Crítica: Jogos Mortais 6


A franquia de terror/suspense mais bem sucedida da atualidade chega ao seu sexto capitulo ainda com folego, mas parece sofrer com o prolongamento de sua estória. Subestimada por muitos e ignorada por outros devido ao título mal traduzido, que faz com que achem que o filme se trata apenas de uma série de matanças e carnificina sem sentido, a série de filmes iniciada em 2004 mostrava desde seu primeiro capitulo que tinha muito mais a oferecer do que simples sanguinolência.

Vamos direto ao ponto, ou seja, o sexto filme. Seguindo a fórmula de seus antecessores ele começa mostrando duas vítimas em mais uma engenhosa armadilha e em seguida da continuidade direta ao quinto filme. Um dos pontos forte da franquia é justamente isso, o fato de cada filme ser uma seqüência direta de seu antecessor, com a exceção do quarto que cronologicamente se passa ao mesmo tempo que o terceiro.

O enredo do filme se desenrola com a investigação para descobrir quem está por traz dos novos crimes, já que Jigsaw/John Kramer está morto. As novas vítimas do jogo feito por Jigsaw mais uma vez são pessoas ligadas direta e indiretamente ao seu passado e todas tem fortes ligações entre si. O grande mistério do quinto filme é revelado, o conteúdo da caixa que Jill (esposa de John/Jigsaw), deixado à ela como uma espécie de "herança", são seis envelopes que contém informações das vítimas da trama atual e outra coisa que não direi para não estragar o filme. Esse trecho deixa bem claro que Jill sabia o tempo todo das atividades obscuras de seu marido.


Entre cenas que mostram acontecimentos passados que explicam um pouco mais do passado dos personagens da série, tal como Amanda que reaparece no filme, mas apenas em forma de lembranças, há o grande atrativo da franquia, o jogo em si. Repetindo a fórmula do primeiro, do terceiro e quarto filme há um jogador principal que será testado, enquanto os outros envolvidos fazem partes do seu teste e, obviamente, suas vidas dependem das decisões do testado. A grande surpresa é que desta vez o vídeo que anuncia o teste não mostra mais o clássico boneco, mas sim o próprio John, mas apenas na primeira parte do teste quando o mesmo é revelado, na seqüência dos testes o boneco reaparece.

Como havia dito antes alguns personagens reaparecem assim como Amanda e o próprio John, em forma de lembranças e outra que está de volta é a agente Perez, dada como morta no quarto filme. Sim, ela está viva e reaparece logo no início do filme. Outra revelação é o conteúdo da carta destinada a Amanda no terceiro filme. Há também as aparições constantes de John que revelam um pouco mais de seu passado, além de dar um pouco mais de enfase ao seu propósito.

Se já é difícil um filme conseguir se sustentar até uma terceira seqüência imaginem até um sexto capitulo? Jogos Mortais é um dos poucos filmes que consegue essa façanha, porém sua sexta parte já mostra algumas deficiências. A fórmula já conhecida da franquia ainda surpreende em alguns pontos pela engenhosidade das armadilhas, mas não como antes. Os testes desse filme parecem simplórios demais tendo em vista seus antecessores.

Outra coisa que me deixou um pouco decepcionado com este filme foi a maquiagem, logo no início do filme, na primeira armadilha é notável a falha da equipe de maquiagem ao confeccionar a falsa barriga de um dos testados. Além de ter um tom de cor diferente da pele do ator, ela enruga muito e fácil demais e não possuí umbigo, o que a deixa com um aspecto falso demais. Tudo bem, isso até passa, pois a cena é rápida, porém o que mais me incomodou foi a atuação Betsy Russel, que vive Jill, esposa de John. Ela o tempo inteiro, não importa o teor da cena, faz a mesma cara, parece ter apenas uma expressão, um meio sorriso estranho, quase sádico. Seja uma cena mais tensa ou mais melancólica, lá está ela com a mesma expressão, sempre. Só quando mostram cenas gravadas dos filmes anteriores que ela aparece com outra expressão. Culpa do diretor que deveria ter sido rígido e exigido uma atuação melhor, afinal, é o papel dele.

Para quem esperava que tudo tivesse fim neste filme, a decepção, a sétima parte foi anunciada antes mesmo do sexto estrear. Mas há mais o que contar? Por força do dinheiro, sim. Mesmo esta parte atual não indo muito bem nas bilheterias o mesmo já se pagou, e como a franquia é rentável teremos de esperar até o próximo ano para saber como será a continuidade da estoria e torcer para não ser um mero caça-níquel (o que acho que será) e que encerrem de vez a trama. Convenhamos, por mais que se goste de um filme e suas seqüências, uma hora a coisa fica saturada e não rende mais.


Considerações finais; Jogos Mortais 6 é um filme mediano, amarra as pontas soltas propositalmente de seus antecessores e deixa algumas coisas em aberto. Vale apena ver ser assistido, pois mesmo com seus tropeços tem sua relevância para a estória. uma nota adequada para ele seria um coincidente 6 e não mais que isso e menos seria injusto.

Trailer:

6 comentários:

  1. Gostei do enredo, mas não pago pra ver série de tv no cinema.

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  2. "Subestimada por muitos e ignorada por outros devido ao título mal traduzido, que faz com que achem que o filme se trata apenas de uma série de matanças e carnificina sem sentido"

    Nossa, eu sou exatamente um desses "muitos". Ainda não vi nenhum filme dessa série.

    Confesso que agora fiquei com uma pontinha de curiosidade, pois eu não imaginava que os filmes eram interligados desta maneira. Acho que estou ficando velho e preconceituoso.

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  3. Eu tenho um pequeno problema com esse tipo de filme: eu não posso ver sangue tripas ou afins. Passo mal, desmaio, vomito, um horror. Não, não estou dizendo que a série Jogos Mortais seja 'simples sanguinolência' como vc falou. Há um enredo de qualidade por trás, mas o sangue e as tripas estão lá, haja estômago. Quando assisti ao primeiro, adorei, apesar de ter tido que fechar os olhos em duas cenas. O segundo foi mais problemático. Mas depois do terceiro, desisti de continuar vendo, uma vez que a quantidade de sangue derramado aumentava a cada seqüência.
    Por isso, pelo meu próprio bem, fico apenas com o 1, e olhe lá!
    Bjs!

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  4. SOU BEM CRITICO EM RELAÇAO A FILMES! A AINDA MAIS NESTE GENERO. JOGOS MORTAIS SURPREENDE. EM SEU SEXTO FILME, FIQUEI COM GOSTINHO DE QUERO MAIS, O SETE TALVES! O SEXTO FOI O MELHOR, MAIS SADICO, MAIS SANGRENTO. A CENA DA MULHER CORTANDO O BRAÇO FOI SENSACIONAL. A MUDANÇA DE AITUDE DELA FOI INCRIVEL, O DIRETOR ACERTOU EM CHEIO AO QUERER MOSTRAR O DDESESPERO DO SER HUMANO EM QUERER SE SALVAR. ''PERFEITO''
    QUE VENHA O SETE! NAO GOSTEI DE OUVIR ''GAMER OVER'' PREFIRO: QUE OS JOGOS COMECEM, FAÇA SUA ESCOLHA!

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  5. Jogos mortais é um obra prima em termo de roteiro, não é um filmezinho de terror, por isso consegue atrair tanto, tem uma filosofia intrínseca, alimenta a vontade do ser humano diante de"humanos" ruims. E discordo quando vc diz pela força do dinheiro, a certos casos q não é mais por dinheiro, mas por ser uma franquia inteligente, e como percebido, não adianta choramingar, não é que o filme é repetitivo, mas os seis são uma seqüencia que poderia ser assistido como um só.

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  6. Confesso que desde o primeiro jogos mortais não me agradou. Assisti o ultimo por curiosidade e digamos que me arrependi feio. Respeito quem gosta, mas na minha opinião o filme é uma desculpa pra quem quer ver somente mortes, tripas e tudo o que tem direito. é um dos filmes mais nonsense que já vi. Até O Albergue supera este.

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