[Denúncia] Barcas S/A, Mais Uma.

Parece perseguição, minha ou deles, mas de uns tempos para cá decidi que ao invés de simplesmente sofrer com o transporte das Barcas S/A para Paquetá decidi que farei um pouco mais do que isso, mas preencher o enorme vácuo de notícias que existem na mídia do Rio de Janeiro (que o diga para o Brasil) sobre esse assunto.

Logo, sempre que surgirem mazelas envolvendo o mal público em Paquetá tentarei trazer de forma a dar luz a trevas que é o tema desse aspecto que denota de forma micro o macro, ou seja, mostrando as mazelas da Ilha de Paquetá quando você entra procurando por esse pensamento equivocado. E dessa maneira poderá comparar o problema dessa ilha comparando com os problemas de onde more (mesmo que não seja Paquetá).

Quem sabe dessa forma a informação se propaga ao invés de cair no esquecimento habitual de um povo que só lembra de conquistas, talvez pra esquecer que precisa superar as derrotas?

Pra começar uma nova explicação sobre Paquetá, porque explicar nunca é demais (até porque ninguém é obrigado a conhecer a ilha)... (trecho opicional, se quiserem pulem para após a explicação).


Pra começar, como pode ser visualizado pela foto, Ilha de Paquetá é uma ilha. Para você pode parecer óbvio, mas nem todo mundo consegue visualizar "Ilha de..." como sendo relativo a parte geográfica e não apenas a título de nomenclatura, logo, melhor ilustrar e deixar claro.

E só existem no momento 3 maneiras de chegar em uma Ilha. Uma delas é a mais conhecida do ser humano e que sabemos fazer desde antes de nascer: nado. A segunda é chegar voando, indo de avião/helicíoptero, saltando de para-quedas ou simplesmente pousar (ou cair e sobreviver, como acontece em algumas séries de televisão insólitas...). A terceira e a mais sensata de todas é ir de ônibus... Ops, ir de barco, ou melhor, de Barca.

Barca é o meio público pelo qual moradores e turistas podem chegar a essa ilha histórica para passear, morar, dormir ou depredar com (o que praticamente todos fazem). Antigamente existiam outras maneiras de chegar até a Ilha, mas devido ao tradicional "efeito brasil" isso não acontece mais. Existe apenas uma única forma de chegar em Paquetá de forma habitual: Barcas.

A Ilha é longe o suficiente do continente para chegarmos a nado e não existe como pegar ônibus, táxi ou qualquer outro meio, até porque o transporte de pessoas na Baía de Guanabara é restrito a apenas quem possui licitação ou por meios oficiais. Fora isso no máximo particulares - com restrições. - podem navegar.

Um outro detalhe, a Ilha de Paquetá fica situada no estado do Rio de Janeiro, na capital, e é considerada parte do Centro da Cidade, mas ao menos tempo não. Ilha de Paquetá, ao contrário do popularesco, não é Niterói, não é São Gonçalo ou bairro de qualquer outro município que senão a Capital.

A viagem do Rio de Janeiro para a Ilha de Paquetá ocorre somente e apenas pela estação das Barcas S/A na Praça XV, no centro do Rio de Janeiro e dura algo entre 1h e 1h30min dependendo da sua sorte, se estiver num dia azarado pode demorar até quatro horas em casos de nevoeiro (as Barcas da Barcas S/A não possuem radar, pelo menos não que funcionem).

E na falta de opção só resta o povo sofrer e esperar ajuda divina, mas essa Providência só vêm para quem luta por ela... E o povo de lá não luta, salvo raras exceções que servem como chacota ao invés de estímulo, ou seja, cada povo recebe o que merece.
Feito isso, vamos a denúncia em si...

Minha família mora em Paquetá. Até aí tudo bem, até eu morei, e esse final de semana, depois de uma prova de concurso público fui junto com minha esposa para descansar a mente e o corpo (Paquetá é um dos poucos bairros do Rio de Janeiro onde se dorme sem escutar tiros a noite toda, só quem dormiu em ambientes assim sabe o quão bom é). No dia seguinte pegamos a barca que sai de Paquetá para o Rio que sai a partir das 7 horas.

Foi aí que vimos mais uma vez a falta de bom senso.

Não bastasse o estado pútrido das Barcas e das estações, conforme mostrei dias atrás, eles escolheram uma barca com pouca lotação. Existem dentro da empresa diversas barcas, em sua maioria elas possuem capacidade estimada de 2000 (duas mil) pessoas, e essas costumam fazer o transporte de passageiros entre Rio de Janeiro e Niterói diariamente.

Mas existem quatro barcas pequenas que são utilizadas em horários menos populosos, que por serem menores consomem menos combustível e, portanto, menos caras em momentos de faturamento. Acontece que em Paquetá por falta de horários de Barca os horários de pico são quase todos os diurnos (pico de passageiros de manhã na ida ao Rio de Janeiro e no período da tarde para a volta).

Essa segunda escolheram a barca Imbuhy para fazer o serviço. A barca Imbuhy é uma barca para uso em horários de pouca gente pois comporta no máximo apenas 400 pessoas, sendo que apenas 271 sentadas. As outras 129 ficam em pé. Quando você considera essa possibilidade em uma travessia de vinte minutos (o tempo que leva a viagem para Niterói, teoricamente), esse tempo em pé é tolerável, mas quando trata-se de Paquetá, onde o tempo é entre 1h e 1h30min (essa barca consegue fazer em 1h40min), não é tolerável.

Pra começar o preço da passagem durante a semana é de R$4,50. Transportes públicos com esse preço no Rio de Janeiro costumam ter ar condicionado, silencioso, com cadeiras ergonômicas confortáveis e todos costumam ir sentados. Uma barca possui cadeiras antigas desconfortáveis, sujeira e um barulho ensurdecedor dos motores, e ainda dizem os donos da Barcas S/A que o preço está barato.

Na segunda foram 314 pessoas na barca das 7h. Ou seja, pelo menos 271 foram sentados e os restantes ficaram em pé. Daí você imagina que na barca existam barras de ferro como as dos ônibus para que os que estão em pé tenham onde se segurar, ledo engano. Em pé numa barca é estar largado com a própria sorte. Se acontecer qualquer incidente numa barca lotada e ela frear bruscamente seu destino é simplesmente voar pela embarcação até se chocar com alguma pessoa - a melhor das hipóteses - ou ser convertido em amontoado de carne humana.

Um passageiro
revoltado com a situação ligou para a Capitania dos Portos, e para minha surpresa, eles atenderam e mandaram um barco! Meu primeiro pensamento foi "Acabou o dinheiro do suborno!", motivo: nunca aconteceu antes, ao menos não comigo presente. Parecia que algo seria feito e o oficial da Marinha entrou na barca e foi direto a sala do Capitão. Pegou uma prancheta e começou a contar. Deu 314 pessoas, como disse antes.

Nada pode ser feito, a barca Imbuhy pode transportar 400 passageiros, logo, com base nisso nada pode fazer que senão lamentar junto com os passageiros em pé. Obviamente ele não fiscalizou outros detalhes de segurança, como os estados dos coletes (vejam foto ao lado de como é um colete salva-vidas em uma barca da Barcas S/A) ou mesmo condições mínimas que permitam viagem em pé (como ter onde se segurar). Lamentou e se foi.

O que fica dessa lição?

Que somos todos palhaços, mesmo quando o poder público quer agir - e essa era a sensação que tirei desse oficial da marinha: revolta por não poder fazer nada. - não pode porque a lei tolhe e permite esses abusos, como uma barca viajar por 1h30min (o tempo que durou essa viagem) com pessoas em pé apoiadas apenas nos próprios pés e escutando o som irritante do motor da barca o tempo todo (o único lugar onde se consegue ficar em pé com menos desconforto é ao lado da entrada da sala de máquinas).

E a culpa é de quem?

De quem não vota consciente.

Se não sabe em quem votar ou não quer votar, vote nulo.
Não venda seu voto.
Título de eleitor não é papel higiênico, mas uma arma que mata mais do que um terrorista.
Se for votar, vote, mas vote consciente.

Algumas fotos desfocadas do ocorrido:




5 comentários:

  1. Amigo, parabéns! Tb sou passageiro das BARCAS SA, infelizmente. Faço a travessia Rio x Niterói diariamente e sei mt bem o que é ser refém dessa empresa ridícula. Só pra vc ter idéia, nos horários de pico, naqueles que mais precisamos de barcas, a empresa mantém o msm número de embarcações. Não têm a menor noção de logística. Resultado: pra pegar a barca de 19:10, por exemplo, para Niterói, o cidadão tem que chegar na estação até 18:40. 30 minutos de espera pra fazer uma viagem de 12!!!! Ou seja, 40 minutos pra sair do centro do Rio até chegar em Niterói. De manhã, no sentido inverso ocorre a mesma coisa. A situação consegue ser pior ainda no seu itinerário, razão pela qual me solidarizo com você. Você já pensou em mandar um e-mail pro CQC da Band (PROTESTE JÁ)? Eu já mandei. Quem sabe depois de uma exposição vexatória em nível nacional não melhore a situação.

    Abraços,

    Rodrigo

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  2. parabéns pela inciativa temos uma aliado da cidadania chama-se Ministerio publico .vamos denunciar as mazelas o telefone da ouvidoria e 127 ,anota a denuncia e fornece um numero que podemos acompanhar pela internet
    www.mp.rj.gov.br

    http://www.mp.rj.gov.br/portal/page?_pageid=577,3856403&_dad=portal&_schema=PORTAL

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  3. tu eh muito burro mesmo. alem de escrever mal pra caralho ainda vem com essa de "se a barca frear de repente".....meneeeeeee. barca nao freia!!!! animal, larga esse blog e vai comer pasto!

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  4. Amigo, a barca pode não frear, mas breca de repente sim, pois acontece quando ela atraca... e depois pode acontecer algum incidente que as pessoas, não consigam se manter em pé, sem se segurar e se não tem aonde, como o farão???

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  5. Amigo, a barca pode não frear, mas pode brecar de repente sim, pois quando atraca, ela às vezes o faz. E também pode acontecer algum outro incidente, que as pessoas não consigam se firmar e como irão se segurar, se não tem onde?

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