Contos de Legião Drax - O Senhor da Guerra - Parte III

Olá povo!
Sei que demorou um pouco, mas aqui a está a terceira parte do conto "Reunião", que é a continuação do conto "Triste Fim Para Um Final Feliz", escrito por Dragus.

No capítulo anterior, o grupo formado por Kaira, Tairon, Gohkuú, Argos e T-Paia até a terra de Awrrack a procura de um dos aliados de Tempestri para com isso levantar pistas sobre seu paradeiro e para dar início a sua vingança pela morte de seu amigo Akkira, além da vingança pelas humilhações sofridas durante anos de escravidão. Assim que encontraram que queriam, a batalha entre Jazão e T-Paia teve início, agora vejam a conclusão do combate

Capítulos anteriores: Reunão - I, Caçada - II
Boa leitura!
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O Senhor da Guerra


A luta aparentemente estava equilibrada. Entretanto, embora T-Paia estivesse levando mais golpes, os que ele conseguia acertar tinham maior intensidade. A cada momento ele olhava para a figura oculta em sombras, que aparentemente estava controlando Jazão. As serpentes que o aprisionavam apertavam-no cada vez mais e sempre que conseguiam mordiam-no, como se estivessem injetando uma espécie de veneno em sua armadura.

- Desista logo, garanto que te darei a chance de me servir! - Falou Jazão que nitidamente ria por baixo da mascara.
- Isso era para ser uma piada?

Mesmo com a pressão sofrida T-Paia parecia não se abalar, seu olhar brilhou um instante e no momento seguinte estava livre das serpentes que se desfaziam enquanto a energia que liberava do seu corpo ia se expandindo. Sua armadura estava praticamente intacta, a única diferença é que agora apresentava um tom muito mais escuro do que antes, o que fez Jazão demonstrar certa preocupação, rapidamente disfarçada em provocação enquanto ria sonoramente. Sem dar qualquer chance para Jazão sequer notar seus movimentos, T-Paia literalmente atropelou-o avançando na direção do ser que estava oculto nas sombras no outro lado do salão. O ser saiu o mais rápido que pode antes da chegada de T-Paia, evitando o choque com o mesmo, dando as costas para ele, exatamente o que queria.

Assim que viu seu alvo sair de onde estava T-Paia acelerou ainda mais, parando bruscamente apenas quando estava a pouco menos de dois metros de distância. No momento em que parou T-Paia estendeu as mãos para frente gritando "Dragão Negro", fazendo com que toda a energia que estava a sua volta no período do vôo se desprendesse dele, formando uma espiral que unia parte das sombras mais próximas, para em seguida formar um dragão, atingindo em cheio o tal ser.

Após ser arrastado por quase todo o salão e explodir, o dragão se desfez, deixando uma grande cratera no chão e no fundo dela o tal ser que manipulava Jazão, que agora jazia caído completamente imóvel. Sem nenhum sinal de remorso ou piedade T-Paia esquartejou Jazão, deixando apenas sua cabeça no lugar. Sem muita pressa andou até a borda da cratera ocasionada por seu golpe, não imaginara que o efeito seria tão grande mesmo usando pouca energia, pensava enquanto observava que sua armadura voltara a exibir a tonalidade cinzenta.

A beira do buraco ele via o controlador de Jazão se erguer com alguma dificuldade, embora não pudesse vê-lo muito bem por conta da poeira, mas isso pouco importava, pois sabia exatamente quem era.

- Como sabia que estava lá? - Disse enquanto se levantava.
- Não se faça de idiota, eu lembro quando você se uniu a outros dois ninjas, sei também que pode "separá-los" de você e usá-los como bem entende, "Jazão"!

A poeira se dissipou revelando o verdadeiro Jazão. Ele trajava as mesmas roupas do falso, mas seu olhar era diferente, assim como sua aura. Ele saltou em direção a T-Paia dando-lhe um chute na altura do peito, que foi defendido com tranqüilidade. Ainda no ar, Jazão girou e sacou uma foice que ficava presa em suas costas, descrevendo um perfeito arco cortante no ar. O golpe atingiu em cheio a armadura de T-Paia fazendo-o dar alguns passos para trás, além de um pequeno talho em seu peitoral. Assim que tocou o chão mais uma vez Jazão investiu contra seu oponente, desta vez atacou o abdômen, fazendo apenas um pequeno arranhão na armadura porque T-Paia conseguira recuar o suficiente para não ser atingido por completo. Assim que a foice retornou ele começou a girá-la no ar com grande velocidade, instantaneamente um pequeno tornado surgiu a sua volta.

Em seu intimo Argos experimentava e sensação de desafiar o tornado de Jazão. O tornado criado pela foice de Jazão era poderoso, mas não se equiparava ao que Argos poderia criar. Controlou-se já que decidiram por fazer algo justo, apenas observou T-Paia distanciar-se do tornando enquanto ainda estava sendo gerado.

Pouco tempo depois o tornado começou a perseguir ameaçadoramente T-Paia, que observou que a foice permanecia no centro dele. Teve um repentina idéia, sacou sua espada, girou a no ar evocando um de seus golpes e disparou-a contra a foice. A espada ia congelando rapidamente o ar a sua volta e absorvendo algumas sombras, criando uma espécie de estaca de gelo negra. O gelo foi destroçado pela fúria do tornado e pela foice que girava cada vez mais rápido, mas a espada conseguiu pará-la, dissipando o tornado.

Apesar de ter seu ataque desfeito Jazão demonstrava um olhar de satisfação insana, mas antes que T-Paia pudesse fazer algo, notou que estava cercado, havia outros dois ninjas atrás dele, só que em direções opostas. Além disso um facho esverdeado de energia formava um triângulo, onde os dois ninjas as outras pontas e Jazão aparentemente a principal. T-Paia estava exatamente no centro. Em seguida três paredes de luz verde se ergueram impedindo que qualquer coisa entrasse ou saísse, apesar dos esforços do deus em quebrar a barreira. Os quatro restantes observaram apreensivos quando viram uma imensa serpente verde emergir do centro do triângulo, engolindo T-Paia por completo. A serpente foi com grande violência até o teto destruindo-o. Os destroços do teto não chegaram a ser problema para o grupo que observava apreensivo, mas sim a estranha chuva verde que caia após o ataque e dissolvia tudo que tocava.

De todos os presentes com a exceção de Paia, apenas Tairon conhecia o ataque, sabia que aquilo era ácido. Mesmo o ácido não os estava ameaçando, a preocupação com Paia era evidente, já que ele havia levado todo o ataque. O tempo passou e T-Paia não reapareceu, um grande pesar recaiu sobre todos. O silencio da situação foi quebrado por uma gargalhada triunfal e provocadora vinda de Jazão, enquanto os outros ninjas uniam novamente com seu senhor.

- Era só isso? - Provocou Jazão.
- É melhor se calar antes que eu mesma faça isso por você - Bradou Kaira furiosa perante a provocação.
- Você me faz rir, mulher! Acha mesmo que seu amigo de um chifre só vai retornar?
- Eu sempre falei pro Paia concertar aquela droga de chifre partido. - Resmungou Tairon.

Ambos se entreolharam na tentativa de combinarem apenas pelo olhar, quem seria o próximo a enfrentar Jazão, não apenas por isso, pois também não conseguiam imaginar que o amigo havia sido derrotado com tanta facilidade. Tairon adiantou-se, afastou a capa para o lado e segurou no cabo de sua espada, mas seu ataque nunca foi feito, Argos segurou seu pulso impedindo qualquer ação. Tairon olhou incrédulo para o companheiro que o impedia de seguir, quando notou um olhar malicioso no deus dos ventos.

As provocações de Jazão continuaram, os outros olharam para Argos com o mesmo olhar de incredulidade, mas antes que pudessem protestar, algo extremamente veloz devastou o que restava do teto. A única coisa que conseguiram ver foi um grande rastro negro atingir o inimigo com muita violência, gerando uma explosão tão poderosa que os arremessou contra as paredes de onde estavam, e fazendo ruir por completo toda aquela parte do palácio de Jazão.

Eles voltaram o mais rápido que puderam. Argos tratou de dissipar a nuvem de poeira com uma forte ventania para ver melhor o que acontecia no interior da nova cratera. Lá em baixo T-Paia estava de pé erguendo de forma triunfante um Jazão semi-consciente com a roupa em farrapos e cujos cacos de sua armadura, oculta pela roupa, ainda caiam.

- Achou mesmo que eu tinha morrido só com aquilo? - Perguntou T-Paia, seu olhar completamente vidrado pelo calor do combate.
- E você acha que só isso seria capaz de me matar? - Provocou Jazão de forma pouco convincente.
- Na verdade eu não quero APENAS matá-lo... Antes eu quero humilhar você! OGAITOKEN!

Jazão foi largado, mas ainda no ar foi atingido por uma seqüência fulminante de socos e chutes, que parecia interminável. Os golpes pareciam cada vez mais rápidos e violentos, até que foi arremessado para o alto com um último e violento soco. A armadura de T-Paia ainda pulsava envolta de uma energia negra intensa. Ele concentrou-se o mais rápido e intensamente que pode, apontou as mãos espalmadas para Jazão liberando toda a energia que a armadura conseguira contar do último ataque que sofrera.

- Energia... Do CAOS! - Berrou ele enquanto a descomunal coluna negra envolvia Jazão.

A intensidade do poder de Paia ia muito além do que o próprio conseguia se lembrar, Jazão contorcia-se de forma cada vez mais violenta, seus ossos voltavam a surgir e iam se partindo um a um e seu corpo era rasgado milhares de vezes, até o poder ser cancelado. T-Paia convocou sua espada que imediatamente veio até ele. Aguardou até que o corpo de Jazão caísse, antes de atingir o solo, decapitou com um corte perfeito. A cabeça girou várias vezes no ar, até que começou a ser chutada várias e várias vezes para o ar, sem que pudesse cair.

Todos riram ao ver T-Paia relembrar um velho habito que tinha quando matavam algum inimigo, um habito mórbido, sim, mas uma forma de se livrarem da tensão de um combate. Com grande alegria eles se reuniram a T-Paia, finalmente o Senhor da Guerra estava de volta.


3 comentários:

  1. "O senhor da guerra não gosta de crianças"
    =D

    ;**

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  2. Mais uma vez por aqui , mais uma vez parabens !! belos textos !!
    abraços

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