Sobrevivi: Lua Nova

(Ou: LuAAAAAAAAAAAAAA NovAAAAAAAAA!!!!: Crítica)



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Sim, você não viu o título errado. Eu assisti Lua Nova, a continuação do filme tipo C baseado no segundo livro da série de livros de Stephene Mayer. E na estréia.

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O filme começa logo após os eventos narrados no primeiro filme. Se você não viu o primeiro filme, não se preocupe, não perdeu nada, até porque a essa altura alguém perto de você é fanático pela história e você já absorveu tudo por osmose, que nem alguns refrões de forró ou funk que escutamos na rua (aqueles que não saem da cabeça, por mais que odiemos). Se você não lembra, não sabe, e não teve interesse, um resumo do primeiro: Bella conhece Edward, se apaixona, descobre que ele é vampiro, enfrentam outros da espécie, ela é salva por Edward, eles se beijam e juram amor eterno, fim.

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No segundo livro Bella está em crise porque está loucamente apaixonada por um vampiro que julga sua imortalidade uma maldição (?) e prefere vê-la se transformar em uma uva passa do que passar uma eternidade com ela. Claro, a visão romântica é que devem ser felizes para sempre e tudo mais. Mas sendo franco, caso dê errado imagine passar o resto da eternidade com um ex lhe enchendo a paciência e o atormentando? Tem ambos os lados têm que pensar muito.

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Daí rola uma festa, algo dá errado e ele vai embora porque tem medo de comer a amada (em todos os sentidos) ou de vê-la ser comida (em todos os sentidos). Daí ela decide afogar as mágoas com o único amigo dela: o inimigo do namorado.

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Pronto, resumi a história. Falar mais do que isso é dizer a história toda. Vamos a parte técnica do filme em si.


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(machos sem camisa detectados)
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Para começar, o diretor atual fez com que o filme tivesse do anterior apenas o elenco. TUDO mudou, principalmente o roteiro. Se a diretora de Crepúsculo pecou pelo excesso de amadorismo em tudo que fez, ele exagerou no profissionalismo. Conseguiu tornar interessante aquele que - segundo minha esposa, fã da história. - é o mais fraco de todos os quatro. Enquanto Crepúsculo é um livro fechado em si, Lua Nova é uma introdução banal de algo "maior". E como toda introdução, peca pela falta, ainda mais porque a visão do livro é muito chata e a parte que seria interessante (a ação) se resume a Bella escutando "matei fulano" e "matei siclano". Isso não tem no filme.

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Ele mostra um pouco mais dos personagens secundários, preenche lacunas que foram deixadas antes e coloca efeitos especiais de verdade, que realmente passam aquilo que está no livro. Infelizmente Edward ainda mostra que os vampiros de Stephenie Meyer são todos frutos da visão carnavalesca do falecido Clóvis Bornay, aquele que acredito que na mitologia vampiresca dela seja o equivalente ao que Caim é no RPG Vampiro: A Máscara. Pelo menos dessa vez usaram menos purpurina e dava para ver alguém debaixo do efeito especial.

Lantejoulas a parte, essa foi a única herança nociva deixada pela diretora anterior. De resto a parte técnica foi completamente mudada. Se antes a melhor cena do filme se resumia a efeitos usados em um jogo de beisebol com efeitos piores que Smallville, agora existe alguma preocupação com quem acompanha os fãs do filme (pais, namorados, arroz e afins). O filme diverte e não dá sono, e conseguiu prender a minha atenção. O que no local onde estava era um tanto difícil.

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Agora os vampiros convencem com sua velocidade ampliada (que me lembra algo entre DragonBall e Naruto, diga-se de passagem) e os lobisomens ficaram bons. Não perfeitos, considerando outros filmes com esses efeitos, mas muito bons mesmo, apesar de ser perceptível no cinema o 3D.

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No quesito adaptação consegue ser bastante fiel ao livro de origem e arrisco dizer que comparado a sucesso/filme similar (Harry Potter), é infinitamente superior. Ele conseguiu trazer o básico do filme, que é pouco, e acrescenta elementos de ligações temporais que funcionam, fazendo o efeito de passagem de tempo que muitas vezes falta nos filmes (onde não se sabe se passaram dias ou horas) e se mantem fiel a história e as personalidades do livro (dentro das limitações cabíveis da migração de mídias), cortando uma coisa ou outra para enrolar menos. Em alguns momentos é uma coisa sutil, em outros é literal. Mas é perceptível, o que é um senhor ponto positivo.

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O único problema do filme são os fãs. Do mesmo jeito como você chegou aqui se perguntando porque tantos "AAAAAAAAAAA!!!", eu me perguntei disso durante o filme inteiro e pouco antes de entrar. Os gritos histéricos das meninas fanáticas era tão absurdamente agudo, irritante e ensudercedor que quando saí da sala de exibição estava com dor de cabeça e só há pouco mais de duas horas eu recuperei a audição. Para ter idéia, antes da sessão começar uma menina representante sei lá de qual fã clube veio pedir a todos na sala que gritassem no início do filme. Só esqueceram de pedir as pessoas que parassem.

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Detalhe: Quando entrei no shopping Tijuca dava para escutar da entrada o eco das meninas berrando. E o cinema fica a oito andares de altura da entrada. Imaginem isso em uma sala fechada e preparada para melhorar a acústica?

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Era um grito a cada cena de beijo, a cada vez que aparecia um macho sem camisa, a cada toque que o Jakob dava na Bella e vice-versa, a cada cinco minutos de filme. Tinham pontos em que meus olhos fechavam de dor.

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Com o final da sessão saí com uma série de certezas:
  1. Dou mais valor a soldados que sobrevivem a torturas psicológicas: sobreviver a gritos agudos histéricos em uma estréia no cinema é uma vitória digna do Rambo ou do Chuck Norris;
  2. Paguei todos os meus pecados e provavelmente tenho créditos para meu terreno na lua, logo, 2012 pode vir que estou purificado;
  3. Que o brasileiro gosta de fila - tinha uma completamente inútil, porque o cinema tem lugar marcado e não tinha obrigação de fila, tanto que fomos os primeiros a entrar. - e adora passar por um aperto. - na hora que entrei na sala de cinema tinham dois caminhos, o cheio e o vazio. Só eu e minha esposa fomos pelo vazio.
  4. Que minha capacidade auditiva é infelizmente boa demais;
  5. Que vi um bom filme, apesar de toda minha expectativa negativa;
  6. Que Crepúsculo é o filme B que mais enganou pessoas do mundo.
É um filme bom, diverte, e não fere tanto (exceto pelos gritos) quanto imaginava porque não se concentra apenas no romance da Bella e do Edward, o que ajuda a mastigar a coisa. E até a engolir.

Para quem gosta, provavelmente foi espetacular.

Mas sem gritos meninas, os não-fãs-acompanhantes precisam de seus ouvidos.

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Nota 8: pelo aspecto técnico
Nota 6: pela história.
Pontos negativos:
Ainda precisam melhorar os diálogos, continuam parecendo surreais e romantizados demais. Mas como as meninas gostam e se perdem em lágrimas provavelmente isso não deve mudar. Continua pouco atrativo a quem não é fã, ainda que sejam poucos.
Pontos positivos:
Boa adaptação, noção clara de passagem de tempo, melhoria significativa nos efeitos especiais e nas atuações. Diverte, mas não justifica o fanatismo.

Nota 0: Sala 6 do Knoplex da Tijuca, está dando muitos erros no equipamento e quase travou no final do filme.


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Trailer do filme (um dos milhares):


Maiores informações:
- IMDB - New Moon (2009).

9 comentários:

  1. Esse é mais um pra lista dos filmes que quero distância. Por menos ruim que possa ser, ainda é uma estória que não me despertou um mínimo de interesse.

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  2. Enquanto minha namorada não despertar interesse pelo livro/filme eu estou salvo. Esse é o tipo de filme que não vou no cinema nem se ganhar o ingresso.

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  3. CAra, se não foi seu melhor texto, foi um dos melhores. Ri alto aqui. Provavelmente vou ver isso no cinema, quero reler depois que assistir.

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  4. Meu irmão me disse que foi com minhas sobrinhas adolescentes assistir ao dito cujo.

    Perguntei retórica, e estupidamente:

    - Então elas também são fãs dessa onda de crepúsculo?

    Só para, eu mesmo, complementar em seguida:

    - É óbvio que são. Afinal, existe alguma adolescente atual que não seja?

    Meu irmão, que pensa mais ou menos do mesmo jeito que eu, respondeu que parece que há alguns relatos no norte do Canadá sobre uma adolescente que não gosta de crepúsculo, mas ninguém nunca viu e a única prova é uma foto borrada à distância.

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  5. Hahaha,nada contra o filme em questão,até porque não assisti,mas,ainda prefiro os clássicos da xuxa,hahaha,é,bem tosco,acho q minha meta real é 2012.
    abraço !

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  6. Falaram tanto em Crepúsculo que resolvi ver. Fiquei exatos 20 minutos diante da tela e não aguentei. Nada mais chato.

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  7. Rí muito com a sua explanação sobre o filme.
    Mas, eu também quero distância de filmes desse gênero.
    Tenho pavor de vampiros, acredita?
    Uma bruxa velha, com medo de morceguinhos abusados.

    Beijokinhas, querido!

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  8. Meu amigo!
    Eis que eu estava mal, nem vejo filmes, porém resolvi vir aqui para ler.

    Resultado: Tive que rir muito. O artigo está ótimo.

    Eu ria muito a cada; AAAAAAAAAA que eu lia.

    Vou me comportar com meus blogs...

    Iza

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