Contos de Legião Drax - Reunião Parte I

Olá povo!

Este é mais um conto ambientado no universo literário criado por mim e Dragus. Legião Drax é um grupo de guerreiros semelhante aos Seguidores do Dragão (criado por Dragus), as personagens de ambas as estórias já foram apresentadas anteriormente em alguns contos escritos por Dragus. Este conto na verdade trata-se de uma continuação do conto "Triste Fim Para um final Feliz" criado por Dragus, conto este que misturava personagens dos dois grupos.

Para quem não leu o conto acima citado não precisa se preocupar em ler esse, pois ele ao mesmo tempo que é uma continuação, também pode ser lido de forma independente do anterior, já que ele explica um pouco os fatos ocorridos em seu antecessor.Bom espero que gostem tanto dessa continuação quanto gostarão da estória anterior, boa leitura aos que realmente forem ler.

Em tempo, se você não quiser ler não leia, mas também faça o favor de não comentar, caso não tenha percebido existem outros post abaixo, além de nosso arquivo, vasculhe e encontre algum que lhe interesse e comente nele.
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Reunião

A Paisagem era bela, mas ao mesmo tempo desoladora, uma imensa floresta adornava o chalé a muito abandonado, o capim estava bem alto a sua volta, o musgo e uma trepadeira tomavam conta de suas paredes. Pararam olhando atentamente o lugar, era praticamente impossível que alguém ainda vivesse ali, mas um dos quatro guerreiros que até ali foram, tinha absoluta certeza que alguém ocupava o antigo chalé.

- Será mesmo que ele está ai? - Perguntou Kaira, visivelmente duvidosa e ainda tomada pela tristeza da perda de Akkira.
- Absoluta! - Respondeu Tairon - Esse é o esconderijo preferido dele!
- Mas o que ele faz tanto aí dentro?
- Você logo vai saber!

O mago do gelo adiantou-se até a porta esmurrando-a o mais sonoramente que pode, mas passados alguns instantes não houve resposta de quem quer que estivesse dentro do chalé. Uma nova saraivada de pancadas e absolutamente nada, estava começando a perder a paciência quando disparou uma rajada de ar congelante na porta. O esforço, porém, se mostrou inútil, pois todo o ar frio foi imediatamente repelido para os lados sem afetar nenhum dos presentes. O fato no mínimo curioso chamou a atenção de Argos que também era mago, embora sua especialidade fosse outra que não o domínio de gelo. Examinando um pouco mais detalhadamente o local, pode constatar que havia uma espécie de barreira mágica que impedia completamente a entrada e conseqüentemente a saída de qualquer coisa.

- Na certa isso é obra de Balzac ou de Gigantus - concluiu Argos.
- Como vamos tirá-lo daí de dentro? - Perguntou Kaira.
- Do jeito mais difícil!

As palavras do guerreiro-deus Gohkuú soaram como um desafio mortal que seria vencido a qualquer custo, sua aparência ferina correspondia perfeitamente com parte de sua personalidade, principalmente a parte que dizia respeito a resolver problemas. Gohkuú nunca foi de deixar o problema de lado, ainda mais no momento atual, onde seu ódio e revolta estavam em níveis que nem o próprio achava que pudesse alcançar.

Sua espada que pendia no lado esquerdo de sua cintura foi sacada com rapidez e fincada na barreira com grande violência, o esforço óbvio foi grande, pois a barreira era forte o bastante para repelir a grande força do ataque divino. Enquanto sua espada descarregava cargas e mais cargas de eletricidade para todos os lados, seus companheiros se protegiam da fúria dos raios da melhor forma que podiam, mesmo por vezes não obtendo muito sucesso. Por fim, evocou o relâmpago através de sua própria espada, criando uma poderosa explosão que varreu seus companheiros para longe do epicentro e destruindo a vegetação próxima, mesmo assim, não forte o suficiente para abalar a barreira.

- Vão embora - Disse uma voz distante vinda de dentro do chalé.

Aparentemente ninguém exceto Argos pareceu ouvir a voz, talvez porque seus ouvidos ainda estivem zunindo devido ao som da explosão, mas o fato era que Argos poderia ouvir um sussurro mesmo a quilômetros e quilômetros de distância, devido ao seu controle d o ar, o que lhe garantia uma audição mais do que perfeita para muitas ocasiões. Agora tinha plena certeza de que não haviam desviado de seu caminho em vão, a voz definitivamente era a de seu antigo amigo pertencente aos Seguidores do Dragão, o guerreiro antes conhecido como o Senhor da Guerra, T-Paia.

Ao informar seus companheiros do fato, todos ficaram instantaneamente motivados a libertar o amigo de seu cativeiro, mas quando novamente iam tentar algo, ouviram mais uma vez a voz do antigo companheiro, só que desta vez um pouco mais forte:

- Já disse saiam daqui!
- De jeito nenhum! - Bradou Tairon - Viemos aqui para buscá-lo e só sairemos daqui quando você for conosco.
- Esqueçam, já tentei de todas as formas destruir essa barreira, mas é impossível.
- Deixa de conversa fiada e ajude-nos a destruir isso e saia daí! - Disse Gohkuú.
- E porque sairia daqui?
- Mataram Akkira... - Falou Kaira em tom baixo e melancólico, porém repleto de furia.
- O "bananeira" morreu? - A voz de T-Paia era de nítida surpresa enquanto fazia alusão ao apelido de Akkira. - Logo ele volta.
- Não é como das outras vezes, Paia - Respondeu Gohkuú - A alma dele foi extinta...
- Quem fez isso? - Interrompeu, sua voz ficando cada vez mais nítida.
- Tempestri.

O triste silêncio tomou conta de todo o ambiente, até mesmo o vento parara de soprar, saber da morte do antigo amigo, ainda mais sabendo que foi de uma forma tão brutal, com certeza chocou T-Paia. Aguardaram o que lhes pareceu uma eternidade, imersos em profundo pesar pela perda do amigo de longa data, imaginaram qual seria sua reação se o ouvisse sendo chamado de bananeira, pensamento esse que aparentemente acometeu a todos, pois quase que ao mesmo tempo todos esboçaram um tímido sorriso.

Ouviram-se algumas batidas vindas do interior do chalé, mas logo cessaram dando lugar mais uma vez ao inquietante silêncio. Novamente ouviram a voz de T-Paia, mas o que ele dizia não era exatamente o que gostariam de ouvir, pois mais uma vez ele pedia para que fossem embora. Sobre protestos ele repetiu mais duas vezes, sendo o último pedido o mais enfático e sonoro de todos.

Cabisbaixos e revoltados, um a um, eles começaram a se virar e se distanciar do chalé, o andar pesado e arrastado de quem deixava algo importante para trás. Mal conseguiram dar dez passos à frente, quando foram arremessados para frente devido a uma poderosa explosão que se seguiu de um imenso clarão. Quando se recobraram da surpresa, puseram-se de pé o mais rápido que puderam, aguardando, quem sabe, um possível ataque. O chalé estava completamente encoberto por uma densa cortina de fumaça e poeira que lentamente se dispersava, todos estavam apreensivos aguardando algum provável inimigo que fosse surgir dela, ou de qualquer lugar.

A silhueta de um ser de grandes proporções físicas, longos cabelos que esvoaçavam levemente, pode ser vista por entre e fumaça, todos se preparam para atacar, quando para a surpresa de todos viram que na verdade tratava-se de T-Paia. A tensão se desfez imediatamente dando lugar a sorrisos e olhares de felicidade e surpresa, principalmente quanto à aparência nova que T-Paia exibia, não só pelos muitos músculos a mais que exibia, mas também pelo nítido desleixo evidenciado não só pelos cabelos agora compridos, mas também pela barba que estava bem longa.

- O que aconteceu contigo? - Perguntou Tairon completamente surpreso, observando o amigo.
- Para encurtar os fatos, fui preso aqui por Gigantus, como não conseguia sair, aproveitei para malhar um pouco! - Respondeu T-Paia exibindo com satisfação os músculos.
- Como? - Perguntou Kaira.
- Usei aqueles aparelhos estranhos que consegui em Lógika - Falou apontando para uma séria de aparelhos de musculação que se amontoavam pelo chalé agora completamente visível.
- Stutgard vai ficar furioso quando ver a bagunça que você fez na casa dele. - Falou Argos olhando o rebuliço produzido por T-Paia no interior do chalé.
- E vocês? O que houve com vocês esse tempo todo? - Perguntou T-Paia.
- Você se lembra...
- Claro que me lembro! - Falou interrompendo Gohkuú.
- Como recobrou a memória?
- Foi agora a pouco, quando batia a cabeça na parede, antes de soltar o dragão negro e me libertar da barreira! - Falou enquanto coçava a cabeça.
- Mas precisava ficar batendo a cabeça na parede? - Disse Argos nitidamente contendo uma gargalhada.
- Você acha que eu gostei de lembrar por tudo o que passamos antes, saber que nada do que fizemos deu certo, e que passei anos enclausurado dentro desse chalé, sem poder fazer nada, enquanto o mundo se acabava? Balzac vinha o tempo todo me torturar e me mostrar o que eles faziam com vocês.
- Então sabe exatamente todas as humilhações que passamos nas mãos deles, principalmente nas do traidor do Gudam. - Disse Tairon repleto de ódio.
- Estão esperando o que para irmos logo acabar com isso de uma vez por todas?

3 comentários:

  1. Aê galera, indiquei vocês a mais um prêmio! o "Blog Cabeça". Dá um passada no meu blog para ver, e deixa um e-mail para contato. Asssim poderei passar o código do selo para vocês.

    obs. Leio e faço um comentário decente depois que avisar a todos os premiados =]

    ___________________________________
    TemPraQuemQuer <<< Entra!

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  2. Um conto bem descritivo, com uma progressão vagarosa...


    Você já leu o livro "senhor do anéis"?

    Senti uma influência no texto.... talvez seja só uma caraterística do estilo...


    Bom texto no aspecto gramatical, descritivo...


    Gostaria que você fosse suave da maneira que é mas que levasse o leitor numa onda mais rápida de leitura, prendesse mais o leitor...

    um leitor ancioso é um leitor ávido por seus textos....


    grande abraço!

    www.hugomeira.blogspot.com/

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  3. creio que terei as respostas que quero.

    Bom texto PK, to aguardando por mais.

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