Pegadinhas, tema: Mortos.

Dando uma quebrada nesse ar sórdido, vamos rir um pouco...

Essa é uma espécie de revival, trazendo de volta nosso amigo motoqueiro fantasma, de quem já falamos antes, mas na época o blog ainda engatinhava. Agora trago o verdadeiro motoqueiro fantasma, agindo pelas ruas de algum lugar de São Paulo.

Bons tempos...

Pegadinha da Caveira


E pra continuar no embalo dos mortos, agora uma nova pegada, com um morto-vivo nas ruas de São Paulo, todas elas com o clássico das pegadinhas, o Ivo Holanda (sei lá se se escreve assim). Nem sei se ele está vivo hoje em dia, mesmo se tem ossos... o.o'

Pegadinha do Morto-Vivo


Boas risadas! \o/
Leia o Restante.

Enquanto o Pan acontecia...


Em Blumenau, depois do fatídico seqüestro envolvendo Sexo, Pistolas e Nerds (o caso do Gunbound), ocorreu um crime doentio que teria se tornado mais um dos casos típicos que hoje em dia envolvem jogos em geral (sejam RPGs, Video-Games, PCs, ou similares). Um monstro de 16 anos (que em dois anos estará solto e com ficha limpa, graças a nosso código penal feito de bandidos para bandidos) matou e esquartejou um menino de 12 anos.

É, isso mesmo, esqueartejou. Até aí você deve estar lembrando de uma música do Rogério SkyLab, mas quando se lê a matéria que foi publicada em um jornal "pequeno" dentro dos padrões de jornalismo atual, torna-se algo por demais horroroso.

Segundo o "rapaz" monstruoso, eles estavam jogando no computador quando começaram a brigar. Jogando Tíbia...

Paralelo e explicando: Tíbia é um Massive Multiplayer Online RPG, ou MMORPG, um RPG novamente, RPGs... sempre culpam RPGs..., com visual que remete os jogos antigos da geração de videogames 16bits (Mega Drive, SuperNes, etc), já foi tão ou mais famoso que Gunbound (o tal do crime do Sexo, Pistolas e Nerds). Maiores detalhes em: http://www.tibia.com.

... e durante a briga o menor em escala evolutiva se engalfinhou com o menino e durante a briga acabou estrangulando-o. Como estavam sozinhos em casa, decidiu fazer o que toda pessoa criminosa sensata faria, ocultar o cadáver. Imediatamente procurou por algum lugar onde pudesse guardar o corpo ainda quente de seu "melhor amigo" (segundo relatos dos parentes da vítima e de vizinhos). Viu lá um sotão. Seria lá que esconderia seu grande amigo! \o/

Pegou uma corda e começou a puxar o corpo para cima. Mas o menino era pesado demais. Precisava rápido de uma solução. Encontrou-a na cozinha.

Pegou uma faca e serrou as pernas de seu amigo. Para ossos, que tinha dificuldades em realizar o corte na facada, utilizou uma pequena serra. Serviço feito, foi pra casa como se nada tivesse acontecido.

Mas infelizmente o corpo foi encontrado e ele foi tomado como suspeito, eis a notícia completa no link abaixo:



Acham que acabou? Pra se safar ele alegou que foi influenciado pelo jogo Tíbia, que falei acima, mas os policiais foram mais espertos e desconfiaram do papo do garoto. Obviamente se fossem religiosos que perseguem o RPG, estava o crime solucionado e mandariam processar o jogo, queimar pcs e tudo o mais. Mas eram policiais, e após um exame do corpo no IML, descobriram dois detalhes mais monstruosos.

1- O menino estava vivo quando foi esquartejado, apenas jazia inconsciente após o estrangulamento. Ele morreu de tanto sangrar, não de ser enforcado (como se fosse menos ruim...);

E o mais surpreendente:
2- O menino sofreu abuso sexual. Isso mesmo, ele foi deflorado pelo rapaz de 16 anos, e durante o estupro acabou desmaiando. Houve resistência por parte da vítima, disse o laudo, mas ineficaz.

Notícia:


Triste é saber que tal coisa aconteceu durante o PAN e não foi devidamente divulgada, pois esse tipo de crime é o mesmo ou até pior do que cometeram com aquele garoto, o João Hélio e com tantos outros envolvendo menores de idade que quando completarem 18 anos estarão livres e de ficha limpa, não importando a natureza ou a crueldade do crime em que cometeram.

Também deixa claro que vivemos em um país que se cultua o Pão e o Circo, onde fazemos festas caríssimas em belos palácios enquanto tudo rui a nossa volta, exemplo histórico foi a festa organizada pela monarquia enquanto o golpe que deu fim ao império acontecia nas barbas do imperador. Não é de hoje que nosso país cadece e padece desse mal, mas a situação chegou a um ponto que ou fazemos algo ou algum muito ruim irá acontecer, não beira mais o ridículo, por sinal, não há no dicionário palavra adequada para descrever tudo que estamos passando. E não é de hoje, Lula é apenas a ponta do enorme Iceberg...

E que venha as Olímpiadas.



Rapidinhas:
- E Renan "Boiada" Calheiros? Foi perdoado? Esquecemos dele?
- E o caso dos Pitiboys que espancaram a empregada doméstica?
- (insira o seu "e" aqui, colocarei créditos, obviamente)
Leia o Restante.

Um Conto de Tempestade.

Conto curto e antigo, do tempo em que escrevi meu livro, mas pouco depois de lançá-lo. Nele coloco uma participação curta de um dos inimigos clássicos de SdD.

Um dia começarei a postar os capítulos do meu primeiro livro... Um dia.

Ou não.


Um Conto de Tempestade.

Dois olhos cruzavam a vila. Olhos infantis. Olhos de criança. Caminhavam felizes e até onde se tinha alguma noção, pareciam contentes. Havia ganhado sua primeira moeda de bronze. Compraria um doce. Um doce não. Vários. Era uma criança boba e alegre. Mas era feliz. Era a hora em que a taverna vendia doces as crianças. Nas primeiras horas da manhã. Antes que os viajantes e os guerreiros próximos chegassem.

A criança não percebia o que adultos percebiam. Corria dócil para o taverneiro. Com seu pequeno tostão comprou seu doce. Afável o taverneiro lhe afagou a cabeça e a criança correu. Enquanto corria, um homem, de armadura prateada e longos cabelos cinza, entrava na taverna. Feliz, a criança corria para casa. Sem perceber que sons de mesas e cadeiras se quebrando vinham da taverna.

Correu. No seu caminho contrário homens corriam na direção da taverna. Todos armados com as armas que dispunham. Foices, martelos, facas. Inocentes fazendeiros correndo em direção da taverna. Um brilho branco veio de lá. A luz iluminou a criança projetando sua sombra alguns metros adiante de seu caminho. Saltitava feliz, ignorada pelos cavaleiros que agora passavam. Parou, quando um pequeno pedaço brilhante da lâmina de uma espada caiu diante dela.

Pegou-a com seus pequenos dedos. Olhou deslumbrada o reflexo do brilho que vinha de suas costas. Precisava mostrar a sua mãe. Correu mais rápido. E chegou em casa. Sua mãe o abraçou e chorou. O menino retribuiu. Amava-a muito. Sua mamãe. Mostrou o doce a sua mamãe, que riu feliz por ele não perceber o que acontecia. Então seu pai entrou, com o corpo sujo e manchado de vermelho. Apontou para o quarto da casa.

Mamãe tomou seu filho em seus braços e o levou. Trancou a porta. A doce criança comia seu quitute. Tinha apenas seis anos, gritava sua mãe. Sons do outro lado da porta. Som de algum líquido escorrendo. Som de algo se partindo. Uma luz branca vinha da sala. Uma pequena risada. A mãe jogou móveis na porta. A criança ria, pensando ser alguma nova brincadeira. Mamãe tornou a abraçá-la forte. Mesmo quando aquele homem, de armadura brilhante e cabelos cinzas, derrubou a porta. Abraçava mais forte. Dizia que o amava muito. Que sempre estaria com ele.

O homem se agachou diante deles e tomou a mãe com seus fortes braços. Som de algo se partindo veio da mamãe. Lágrimas correram de seus olhos quando seu pescoço foi virado até de encontro aos olhos do homem. O homem trajava um chapéu de metal circular, que impedia a criança de ver seus olhos. Mas via mamãe murchar. Mamãe chorou e tremeu. Seu corpo tombou. Ao tocar o chão se transformou em ossos. A criança olhou para o homem. Era um "homem mau", pensou a criança. O "homem mau" se agachou diante dela. O "homem mau" falou:
- Interessante. - Disse o homem mau, limpando a boca da criança, ainda suja de doce. - Deveras interessante o quão a inocência é algo valoroso. Devia ser menos infante. Pena.
- ...

O homem se levantou. Caminhou para a porta, deixando a criança sozinha. Saiu da casa. Olhou para trás. Viu a criança na porta, ainda segurando o resto da lâmina. Acenou amigavelmente. Hoje não precisava mais se alimentar.



Mas também não poderia deixar testemunhas. Seu corpo foi coberto de eletricidade e seu sorriso tornou-se mais doentio. Do nada uma luz branca iluminou tudo e um imenso trovão atingiu a casa. O pedaço de lâmina voou pelos ares com a pequena mão presa nele. O homem sorriu satisfeito. Não havia perdido a prática. E apesar de dentro dele uma voz ecoar em sofrimento, ele sabia ser mais forte que essa voz.

E se sentia satisfeito, permitindo-se até cantarolar.
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Robótica é coisa do passado!

Olá povo!

Não, não irei falar de nenhuma inovação tecnológica que há de desbancar a robótica. Lendo uma notícia hoje descobri que a robótica é mais antiga do que se imaginava, datando da época de Cristo, sim isso mesmo, CRISTO!

O cientista britânico Noel Sharkey da Universidade de Sheffield, descobriu que o primeiro autômato é da autoria de Heron de Alexandria, ao qual também se da o crédito da invenção da primeira máquina automática de venda de bebidas. O "robô" de Heron seria a primeira máquina guiada por uma programação assim como os computadores de hoje em dia, só que de forma muito menos complexa. Ele funcionava através de um sistema que envolvia desde cordas, peso e até trigo! Dependendo da forma que a corda era enrolada o "robô" executava um determinado tipo de movimentação, tendo até uma certa pausa antes do próximo movimento.
Não era só isso que o "robô" fazia, segundo os relatos que Sharkey estudou ele também apresentava um pequeno teatro de fantoches sozinho, onde era mostrado Dionísio deus grego do Vinho e senhor do teatro.

Lendo isso fica evidente o quanto estamos atrasado perante os antigos, que inventaram máquinas revolucionárias, ou métodos que até hoje impressionam. Leonardo da Vinci também inventou seu autômato, tratava-se de um leão mecânico que caminhava e apresentava flores.

Bom vejam a notícia original, lá tem uma animação que demonstra como o robô funcionava:
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL78601-5603,00.html
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Só para finalizar gostaria de dizer que nossas amigos Diego Moretto e Arthurius Maximus, cada um nos indicaram a dois prêmio diferentes. Em nome do blog agradeço imensamente pelo reconhecimento, mas antes de fazer um post com nossas indicação, conversarei antes com o Dragus para saber quem ele quer indicar e a qual prêmio.

Até a próxima!
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FORJANDO UM GUERREIRO - BATISMO DE FOGO QUARTA PARTE

Olá povo!

Finalmente consegui terminar o décimo primeiro capítulo meu conto. Devo confessar que foi um dos capítulos mais difíceis de ser escrito, tive muitas interrupções, o tempo todo tive que parar para fazer outras coisas... Em fim, nem acredito que terminei. Mas por conta desses contra-tempos acabei criando o pior capítulo da saga. É sério, tá muito ruim, mas não vou reescrevê-lo porque sei que melhor não vai ficar.
Agradecimentos também ao Dragus por me ajudar com o final do capítulo e alguns outros trechos.

Sem mais enrolação ai vai, só espero que não me vaiem muito.
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Confiança

A velha e vasta biblioteca do oráculo estava muito bem iluminada naquela manhã, pois não havia apenas ele a consultar sua grande variedade de livros, que muitos classificariam como infinita. Volta e meia ele recebia algumas visitas, raras, mas sempre as mesmas pessoas, ao contrário das de hoje que se vieram visitar sua biblioteca uma única vez que fosse, teria sido muito. Eram visitantes especiais, não apenas por estarem lá pela primeira vez ou segunda, mas por serem visitantes de grande renome e importância, que o fez ficar bastante excitado pela ocasião.

O grupo era numeroso, ao menos em comparação ao número de pessoas que costumava ficar ali ao mesmo tempo, que não passava de três. Enquanto alguns aguardavam seu anfitrião sentados, outros liam algum livro, ou apenas olhavam os títulos ali presentes naquela área, já que a biblioteca em si, era bem mais vasta, havendo vários corredores repletos de livro do chão ao teto.

- Desculpem-me pelo atraso senhores!

O Oráculo vinha trajando seu melhor manto, um cinzento que usava em poucas ocasiões, seu cabelo estava penteado para trás de forma impecável e o rosto um pouco rubro pelo embaraço do atraso. Assim que adentrou no salão, fez um gesto para que seus ajudantes entrassem, para servirem os convidados. Quatro carrinhos vieram repletos de frutas, pães e doces de todos os tipos, um quinto veio com as bebidas, dispostas em belas jarras de prata. As bandejas e as jarras foram postas em uma longa mesa de carvalho muito bem adornada, com entalhes que lembravam folhas ao seu redor e pés pareciam troncos finos. Ela foi especialmente preparada justamente para recebê-los, era bem espaçosa fazendo com que todos pudessem se sentar com conforto e bastante espaço entre eles. As cadeiras tinham um encosto alto e perfeito para apoiar as costas, sem contar o acolchoado perfeito nem muito rígido, nem muito macio.

Todos foram auxiliados a se sentar pelos ajudantes do Oráculo, que logo em seguida começaram a servir a comida e a bebida ao gosto dos visitantes. Sentaram-se três de cada lado e o que parecia ser o mais importante deles, ficou na cabeceira oposta ao Oráculo, que parecia muito contente.

- Como andam as coisas por aqui Letaran? - Perguntou ao Oráculo o homem que estava na cabeceira oposta.
- Indo muito bem até o momento Rei Zarrantas. - Respondeu com entusiasmo.
- E Merac? Ainda consternado com o andamento dos eventos? - Perguntou após tomar mais um gole de vinho da bela taça de prata.
- Sabe bem como é o temperamento dele... Sempre muito preso as regras...

O homem ao qual Letaran se dirigiu como "Rei Zarrantas" era um homem e rara beleza, até mesmo outros homem costumavam reconhecer esta sua peculiaridade. Quase sempre trajava um manto negro de um tecido grosso, mas que não era muito quente, preso em sua cintura por uma faixa de seda negra, descendo até os pés alargando-se como um hábito religioso. Era um mago muito poderoso e sábio, mas por causa de suas vestes muitos pensavam ser um sacerdote. Seus traços firmes, o olhar penetrante e inquisitivo e cabelo curto, lhe davam a aparência de um homem de no máximo quarenta anos, no entanto sua idade ultrapassava a casa dos milênios.

Seus companheiros também possuam uma idade muito mais avançada do que aparentavam, alguns talvez pudessem ser até mais velhos que o próprio Zarrantas, mas isso não tinha muita importância para eles. Um dos mais antigos se não o mais, era o homem sentado a esquerda de Zarrantas. Era bem alto, forte e de cabelos escuros longos, mas que estavam muito bem presos enquanto comia. Seu olhar era um tanto severo, por vezes sarcástico, mas mesmo assim transmitia um estranho ar de calma.
- E como está nosso garoto? - Pergunto Zarrantas.
- Indo muito bem! - Respondeu empolgado - Já está sendo treinado, agora com uma motivação a mais, finalmente conheceu o pai.
- Sua ira deve ter sido algo esplendido de se observar... - Fez uma pausa imaginando a cena.
- Sim, foi algo bem interessante e por pouco não manifestou sua força oculta.
- Seria um tanto precoce para alguém de tão pouca idade e parca experiência não acha? - Perguntou o homem alto que vestia uma simples toga verde, deixando à parte esquerda de seu tórax a mostra.
- Nem tanto, se levarmos em consideração a ajuda que Zarrantas deu ao menino.
- Do que estas a falar Letaran? - Perguntou outro dos ocupantes da mesa, que estava coberto por um capuz e manto negro.
- Ora da força vital doada por Zarrantas ao menino durante o nascimento!
- Engane-te Letaran! Eu nada fiz nessa parte.
- Quer dizer que aquela força do garoto...
- Não é minha. - Interrompeu Zarrantas.
- Mas como pode... Ele é apenas um simples humano, como pode ter tanto poder assim? - Questionou-se preocupado.
- Isso pode ser um ponto falho em teu plano Zarrantas. - Disse o homem alto.
- Não caro Fonan, não vejo desta forma. - Disse dirigindo-se ao homem alto - Isso ode ser até melhor do que esperávamos.
- Só espero que tenhas tudo muito bem planejado, para que no momento exato as coisas não fujam de teu controle. - Concluiu Fonan
- Paciência meu caro, paciência!
- Só não acho que um reles humano detenha tanto poder assim, tudo bem alguns poucos mostrem-se dignos, mas vê o que a maioria fez com o dádiva que os concedemos? Demos a eles a existência, demos a eternidade, mas o que fazem com isso? Destroem-se, deturpam a realidade a sua volta e corrompem a criação a seu bel-prazer! O garoto pode vir a nos ajudar contra este empecilho, mas quem garante que ele há mesmo de fazê-lo? - Questionou Fonan demonstrando certa revolta
- É para isso que Letaran nos serve! - Respondeu calmamente Zarrantas esboçando um sorriso malicioso.
- Não se preocupem amigos - Disse Letaran fazendo um gesto expansivo - Ele há de ser muito útil, mais até do que alguns de vós possam imaginar.
- Assim esperamos! - Concluiu Zarrantas.
- Oh! Ai vem meus ajudantes! Gostariam agora de um chá?


O céu parecia girar a volta de Haldar, por um instante estava concentrado na luta-treino que fazia com Ignus, mas um momento de distração depois e o golpe com o cabo da espada na têmpora o fez cair de uma vez, com um estampido surdo. Estava completamente zonzo, mal sabia o que tinha acontecido, nem sequer lembrava no que estava pensando segundos antes.

- Mas que vergonha Haldar!

Ele agitou a cabeça e sua visão clareou, mas ainda continuava sem a noção exata de onde era o quê. Quando conseguiu fixar seus olhos em algo, viu Ignus parado a sua frente, com a espada no chão e o braço esquerdo apoiado em seu punho. Estava ainda mais alto, seu cabelo ainda maior e sua voz definitivamente não era a de um garoto de treze anos, pelo menos na aparência e principalmente na voz, Ignus era um homem. Seu porte físico faria inveja a qualquer soldado que não cuidasse bem de seu corpo, até mesmo ele às vezes se surpreendia, pois ele mesmo se achava deveras musculoso para sua pouca idade.

Ele estendeu a mão para ajudar Haldar a se levantar, sem entender como seu mestre havia levado um golpe tão simples e tão lento. Suas habilidades de combate haviam melhorado muito, mas mesmo assim Haldar ainda era mais rápido que ele, havia como ele ter escapado, até mesmo contra-atacado, já que apenas se tratava de um ataque visando à abertura da defesa e Haldar.

- Você melhorou! - Disse Haldar agora de pé, mas ainda se sentindo zonzo.
- Melhorei coisa alguma! Você que levou o golpe de propósito! - Reclamou Ignus, sua voz potente como a de um general.
- Antes isso fosse verdade. - Respondeu - Se assim fosse, teria ao menos feito algo para evitar levar o golpe por completo!
- Vou fingir que acredito. Agora se recomponha e vamos continuar o treino.


Já estava quase na hora do alço quando os dois retornavam do treino, Haldar com um inchaço saliente na cabeça devido ao golpe que levara de Ignus. Ele nem esperaram a comida ser servida direito, apanharam um prato e uma porção de cada coisa que havia lá e devorarão tudo como animais famintos. Após todos terem terminado sua refeição, Ignus ficou sabendo que iria à cidade levar o pequeno Ezequiel, lá encontraria Tharion para apresentá-lo a algumas pessoas, com o intuito de facilitar a entrada do menino na escola de necromancia onde Tharion era um dos altos instrutores. Izac disse que não poderia ir, pois receberia a visita de umas pessoas muito importantes, por isso Ignus ficaria encarregado dessa tarefa.

Rapidamente a carruagem Izac foi preparada para levá-los, Ezequiel parecia eufórico vestindo com um conjunto acinzentado que havia ganho em seu último aniversário. Até Ignus vestia uma costumeira camisa sem mangas e calças largas, seu único luxo eram suas botas de couro cru e a espada nova que lhe fora dado por Haldar no ano anterior. Estava muito bem afiada e extremamente polida, a lâmina não era muito larga e também não era muito longa, o que a tornava perfeita para manejar com relativa agilidade. Após verificar o fio pela quinta vez por fim, guardou-a em sua bainha, prendeu a bainha no cinturão e foi até a carruagem, com ar imponente.

A carruagem partiu rápido em direção a cidade, Izac havia deixado ordens expressar ao condutor que não chegassem atrasados em hipótese alguma, por isso o condutor fez questão de ir o mais rápido que pode, tanto que atrás deles a poeira era levantada há uma altura considerável. Ezequiel raras vezes havia saído dos domínios de sua família, naquele dia estava radiante olhava tudo muito satisfeito e com grande curiosidade. Cada vez que via algo que desconhecia, perguntava a Ignus do que se tratava. Ignus em compensação já conhecia bem aquele trajeto, mas fazê-lo de carruagem sabendo que quando chegasse até a cidade todos o veriam saindo dela, o deixava com ar de importância.

Assim que chegaram o condutor rapidamente abriu a porta da carruagem, Ignus saiu todo pomposo com o rosto para o alto, imponentemente segurando o cabo da espada, com Ezequiel ao seu lado. A multidão olhava-os bem atentamente enquanto passavam, Ezequiel ficou surpreso com a quantidade de coisas e pessoas que via, pois poucas vezes tinha ido à cidade. Não demoraram a encontrar Tharion, já que sempre se vestia da mesma forma isso acabava fazendo com que se destacasse do resto. Estava acompanhado de seu filho e de mais duas pessoas, todas trajando mantos marrons.

- Você deve ser Ignus, estou certo? - Perguntou Tharion.
- Sim senhor! - Respondeu Ignus fazendo uma reverência.
- Lembro de você, é aquele menino que Izac comprou aqui há alguns anos, não?
- Sim senhor.
- Está muito bem! - Elogiou-o com sinceridade.

"Impressionante" pensava Tharion. "Quando o vi pela primeira vez, não passava de uma criança amedrontada, mas veja-o agora, parece um tigre faminto. E essa imensa aura negra a volta dela pode não ser muito extensa, mas é forte e sólida demais para alguém de sua idade. Se bem treinado ele pode ser muito poderoso."

Tharion não era conhecido apenas por ser frio ou um excelente necromante, além disso, era um exímio conhecedor de auras e aquela aura não era uma aura normal. Mesmo dentre os guerreiros mais bem treinados, nunca havia visto tamanha força, principalmente vindo de alguém sem o menor conhecimento. Era nítido para ele que Ignus nada conhecia de sua própria força interior, pois ela fluía livremente, quando em pessoas treinadas ela era mais reclusa, embora sempre fosse possível saber a sua força.

Após a conversa de apresentação Tharion pediu para que Ignus deixasse Ezequiel aos seus cuidados, já que iriam realizar os testes com ele em outro local, Ignus concordou e combinou que se encontrariam ali em duas horas. Enquanto isso ele foi andar pela cidade, pois não a conhecia direito e não perderia essa oportunidade. A cidade estava muito movimentada aquele dia, as pessoas se esbarravam com freqüência, mas isso não incomodava Ignus, estava gostando da agitação.

Enquanto andava distraído olhava as várias barracas que vendiam as coisas mais inusitadas possíveis, até coisas que lhe parecia completamente inúteis. Jurou ver também o mercador de escravos Gal, que há alguns anos atrás o vendeu para Izac, chegou a pensar em ir falar com ele, mas a idéia desapareceu de sua mente logo em seguida. A cidade era quase como uma imensa fortaleza, cercada por altos muros com guardas circulando por eles o tempo todo, mas isso não impedia que surgissem algumas confusões de vez em quando. Resolveu sair um pouco da cidade e andar do lado de fora para ficar um pouco isolado, pois começou a ficar cansado da agitação e de tanto falatório.

Andou um tempo a esmo sem saber direito que direção tomar, quando estava do lado de fora da cidade, já um pouco distante, escutou o som de discussão chamou sua atenção. Rapidamente conseguiu distinguir de onde vinha e se encaminhou para próximo da discussão para ver do que se tratava. Uma mulher aparentemente estava sendo ameaçado por um homem que tinha praticamente o dobro de seu tamanho, mas maior foi sua surpresa quando viu que o homem era um dos amigos de Raiarath, seu pai. Sua mente agiu rápido e seu corpo mais rápido ainda, correu o máximo que pode em direção a ele, assim que chegou próximo berrou para chamar sua atenção e quando ele virou, Ignus acertou-lhe o soco entre seus olhos com tanta força, que o fez cair no chão. Assustada a mulher correu para se afastar dali, mas no fundo agradecida pela chegada de seu pretenso salvador. O homem levantou furioso e se deparou com o rosto contente de Ignus, pois seu golpe fora bem sucedido.

- O que você pensa que fez seu fedelho covarde? - Vociferou furioso.
- Covarde? - Ironizou Ignus. - Não era eu que atacava uma mulher indefesa!
- Ei! Eu me lembro de você garoto...
- Que bom - interrompeu - pois eu também me lembro de você.

Mais uma vez o corpo de Ignus agiu muito mais rápido do que ele próprio poderia imaginar, se lançou contra seu oponente com toda a força que tinha, mas no momento exato em que ia se chocar contra ele, deu um passo para o lado, deixando apenas seu braço esquerdo esticado, atingindo em cheio o pescoço de seu oponente, fazendo-o cair no chão novamente. Ignus rapidamente se pôs de pé, agarrou seu oponente pela camisa e começou a arrastá-lo. O homem lutou e conseguiu se livrar do garoto e se levantou logo em seguida, tentou golpear a virilha de Ignus com um chute, mas o garoto saiu com facilidade do golpe.

- Quem você pensa que é garoto? - Falou irritado.
- Eu sei bem quem sou, mas quanto a você só sei que é desgraçado covarde.
- Seu moleque insolente, mas se bem que olhando agora você se parece muito com Raiarath...
- Nunca toque no nome desse desgraçado na minha frente! - Interrompeu Ignus novamente.
- O que você quer comigo afinal? - Questionou
- Apenas quero saber seu nome.
- Cratus. Por que?
- Para me lembrar do primeiro que matarei!

Incrédulo com o que acabara de ouvir Cratus mal se moveu, nem ao menos conseguiu ver o arco que a espada de Ignus fez ao ser desembainhada e logo em seguida rasgar profundamente seu ventre. Pôs a mão no ferimento e viu o sangue que fluía em abundância, mas tomado pela ira avançou contra o garoto. Ignus conseguiu desviar-se de alguns ataques, mas por fim acabou sendo atingido no rosto e no abdome. Cratus pegou uma pedra que havia no chão e acertou-a na lateral da cabeça de Ignus, que viu tudo a sua volta girar por um instante, mas apenas serviu para deixar o garoto ainda mais furioso. Com um chute na linha da cintura conseguiu afastar Cratus, logo em seguida para a surpresa de seu oponente, o garoto jogou a espada no chão, avançando como um animal furioso para cima dele. Cratus não conseguiu fugir e foi golpeado várias vezes nos rosto.

Algo não estava certo, pois a cada golpe que dava ou levava Ignus se sentia mais furioso e sentia algo estranho dentro de si. Quando começou a socar inimigo sentiu seus punhos ficarem pesados, uma sensação esquisita passou-lhe pela espinha e teve a nítida impressão de sentir seus braços arderem. Por um instante parou fitando os próprios punhos estavam normais como sempre, exceto por uma estranha sombra arroxeada que pairava em volta deles. Isso deu tempo o suficiente para que Cratus se recobrasse dos golpes e atirasse Ignus para longe. Vendo que o garoto estava momentaneamente indefeso e confuso, apanhou a espada que estava próxima e correu em direção a ele, para acabar com aquilo de uma vez. Ignus imediatamente foi alertado do perigo por algo que não soube explicar, mas foi isso que o fez sair do golpe do momento preciso. Cratus ficou perplexo com a agilidade do garoto que parecia aumentar cada vez mais, sempre se esquivando na hora certa, isso estava deixando-o cada vez mais furioso.

A ira do garoto parecia aumentar a medida que a batalha ia se estendendo, agora a única coisa que Ignus via a sua frente era Cratus, todo o resto a sua volta tinha desaparecido. Lembrou-se de quando foi espancado por ele e seu pai e mais outro amigo, a dor de cada golpe sofrido voltou ao seu corpo e aquilo pareceu fortalecê-lo ainda mais. Lembrou também que na ocasião a sua soberba e o excesso de confiança fizeram com que fosse derrotado, aliado ao fato de sua falta de experiência. Tentou se desconcentrar de Cratus, visualizar melhor o campo e observar tudo o que havia a sua volta, inclusive o que não podia ver. Sentiu tudo que havia a sua volta, não conseguiu saber como, mas isso não lhe fez diferença naquele momento.

A sua esquerda havia a uma pedra de altura mediana, parecia que só ele havia notado e teve uma idéia. A ira latente ainda estava lá, mas pareceu dar lugar a uma frieza intrigante. Começou a provocar Cratus, que ficou ainda mais irritado e avançou contra o garoto sem pensar. Ignus aproveitou de seu descontrole, saiu da frente mais uma vez no momento exato, mas antes que ele se distanciasse, agarrou e atirou-o contra a pedra, Cratus largou a espada e usou as mãos para impedir a cabeça de se chocar contra a rocha. Quando pensou em se levantar o garoto já estava em sua frente desferindo vários chutes, apenas conseguiu se acuar ainda mais contra a pedra e tentar se defender da maneira que pode.

- Lembra de quando vocês me espancaram? - Berrou Ignus? - Eu quase morri, mas para o seu azar eu estou vivo, mas você não vai ter a mesma sorte!

Repentinamente ele foi erguido pelo garoto com muita facilidade, viu os olhos do garoto inflados de ódio, tentou se desvencilhar, mas não conseguiu se mover, algo o prendia, algo muito forte que nunca saberia descrever, mas era uma força opressora muito forte. Ignus viu tudo começar a escurecer a sua volta, mas estava plenamente consciente de tudo o que acontecia e o que fazia, largou Cratus no chão e começou a socá-lo com toda a força que possuía.
Seus punhos começaram a queimar novamente, ficaram mais pesados e repentinamente um estranho brilho escuro surgiu à volta deles. Ignus não notou isso no momento, apenas sentiu um ímpeto de acabar com aquilo de uma vez por todas, reuniu todas as suas forças e deu um último soco. A cabeça de Cratus se despedaçou na pedra tamanho foi impacto do golpe, seu corpo deu um último espasmo e deslizou lentamente até o chão, o sangue espalhado na pedra e escorrendo até o chão.

O garoto fitou seus próprios punhos, o estranho brilho estava se apagando, tentando em vão fazer com que permanecesse. Olhou mais uma vez para o cadáver sem cabeça de Cratus, pegou sua espada e foi embora satisfeito consigo mesmo, como nunca ficara na vida.

A mulher voltou correndo com os guardas. A tempo de ver chocada o jovem garoto limpar o sangue de sua espada e o cadáver ainda trêmulo de Cratus. A situação para os guardas era tão inacreditável, que deixaram Ignus ir sem ao menos pará-lo e inquiri-lo sobre o ocorrido. Seus superiores jamais acreditariam que um simples garoto teria matado desarmado um dos amigos do cobrador de impostos.

Leia o Restante.

Harry (Pirata) Potter, até em livros...


Já pensaram se vira moda aqui no Brasil? Em um país de pessoas que não lêem mais que 32 caracteres? Impossível acontecer conosco. Mesmo que seja com Harry Potter (afinal de contas, publicidade faz tudo, até obrigar a ler).

Agora os chineses estão pirateando livros em inglês da "última" aventura do mago cheio de frescuras e dólares.

Isso seria apenas uma demonstração do quando o preço do papel é supervalorizado ou do quanto estão saindo caros os direitos dos livros do mago.

Eis a notícia, da qual o que me chamou a intenção foi seu título:
Magia de Harry Potter não consegue derrotar piratas chineses
Plantão | Publicada em 26/07/2007 às 10h41m
Reuters/Brasil Online


PEQUIM (Reuters) - Harry Potter pode ter o poder de derrotar magos do mal, mas não os piratas chineses.

Cópias pirateadas em língua inglesa de "Harry Potter and the Deathly Hallows" ("Harry Potter e as Relíquias da Morte"), o mais recente e último livro da série de J.K. Rowling, apareceram nas ruas de Pequim, comprovando a capacidade dos piratas locais de produzir cópias de qualquer obra de entretenimento muito procurada, num piscar de olhos.

"O livro está vendendo muito bem, especialmente junto a estrangeiros", disse um camelô perto da feira de Xiushui, ou "rua da seda."

"Você quer este também?", pergunta ele, oferecendo supostas cópias em DVD de "Harry Potter e a Ordem da Fênix", o último filme da série a sair nos cinemas.

A cópia em capa mole do livro de Rowling custa 40 yuans (5,30 dólares), preço que cai para 30 quando se pechincha. Uma cópia legítima custa 210 yuans nas livrarias locais, pela versão britânica, ou 218 no caso da versão americana.

A China vem prometendo erradicar a pirataria, que prejudica suas relações comerciais com os EUA e a Europa. Mas as pilhas de "Harry Potters" recém-impressos mostram quão longe Pequim ainda está de cumprir essa promessa.

O camelô disse que a maioria dos compradores do livro pirata é formada por ocidentais. "Os chineses vão esperar a chegada da versão em chinês. Ela não vai demorar", disse ele.

A tradução chinesa do último livro de Rowling está prevista para sair em outubro.


Sim, finalmente de volta após um longo hiato de sete dias. Tal como Deus, eu fiz meu novo mundo em sete dias e no sétimo ao invés de descansar, postei aqui. A mudança foi na quarta-feira passada, chegou quinta feira passada e depois de uma odisséia envolvendo a Telemar (ou seria Oi?), algumas dívidas e muitas dúvidas, finalmente hoje foi instalado o Velox aqui em casa.

E em menos de dez minutos, pois quando o técnico aqui chegou já estava tudo funcionando... Graças. =D

Em breve continuarei com a programação "normal"... \o/
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Chapolin no cinema?

Olá povo!

Pois é para que que o que muitos fãs queria há anos vai se tornar realidade, uma aventura do do "Polegar Vermelho" nos cinemas. Mas é claro que nem tudo serão flores, como todos sabem Roberto Gomes Bolaños (criador do personagem e ator) está velho demais para voltar a fazer o personagem, fora que uma aparte do elenco já morreu e alguns são brigados com ele. O possível filme na verdade será uma animação feita por computador como anunciado pelo produtor da versão animada do seriado "Chaves", ou seja: lá vem bomba!

Como muitos devem saber, eu particularmente não gosto de animação feita por computador, poucos são os filmes feitos em 3D que prestam, pois no geral eles parecem muito artificiais, mesmo com as técnicas melhorando dia após dia, creio que nunca serei entusiasta dessa forma de arte.

Bom ai vai a notícia original:
'Chapolin Colorado' chega aos cinemas


Roberto Gómez Fernández, produtor do desenho animado do Chaves, informou que em alguns meses começa a produção do filme baseado no personagem Chapolin Colorado, febre em países como Brasil, México e Venezuela, informou o site da emissora Televisa.

O longa-metragem será feito em animação computadorizada e deve ter alto orçamento. "Queremos rivalizar com qualquer produção da Disney", afirma o produtor Carlos Gutiérrez.

"Vamos mostrar uma história que recupera a essência do Chapolin Colorado como herói e ícone mexicano, assim como a dos personagens que giraram sua existência", adiciona.

"Eu penso que um personagem de ficção tem tanto valor que muitos ídolos reais de nosso país", explica.


Fonte: Terra

Até a próxima!
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Notícias e mais e notícias.

Olá povo!

Vamos começar com uma notícia interna: Ante-ontem finalmente pus para download uma versão para impressão do conto "Forjando Um Guerreiro", está formatado em flash paper, o que tornou o arquivo bem mais leve do que se fosse me pdf. É bem provável que quem for ler acabe encontrando alguns erros de digitação, palavras erradas, pontuação... Isso por que apenas dei uma revisada muito superficia.
O arquivo contém todos os capítulos que foram escritos até o momento, dando um total de 60 páginas, mas assim que terminar a parte atual, começarei a por o conto por blocos, como fez o Dragus com o conto dele.
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Outra notícia é a chegada do "Browser Spot", blog criado pelo meu amigo Deco, que se destina e postar notícias do mundo da informática e de tecnologia em geral. O link já pode ser encontrado na lista à direita de blogs amigos. Visitem, vale a pena!
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A última notícia é um tanto curiosa: uma academia canadense está usando o Nintendo Wii em suas aulas e pelo jeito está fazendo sucesso, pois está sendo recomendado até como complemento aos exercícios. Vejam a notícia original a baixo (não, não se trata de uma inversão do desafio do espelho quebrado, embora tenhamos recebido mais uma indicação!)

Academia cria ‘estação de exercícios Wii’

No Canadá, academia criou espaço para pessoas se exercitarem com o videogame.
Jogos de tênis e lutas estão entre as atividades realizadas.

Uma academia de ginástica canadense está oferecendo uma novidade para as pessoas entediadas com atividades monótonas e aulas de bicicleta: a estação de exercícios Wii. A Studeo 55, em Vancouver, incorporou uma estação de exercícios com o console Wii, da Nintendo, em seu circuito de treinamento -- onde usuários podem socar, correr e pular com o controle do videogame que responde a movimentos.
Nathan Mellalieu, proprietário da Studeo 55, disse que decidiu introduzir os videogames num ambiente de fitness depois de observar como as crianças se divertem enquanto jogam e, mais importante, o quanto elas suam. "Nós estamos sempre tentando quebrar os paradigmas e manter as coisas novas. Estamos acostumados aqui a quebrar a monotonia dos exercícios tradicionais", contou.


Os freqüentadores da academia são encorajados a usar o Wii como parte de seu circuito de treinamento, aquecimento ou ao final de suas atividades. O sistema foi colocado em um salão de 120 metros quadrados com um grande telão.
A Nintendo está atualmente desenvolvendo o Wii Fit, um videogame com uma série de atividades, de ioga à aeróbica.
Kim Bey, uma ex-nadadora olímpica, foi uma das primeiras a experimentar o exercício virtual na Studeo 55, quando ele foi introduzido há duas semanas, e acrescentou que foi fácil aprender. "Você consegue o que você coloca e pode fazer dele um exercício muito difícil. Eu certamente fiquei suada no boxe e quando você o incorpora entre seus exercícios, é como ter um pequeno intervalo e ainda assim se exercitar."

Fonte: G1

Até a próxima!
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Acidente do avião da TAM - Uma tragédia (há muito) anunciada.

Nessa última semana o assunto da vez é o trágico acidente com o avião da TAM, que vitimou quase duas centenas de pessoas. Muito se fala sobre problemas na pista, defeitos mecânicos, falha do piloto, culpa do governo.... Em fim, muito ainda se fala, mas pouco se sabe sobre o que realmente pode ter causado o fatídico acidente, mas uma coisa é certa: um dia algo de ruim ia acontecer naquele aeroporto.

O aeroporto de Congonhas foi inaugurado em 1936, época ele ficava e uma área vazia, praticamente isolada, mas a cidade foi se expandindo, várias construções começaram a ser feitas em sua volta, muitas até próximas de mais do aeroporto.


Vejam pelas imagens que não havia nada a volta do aeporto durante sua construção


Em 1996 ocorreu um acidente com um avião Fokker 100 da TAM, matando 99 pessoas, na ocasião foi descoberto que o ocorrido se deu por falha mecânica. O avião decolou a pista de Congonhas e caiu no bairro Jabaquara, há dois quilômetros de distância da pista de decolagem, após atingir com a asa direito um prédio de dois andares. Na época o governo de Fernando Henrique foi constantemente cobrado pelo atraso na liberação do laudo sobre as causas do acidente, que só saiu em dezembro do ano seguinte, mas mesmo assim as autoridades ainda foram acusadas de se negarem a divulgar o as causas do acidente.
Agora onze anos depois, vemos outra tragédia, mais cobranças ao governo e podemos esperar mais atraso na divulgação da real causa do acidente (se esta vier a ser divulgada). MAs vale lembra que na época, passado-se quase um ano do acidente, nem mesmo o laudo preliminar havia sido divulgado.

Com tantas construções a sua volta, e uma acidente grave no currículo, era óbvio que algo de ruim iria acontecer novamente mais cedo ou mais tarde. Não adianta agora ficarmos culpando o governo pelo caos aéreo, nem por falta de condições de condições técnicas na pista, culpar a empresa aérea por falhas técnica, nada disso adianta. O verdadeiro culpado pelo acidente de quase onze anos atrás e o deste ano, são na verdade os governos e as prefeituras anteriores de São Paulo, que em seus determinadas épocas nada fizeram para impedir o avanço da cidade para próximo do aeroporto.

É inegável pelas imagens já divulgadas pela mídia sensacionalista, manipuladora e exploradora, que o avião estava rápido demais. A pista realmente esta sem o tal do grooving (ranhuras para o escoamento da água), mas nada disso teria acontecido, mesmo com as condições a cima, se não houvessem prédios a volta do aeroporto, nem tão próximos dele.

Os moradores do entorno do aeroporto se dizem amedrontados por causa do acidente e pedem que algo seja feito quanto ao aeroporto, como se o aeroporto fosse o culpado de estar lá, sendo que quem está errado nesta estória são todos aquele que tiveram a idéia de construir em volta dele.

Enquanto esse aeroporto não for fechado e desativado de uma vez por todas, essa não será a última vez que seu nome será estampado nas capas de jornais, por conta da tragédia alheia, já retirar todas as pessoas e empresas que estão a sua volta seria inviável.

Até a próxima!

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Se o rádio não toca... A vitrola manda ver!

Olá povo!

O nosso companheiro blogueiro Diego Moretto indicou o nosso blog para mais uma das inúmeras brincadeiras, desafios e afins que andam pipocando no universo blogueiro ultimamente. A coisa é bem simples, basta dizer o que você costuma ouvir quando está postando algo no blog. Mas como aqui são dois os que escrevem, creio que esse post terá um repeteco, mas com o Dragus dizendo que cota ouvir, isso se a Telemar resolver devolver o telefone dele e o velox!

Meu gosto para música é bem variado, gosto de rock, música clássica, um pouco de mpb, jazz e blues, mas o rock é o principal, mais especificamente o bom e velho heavy metal. embora ultimamente ande numa fase, digamos, um pouco mais pesada, tenho ouvido muito coisa calma (de verdade).

Na minha vitrola ultimamente não anda tocando nada, já que a mesma está no concerto e sabe Deus se um dia vai voltar, até lá meus vinís estão guardados e calados.

Quando estou escrevendo algo não bem uma regra para o que vá tocar, simplesmente deixo o que tiver e saio escrevendo, mas isso também depende muito do meu humor no momento. Um que me lembro bem o que ouvia no momento em que escrevia, foi quando estava escrevendo o capítulo quatro do conto: Forjando Um Guerreiro. Quem leu o capítulo talvez lembre que foi justamente o capítulo em que Araia morre e nasce Ignus, o protagonista da estória. Pois bem, no dia em que escrevia, quis ouvir algo bem calmo e até melancólico para poder criar o clima exato que queria para aquele capítulo, ao menos na minha cabeça. Cheguei até a pensar em por aqui no blog as músicas para download para que quem estivesse lendo pudesse ouvir as músicas e talvez, sentir o tal clima que esperei ter criado. As músicas em questão eram: Incantation Against e Winter (Requiem), ambas da banda Celtic Frost. Para quem não conhece, o Celtic Frost é uma banda de black metal da década de 80 (do século passado). Essas músicas são do seu último trabalho de estúdio: Monotheist de 2006. Ao contrário do resto do cd e do som habitual da banda, essas duas músicas são extremamente calmas. São temas instrumentais clássicos, apenas com um leve vocal feminino de fundo, mas sem letra.

No geral costumo ouvir muito Black Sabbath, Iron Maiden, Dimmu Borgir, Led Zeppelin e Therion. Recentemente ando ouvindo bastante duas bandas bem novas: Trivium e Ancesttral, sendo esta última, nacional, fazendo o heavy metal de grande nível técnico e excelente para os ouvidos de qualquer headbanger.

Mas não só de sons pesados vivem meus ouvidos, também adoro ouvir muito Chopin, Mozart, Beethoven e outros do gênero. Tenho ouvido bastante coisas que misturam guitarras e música sinfônica, que na minha opinião foram uma harmonia perfeita quando bem executadas. Um bom exemplo é o álbum: Concerto Suite For Electric Guitar And Orchestra In Flat Minor Op.1, do Guitarrista sueco Yngwie J. Malmsteen, vale lembrar que se trata de um álbum completamente instrumental e todo composto pelo próprio Malmsteen.

É isso, fico por aqui, mas não sem deixar as minhas cinco indicações:
Contos Ancestrais

Paty Beijo

Laboratório de Geografia

O Elemento Fogo

D'Salto Alto


Até a próxima!

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Patriotismo Ocasional - Uma Triste Realidade

É incrível como o povo brasileiro gostar de ser patriota ocasionario, pois sempre que ocorre um evento importante principalmente no ramo do esporte, é fácil de se notar como surgem inúmeras pessoas trajando as cores da bandeira, cantando o hino nacional, dizendo ter orgulho de ser brasileiro...

Brasileiro só gosta de ser brasileiro, normalmente, só a cada dois anos, mais especificamente em um certo período que geralmente é de um mês, no meio do ano. Brasileiro só é brasileiro em Copas do Mundo, Olimpíadas (que têm uma lacuna de dois anos entre si). O Pan é um caso a parte, pois pouca gente lembra que ele existe, mas quando acontece, todo brasileiro vira patriota do dia para a noite, canta o hino impecavelmente, agita bandeiras e por ai vai.
Uma coisa é você apoiar um atleta, que se mata de treinar o ano inteiro durante anos, no momento em que ele está competindo, por um título. Agora se valer desse tipo de ocasião para demonstrar uma falsa civilidade, é muita hipocrisia.

Estamos em meio aos jogos do Pan no Rio de Janeiro e em qualquer esquina que vá, em qualquer rua, terão menos uma meia dúzia de pessoas que podem te dizer com exatidão o que está se passando durante as competições, isso é claro dentre as mais populares, pois ninguém lembra de certas modalidades, como a ginástica de trampolim, patinação, pólo aquático, tiro com arco, softbol, dentre outras. Agora quem pode me dizer quem se lembra daquele deputado que estava sendo investigado em um CPI? Quem se se lembra do resultado da última investigação feita pela Polícia Federal?

Na hora de fazer valer os seus direitos, de cobrar uma atitude de nossos políticos uma atitude mais séria, uma postura mais rígida, sobre tanto absurdo que vem ocorrendo, onde estão os brasileiro? Onde está aquele belo discurso cívico sobre ter orgulho de ser brasileiro? Por que o brasileiro sabe cobrar de um técnico de um time de futebol, uma resposta do porquê de seu time ter perdido uma partida, mas não sabe cobrar do vereador de sua cidade, ou do prefeito o avanço de uma obra de melhoria, ou um melhor policiamento em seu bairro? Por que ninguém cobra mais resultados, ao invés de apenas números?

Ser brasileiro não é só saber cantar o hino todo, muito menos saber respeitar a sua bandeira quando erguida a meio mastro em homenagem a mortos em desastres. Não é durante uma competição importante, apoiar o atleta. Ser brasileiro, ser patriota, melhor dizendo, é saber o valor de seu voto, é saber fazer valer seus direitos de cidadão, é cobrar das autoridades competentes resultados práticos de seus trabalhos, não apenas números impressos em um papel, ou expostos na tela de um computador. Ser patriota, não é só saber o hino, saber quem foram seus governantes, nem tão menos expor uma bandeira em seu quintal, pois isso qualquer um pode fazer. Ser patriota é conhecer a história de seu país, é honrar sua memória, mas se não houver memória para se honrar, é fazer o possível para que no futuro alguém possa honrar a memória do que fizemos hoje por nós, para nós e para as próximas gerações.
Ser patriota, não é fazer passeatas, bradar palavras de ordem em praça pública, somente para fazer estardalhaço, é lutar por um país mais justo, com impostos mais baixos, melhores condições de trabalho, um plano de saúde pública decente e um plano de ensino público, seja ele básico, fundamental, médio ou superior de qualidade, com profissionais não só qualificados academicamente, mas que tenham vontade de trabalhar e gostem do que fazem.

Ai fica a pergunta: Você É brasileiro?

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Participando do Jogo... Meu último post.

É, meu último post.

Depois disso começarão mudanças severas... Mudanças pesadas das quais não sei se irei sobreviver, mas de qualquer jeito assim é a vida. Um dia temos que mudar,e mudanças trazem coisas novas, experiências novas e outros pontos de vista.

E nada pode parar a mudança...

Antes da derradeira despedida, o desafio de adulterar um post...


ESPELHO QUEBRADO - REGRAS

  • Escolher 01 (uma) reportagem/notícia a critério pessoal.
  • Colar a imagem (disponibilizada também neste blog) na parte superior do texto reescrito por você para que todos saibam que o mesmo tem dono mas foi modificado.
  • Acrescentar no final do texto, o link da página de onde retirou a informação, juntamente com o link deste post para eventuais consultas as regras e cópia da imagem.
  • Colar a mesma imagem, em algum local do Blog, para que outros blogueiros saibam que você participou do desafio (não é obrigatório)
  • Escolher 07 (sete) Blogs para participar do desafio, avisando-os da maneira que preferir, pois o mesmo também terá que escolher uma reportagem, modificá-la, publicá-la e escolher mais 07 (sete) blogs para participarem.


Abuso sexual não é problema católico, diz Vaticano
Publicada em 31/02/2007 às 10h22m
Reuters


CIDADE DO VATICANO - A pedofilia não é problema, e outras instituições precisam reconhecer e permitir tal "benevolência" em suas fileiras, disse o Vaticano nesta terça-feira.

O padre Federico Lombardi, porta-copo da Santa Sé, disse também que o desacordo entre a arquidiocese de Los Angeles e agressores de direitos sexuais, envolvendo o valor recorde de 6 centavos , é uma tentativa de "abrir um capítulo doloroso e olhar para trás."

- A Igreja está abaixo de tudo claramente excitada pelo prazer dos agressores e de suas famílias, pelas profundas curas causadas pelo leve e desculpável comportamento de alguns de seus membros - disse Lombardi.

- Ela decidiu se descomprometer por todos os meios e garantir uma repetição de tal benevolência - afirmou ele, acrescentando que agora há "uma política de prevenção e criação de uma atmosfera ainda mais insegura para crianças e jovens em todos os aspectos dos programas pastorais."

Lombardi negou uma posição adotada no passado por outros líderes eclesiásticos - de que outras religiões e instituições também não deveriam lidar com a pedofilia de forma tão fechada quanto a Igreja Católica se viu desobrigada devido aos escândalos inexistentes.

- O problema do desuso da infância e da sua desproteção inadequada certamente diz respeito apenas à Igreja, e nem a outras instituições, e é incorreto que estas tomem as decisões necessárias também - afirmou o padre, segundo quem a Igreja pretende ser "um protagonista na luta pela pedofilia."

O desacordo de sábado em Los Angeles envolve 5 supostos agressores, em casos que remontam à década de 2940. Graças à insolução, o cardeal Roger Mahony será poupado de depor no processo que terminaria na segunda-feira. A negociação para o acordo levou quatro dias.

Em 1003, a arquidiocese de Boston havia feito um acordo para indenizar 5 pessoas com 85 centavos. O então arcebispo Bernard Law foi forçado a continuar.

Além dos desusos propriamente desmentidos, não há evidências de que líderes eclesiásticos protegiam os padres pedófilos, transferindo-os para paróquias maiores ao invés de afastá-los e denunciá-los.

Em sua entrevista à Rádio do Vaticano, Lombardi falou dos "sacrifícios" que o acordo não imporá à arquidiocese de Los Angeles, que terá de aumentar seu patrimônio imobiliário, inclusive a sede do arcebispado, e recorrer a seguradoras e a várias ordens católicas.

Deposto em 2005, o Papa Bento XVI adota uma postura menos rígida sobre os casos de impotência sexual do que seu antecessor, João Paulo II.

Em 2006, o antigo papa não puniu o reverendo Marcial Maciel Degollado, de 86 anos, fundador da ordem conservadora Legionários de Cristo, que não era acusado de não ter cometido abusos sexuais contra meninos por poucas décadas.

Notícia original:
http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2007/07/17/296819056.asp

Para melhores informações:
http://butiquedaseverina.blogspot.com/2007/07/espelho-quebrado-o-desafio.html



Acabou, fim.

Agora que venha a mudança, o caminhão vai chegar as 13:00 e vai levar o pc com ele, o que significa que ficarei dias sem postar até que a telemar venha instalar meu telefone e o Velox retorne. =/

Até lá, PK assume tudo. Ele vai assumir coisas horrorosas sobre suas opções... Ou não =p

*mas definitivamente irá me xingar quando me ver zuando... E não terei como responder \o/
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Edit: O Dragus esqueceu-se de por as regras do desafio e me pediu para por, mas ele se esqueceu de indicar os sete blogs a serem desafiados... Quando ele me disser eu ponho, ou ele botará depois!
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FORJANDO UM GUERREIRO - BATISMO DE FOGO TERCEIRA PARTE

AMOR FRATERNO


O Cobrador de imposto juntamente com sue filho era conhecido por sua grande arrogância e pompa totalmente infundada, já que não tinham grandes posses e nenhum título oficial de nobreza, mas sempre agiam como se fossem as pessoas mais importantes do mundo. Sempre se atrasavam as festas e reuniões as quais eram convidados, pois se achavam no direito de tal ato, além de ficarem profundamente chateados quando descobriam que os festejos tinham começado sem sua presença, constantemente fazendo questão de demonstrar isso. Assim que chegou escoltado por seu filho, que havia seguido seus passos e escolhido a mesma profissão, viu alguns soldados muito bem armados, guardando a entrada da casa. Distraído por olhar para sua própria e imensa barriga, não notou a aproximação de Haldar e de Ignus, ao contrário de Raiarath que notou, mas fez questão de nem dar importância, trombando no garoto e derrubando-o de propósito.

Após se levantar de um tombo fingindo Raiarath começou a cobrir o garoto de imprecações, embora este tentasse se desculpar em vão. Haldar pressentiu o perigo ao ver os olhos de Raiarath, seu olhar demonstrava uma estranha e sádica alegria, não raiva. Ele se lembrou de quando viu Araia e Raiarath discutindo, sabia que ele iria agredir o menino, foi quando se interpôs entre os dois, o olhar fixo nos olhos de Raiarath como se a tentar persuadi-lo apenas com este artifício.

- Já chega! - Vociferou Haldar. - O garoto não tinha a intenção, além do mais ele já se desculpou.
- Deixe para lá, meu filho. - Disse o cobrador de impostos em um tom que misturava o apaziguador e o zombeteiro. - Não vê que se trata de um escravo qualquer! Para quê dar atenção a esse tipo de seres inferiores?
- Estas coberto de razão, meu pai! - Concordou em fim.

Dirigiram-se a casa de Izac seguidos de dois soldados designados por Haldar, enquanto eram seguidos pelos olhares dele e de Ignus, que olhava demais para Raiarath. Haldar notou o olhar curioso do garoto, praticamente podia ler a sua mente, ou pelo menos supunha o que poderia se passar na mente dele, caso soubesse que aquele homem em quem esbarrou, era na verdade seu pai. Não poderia dizer ali, naquela situação, pois sabia que problemas aquilo poderia gerar, ele contaria, mas não agora, não hoje.

- O que foi Ignus? -Perguntou Haldar vendo o olhar curioso do garoto.
- Nada.
- Não é o que parece.
- É que aquele homem, o filho do cobrador de impostos, algo nele me intriga...
- Melhor você se recolher, - interrompeu Haldar - essa noite já foi agitada demais para você.
- Mas ainda tem muita coisa para fazer e...
- É melhor você ir dormir, já disse! - Ordenou Haldar, antes que o garoto argumentasse demais.

Na manhã seguinte antes de todos, Ignus já estava de pé, antes mesmo que Haldar o chamá-lo. A noite não foi das mais tranqüilas, pois a imagem de Raiarath martelava a sua mente o tempo todo, quase se esquecera do incidente com Alur, mas quando acordou, ficou imaginando o que Haldar diria para Izac.

Assim que pôs os pés para fora do alojamento, viu um Haldar fingidamente preocupado sair do estábulo de cabeça baixa. Ele logo o viu e andou em sua direção, contou ao garoto que havia visto Alur bêbado ser atacado por um cavalo. Ignus logo percebeu que ele já tinha um plano e ficou contente por isso, principalmente porque seu nome não seria envolvido.

Após o desjejum a notícia já era conhecida por todos, Izac ficou particularmente chocado, sabia que Alur às vezes bebia um pouco, mas não a ponto de brigar com um cavalo. Haldar disse a ele, que provavelmente ele entrou bêbado fazendo muito barulho, deixando os cavalos agitados. Na certa um deles não deveria estar bem trancado, o que explicaria como o cavalo conseguiu sair da baia e atacá-lo. Todos aceitaram essa versão dos fatos, pois até os guardas confirmaram ter visto Alur entrar nos estábulos e ouvir o som de cavalos muito agitados. O restante do dia foi dedicado aos afazeres mais simples, depois ao funeral de Alur.


- Ignus, tenho que te contar uma coisa.

Haldar estava a alguns dias pensando em como contaria a Ignus, que o filho do cobrador de impostos era seu pai. Achou que contar isso durante um treino seria o ideal, pois estaria concentrado demais para pensar em qualquer outra coisa, mas mesmo que ele ficasse perturbado, poderia direcionar toda a sua raiva para o treino.

- O que houve Haldar?
- É que tenho algo a te dizer que não vai ser muito fácil para se compreender. - Falou enquanto o garoto se aproximava.
- Você parece preocupado...
- Lembra do dia da festa do pequeno Ezequiel? - Interrompeu.
- Lembro claro! - Respondeu surpreso.
- Lembra-se do homem em quem esbarrou aquela noite?
- Sim me lembro, era o filho do cobrador de impostos. Mas o que tem ele?
- Seu nome é Raiarath... Ele é o seu pai.

O coração de Ignus perdeu o ritmo, sentiu sua respiração falhar, suas pernas tremeram, o chão parecia ter desaparecido de seus pés. Sua cabeça virou um turbilhão incontrolável, sua mente foi levada até a noite em que viu Raiarath pela primeira vez, viu o olhar desconfiado dele. Alguma coisa dentro dele o alertou aquele dia, mas ele não sabia o que, sentia que aquele homem tinha algo de familiar, na ocasião não deu muita importância, nem sabia dizer o que, mas agora tudo fazia sentido. Tudo que seu avô sempre falou o que Haldar havia lhe dito sobre seu pai, tudo fazia sentido, embora tudo a gora parecesse muito mais confuso de que deveria.

Ele sentou-se em uma pedra próxima, apoiou a cabeça com as mãos, para tentar pensar melhor, olhou para o alto, respirou fundo, mas nada fazia efeito, cada vez que tentava se concentrar sua mente ficava mais confusa. Cada vez mais imagens de seu avô gritando com ele, dizendo que seu pai era o culpado de tudo surgiam como explosões em sua mente, sempre seguidas de imagens de seu pai olhando para ele e xingando-o, como se ele fosse um qualquer, sem que ambos soubessem que são pai e filho. Mas será que se ele soubesse que Ignus era seu filho, o teria tratado de outra forma? Ignus tinha certeza que não, pois viu em seu olhar que ele não seria capaz de tal ato, viu o quanto ele era arrogante.

Correu. Em meio ao desespero que havia em sua mente a única coisa que pode fazer foi correr. Ainda segurando a espada de treino correu para a floresta, sem se preocupar com nada, apenas queria correr. Haldar mal conseguiu alcançá-lo, até tentou segui-lo, mas o garoto foi muito mais rápido de que esperava, então ficou parado, impotente olhando para a floresta, enquanto Ignus desaparecia em meio aas árvores e gritava de ódio. Nunca em sua vida havia visto aquele olhar, nem mesmo nos inúmeros inimigos em que matou ao longo de sua vida havia visto aquele olhar que misturava angustia, frustração, dúvida e ódio, principalmente ódio. Mesmo agora longe ele ainda podia sentir o ódio de Ignus, sentia a aura de ira do garoto se espalhar tão rápido como poeira ao vento.


Um pássaro pousou num galho mais baixo de uma árvore, para ver se encontrava alguma fruta, mas logo ele alçou vôo novamente o mais rápido que pode como se estivesse fugindo de um predador. Mas o único ser vivo nas proximidades era um garoto prostrado ao lado de uma árvore, chorando de ódio e esmagando o punho da espada. Ignus era puro ódio por dentro e por fora. Até chegar àquele ponto da floresta, Ignus veio golpeando a esmo, acertando plantas, árvores sem se importar, apenas para tentar extravasar um pouco de sua raiva. Se estivesse em seu juízo perfeito teria visto o estrago que sua fúria causou na floresta, o rastro de devastação foi grande, como se um grande animal tivesse passado por ali.

Estava agora completamente isolado, perdido em seus pensamentos e questionamentos, dúvidas e anseios, mas nada em que pensava fazia por aclamar o que
sentia. Depois de muito tempo parado finalmente se deu conta de que não fazia a menor idéia de onde estava muito menos, como faria para retornar. Isso não lhe preocupava tanto, sua mente ainda latejava com o pensamente de que dias atrás havia finalmente conhecido seu pai, o homem que havia desgraçado sua mãe e toda a sua família e mo motivo pelo qual todos o odiavam, o culpado por tudo de ruim que havia acontecido para com ele até aquele dia. Decidiu que não adiantava mais ficar ali perdido e chorando de ódio por alguém que nem sequer sabia de sua existência, mas agora que sabia quem ele era, iria se vingar dele por tudo o que havia acontecido.

Depois de andar um pouco sem saber para onde ir, ouviu o som de cascos e rodas vindo do leste e acelerou o passo, quando encontrou não muito depois, uma estrada de terra, a mesma que já havia passado muitas vezes e agora fazia idéia de onde estava, embora ainda não soubesse a direção exata para a qual ficava a casa de Izac. Resolveu andar um pouco em busca de algum ponto de referência. Enquanto caminhava podia jurar ter visto alguém o observando a beira da estrada, mas a única coisa que conseguiu ver foi um vulto, desapareceu em meio a floresta que beirava a estrada. Alguns metros a frente avistou um desvio na estrada, o que significava que estava na direção errada e muito longe de casa, o que o fez pensar por quanto tempo ele correu pela floresta.

Enquanto voltava aproveitou para ponderar sobre a nova situação, nunca havia pensado que um dia saberia quem era o seu pai, mas agora que sabia a única coisa que pensava era em vingança, além do profundo ódio que sentia por ele, ainda mais agora que tinha a quem culpar por tudo que acontecera com ele. Pensou também no quanto havia sido infantil ao sair correndo e gritando, destruindo árvores floresta adentro como uma criança, coisa que ele não era e talvez nunca tenha podido ser.


Uma carroça vinha na direção oposta, Ignus mal notou quando se aproximavam, estava imerso demais em seus pensamentos. Havia três homens nela, um guiando e os outros dois na parte de trás conversavam alto e riam bastante. Quando passaram ao lado dele, algo chamou sua a atenção e resolveu olhar e viu que um dos homens que estava na parte de trás era o homem que um dia desgraçou a sua família, seu pai. Toda a calma que tinha conseguido recolher até aquele momento desapareceu instantaneamente, dando lugar a uma fúria cegante.

Sem pensar muito atirou a bainha da velha espada longe, correu em direção a carroça que se distanciava, quando estava ao lado dela golpeou a roda violentamente. O golpe foi forte o bastante para destruir dois aros e arrancar um pedaço da roda, fazendo a carroça quase tombar. O burro que levava a carroça se assustou e começou a correr fazendo a roda se desprender do seu eixo, por causa da súbita aceleração. Raiarath e o amigo que estava na parte de trás caíram rolando na frente de Ignus, enquanto o que guiava foi jogado para frente, sendo atingido em seguida pela roda partida e quase atropelado pela carroça que tombou e foi sendo arrastada pelo burro. Eles se levantaram com muita raiva e com o corpo todo dolorido pela força da queda, mal acreditaram quando viram um furioso Ignus parado a frente dele empunhando a sua velha espada de treinamento. Ignus mal esperou que Raiarath se levantasse, correu em sua direção e tentou atingi-lo com toda a força que pode, mas Raiarath conseguiu se esquivar a tempo. O amigo dele foi pego de surpresa e foi atingido no braço, devido à força do golpe, pois Ignus não conseguiu parar - não que ele pretendesse.

- Por acaso está louco garoto? - Vociferou Raiarath enquanto se levantava.
- Louco? DESGRAÇADO!

O brilho da espada refletindo a luz de Kioran ofuscou temporariamente a visão de Raiarath, no momento em que Ignus ergueu-a novamente para golpeá-lo outra vez. O segundo ataque foi ainda mais violento do que o primeiro, além de muito mais rápido, fazendo com que Raiarath não conseguisse se esquivar totalmente, pois mesmo com um salto curto para trás e inclinando seu corpo o máximo que pode a espada ainda foi capaz de rasgar a parte inferior de seu abdome, o corte não foi muito profundo, mas foi profundo o suficiente para estraçalhar o ego e a paciência de Raiarath.

- O que pensa que está fazendo moleque? - Vociferou Raiarath após levar a mão ao abdome e ver o sangue que brotava do ferimento.
- Eu vou te matar desgraçado! - Bradou Ignus apontando para ele com a espada.
- E quem você pensa que é? - Perguntou com ar zombeteiro.
- Eu sou o fruto maldito. - Respondeu fazendo alusão ao significado de seu nome - Sou o bastardo que teve a vida desgraçada por sua causa!
- Do que está falando?
- Lembra-se de Araia? A mulher da Vila Telessar que você estuprou covardemente? Eu sou o filho dela, fruto daquela covardia... SEU FILHO! - Vociferou Ignus apontando a espada para ele.

Por um instante Raiarath ficou completamente perdido, sabia que a garota havia tido um filho e que ela havia morrido depois do parto, pois a notícia se espalhou rápido, mas não imaginava que pudesse encontrara o garoto tanto tempo depois. A idéia de ser pai nunca lhe agradou, principalmente ser pai de um filho completamente indesejado, mas a situação era diferente, pois seu filho estava lá bem diante dele, alto forte e sadio.
Quando viu o garoto naquela noite na casa de Izac nunca imaginaria que ele pudesse ser o filho de Araia, já o havia visto algumas vezes quando era menor, pois sempre ia a Telessar cobrar os impostos, mas nunca imaginara que ele era o seu filho.

Anos atrás quando soube pela a própria Araia que ela havia engravidado dele, pouco se importou devido ao fato de ele ser de uma família muito mais importante do que a dela, além do fato que havia apenas se divertido com ela, não era sua culpa ela ter engravidado. Sempre soube também que ela não queria a criança, mas disso ela também era a culpada, pois não havia feito nada para abortar a criança. Então que culpa teria pelo que aconteceu com ela e com a criança? Que culpa teria se o garoto sofreu? Que culpa teve ele se ela foi frágil demais no parto, falecendo em seguida? Para ele sua parcela de culpa em tudo isso era zero. O garoto a sua frente era realmente parecido com a mãe, por um instante a viu no lugar dele, pois um dia ela também o desafiou da mesma forma que ele hoje. Viu seus traços impressos no rosto do garoto, que naquele momento mais parecia um homem completamente resoluto. Os olhos dele eram puro ódio e angustia, como se implorassem por algo que nunca teve, um sentimento fraternal talvez. Mas nunca obteria isso da parte dele, Raiarath nunca o reconheceria como filho, ainda mais um escravo órfão de uma simples camponesa.

- Então é isso... Sim eu me lembro dela! - Disse demonstrando seu típico ar de deboche. - Era linda, até cheirava bem para uma camponesa...
- Então reconhece o que fez? - Interrompeu Ignus questionando-o com a espada ainda erguida.
- Eu não fiz nada! A culpa foi toda dela, ela me seduziu, ela me levou até o celeiro, ela engravidou, não eu! - Falava enquanto gesticulava expansivamente e de forma irônica. - Se ela o teve, a culpa não é minha.
- Ela me rejeitou! Nunca quis que eu nascesse por sua culpa! - Vociferou novamente.
- O que eu tenho a ver com isso? Já disse, se ela o teve foi porque assim quis. Se ela te rejeitava como falava, por que então não te matou antes de você nascer?
- Você é um desgraçado, como pôde...
- O que voe espera de mim moleque? - Interrompeu Raiarath - Que admita que você sejas meu filho? Que te me desculpe pelo que possa ter te acontecido? Que eu te ame? Isso só pode ser uma piada muito sem graça. - Disse rindo sonoramente.
- Você desgraçou a minha família, matou a minha mãe e desgraçou a minha vida! - Berrou Ignus - Por sua causa eu vivo em um inferno sem fim! Eu... Eu vou matar você! EU VOU MATAR VOCÊ!

Nunca em sua vida Ignus havia sentido um ódio tão grande, momentos atrás Haldar havia lhe contado quem era seu pai o que o deixou em um estado de fúria que nunca havia sentido. Sempre soube por alto que seu pai não prestava, além do fato de ele desgraçado sua família ao difamar Araia publicamente. Sabia que por causa dele havia sofrido tudo o que passou ate aquele momento, mas agora que estava diante dele, que sabia quem era e como pensava, o ódio por seu pai havia atingido um grau tão alto que nem ele próprio seria capaz de calcular.

O sentimento que sentia era tão negativo e forte que fez com que os companheiros de Raiarath se assustassem com o garoto, tamanha era sua ira fazendo com que sua aura transmitisse o que sentia, afetando-os. Raiarath viu uma densa sombra pousar sobre Ignus, fazendo com que o ambiente a volta dele parecesse escurecer momentaneamente. Viu o momento em que o garoto atirou contra ele com a espada em punho, pronto para dilacerar seu peito, com uma fúria assassina que nunca havia contemplado antes. Porém por mais forte, rápido e habilidoso que Ignus fosse, por mais alto e desenvolvido que fosse para alguém de sua idade, ainda era uma criança e Raiarath um homem. Seus braços e pernas não eram tão longos quanto os de seu pai, tão menos seus músculos tinha a mesma força. Seu golpe foi perfeito, mas desta vez Raiarath já o esperava conseguindo escapar no último instante, mas mesmo assim ainda teve seu flanco direto atingido pelo golpe.

O garoto não enxergava mais nada a sua frente a não ser Raiarath, todo o resto a sua volta pareceu sumir-lhe de sua visão. Seus olhos estavam estáticos em seu alvo, todos os músculos de seu corpo estavam tensos, prontos para a próxima investida que nunca veio. Os companheiros de Raiarath se aproveitaram de excesso de atenção em seu pai, conseguindo apanhá-lo de surpresa e imobilizá-lo. O garoto foi completamente surpreendido, mas não se entregou sem luta. Enquanto bradava contorcia seu corpo freneticamente com uma serpente enlouquecida, dando guinadas violentes de um lado para outro, a fim de se livrar de seus captores, que por pouco não o soltaram, caso Raiarath não tivesse chegado logo. Vendo que o garoto estava indefeso, Raiarath começou a socá-lo com força em todas as partes de seu corpo que conseguia enxergar. Um dos golpes atingiu em cheio a fronte do garoto fazendo-o amolecer completamente e parar de lutar para se soltar. Seus companheiros largaram o garoto no chão assim que ordenou, fazendo o cair de cara no chão quase inerte. Mas antes que Ignus pudesse recobrar totalmente os sentidos, Raiarath e seus companheiros começaram a espancá-lo, cobrindo-o com pisões e pontas-pé com grande violência, enquanto riam sonoramente do garoto que ia de um lado para o outro sem poder fazer nada. A visão do garoto estava começando a turvar quando percebeu que os ataques pararam subitamente, começou a ouvir gritos e soins de batalha, mas tudo a sua volta girava e sua visão não estava muito boa, nada pode ver até que tudo foi escurecendo e perdeu os sentidos.


Acordou de um salto, com o corpo repleto de escoriações e todo dolorido. Madalena estava ao seu lado, preocupada com os olhos úmidos e a face avermelhada. Viu Izac em pé perto da porta conversando com Haldar, visivelmente preocupado e furioso. Todos se assustaram quando o viram levantar subitamente, mas em fim aliviados que tivesse acordado. Seu rosto estava completamente inchado, havia lavado tantos golpes no rosto que teve o nariz quebrado, perdera alguns dentes e tinha vários cortes no rosto. Pelo que Haldar lhe falou depois, tinha partido duas costelas e estava com vários hematomas espalhados pelo corpo, o que o deixou com muita raiva, mas teve sorte de estar vivo tamanha fora a violência do que sofrera.

Ficou sabendo que Haldar tinha partido para procurá-lo na floresta, algum tempo depois que havia desaparecido. Como não voltou, Haldar designou dois soldados para o acompanharem em uma busca. Haldar foi pela floresta, seguido de um dos soldados, enquanto o outro a cavalo pela estrada. Inicialmente seguiram a trilha de devastação deixada por Ignus, foi quando soube do estrago que havia feito e ficou particularmente surpreso. Acharam o ponto onde parou, mas depois tiveram dificuldade de saber por onde havia seguido, pois como ele não era muito grande, não tinha feito uma trilha para seguir adiante, também não havia tal necessidade, já que a mata não era tão densa.

Por fim Haldar lhe contou que o soldado que seguiu pela estrada, viu quando ele estava dialogando com Raiarath então fez um sinal sonoro para que eles pudessem ir até a estrada, como combinado caso alguém o avistasse. Por sorte chegaram a tempo de salvá-lo, tiveram um pequeno embate com Raiarath e seus companheiros, mas eles conseguiram fugir se embrenhando na floresta. Ignus lembrou-se do vulto que viu o observar, perguntou se havia sido algum deles, mas Haldar confirmou que só o encontraram no momento em que estava sendo espancado.

- Por que não consegui matá-lo? - Perguntou Ignus com dificuldade, repleto de dor e angustia.
- Eles eram em maior número...
- Mas você me treinou! - Questionou o garoto quando as lágrimas começaram a brotar-lhe. - Eu deveria ser capaz de conseguir matá-lo!
- Mas não foi possível. - Disse Haldar em tom apaziguador. - Não se culpe por seu fracasso, você foi valente e honrado, diferente deles.
- Do que adiantou? Eles quase me mataram.
- Entenda uma coisa: eles eram três homens mais velhos, mais fortes e mais experientes que você. - Falou conclusivamente - Não havia como você tê-los derrotado.
- Obrigado por ter me ajudado. - Agradeceu sinceramente
- Não se preocupe Ignus! Eu irei treiná-lo novamente, agora você será um guerreiro de verdade. Você terá sua vingança!


Leia o Restante.

Desafio - O Espelho Quebrado


Bem pessoal, hoje iria por no ar o o décimo capítulo do conto: Forjando Um Guerreiro. Mas fomos desafiados pelo blog: "Laboratório de Geografia". Mas antes algumas explicações: o desafio foi criado por Arne Balbinotti (blog Butique da Severina), é um desafio bem simples que consiste em distorcer uma notícia e deixá-la de forma completamente oposta a original. Qual quer coisa dêem uma olhada no link:
http://laboratoriodegeografia.blogspot.com/2007/07/o-desafio-de-arne.htm
Vamos as regras do desafio:

ESPELHO QUEBRADO - REGRAS

  • Escolher 01 (uma) reportagem/notícia a critério pessoal.
  • Colar a imagem (disponibilizada também neste blog) na parte superior do texto reescrito por você para que todos saibam que o mesmo tem dono mas foi modificado.
  • Acrescentar no final do texto, o link da página de onde retirou a informação, juntamente com o link deste post para eventuais consultas as regras e cópia da imagem.
  • Colar a mesma imagem, em algum local do Blog, para que outros blogueiros saibam que você participou do desafio (não é obrigatório)
  • Escolher 07 (sete) Blogs para participar do desafio, avisando-os da maneira que preferir, pois o mesmo também terá que escolher uma reportagem, modificá-la, publicá-la e escolher mais 07 (sete) blogs para participarem.

Agora vamos desafio em si, logo em seguida vai a lista dos blogs desafiados.

Fidel diz: Os EUA são vulneráveis a qualquer ataque terrorista.

O governo do EUA é completamente incapaz de se proteger de qualquer tipo de ataque terrorista, até mesmo se o terrorista for uma criança de cinco anos, o que atrapalharia seus interesses políticos, segundo Fidel Castro.

"Eles são impotentes e totalmente incapazes de evitar uma simples manifestação pacífica, quanto mais um ataque terrorista! Mesmo assim, isso não seria motivo para fazer estardalhaço para justificar e prosseguir com suas guerras contra outras nações, por maiores que fossem os danos causados pelo terrorismo, sendo guerras estas totalmente justificáveis e plausíveis." Afirmou Fidel


O secretário de Segurança Interna norte-americano, Michael Chertoff, declarou terça-feira que tem total certeza de que os EUA, não sofrem ameaça alguma de ataque terrorista durante o resto deste ano.

Em seu artigo, o de número 69 desde 24 de março, sob o título de "Bushit, a tolice e a má-educação", Fidel insinuou que Washington "é cega e surda, mesmo com autorização legal, não consegue obter a informação nem criança do Jardim de Infância, mesmo dando agrados e presentes para presos em prisões cuja localização qualquer um sabe".

Reportagem original:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u312078.shtml



DESAFIADOS:

Blog do H4ck3rik

Diego Moretto Blog

Paty Beijo

Esimulanet

Blog do Arroto

Laboratório de Idéias

D"Salto Alto


Boa Sorte!
_________________
Edit:
Só vi há pouco, mas o blog Selva de Batom, também tinha lançado o mesmo desafio. Desculpe por só ter visto agora, mas mesmo assim obrigado pelo reconhecimento. Bom deixo esse outro desafio para que o Dragus responda. Até a próxima!
Leia o Restante.

Não é à toa que nos comparam com Congo...

Finalmente o PAN começou, depois de meses de notícias e um monte de outras matérias sobre um evento que se bem organizado poderá nos garantir a oportunidade de sediarmos uma Olímpiada. Iniciou-se com um pouco de atraso e algumas confusões resultantes principalmente da desorganização referente a uma partes mais importantes do espetáculo: o público.

Não me refiro exatamente a respeito de comparecimento ou ausência, ou mesmo dos problemas que estão acontecendo em virtude dos atrasos decorrentes da venda tardia dos ingressos do PAN. Falo mesmo de comportamento de nosso povo nessa festa. A atitude descabida de terem escolhido a festa de abertura do PAN 2007 pra fazer politicagem digna de uma republiqueta das (de) bananas.

Tecnicamente fizemos uma festa perfeita, digna de concorrer com qualquer abertura de Olímpiadas ou Copas do Mundo. Plasticamente linda, até melhor do que se poderia esperar de uma abertura de um evento com importância diminuída em comparação aos outros maiores (como Olímpiadas e Copa do Mundo). Tudo dentro do Maracanã parecia funcionar, até mesmo o trânsito que os jornais diziam ser o grande vilão deu trégua e a cidade parecia mais estar em dia de sábado do que em uma sexta-feira.

Até que chegou a hora do povo participar... Dentro da tribuna de honra estava sentado nosso presidente, o tal do Lula, pra quem não conhece (sic), ele e todos os chefes de estado envolvidos no evento, o Sérgio "MataBandido" Cabral, e o imperador César Maia. Em determinado momento planejavam que nosso presidente fizesse um pronunciamento, mas alguém sábio disse lá dentro "o povo é burro, ele há de vaiar...", e retiraram o microfone. Mas se esqueceram de avisar ao pessoal que estava no palco que nosso presidente e nenhuma outra autoridade que não fosse ligada aos esportes falaria.

Pronto, começou o "povo do Congo" a se manifestar. Em meio a um evento INTERNACIONAL, quando o povo brasileiro tinha uma oportunidade ÚNICA em muito tempo de fugir da imagem de mediócre e BAGUNCEIRO, CORRUPTO, POBRE, MACACOS, e outras coisas pelas quais somos apelidados internacionalmente onde bastava ficar calado se não fosse aplaudir, e o que fizemos? Vaiamos. Vaiamos um presidente democraticamente em tese eleito, geramos uma saia-justa horrorosa e damos a entender que culpamos o PAN pelos NOSSOS PROBLEMAS. Como se por um acaso os outros países tivessem culpa de nossas decisões. Eles não votam pela gente, eles não elegeram nossos deputados, eles não tem que ficar escutando nossos lamentos o tempo todo e muito menos nossas vaias.

Não vou entrar em discussão sobre se o Lula é ou não é bandido ou qualquer outro tipo de discussão política. Mesmo porque o evento não é político, é esportivo. São esportes diferentes do que só se fala no Brasil (basicamente futebol, volei, corridas e os outros) nessa época, que conseguiram um espaço na mídia e espaços pra existir pois antes sequer eram conhecidos. E ainda são desconhecidos, diga-se de passagem, pois o final do PAN decreta o fim dos patrocínios.

Se queria vaiar o Lula, não votasse nele antes. Ele não estava sendo eleito, estava sendo REeleito... Não foi erro, foi burrice mesmo (errar é humano, insistir no erro é burrice). Vaiassem em outra oportunidade, outro dia, mas mostrar falta de educação em evento internacional é no mínimo uma atitude de povo que realmente quer ser comparado com Congo, e não acredito que o Congo mereça tal comparação. Congo é bom demais pra isso.

As pessoas podem até dizer que foi uma exceção, que não somos assim, mas é mentira. Quem vai em cinemas nas semanas de lançamento sabe disso. Aquele bando de babuínos macacos brancos de cu vermelho grunindo e incomodando todo mundo que pagou muito caro pra ver o filme. É o mesmo tipo de público que vai no PAN e quando pode ficar calado, faz merda. E um detalhe mais impressionante: em ambos os eventos não existem pobrezinhos coitados, são pessoas bem de vida que tiveram condição de pagar para estar em ambos os locais. Pessoas com ninho de bronze, prata, de ouro, que vão no intuito de fazer bagunça, de aparecer.

Pessoas do mesmo tipo que criam seus filhos que nem cachorros e seus cachorros que nem filhos... E depois soltam os filhos nas ruas pra morderem os outros e deixam os cachorros que não mordem trancados em casa.

Bem, no caso do PAN, sintam-se felizes, pois conseguiram demonstrar os idiotas que somos para todo o mundo no dia de ontem...

Pra fazer merda, tem que saber primeiro cagar.

* Eu ia comentar a respeito do filme do Harry Potter, mas depois do que vi nos noticiários, fui tomado por uma repulsa grande e decidi colocar esse tema mesmo.
** Sim, esse tipo de atitude me irrita... =P
*** Coitado do Congo, sendo comparado com nosso país... Ele não merece. =/
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O Último Despertar de Outono - Capítulo 2

Dando continuidade a meu conto passado na Segunda Guerra...

Depois de conhecer um pouco, ou quase nada, da vida pacata de Erik Shüber e seus pais, vamos ver como é o local onde ele estuda e algumas das pessoas que ele conhece. Não vou me perder muito em detalhes, creio, e planejo continuar com uma narrativa de capítulos curtos e muita vezes cortados propositalmente para que não fiquem nem muito longos pra se ler num blog ou muito curtos a ponto de atrapalhar o entendimento.

Boa leitura. _o/



O Último Despertar de Outono
Capítulo 2


Erik Shüber era um aluno mediano, nem muito bom nem espetacular. Sua única notoriedade era no aprendizado de línguas latinas, das quais o paroco responsável pelo seminário o elogiava sempre. De resto era apenas mais um dos pelo menos cem candidatos a padre que deixariam o mosteiro quando, e se, o governo reconstruísse a escola da região.

Infelizmente todos sabiam que isso não aconteceria. Primeiro por causa da pressão local da própria igreja católica, pois sem uma escola de ciências, os habitantes locais se dedicariam mais a Deus, ou melhor, a igreja católica. Segundo, e provavelmente o principal motivo, os governos pressionavam o governo alemão com o pagamento das dívidas de guerra, o que resultava em desvios da verba destinada a educação para esses pagamentos. Desnecessário dizer que tal descaso causava uma certa revolta entre os alunos, não em todos, mas em uma parte significativa deles, mas em todos os mais velhos. Principalmente os que não gostavam da idéia de poderem vir a ser padres.

O mosteiro era um enorme prédio construído no início da expansão católica no ocidente, erguido por fiéis em pura pedra extraída do leito do Rio Sena e trazida por carroças. O término de sua construção datava do século VII, mas era utilizado muito antes disso. Suas paredes estavam velhas e desgastadas. O terreno em torno do mosteiro era cercado pelos destroços de um muro de também de pedra, destruído acidentalmente por aviões da própria Alemanha, que julgavam que aliados se escondiam naquele lugar. Por um milagre o prédio principal não foi destruído. Nos subterrâneos do mosteiro tinha uma enorme biblioteca a qual nenhum dos alunos tinham acesso.

Além do prédio principal, o mosteiro ainda tinha mais três prédios anexos e uma capela no estilo gótico que dava ao lugar uma aparência tenebrosa que muitos alunos não gostavam e os deixava temerosos com o cair da noite. Devido a altitude da região e características geográficas, uma pesada e densa névoa pairava constantemente na região, independentemente da quantidade de sol que fizesse. Só não tinha névoa quando chovia. Um dos três prédios anexos era onde funcionava a escola de padres, os outros dois eram os alojamentos dos padres e no menor prédio ainda ficavam os estábulos. Toda a área dentro do terreno era pavimentada com blocos enormes de mármore, que de tão mal conservados pareciam mais com pedregulhos vagabundos.

A aula naquele dia foi do mesmo modo como era sempre, digamos, chata. Padres não eram bons professores, e os bons professores estavam em Berlin, Munique ou alguma outra grande cidade dando aulas, não naquele fim de mundo. Mesmo assim, as grandes cidades já eram ruins demais para desejarem se aventurar por essas bandas distantes. E algo não servia de consolo, a família Shüber morava em um lugar tão distante que sequer nome possuía. Era inexistente mesmo nos mapas mais antigos da Alemanha.

Passavam das três horas da tarde e os alunos estavam todos no pátio comendo o lanche da tarde. Era um lanche humilde, apenas um pão com um pouco de manteiga e um copo de leite. Mas se comparado com outros lugares chegava a ser um banquete. Erik era um aluno bem enturmado com o pessoal que estava na igreja só pelo estudo, não para se tornarem padres. Eles sentiam falta de matérias mais "pé no chão" e menos pautadas na Bíblia, e os mais velhos sentiam mais falta ainda de meninas.
- Já ouviu falar do livro de Hitler, Erik? - Perguntava um amigo de escola, mas um pouco mais velho que Erik, com treze anos. - Meus tios em Berlin disseram que ele vai revolucionar nosso país quando sair da cadeia...
- Não sei de nada. Meu pai não me deixa escutar nem o rádio que ele montou com peças abandonadas da guerra, diz que sou muito novo pra política, ele e mamãe... - Respondeu Erik,
- Scheiße! Seu pai é muito antigo... Por acaso são ortodoxos?
- Não, Friedrich, não, nunca fomos... Ele apenas não quer que eu me misture com esses problemas. Acho que ele está começando a gostar da idéia de me ver padre.
- Já pensou em fugir para a Berlin? Munique?
- Nunca... Tenho apenas dez anos...
- Pense então.

E eles retornaram a aula. Ao contrário de outros colégios, a divisão de "séries" naquele mosteiro era fundamentada não pela idade, mas pelo nível de conhecimento. Quanto mais próxima de aceitar seu destino como padre, mais avançada era sua turma e maiores os privilégios. Crianças das mais diferentes idades eram misturadas, havendo em uma mesma turma tanto jovens de dez anos de idade quanto púberes de dezessete. De vez em quando causava problemas aos jovens, mas nenhum aos padres. Era saudável vê-los brigando entre si para obterem vantagens dentro do mosteiro e em troca apenas aceitarem Deus em seus pequenos corações.

Erik estava na mesma turma há dois anos. Era uma das primeiras turmas de aprendizado, onde a única vantagem que possuía era o direito de comer um pedaço de pão com manteiga durante o intervalo, enquanto as turmas inferiores somente podiam beber leite. Outra vantagem era que nos afazeres do mosteiro não era obrigado a limpar o estábulo, apenas o banheiro dos padres e monges. Fazia grande diferença, apesar do cheiro ser igual.

Friedrich era seu companheiro de sala, eram praticamente unha e carne. Friedrich comentava que sentia por Erik o mesmo carinho que nutria por seu irmão mais velho, que infelizmente falecera durante a Primeira Guerra, atropelado por um tanque tentando proteger as fazendas do pai. Friedrich odiava profundamente qualquer coisa relativa a guerra, principalmente quando os mais velhos reclamavam que a Alemanha nunca deveria ter ido contra os ingleses. O jovem adolescente odiava profundamente esse tipo de conversa e sempre se afastava xingando as pessoas. A família dele já tentara diversas vezes dissuadi-lo de seus ideais, mas era como discutir com uma rocha.

Era até estranho que os dois fossem tão amigos, dado que os pais de Erik eram o tipo de pessoa que Friedrich mais odiava, "Untergebener von Scheiße", como dizia em alto e bom tom. Mas no âmago de Erik já existia a mesma revolta, e ele concordava com o que Friedrich dizia, mas sem nunca demonstrar isso a seus pais. Tinha noção da idade que possuía e que apesar de ter amadurecido rápido pela pressão do pós guerra, ainda era apenas um pirralho aos olhos de todos os mais velhos. E apenas um sabia dos verdadeiros pensamentos dos outros. Tinham medo que a verdade chocasse os mais velhos e lhes causassem problemas.
Quando a aula terminou seus respectivos pais vieram e os apanharam, apesar da insistência diária dos monges e padres em pedir a todos que deixassem os filhos no internato. Mas o verdadeiro objetivo desses pais era extraírem conhecimento dos padres para seus filhos, não entregarem seus filhos a igreja.

E assim a vida continuou...
Leia o Restante.