[Flagrante] Príncipio de incêndio na Praça XV.

Viatura dos Bombeiros, muito bonita por sinal.
(e com a logo da Petrobrás)


Domingo voltando de Paquetá (aquela Ilha que de vez em quando posto a respeito aqui no Blog) e quando estava quase atracando eu e minha esposa começamos a sentir um cheiro estranho de queimado.

Como era noite mal conseguimos ver a fumaça, mas o cheiro era bem forte. Saímos da estação e vimos pessoas se aglomerando em torno de uma lanchonete que existe ali chamada Onda Azul. Muitos curiosos, eu inclusive, cercaram o lugar enquanto escutávamos as sirenes do corpo de bombeiros chegando.

A equipe do corpo de bombeiros chegou, com uma ambulância, uma viatura e um caminhão e estacionaram em frente do restaurante. Com a habilidade tradicional e a experiência dos mesmos tentaram em vão localizar o dono do local (era domingo, de noite, dificilmente alguém apareceria). Como a Barcas S/A (dona do espaço locado pela lanchonete) não possui cópia das chaves (ou pelo menos um celular de alguém que possa abrir a porta) os bombeiros foram obrigados a arrombar.



Tentaram primeiro pela abertura da lanchonete que existe dentro da estação, mas dedisitiram e foram abrir a porta da frente da loja. Munidos de uma serra fizeram diversos talhos na porta de ferro do Onda Azul e depois de alguns segundos a porta estava aberta.



A Onda Azul é uma daquelas lanchonetes que tem mais objetos que espaço, e os bombeiros primeiro se livraram do excesso de coisas antes de conseguirem chegar a luz laranja que brilhava intensamente lá dentro. Minutos depois um deles saí carregando consigo um bujão de gás quase explodindo. Nesse momento, claro, todo mundo - eu inclusive. - saiu correndo.

Deram um banho no bujão, apagaram o fogo e deixaram o gás sair. Estava acabado o príncipio de incêndio e a constataçao da sorte que todos tiveram.

Eu tive sorte porque:
- Se o bujão explodisse e o restaurante queimasse, provavelmente toda a estação arderia, pois é tudo uma coisa só. E eu, sem dinheiro, seria obrigado a saltar em niterói e voltar ao Rio de Janeiro a nado;
- Se o bujão explodisse na hora que eu estavisse passando ao lado da lanchonete (pois a saída é bem próxima), não estaria hoje aqui escrevendo esse artigo.

As Barcas S/A tiveram sorte porque:
- Se o bujào explodisse depois, a estação provavelmente viraria história.

E mais uma coisa ficou clara (como fica sempre, pois é rotina) com esse episódio:

Não existe uma preocupação clara em relação a segurança. Dentro da estação das barcas existe um estabelecimento que utiliza bujão de gás e o armazena/usa em condições perigosas (dentro da própria cozinha) e a empresa que cede o espaço nada faz para zelar pela própria segurança.

Deram sorte dos bombeiros chegarem rápido, mas se fosse um dia atípico de domingo provavelmente hoje não existiria mais a estação de barcas da Praça XV, apenas uma mancha negra e esfumaçada no Google Earth.

E agora as fotos do ocorrido, como sempre desfocadas por meu celular...

Foto do povo se aglomerando depois da chegada dos bombeiros
em torno da lanchonete, atraídos pela curiosidade e pelo cheiro.
Outra foto dos curiosos.
Foto do hidrante ao lado da banca, aberto pelos bombeiros
para eventual uso. Impressionante que funcione.
Outra foto do hidrante.Os bombeiros entrando na Onda Azul.
Esse foi o momento em que um deles conseguiu chegar até
a cozinha. Dava pra ver uma luz alaranjada vindo de dentro,
mas que meu celular não capta.
Nesse ponto tentei em vão ver se mais de perto conseguia
algo. Consegui apenas ver com meus olhos e escutar eles dizendo
"achei!"
O bujão, sendo retirado. Logo em seguida corri.
Foto em uma posição segura, bem, mas bem distante do bujão.
Isso depois que os bombeiros já apagaram o fogo.

2 comentários:

  1. Fantástico flagrante. Não vi isso nem na TV.

    E você está coberto de razões nas suas conclusões. É um verdadeiro absurdo o descaso com o qual tratam a segurança das pessoas em nossa cidade e no país em geral.

    Uma vergonha.

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  2. Caramba... situação deprimente.
    Acredito que se bobear nem uma multa deve ter rolado contra a Barcas e/ou o Restaurante.

    ahhh...realmente vc teve muita sorte. (e fez muito bem em se manter o mais afastado possivel do botijão) pois o maior perigo do botijão pegando fogo não é nem o risco de explosão imediata, e sim a chance de quando o gás estiver acabando o fogo ser sugado pelo botijão por causa da diferença de pressão. dai seria só o KABUM! e era uma vez um Dragus!

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