FORJANDO UM GUERREIRO - MARTELO E BIGORNA PARTE 7

O Culto


Assim que as trombetas da alvorada soaram Ignus já estava de pé, mesmo confuso sobre seu futuro ele foi até o pátio para receber as instruções da manhã. Assim que chegou e entrou em forma junto com os outros um superior anunciou que naquele dia todos os que haviam estado no campo de batalha estariam livres de seus afazeres durante dois dias, outros deveriam retomar suas tarefas imediatamente. A maioria recebeu a notícia com alegria, afinal, depois de estarem lutando e fora de casa por algum tempo, um descanso a mais sempre era bem vindo.

Todos foram ao refeitório e tiveram um farto desjejum, ao menos era o que lhes parecia depois de alguns dias sem comer nada direito. Um mensageiro adentrou o salão onde os soldados se fartavam como se nunca tivessem visto comida quente em suas vidas, mas ignorou a balburdia. Após um tempo olhando atentamente os que estavam presentes encontrou quem queria, foi se esgueirando, desviando das cadeiras e de alguém mais exaltado que encontrava pelo caminho até chegar a mesa de Ignus.

Ao ver o rolo de pergaminho que surgira em sua frente, Ignus mesmo surpreso engoliu o pedaço de ave assada e leu o seu conteúdo. Rãs uma mensagem de Haldar, mas não uma mensagem qualquer, era uma mensagem oficial, pois na parte inferior havia o seu brasão pessoal, mas não apenas este havia outro que ele desconhecia. A mensagem parecia urgente.


Após engolir sua refeição e por uma roupa mais "apresentável" Ignus foi até onde Haldar queria se encontrar com ele, segundo as instruções da mensagem. Era um local distante dali, uma ruína de um antigo palácio, a primeira vista parecia um local vazio, já que a vegetação crescia em abundância nos arredores, mas os sentidos de Ignus alertavam para a presença de outras pessoas por ali.

Depois que deixou o cavalo amarrado em uma árvore Ignus caminhou em direção a ruína. Não tardou muito e um ser coberto com um manto marrom e capuz surgiu por de trás de umas das muitas árvores. Ignus instintivamente levou a mão em direção ao punho da espada mais rápido do que pode pensar. O ser pareceu notar, mas não se importou. Com um gesto curto com o braço esquerdo chamou-o e foi em direção a ruína, Ignus permaneceu onde estava. Alguns passos a frente o ser chamou novamente fazendo o mesmo gesto outra vez, Ignus caminhou lenta e cautelosamente, mas não tirou a mão do punho da espada.

Havia um grande portal de pedra todo coberto de musgo e algumas plantas, o ser parou em frente a ele e fez um gesto longo indicando que Ignus entrasse. O interior do ambiente parecia escuro, um cheiro de umidade veio com uma lufada forte e junto um cheiro que não conseguiu distinguir. Um novo convite para que entrasse foi feito e desta vez Ignus aceitou.

O lugar era repleto de poças d'água, muito musgo, plantas, insetos. Parecia abandonado há anos, quem sabe décadas. Havia buracos no teto o que providenciava uma fraca iluminação, o que aumentava o tom sombrio do lugar. O corredor levava até uma escada em espiral que descia, a escuridão era ainda maior. Junto a escada outras duas pessoas trajando o mesmo tipo de montavam guarda, ambos armados com lanças, mas Ignus não soube dizer o estado em que se encontravam, mas duvidava que não estivessem prontas para matar qualquer um.

Um dos guardas fez sinal com a lança para que Ignus descesse, ele o fez, mas não sem antes olhar para o fundo e constatar o que imaginava, não conseguia ver absolutamente nada. A descida em espiral era longa e estreita, os degraus estavam mal conservados, muitos faltavam algum pedaço, outros estavam cobertos de limo tornado-os escorregadios.

Alguns minutos depois Ignus chegou ao fim da escadaria, um corredor se estendia bem a frente, ele não soube precisar o quão longo seria, mas duvidava que fosse curto. Logo que adentrou nele um estranho e forte cheiro penetrou em suas narinas, causando irritação imediata. Seguiu em frente, passos curtos, bem calculados e muito cautelosos. A mão esquerda teimava em não desgrudar do punho da espada, a outra tateava a parede com avidez a busca de qualquer coisa que pudesse indicar perigo. Seus olhos mesmo sem enxergar um palmo a sua frente dançavam de forma frenética em suas órbitas como que a busca de algo, porém nada viam a não ser profunda penumbra.

Algum tempo depois uma estranha e fraca luminosidade avermelhada surgiu a frente, não parecia muito distante, nem tão próxima quanto ele gostaria que estivesse. Acelerou o passo, sem diminuir a cautela, seus ouvidos se apuraram para captar qualquer som, seu olho já acostumado a escuridão via o estreito corredor quase com perfeição devido a luminosidade que tinha agora.

O corredor terminava em um grande salão, não podia ser ver muito bem o que havia nele, Ignus conseguia apenas distinguir uma espécie de trono ao fundo e uma espécie de poço no centro. Haviam também tochas, muitas espalhadas por toda a parte, nelas queimavam uma chama avermelhada que Ignus nunca havia visto. Antes de entrar no salão ele ficou na borda do corredor e analisou bem o espaço interno, viu, agora, vários vultos estáticos espalhados pela sala, poderiam ser estátuas, mas alguns dos vultos tinham emanações discretas de shii, até onde Ignus sabia estátuas não emanavam shii.

Ao primeiro passo que deu dentro do salão, um dos vultos peou uma das tochas e jogou no poço que imediatamente se incendiou com intensidade, a luminosidade repentina e intensa feriu os olhos de Ignus que instintivamente cursou-se para trás e protegeu os olhos com as mãos. Porém esse ato instintivo fez com que Ignus caísse em uma armadilha, vindo do seu lado esquerdo um dos vultos atacou Ignus sacando uma espada de dentro de seu manto, o golpe veio de cima para baixo, com violência e precisão assombrosas, entretanto mais uma vez Ignus foi auxiliado pelo seu instinto e esquivou-se do ataque mortífero no último instante rolando para dentro do salão. Assim que se recuperou sacou sua espada a tempo de bloquear outro golpe, embora com alguma dificuldade devido a grande força do seu oponente, mesmo este segurando a espada com apenas um das mãos.

Depois de conseguir desviar a espada adversária e se posicionar adequadamente para o combate ele olhou a sua volta rapidamente, havia uma pessoa no trono, alguém que emanava uma força incomensurável e parecia olhar para ele com grande interesse. Esse momento ínfimo de distração custou caro para Ignus, pois seu oponente conseguiu atingir-lhe um golpe perfeito que abriu um grande rasgo profundo em seu abdome. Ignorando o sangramento e a dor que agora surgia Ignus avançou com fúria em direção ao seu oponente, o mesmo bloqueou o golpe com a mão que estava vazia, o que surpreendeu Ignus não pelo fato de simplesmente ter bloqueado, mas sim pela facilidade e a calma com que o fez. Com a outra mão ele fez um corte transversal que penas feriu o ar, pois Ignus já estava ao seu lado atingindo com poderoso e violento golpe com o cabo da espada no flanco de seu atacante, que mal teve tempo de se recuperar para desviar do outro golpe, mas desta vez feito com a lâmina da espada que após fazer seu percurso mortal voltou banhada com o sangue de seu inimigo.

O homem de manto marrom fez um sinal de positivo para Ignus e assumiu ou postura visivelmente mais agressiva, o que indicava que aquele seria o golpe derradeiro. Ignus assentiu, assumiu também uma postura que seria seu golpe definitivo, a espada posta para traz, toda a tensão posta em suas pernas e braços para garantir a eficácia do golpe. Observou atentamente cada parte do corpo de seu adversário, mas a postura assumida não dizia muita coisa, não que isso significasse algo para Ignus, pois este já sabia bem como atacaria seu oponente. Os dois investiram um contra o outro exatamente no mesmo instante, a vontade de matar o outro era exatamente a mesma. O homem do manto quando estava a poucos centímetros do corpo de Ignus desferiu-lhe uma estocada, furiosa, violenta e mortal. O ar parecia ser dilacerado pela lâmina enquanto ia em direção ao corpo de Ignus, sedenta pelo seu sangue.

Ignus veio desenhando um corte que vinha de cima para baixo a esquerda de seu corpo, mas quando a espada chegou à metade de sua trajetória ele segurou o movimento, toda a força e tensão do golpe contida repentinamente. Valendo-se desse artifício Ignus saltou, passou por cima de seu adversário justo no instante em que este desferia-lhe uma estocada mortal. Ainda no ar ele girou seu corpo e fazendo uso da força desse impulso e pondo toda força e peso em seu braço Ignus fez com que sua espada atravessasse o corpo de seu oponente, fazendo que com parte de seu tronco fosse dividido. O braço que segurava a espada pendeu para o lado, preso ao corpo com a parte que ainda restava do tronco que não havia sido tocada pela espada de Ignus, seu grito de dor foi intenso e preencheu toda a sala com seu horror.

Vendo seu inimigo caído no chão debatendo-se, sangrando e agonizando, Ignus deixou-se deliciar mais um pouco com aquele momento, cortou a mão que ainda teimava em segurar a espada, arrancando mais um grito de dor e terror de seu inimigo. Só depois de observá-lo por um tempo Ignus resolveu retirar seu capuz e ver seu rosto. O rosto estava contorcido pelo ódio e pela imensa dor que sentia, devido a iluminação fraca do ambiente Ignus não pode ver detalhes do rosto, mas soube que não era ninguém que conhecia. Contente em ao menos saber a fisionomia de seu adversário Ignus decapitou-o com um golpe preciso, a cabeça rolou alguns centímetros a frente e parou com o rosto virado para chão, o que para o morto significava desgraça total, segundo as crenças locais.

Ele apanhou a cabeça de seu oponente pelos cabelos e mostrou para os vultos e para o ser que estava no trono, o mesmo pareceu se contentar e aprovou o ato de Ignus com um levo aceno de cabeça. A cabeça foi atirada do poço em chamas e foi consumida lentamente pelo fogo, os vultos ergueram os punhos fechados e deram um grito de vitória, Ignus não compreendeu, mas percebeu que não corria mais perigo.

Imediatamente após o urro de vitória outras tochas se acenderam, agora Ignus podia ver a ambiente com perfeição e distinguir as figuras que lá estavam, todos vestiam o mesmo tipo de manto com capuz marrom, todos pareciam satisfeitos com o que vieram, foi o que Ignus pensou, ainda mais quando retiraram seus capuzes e pode ver o rosto de cada um. O último que pode ver o rosto foi o do que se aproximou dele e segurou-lhe pelos ombros por um momento, quando este retirou o capuz viu a face contente de Haldar e também se alegrou ao ver o mestre.


A figura que estava sentada no trono se levantou, imediatamente todos olharam para frente e se curvaram e depois ficaram de joelhos e cabeça baixa, Ignus começou a imitar os demais, mas o homem do trono fez um gesto para que parasse.

- Meus filhos! - Começou indicando com um gesto amplo todos os que estavam presentes, sua voz era grave e muito potente, o que inspirava um grande respeito - Hoje u novo irmão se junta a nossa ordem! Hoje ele nos provou sua honra e valor. Um filho meu morreu, mas morreu em um combate justo e honroso, morreu pelas mãos de alguém que se mostrou melhor do que ele e, por tanto, merecedor de pertencer ao meu séquito.

Ignus não estava compreendendo direito o que se passava, na verdade sabia do que se tratava, mas não conseguia reunir as idéia em sua mente.

- Aproximem-se, Haldar e Ignus. - Chamou o homem.

Haldar se levantou calmamente e este foi seguido por um Ignus ainda confuso.
- Meus filhos, hoje seu irmão Haldar nos seu mais jovem pupilo, Ignus, ao qual nos provou sua força, habilidade e valor.

Todos ergueram as cabeças com sincronia perfeita, e com a mesma perfeição ergueram os punhos esquerdos e deram um urro de batalha.

- Ignus, pelo que vejo estás confuso, deixe-me explicar. Seu mestre, Haldar, acha que você é capaz de adentrar em meu séquito, que és merecedor de fazer parte de minha ordem, então lhe propus que um teste fosse feito, teste o qual você passou com louvor.
- E você quem é? - Perguntou Ignus sem saber quem estava se dirigindo a ele.
- Paia, Deus da Guerra! - Disse fazendo um gesto efusivo.

Junto com o nome veio a lembrança, Ignus se lembrou do dia em que foi a uma cidade com Haldar e onde viu a imagem de Paia pela primeira vez, era uma estátua grandiosa que mostrava o deus coberto por uma armadura suntuosa. Não teve duvidas, aquele realmente era Paia, o Deus da Guerra, não apenas porque o próprio havia dito tal coisa, mas por ele transmitir tal coisa, Ignus sentia a aura divina que dele emanava, isso explicava a grande força que sentia emanar dele.

Após seus pensamentos se reorganizarem Ignus ajoelhou-se perante o deus, quase que imediatamente todos os outros abaixaram as cabeças outra vez.

- Agora eu o recebo, Ignus, como um de meus servos e seguidores, como um de meus filhos! - Disse erguendo a mão direita e com a esquerda apontando para Ignus - Ergam-se meus filhos e saúdem Ignus, seu mais novo Irmão.

Em uníssono todos saudaram Ignus com um urro de vitória, agora ele fazia parte da ordem do Deus da Guerra, uma ordem que reunia os mais habilidosos guerreiros. Tal demonstração de contentamento em tê-lo com eles fez Ignus se sentir satisfeito consigo mesmo. Foi também uma das poucas vezes que lembrou ter experimentado a sensação de ser realmente aceito em algum lugar.


O céu ainda estava escuro e muitas estrelas o preenchiam, uma tímida luz começava a ameaçar rasgar o horizonte e tingi-lo com outros tons. Muito longe de qualquer cidade ou vilarejo um grupo de pessoas trajando mantos marrons cruzava as estradas a passos largos e rápidos, pareciam decididos a alcançar algo, ou alguém, cada um tentando superar o outro, mas um não estava tão distante do outro. Todos corriam muito decididos, parecia uma espécie de competição, e na verdade era. Fazia duas horas que estavam na estrada e o ritmo se mantinha o mesmo, já nem faziam idéia do quanto haviam corrido, mas sabiam que já tinham percorrido uma distância considerável.

Quando finalmente o sol despontou no horizonte chegaram ao alto de uma íngreme colina e lá se encontrava Paia, o Deus da Guerra. Estava com um traje de combate e empunhava sua espada ainda embainhada apoiado no solo, ao seu lado havia um assecla portando seu estandarte que tremulava com o vento matutino. Assim que chegaram entraram em formação e reverenciaram a seu deus com perfeito sincronismo, isso deixou Paia satisfeito.

- Meus filhos, hoje começa o treinamento de seu mais novo irmão, Ignus. Por tanto, vamos ajudá-lo para que ele possa o mais rápido possível despertar seu verdadeiro potencial, para que mais cedo ele se torne um de nós.

Com um gesto ordenou que todos tirassem os mantos cerimoniais, menos Ignus, que deveria permanecer com ele todo o tempo para simbolizar sua posição de iniciante na ordem. Por baixo dos mantos todos utilizavam pesadas placas de metal nos braços e pernas, também havia um pesado e grosso cinturão metálico o que dificultava ainda mais seus movimentos e aumentava-lhes consideravelmente o peso. Ignus também utilizava tais acessórios, embora os dele fossem mais rústicos e pesados. Todos retiraram os pesos do corpo para poderem ter seus movimentos livres, apenas Ignus deveria permanecer com eles e por tempo indeterminado.

- Fazer parte do meu culto não é apenas me venerar e seguir minhas ordens, meu culto visa o crescimento físico, mental e espiritual do ser, pois é daí que vem a verdadeira força. Todos aqui, Ignus, devem conhecer a si mesmos de forma plena, para que possam, assim, ter total domínio de seu corpo, da mente e da alma, para que ambas trabalhem em conjunto. Quando corpo, mente e alma trabalham em conjunto nosso desempenho é pleno.

Enquanto ouvia tudo atentamente Ignus lembrava de seu antigo treinamento com Haldar quando ainda era apenas uma criança e não era mais do que um escravo, agora tato tempo depois as memórias daquelas lições voltavam a sua mente, embora não lembra-se exatamente das palavras ditas por Haldar na ocasião o conceito do que foi aprendido naqueles dias, agora tão distantes, nunca foi esquecido.

- Mostre-nos o que sabe sobre o Shii. - Ordenou o Deus da Guerra.

Atendendo a solicitação Ignus concentrou-se um momento manifestando seu Shii da melhor forma que conseguia, era uma energia que não fluía de uniformemente, mas impressionava pela intensidade. Podia-se olhar para seu Shii e ver o quanto era forte, mesmo sendo tão inconstante ainda transmitia certa imponência. Com um gesto simples reuniu aquele massa energética que transbordava de seu corpo, juntou-a em suas mãos e arremessou com voracidade contra o paredão rochoso. O impacto fez o paredão estremecer, todos puderam sentir a forte vibração que veio até eles pelo chão e pelo grande deslocamento de ar. No local do impacto agora havia um buraco do tamanho de um homem adulto, porém não muito profundo, mas grande o suficiente para deixar Haldar satisfeito por ver o progresso de seu antigo pupilo.

A primeira coisa que Ignus aprenderia era a controlar seu fluxo energético para que o mesmo saísse uniforme e, tive melhor aproveitamento. Para isso Ignus deveria primeiro aprender a focar toda sua concentração em si mesmo, tentar fazer com que seu corpo, alma e mente trabalhasse em perfeita comunhão. Mesmo para alguém treinado como ele fazer isso não era uma tarefa simples, normalmente leva-se algum tempo até que a união dessas três partes seja feita de forma satisfatória. Ele deveria se desligar totalmente de eventos externos, olhar, ouvir e sentir apenas seu interior, anda mais. Porém é que havia interferência e muita, sem nenhum aviso ou padrão os companheiros de Ignus gritavam em seu ouvido, batiam em alguma parte de seu corpo, emanavam grandes quantidades de Shii, apenas com o intuito de atrapalhá-lo.


O dia chegava ao seu fim, a marcha dos guerreiros rumo ao seu lar agora seguia em ritmo mais lento, porém ainda assim intensa. Ignus estava esgotado tanto físico como mentalmente, nunca antes havia feito tamanho esforço mental, mantivera seu shii ao máximo o tanto que pode, mesmo tendo que resistir aos freqüentes ataques de seus companheiros, mas não imaginava que isso lhe desgastaria tanto. Entretanto tal esforço foi satisfatório, pois mesmo destreinado e sem a devida orientação descobriu que seu nível energético era acima do de muitos de seus companheiros, o que não lhe dava muita vantagem já que todos ali deveriam ser bem mais experientes do que ele.

Assim que chegaram fizeram um rito de agradecimento e partiram cada um para sua casa com a exceção de alguns que viviam lá mesmo e agora Ignus que ficaria lá por um tempo, só não saberia dizer quanto. Tratou logo de arrumar um canto para si e se largou na cama improvisada e caiu em um sono profundo e pesado, nada seria capaz de acordá-lo pelas próximas horas.

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