Contos de Legião Drax - Cerco - Parte V

Capítulos anteriores:
- Reunião - I
- Caçada - II
- O Senhor da Guerra - III
- Em Busca da Vingança - IV

Leia também:
- Triste Fim Para um Final Feliz
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- O que significa isso Balzac?

Apolo estava completamente confuso com aquela situação, momentos antes estava muito distante daquele lugar, apenas aguardando uma nova ordem de seu mestre, quando subitamente fora puxado pelo tentáculo sombrio. Agora se via cercado por vários inimigos, dos quais alguns já foram seus companheiros de batalha. Agora estavam de lados opostos.

Seus rostos demonstravam o ódio profundo que sentiam por ele, desde que se tornara aliado de Gigantus, Apolo se tornou o principal líder de seus assim intitulados "apóstolos". Gohkuú, Tairon e Argos também tinham sido apóstolos, mas contra a vontade, diferente de Apolo. Todos os dias Argos, Tairon e Gohkuú eram humilhados por Apolo de todas as formas, fossem humilhações físicas ou psicológicas, Balzac e Gigantus, algumas vezes participavam das sessões de humilhações. Eles nada podiam fazer, mesmo estando conscientes de tudo, estavam sobre o domínio de Gigantus e quanto a isso estavam impotentes.

Graças à intervenção do Seguidor do Dragão, Cronos, estavam todos libertos, inclusive Balzac e o próprio Apolo, que também haviam sido dominados, embora que até certo ponto por vontade própria. Agora Balzac e Apolo encaravam aqueles que escravizaram e humilharam sedentos por vingança, não apenas pelas humilhações, as torturas e as batalhas forçadas contra seus amigos, mas também pela traição de outrora que acabou por provocar tudo aquilo.

- Isso significa que iremos matá-los, Apolo! - Disse Argos.
- Eu nunca serei derrotado por vocês!

O plano de Balzac dera certo, agora com Apolo ao seu lado ele teria mais chances de derrotar os cinco deuses. O apóstolo rapidamente criou um pequeno círculo energético, fazendo com que os deuses oponentes se afastassem. Balzac evocou sua longa espada, a visão dela chocou os outros deuses, já que ela era uma cópia fiel da espada seu finado amigo Akkira, na verdade era a espada dele, que há muito tempo fora roubada.

Tomado de ira e revolta Argos utilizou de seus poderes para arrancar a espada das mãos de Balzac. Quando o deus sombrio preparou-se para atacar e espada fugiu-lhe dos punhos e voou rumo a uma floresta não muito distante. Aproveitando-se da distração, Tairon atacou os dois com uma rajada de dardos de gelo. Apolo conseguiu evitar o ataque protegendo-se com uma barreira energética, enquanto Balzac foi atingido em cheio por estar distraído.

Ignorando completamente que seu único aliado era arrasado pelo ataque do deus do gelo, Apolo gerou uma grande explosão com sua energia. Balzac que ainda estava sendo atingido pelo restante do ataque, não teve como escapar da grande explosão, enquanto quem realmente deveria ser afetado pelo ataque, conseguiu se defender.

Aproveitando a deixa e o fato de estar encoberto pela poeira que pairava após a explosão, T-Paia foi na direção de Apolo como um míssil, utilizando seu ataque conhecido como "meteoro negro". O apóstolo teve apenas tempo para ensaiar uma fuga, inútil, pois no instante seguinte estava sendo carregado com violência para longe dali. T-Paia só é parado quando Apolo assume sua forma de Dragão, mas mesmo assim ainda é carregado por alguns metros.

Agora em sua forma real Apolo atinge o deus da guerra em cheio sem chance de escapatória e observa-o girar e cair violentamente no chão criando uma enorme cratera. Não satisfeito disparou uma cusparada incandescente que transbordou da cratera, como se a própria fosse a fonte das chamas. As chamas cessaram repentinamente mostrando T-Paia com a armadura enegrecida, todo seu corpo exalava fumaça proveniente no ataque. Apolo não se dando por satisfeito pisou em cima dele, fazendo a cratera aumentar ainda mais e soterrando Paia por completo.

- Você é um fraco, T-Paia, sempre foi! - Tripudiou Apolo - Agora eu vou matá-lo antes que sofra mais.

Nem mesmo Balzac que agora distante observou toda a ação de Apolo e T-Paia poderia ter notado o que viria a seguir. Repentinamente o corpo do imenso dragão era esmagado de forma instantânea em lados opostos, mas na mesma direção. Kaira e Gohkuú surgiram com os punhos envoltos em energia e completamente enterrados no corpo de Apolo. Ao mesmo tempo ambos deram um segundo golpe para se soltarem e se afastarem, um imenso estrondo provocado pela aceleração súbita de ambos deixou os imensos ouvidos de Apolo zunindo por alguns minutos.

Mal Kaira e Gohkuú se distanciaram e Apolo pensou em se recuperar do repentino ataque em conjunto, uma descomunal energia negra emergiu da cratera onde Paia jazia, quase dilacerando a perna de Apolo. Rapidamente ele voltou a sua forma humanóide devido a tantos ataques seguidos, que o deixaram muito debilitado além de fazerem com que perdesse qualquer concentração.

De pé no fundo da cratera T-Paia manipula a energia que ainda se desprende de si, transforma-a em um dragão em forma de serpente e faz com que descreva um arco descendente que vai em direção do agora humano Apolo. Este completamente atordoado pelo estrondo que ainda ecoa em sua cabeça e tomado pela dor na perna não percebe que o ataque continua e é atingido em cheio.


O desespero toma conta de Balzac novamente, seu plano acabara de ser totalmente frustrado e ver a ação conjunta e perfeito de seus oponentes só o deixou ainda mais apavorado. Também havia sido afetado pelo estrondo proporcionado pela grande velocidade combinada de Kaira e Gohkuú, por conta disso a única coisa inteligente que conseguira pensar era fugir. Nem isso foi possível. Assim que se virou para correr, Kaira e Gohkuú já estavam cercando-o e notou que os outros já estavam bem próximos.

Estava acuado mais uma vez, Apolo jazia inconsciente em uma cratera, sua mente estava completamente ativa e frenética, mas nada estava claro, Balzac não conseguia por ordem no caos de seus pensamentos, o pavor não deixava muito menos o eco do estrondo. Assim que virou o rosto na direção de Tairon que fora o último a chegar até ali, este lhe deu um simples, porém eficiente soco na cara, fazendo com que toda a moral que ainda pudesse existir em Balzac se esvaísse por completo.

Desesperado e atirado ao chão Balzac contemplava os rostos furiosos dos cinco deuses que o cercavam. Gohkuú puxou-o dolorosamente pelos cabelos, erguendo-o alguns centímetros do chão.

- Engraçado, ele não me parece tão confiante agora! - Ironizou Tairon.
- Tolo. - Retrucou Balzac reunindo coragem. - Podem me matar agora, mas sabem que voltarei.
- É mesmo? Como? - Perguntou T-Paia em tom ainda mais irônico.
- Vocês ainda têm de pegar outro, mas nada adianta se não acabarem com nós três de uma vez...
- Refere-se a esse?

Balzac soltou um gemido de pavor quando viu a cabeça congelada de Jazão sair da capa de Tairon, olhou e ao longe viu a poeira e a fumaça que emergia da cratera onde Apolo estava e se desesperou ainda mais. Agora seus oponentes tinham todas as peças necessárias para destruí-lo e ele nada podia fazer.

- O que estão esperando, destruam-me logo!
- Achou que seria assim tão fácil Balzac? - Questionou Tairon.
- Tudo esse ensaio de combate desde que trouxe Apolo, não levou mais do que míseros cinco minutos, não acha que e muito pouco para o que queremos fazer com você?
- Mas o que isso lhes dará de vantagem? - Tentou argumentar Balzac - Pensem bem, vamos fazer um acordo...

Tomado de ira ao ouvi a última frase de Balzac, T-Paia lhe acerta um soco no abdome forte o suficiente para lhe deixar sem ar. Tairon que também partilhava do mesmo ódio que T-Paia, arranca Balzac das mãos de Gohkuú, joga-o no chão e chuta-lhe o rosto sem nenhuma piedade.

Mesmo cercado Balzac ainda tem seu dom mais precioso, seu orgulho. Levado por esse orgulho ele reage, faz com que da sombra de Tairon surjam estacas negras para apanhá-lo desprevenido, mas Kaira é mais rápida e tira o amigo do alcance do ataque a tempo. Antes que mais alguém faça algo, Balzac prende os outros pelas suas sombras, em seguida ataca Kaira com um tentáculo sombrio jogando-a na direção da cratera de Apolo.

Inutilmente Tairon tenta acertar o deus sombrio com uma rajada de dardos de gelo, mas este se torna sombra e avança rastejando contra Kaira que se recupera no golpe a beira da cratera. Apolo acordo no instante em que Balzac ergue Kaira pelo pescoço e atravesse seu ventre com uma lâmina sombria, para depois jogá-la contra Tairon que a segura impedindo sua queda. Mas a cordialidade do deus lhe custa caro, Balzac acerta ambos com uma poderosa saraivada de lanças de sombra.

- Não vou deixar que estraguem meus planos mais uma vez. - Diz Balzac prendendo as sombras de Tairon e Kaira, deixando assim todo o grupo imóvel.
- Vamos matá-los de uma vez! - Diz Apolo que acabar de sair da cratera.
- Nós dois não vamos conseguir dar conta deles, precisamos de mais ajuda.

Outro turbilhão sombrio era formado por Balzac que lutava para se concentrar no portal e nos prisioneiros, para que estes não escapassem. Mesmo Cronos havendo liberto seus antigos companheiros haviam alguns que não foram afetados pelo poder do filho de Samur.

O espanto dos cinco deuses foi evidente quando viram outros três apóstolos surgirem, um dos quais era desconhecido. Mas o que mais lhe espantou foram os outros dois, ex-companheiros de combate, que vinham caminhando de forma imponente e com grande fúria no olhar. Eram dois ex-Seguidores do Dragão, seus nomes, Cervantes e Maudir.

3 comentários:

  1. Rsrsrsrs gostei da mensagem da caixa do comentário, mas tem gente que comenta só pra dizer q passou (no caso do pessoal do orkut), mas tipo, não querendo ser chata ou algo do tipo, mas eu infelizmente não li o post todo pois ele tá enorme, e eu naum tenho paciencia, mas tá mto maneiro seu blog, mas Balzac foi o q? Uma pessoa??

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  2. Ficou supimpa, mas sempre com a parte boa pro seguinte. =p

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  3. to curioso para saber quem é o terceiro....

    acho que sei quem pode ser

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