motivo que desconhece não consegue fugir dali por meios mágicos.
- Você se esqueceu que entrou no palácio de um Senhor do Tempo? - Ecoa a voz de Akkira por todo o castelo. - Você só sai daqui se eu deixar...
- Onde você está? - Pergunta Kharma, olhando para a janela do castelo e vendo que Akkira ainda vem.
- Aqui! - Responde a voz, parecendo vir de todos os lados. - Eu posso estar em vários lugares ao mesmo tempo... É isso.
- Isso o que?

A voz silencia. Kharma vê Akkira entrar no castelo. Algo estranho passa por sua mente, pois parece que esse ser que adentra no castelo não era o mesmo com quem falara segundos atrás. "Não é hora de pensar... É hora de agir...", pensa Kharma, enquanto concentra em sua mão direita todo o poder de que dispõe, e começa a absorver no ambiente a força espiritual do local. Ela usará o próprio poder dos Senhores do Tempo contra um deles. Ou morrerá tentando.



Muito longe dali, Jamal está sentado sobre os escombros do que um dia foi um belo saguão. Apesar de ainda existirem paredes inteiras, a destruição causada pelas sucessivas lutas deixara o local com uma aparência degradante. O homem-tigre está entediado, pois Akkira levara a luta para outro cenário e a não ser que lhe fosse ordenado, ficaria ali parado sem ter nada a fazer que senão observar. De repente sente novamente a presença de seu amigo Akkira, e ele surge a seu lado.
- Terminou? - Perguntou Jamal.
- Não, ainda estou lutando, ou melhor, estou sendo controlado... - Responde Akkira, fazendo uma cadeira de pedra e sentando-se nela.
- Como você está aqui... Ah, lembrei. - Disse Jamal. - Por que se dividiu?
- Porque perdi o controle... É sempre assim tão odioso?
- Tem dias em que é pior... Ao menos você pode dividir sua atenção.
- Por enquanto, Tempestri está tão distraído ferindo nossos amigos que se esqueceu de conferir se estou realmente prestando atenção.
- Se eu pudesse o mataria... Mas esse dia vai chegar. - Diz Jamal, cerrando os punhos e olhando para Balzac e Gigantus, que estão mais distantes conversando. - Eu começaria pelo Balzac, e você?
- Por Gigantus, tudo aconteceu por causa dele, posso odiar muito Balzac, mas odeio mais ainda Gigantus. - Responde Akkira.

De repente uma das paredes racha. Jamal e Akkira se levantam assustados, sem saber o que está acontecendo, assim como Balzac e Gigantus. Akkira imediatamente se transforma em areia e desaparece, não quer ser visto por nenhum desses dois. De dentro da parede saem um dos filhos do Rei dos Deuses e um mago carregando um cetro e acompanhado por uma bola de luz que flutua em torno dele. Os dois vão na direção de Balzac e Gigantus. Akkira tem uma visão do futuro e decide ficar ali, e se alguém prestasse atenção, veria que na areia tem um sorriso largo desenhado.



- Fin, Fan, Fon, Fun... Sinto cheiro de uma vítima! - Berra Akkira, quando se aproxima da porta do castelo.

O deus possuído arrebenta as portas do castelo e entra. Kharma se esconde como pode na única sala do castelo que sabe que Akkira considera como um santuário, a sala do órgão. Akkira mantém dentro do castelo um imenso e colossal órgão tubular, cujos tubos percorrem todo o castelo. Quando uma das teclas desse órgão é tocada, seu som pode ser escutado a quilômetros da Ilha. Tal instrumento foi colocado pelo dono anterior do castelo e Akkira o manteve em sua homenagem. O único problema é que Akkira nunca conseguiu aprender a manejar esse instrumento musical de forma audível, e sempre que colocava suas mãos nele, a Ilha ficava mais deserta do que já é. Nem mesmo surdos conseguiam ficar nas proximidades.

Kharma espera como pode, sempre concentrando seu único e precioso ataque. Depois disso cairia inconsciente, mas se acertasse levaria Akkira consigo. Akkira arrebenta a porta da sala do órgão e entra. Aponta sua espada e a ergue. Uma coluna de energia azulada se surge e avança ruidosa aos céus. Com isso, destrói o teto do castelo. Em seguida ele chama para próximo uma quantidade absurda de dragões de energia negra começam a invadir o saguão.



Kaira sai do mar e corre. Apesar de estar muito ferida dos ataques submersos, ainda existe força para continuar, força essa que retira de seu próprio âmago. Em seu íntimo ela precisa chegar até aquele castelo antes que seja tarde demais. Ao contrário dos demais, ela aceita ainda menos que a salvação de Akkira esteja em sua morte. Não consegue aceitar que não haja salvação para aquele homem que tanto ama. Precisa trazê-lo de volta a seus braços, deixá-lo se aninhar seguro em seu abraço.

Não precisa de muito esforço para localizar a direção para onde Akkira rumou, basta ver o rastro de destruição em toda a Ilha e seguir alguns dragões negros. Pelos seus cálculos, Akkira deve naquele momento estar chegando ao castelo, e pelo que percebe pela magia que sente em todo o ambiente, Kharma ainda vive e está escondida em algum lugar por ali. Kaira tenta começar a correr, no entanto não consegue, está com as pernas feridas demais para isso. Akkira a golpeara justamente em seu ponto forte.

Resignada, a ruiva caminha cambaleante subindo pela trilha que leva até o castelo. Mesmo com toda a devastação, o melhor caminho continua sendo o mesmo. Durante a tortuosa caminhada, Kaira vê com pesar o estado em que o lar de Akkira se encontra. Vê árvores caídas, as três torres que antes ficavam ocultas pela mata agora eram apenas escombros. Se alguém as habitava, provavelmente estava morto naquele momento. Quando está a poucos metros do castelo, quando já avista sua porta, uma enorme explosão acontece e vê uma coluna de luz azul arrebentar o telhado e subir aos céus, e os dragões negros vão todos na direção dessa luz.
- Preciso ser rápida... - Fala Kaira, como se estivesse tentando estimular a si própria.



Kharma não esperou qualquer atitude de Akkira e deixa sua magia fluir. Um raio invisível sai de suas mãos e avança velozmente em direção de seu amigo. O ser que manipula o corpo de Akkira está soberbo demais para perceber o que está vindo em sua direção. Ele aponta suas mãos para Kharma e gargalha. Ignora completamente que naquele momento Kharma parece mais abatida, e os milésimos de segundo passam devagar para a esposa de Sayuki. De repente ela vê Akkira ter estranhas convulsões e sente novamente a presença de seu amigo diante de si. Mas é tarde demais, sua magia irá atingi-lo.

Akkira novamente convulsiona e expulsa de si em uma imensa bola de catarro o corpo inteiro de Tempestri. O vilão cai no chão sem sair do lugar, grogue. Akkira, por outro lado, sente-se bem. Está finalmente livre e vivo, mas antes que possa comemorar sente algo tocar suas mãos e em menos de um milésimo de segundo esse "algo" atravessa seu corpo, causando uma dor absurda. Com assombro vê seu corpo se desintegrar e sente que não é apenas seu corpo que está sendo destruído, mas todo seu ser, sua energia, sua alma. Uma dor dilacerante que nunca sentiu antes toma conta de cada milímetro de seu corpo. Pressente a morte próxima, mas no entanto, ao invés de se lembrar de fatos do passado começa a esquecer de tudo. Ele olha para o olhar assombrado de sua assassina insólita, e não sente ódio dela, apenas piedade. A dor é tanta que sua percepção desaparece, sendo entorpecido pelo sofrimento.

Kharma não consegue controlar mais seus poderes e vê o corpo e alma de Akkira se dissolvendo como manteiga no fogo. Ele derrete e tudo desaparece, é algo desesperador vê-lo berrar de dor e se debater contra a parede. Tempestri aproveita a distração, e foge, pulando pela janela da sala de onde está. Os poderes de Akkira dispersam-se gradativamente e violentamente, devastando mais ainda o castelo e toda a Ilha. Kharma tenta de todas as maneiras cancelar o que começara, mas no seu íntimo sabe que é impossível.

Os olhos de Kaira enchem-se de lagrimas, de sofrimento. Ela demorou a chegar, falhou consigo mesmo, e o pior, com seu amado. Ela chega a tempo de ver Akkira ser golpeado pelo ataque de Kharma, mas não consegue fazer nada que senão testemunhar. Fica em choque por preciosos segundos, e vê quando seu amado se vira para ela e acena. Há muita dor em seu olhar, e ao mesmo tempo Kaira sente um vazio que não desejava que o pior inimigo sentisse. Ela sente Akkira definhar e desaparecer, vê o desespero de Kharma tentando fazer algo e se ferindo ao tocar os restos de Akkira que queimam no chão.

O guerreiro cai de joelhos no chão e é ancorado pelas duas mulheres. Não lhe resta mais que sua pele e ossos, está completamente abatido, somente seu rosto sofreu menos, mas é questão de segundos até que nem seu rosto escape. Ele olha fundo nos olhos de Kaira e tenta dizer algo, mas apenas consegue cuspir fluídos e restos de sua própria aura. Uma lágrima de sangue escorre pelos olhos de Akkira. Ele, então, se esquece até mesmo de seu amor. A ruiva o abraça forte e sente seu amado escorrer por seus braços e corpo até atingir o chão. E ao atingi-lo, o pouco que resta de Akkira evapora.

E desaparece... Sem corpo, sem alma... Apenas uma lembrança na mente de quem o conheceu.
Akkira não existe mais.

O castelo reage à ausência de seu dono e, já muito abalado pela luta que ocorrera até poucos minutos antes, começa a desmoronar. Mesmo assim Kaira e Kharma permanecem paradas, diante uma da outra, envoltas em lágrimas e mergulhadas na culpa de terem falhado. Não demora muito e pedras começam a atingi-las, mas nada fazem que senão se deixarem golpear. Elas estão desmotivadas demais para sair dali, preferem pagar pelo crime que cada uma afirma ter cometido. De repente um trovão passa por elas e as carrega, é Sayuki, o deus do trovão que surge e as salva, levando-as para o outro lado da ilha. No local, a espera das moças, está um cabisbaixo Yoshimitsu. Sayuki, o único que não entende o que está acontecendo, começa a berrar enraivecido:
- Vocês são loucas? Eu demoro um pouco mais para me recuperar, e quando volto vocês estão dentro do castelo do Akkira desmoronando e parecendo esperar a morte chegar! Vocês tem merda na cabeça? - Berra Sayuki.
- Tenha calma com elas, meu amigo... - Fala Yoshimitsu, colocando a mão no ombro de Sayuki, para acalmá-lo, mas sendo repelido de imediato.
- Tira a mão de mim! - Berra Sayuki. - Eu ainda não...
- Akkira está morto. - Interrompe Kharma.
- Hã? Morto? Como assim? - Espanta-se Sayuki, sentindo um frio desagradável na barriga. - Mas ele estava até agora há pouco surrando todo mundo... Como?
- Eu o matei... - Responde Kharma, abaixando o rosto e chorando.

Kharma abaixa o rosto e contém as lágrimas. Olha para Kaira que está completamente muda e sem esboçar uma única palavra, sequer seu ódio pelo ocorrido. Pensa por um segundo em falar com a amiga, entretanto desiste quando a culpa volta a lhe remoer e mente e teme alguma represália. Se existia uma coisa da qual Kharma de orgulhava, era em ter o poder de dar o fim definitivo para seus inimigos. Porém, pela primeira vez ela sentia ódio dessa eficácia. Sayuki se cala, olha para o que antes era o castelo do Akkira e berra, chamando pelo amigo que jamais vai regressar. Não pára de berrar nem quando Yoshimitsu tenta trazê-lo de volta a realidade.
- É um vazio muito grande... - Lamenta Sayuki, sentando-se no chão e colocando as mãos na cabeça. - É diferente de todas as outras vezes... Saber que não vai ter volta é uma coisa horrível.
- Eu sei... Eu sei... - Responde Yoshimitsu.
- Sabe nada, eu o matei! - Interrompe Kharma, quebrando o silêncio. - Eu fiz isso! Eu! Você é um Senhor do Tempo, se tiver saudades, vai até o passado e conversa com ele... E nós?
- Calma, Kharma, você não foi a culpada... - Argumenta Yoshimitsu. - Você fez aquilo que nosso amigo pediu, deu a ele seu descanso. Ele estava sofrendo muito mais servindo a Tempestri do que com qualquer coisa que tenha feito.
- Sim, ele estava. - Interrompe uma voz familiar.

Todos da legião se assustam quando vêem Jamal se aproximar, acompanhado ao lado por outros dois dos servos de Gigantus. Um deles é Éter, um mago que outrora pertenceu ao grupo aliado da Legião, os Seguidores do Dragão, e agora era servo de Gigantus. Um pouco mais atrás dos dois está um dos antigos amigos de Kaira e Akkira, o deus dos ventos, Argos. Ambos têm o semblante triste e ao mesmo tempo aliviados.

Éter é um mago e um deus. Sua magia principal é baseada na manipulação do frio até níveis impossíves de serem manipulados por simples mortais. Veste-se com um colant azulado e cobre seu corpo com uma capa de couro marrom que oculta a maior parte de seu corpo. Seu rosto também está coberto por um capuz marrom, que é continuação da capa. Do pouco que se vê, há um reflexo da iluminação do ambiente que indica que seu rosto continuaria coberto se tirasse o capuz, pois é coberto por uma máscara. Para dar um mínimo de proteção tem uma ombreira larga no ombro direito, que serve muito mais de enfeite do que para qualquer outro fim. Pendurado no seu pescoço, preso na capa, tem o medalhão e símbolo dos Seguidores do Dragão. Por sinal, desse grupo é o único presente, todos os demais pertencem ou pertenceram a Legião de Drax.

É o caso de Argos, que outrora foi um dos mais valorosos membros dessa Legião. Ele se veste com roupas folgadas e nitidamente nobres, e assim como Éter, também é um mago e um deus, o deus dos ventos. As cores de sua roupas são brancas com alguns detalhes em um azul claro, quase tênue. Tem um enorme cinturão em sua calça e uma espada muito bela está presa nele pela bainha. Do mesmo jeito que todos da Legião, também possui em seu braço esquerdo um bracelete com uma gema adornando-o, a gema do deus dos ventos.


- O que querem aqui? Não estão satisfeitos? - Berra Sayuki, levantando-se do chão e sacando sua espada.
- Guarde sua arma, guerreiro, não viemos aqui para lutar. - Fala Éter.
- Vieram fazer o que então? - Pergunta Yoshimitsu.
- Comunicar que estamso livres da influência de Gigantus. - Fala Jamal. - E também porque viemos chamar Kaira para uma caçada.
- Me chamar? - Pergunta Kaira, sem entender.
- Nós vamos atrás de Tempestri, e queremos que...
- Como assim "nós"? - Interrompe Sayuki. - Esse verme matou meu amigo Akkira, e eu, Kaira, Kharma e Yaoshimitsu vamos atrás dele!
- Você? E o que poderia fazer contra ele? - Pergunta Argos, coçando a mão no cabo da espada, por causa da insolência desse jovem Deus.
- Bem mais do que conseguiram com toda essa experiência de vocês. - Provoca Sayuki, sorrindo e balançando a espada apontando-a para o rosto de Jamal.
- Prove! - Berra Jamal. - Vamos, prove! Vamos ver do que você é capaz!

Sayuki estufa o peito e salta na direção de Jamal. O homem-tigre dá um passo para o lado e deixa o pé direito. O deus do trovão não percebe a tempo e tropeça, rolando vergonhosamente pelo chão. Imediatamente se levanta e traça um arco com sua espada da direita para a esquerda. Novamente Jamal desvia dando um passo para trás. "Não vai parar?", pergunta o deus animalesco. A resposta de Sayuki ergue-se na forma de um pontapé, que acerta Jamal próximo da virilha. O homem-tigre não demonstra se ferir e segura o calcanhar de seu adversário, aproveitando-se do chute.

A seguir Sayuki berra de dor e cai no chão enquanto uma fumaça negra sai de seu calcanhar. Os olhos de Jamal brilham vermelhos enquanto o deus do trovão se debate e tenta sem sucesso se desvencilhar. De repente o corpo inteiro do deus animalesco inflama e um calor absurdo começa a tomar conta da ilha. Os demais, que até aquele momento testemunhavam o pequeno combate sem se mover, são obrigados a voar e ver a luta de uma distância segura. O calor continua aumentando até que a ilha inteira é consumida pelas chamas de um pequeno sol que se forma em torno de Jamal. E quando parece que vai queimar até mesmo os oceanos, o sol desaparece e Jamal reaparece voando na direção dos demais, segurando o corpo completamente queimado, mas ainda vivo de Sayuki.
- Quando ele acordar, daqui a algumas horas, digam que não brinco com moleques. - Diz Jamal. - Entendam uma coisa: nós três, e outros, passamos milhares de anos servindo tanto a Gigantus quanto a Tempestri, se vocês tem picuinha com Tempestri porque Akkira morreu, imagina da nossa parte? Estamos, para ser mais claro, de saco cheio dele há muito mais tempo do que imaginam...
- E isso nos impede de poder enfrentá-lo? - Argumenta Yoshimitsu, enquanto usa de seus poderes para trazer a ilha de Akkira de volta, para ter ao menos um memorial de seu amigo.
- Não, mas gostaríamos que não fossem. Não é coisa para seres novos que nem você, a Kharma ou Sayuki... Nós criamos o monstro, nós o matamos, nem que tenhamos que matar qualquer um que se coloque no caminho, e isso vale para vocês... Se querem matar algo, terminem o que Akkira queria fazer e eu o impedi: matem Gigantus. - Explica Jamal. - E então Kaira? Vem conosco?
- Vou.

Kaira não olha para seus atuais amigos, que ficam para trás, e desaparece junto com os amigos de seu passado. Yoshimitsu, Kharma e o incosnciente Sayuki ficam sob o chão da Ilha reconstruída. Dentro deles há uma profunda revolta, mas eles entendem que se forem junto só atrapalharão. Depois de algumas horas Sayuki desperta, com muita dor, e completamente revoltado. Sentados no chão, a seu lado, estão apenas Kharma e Yoshimitsu. Ele procura Kaira sem sucesso.
- Então ela foi com eles? - Fala Sayuki. - Droga! Eu quero matar Tempestri! Eu quero!
- Eles disseram que nos matarão se tentarmos intervir - Fala Kharma. - E pelo que pude ver em suas almas, estã0 dispostos a isso sim. Eles não tem mais nada a perder, e nós... Ainda temos.
- Como assim? - Questiona Sayuki.
- Enquanto você perdia tempo e saúde brigando inutilmente com o homem-tigre, eu nos olhos tanto de Éter quanto de Argos os horrores diários pelos que passavam, vi em suas almas a dor que passaram por todos esses milhares de anos a serviço de Gigantus . O horror de saber que está fazendo algo odioso para alguém que odeiam ainda mais, e não poder deixar de cumprir porque caso contrário fariam com eles o que aconteceu com Akkira pouco antes de eu matá-lo...
- Akkira? Ele passou pelo que? - Perguntou Yoshimitsu, preocupado.
- Akkira, ao se negar a nos enfrentar perdeu o controle do corpo, mas não deixou de testemunhar tudo. E isso acontecia a todos, se não cumprissem as ordens por qualquer motivo, perdiam os controles de si próprios e executavam o serviço de qualquer jeito, mas sentindo cada sensação. - Explicou Kharma. - Éter e Argos me passaram isso de forma tão clara que parecia que eu lia um livro sobre o tormento deles. Eles estão com muito ódio e somente permitiram a Kaira ir com eles pela sua história com Akkira e por sua perda, senão sequer saberíamos de algo... Por sinal se Akkira tivesse sobrevivido, sequer saberíamos disso, iriam apenas eles.
- Não deixou de odiá-los por isso... E então? Vamos obedecer ou vamos ir atrás deles e dar a surra em Tempestri? - Perguntou Sayuki, estralando os dedos.
- Eu prefiro ir atrás de Gigantus, terminar o que Akkira tentou começar. - Respondeu Kharma. 0 Não quero interferir em vingança alguma, mesmo porque se estivesse no lugar deles pensaria igual.
- Eu concordo com a Kharma. - Diz Yoshimitsu. - Vingança, para mim, é algo sagrado... Não atrapalharei na vingança deles, apenas se algo der errado, o que pode ser que sim ou que não. E se eu souber de algo, obviamente iremos para lá.
- Você é um Senhor do Tempo, e está certo que vai realmente usar seus dons pra saber se algo estiver dando errado? - Pergunta Sayuki, interessado. - Infringirá regras por vingança?
- Claro, Akkira não era um Senhor do Tempo? Porque não poderia, digamos, me vingar... É uma questão de interpretar as regras, vocês seriam meus arautos na vingança, equivalente aos servos que Tempestri usava. Nada fora das regras. Tenho certeza que meus outros irmãos, pelo menos os que gostavam de Akkira, pensam assim.
- Então estamos esperando o que para caçar Gigantus? - Fala Sayuki.
- Nada, ué. - Diz Kharma. - Vamos embora.

Os três se calam. Yoshimitsu gira seu cajado e golpeia o ar, rasgando com facilidade o fino tecido da realidade. Um portal se forma, um portal que levará a todos para onde Gigantus está escondido. Yoshimitsu, Sayuki e Kharma sabem que não há volta e que se algo der errado, eles morrerão. Mas o ódio é maior que o receio. Cada um descarregará em Gigantus uma fração de sua dor, e é evidente que Gigantus não sobreviverá a isso. Os três entram no portal e abandonam a ilha sem deixar vestígios. Uma nova e derradeira luta se aproxima.

Mas essa, fica para outra oportunidade.

Fim.

7 comentários:

  1. Desculpa comentar sem ler , mas achei justo comentar para mostrar meu apoio a sua reclamação de membros que não cumprem as regras do jogo e usam o espaço só para fazer spam

    Abraço amigo

    a propósito agora sim vou ler

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  2. Ué, já acabou?
    cheguei a ler 3, mas não tds...
    pretendo ler em breve o resto...
    o foda é ler sabendo o fim, né?!
    rsrs
    vlw

    [Já viu a nova cara do Reflexões? Pois deveria ver...rsrs]

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  3. dessa vez li e e bastante
    muito bom ainda por cima se vc escreveu tudo isso
    excelente parabens

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  4. Não vou mentir para vc, não lí o Conto inteiro, mas o pouco que lí já aprovei e voltarei depois com mais calma para acabar a leitura.

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  5. uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!
    vc ñ entendeu o layout do meu blog?
    então teu blog é ruim!
    uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu

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  6. Parabéns sr. Leonardo, você conseguiu ganhar um post apenas para você. =D

    Perfil do "anônimo": Leonardo

    De onde surgiu o comentário do ser inteligente:
    Parte 1
    Parte 2

    Impressionante ter se dado ao trabalho de vir até aqui apenas para isso, quando o conto era o último da página.

    Se alguém ler isso posteriormente, procurem por um tópico chamado "o último do ano... ou não!".

    Claro que tirei screens do que falou, vai que o idiota apaga quando ver a serpente que despertou? =p

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