Fuhrer Chavez do Oito, o ditador venezuelano e o futuro da nação.


"É assim que a democracia morre. Sob aplausos"
Guerra nas Estrelas episódio II.


E não é que ele conseguiu?

Ainda que tecnicamente motivo de chacota para grande parte da população mundial, aparentemente o método da mídia mundial de simplesmente não levar a sério o "porque não te calas" e calar o presidente venezuelano produziu um efeito contrário.

Em 2007 eu redigi uma postagem comparando Hugo Chavez do Oito com o ditador alemão Adolf Hitler, cuja trajetória rumo ao poder está cada vez mais parecida. Por exemplo, tanto Hitler quanto Chavez foram prisioneiros políticos e orquestraram golpes fracassados. Em suas celas questionaram seus próprios métodos e retornaram, com métodos modificados e se aproveitando de uma situação preconcebida para tornarem-se líderes e então presidentes.

Para quem pensa que tudo ocorre rápido, o período que Hitler demorou para alcançar sua soberania militar e política foi longo. Ele primeiro obteve o controle de toda a mídia alemã, criando conceitos que até hoje são abertamente utilizados e depois foi enraizando-se na sociedade e fortificando o sentimento nacionalista ao extremo, para isso aproveitando-se da miséria em que seu povo se encontrava - miséria essa monetária e moral. - para crescer e engrandecer seu ideal.

Hitler era um monstro, mas um monstro que acreditava piamente nas próprias palavras. Sociopata? Provavelmente.

O mesmo ocorre com Hugo Chavez do Oito. Ele pegou um país que possui um bem caro, uma commoditie que a cada dia que passa é mais rara e cara e que até 2040 deve gerar uma crise sem precedentes quando os poços existentes secarem (e isso se o Pré-Sal Brasileiro não vingar, como dizem alguns pessimistas). Um país cujo capital girava em torno de uma classe política dominante bem ao padrão da brasileira, que legislava há anos para si mesma (ouvi alguém mencionar Mensalão e Sarney?).

Hugo Chaves quebrou o paradigma social com uma avalanche de democracia nunca vista em lugar nenhum. Indo de encontro direto com críticos de ditaduras, ele primeiro popularizou-se entre os desesperados - a grande maioria do povo local. - depois engessou sua própria política incitando aqueles que ajudou contra aqueles que o atrapalham, como uma parcela considerável da imprensa local. Com posse da opinião pública e sendo o formador de opinião oficial, sagrou e assinou com a benção de Deus (não dizem que a voz do povo é a voz do divino?) plebiscitos e consultas populares que deram a polêmica atual.

É complicado criticar Hugo Chaves e seu modelo ditatorial sem discutir o maior ponto fraco da democracia atual: sua falta de capacitação do eleitorado ao ser completamente aberta. Hugo Chavez do Oito fartou-se e lambuzou-se na ignorância secular para sagrar-se em seus desmandes, e agora, com seu projeto social e econômico consolidado, e após uma crise econômica que enfraqueceu seus concorrentes diretos e opositores, decide avançar por outro flanco: as crianças.

Ele golpeia o futuro.

Do mesmo jeito que a Coréia do Norte doutrina seus filhos e os filhos de seus filhos, assim fará Hugo Chavez. Sobre o pretexto do nacionalismo exacerbado e da defesa do interesse público venezuelano, ele prepara a próxima geração de seguidores e em contra-partida silencia vozes futuras, que já sairão da escola com a doutrina chavista em suas mentes e corações.

E quando tiver essa segurança e a certeza de ter pais e filhos em mãos e bolsos, aí sim seu investimento militar se tornará presente. A investida militar é uma forma de prolongamento seguro no poder. Um país em estado de guerra não tem condições de enfrentar eleições. Claro, se ele não conseguir se perpetuar com o próprio jeito chavista de ser.

Estaríamos, nós, o Brasil, um país que passou os últimos vinte anos descontando em nossas capacidades defensivas a decepção com a ditadura (nos tornamos indefesos, mas anistiamos todos os culpados de ambos os lados) e sucateamos nossa capacidade de defesa e ataque, se tornando para o mundo o maior bobo alegre da comunidade mundial. Um país com potencial de enriquecer como os EUA mas que sempre se cala diante do vizinho mais armado.

Se querem entender o poder da propaganda e da mídia, vejam o vídeo abaixo. Imagem sobre um contexto histórico de decadência moral e econômica, onde surge no militarismo a esperança de salvação de toda uma nação humilhada e excluída do mundo, como Chavez mesmo diz de seu povo:



Imaginem agora o que fará Chavez com todo esse poder? E ainda mais agora que há razão no que ele diz quando os EUA firmam o acordo com a Colômbia de instalar bases militares aqui?

O futuro é negro. Como o petróleo que motivará a possível, vindoura e imbecil guerra.

Espero estar errado, mas não errei tanto antes.

4 comentários:

  1. Nesse ponto estamos em uma posição privilegiada, com os EUA querendo o pré-sal pra pressionar Huguinho, sendo que o Brasil já não tem mais viabilidade de explorá-lo desde a crise, e trocando tecnologia militar por ele

    Ainda acredito que todos os problemas que a política cria vêm puramente de sua aplicação, não são problemas políticos para início de conversa

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  2. Não entendi o segundo parágrafo do comentário.

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  3. Bem... o Hugo Chavez é um Hitler Latino Amreicano... O Exército Brasileiro é apenas um teatrinho do qual Convocam Adolescentes de 18 anos para brincar de soldadinhos e só... Enquanto o Chavez está comprando Hk's e se militarizando... Sabe o que vai acontecer no futuro não tão distante??? Venezuela atacando o Brasil... E o que faremos??? No máximo jogaremos as pizas do Senado neles.... Muito bom o texto... Parabéns

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  4. Chávez sabe disso e por isso a sua sanha em controlar todos os meios de comunicação da Venezuela e os centros de formação de mentes do país. Por que cativar corações e mentes se podemos apenas controlá-los?

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