Um dia ruim... Bem ruim mesmo!

Quem freqüênta este blog há algum tempo já deve saber que a vida de seus autores e repleta das mais estranhas mazelas que o destino (os os capetas) pode proporcionar. Ultimamente Dragus tem sofrido alguns revezes em sua vida, mas isso não é exclusividade dele.

Quinta-Feira 24/11/2009

O dia parecia que seria bom, apesar do sol o clima estava mais ameno do que nos dias anteriores, nuvens ameaçavam tomar conta do céu e estava ventando... O dia parecia normal. Apenas parecia.

Por volta de 12:30 a esposa de Pk chega em casa para almoçar. Enquanto degusta sua comida ela faz um pedido:

- Vamos pro Rio hoje na barca de 17:30? - Pergunta ela calmamente.
- Fazer o que? - Questiona Pk já se preparando para o pior.
- Vai ter apresentação da professora de canto e eu queria ver.

A esposa de Pk trabalha em um local onde são dadas aulas de música, tanto instrumental quanto vocal, e volta e meia alguns professores algumas vaziam apresentações fora do projeto feito em seu trabalho. Desta vez era a professora de canto que faria uma apresentação.

Mas Pk já sabia que quando sua esposa o convidava para esse tio de coisa, boa coisa não era. Afinal seus pedidos nunca eram pedidos, eram ordens, ele nunca tinha a opção de não aceitar.

- Não quero ir, não. - Disse Pk esperançoso.
- Qual ônibus a gente tem que pegar pra ir pro Humaitá? - Perguntou sua esposa ignorando a resposta.
- Você tem que pega o 438 lá na Praça XV.
- Tá dizendo aqui no panfleto que fica perto da Cobal, você sabe onde fica?
- Sei, o ônibus deixa em frente é só pedir pro motorista...
- Se você vai comigo pra quê pedir algo pro motorista? - Interrompeu ela reafirmando que Pk iria e não teria opção de recusa.
- Mas eu disse que não quero ir!
- Leva pra mim o livro que estou lendo e uma blusa parece que vai esfriar.

Pronto. Pk estava intimado a ir. Mas é ai que as coisas começam a sair como Pk imagina, péssimas. Ele saiu na hora e chega a na estação a tempo de pegar a barca, tudo tranquilo, mas na hora de trancar as bicicletas onde está a chave do cadeado? Na última vez que saíram Pk havia deixado a chave com sua esposa, que por sua vez havia posto a mesma em seu chaveiro, mas ela havia esquecido-o em casa. A essa altura não havia mais tempo de voltar em casa para pegar a chave, por "sorte" o pai do Pk estava lá e disse que voltaria e trancaria as bicicletas.

A viagem de barca foi tranqüila o que para uma viagem de barca era raríssimo de se acontecer. Ao chegarem na Praça XV viram que o tempo estava ficando estranho, nuvens pesadas se aproximavam o significava dilúvio a vista, tendo em vista que no Rio não chovia há mais de uma semana. Ao chegarem no ponto eles esperaram.. E esperaram.. E esperaram... E esperaram mais... E esperaram mais ainda... E o ônibus não aparecia. Quarenta minutos depois o ônibus finalmente chega e espantosamente ele está vazio.

No meio do trajeto eis que acontece o previsível, chuva, muita chuva, mas para a tristeza de Pk (sim ele gosta de chuva) a chuva dura míseros 5 minutos, o que de certa forma foi bom para o casal, já que estavam sem guarda chuva.

O evento seria localizado na rua Humaitá nº 1, ao menos assim dizia o panfleto, dizia. Por indicação da patroa de sua esposa, Pk sai do ônibus um pouco a frente da Cobal, já que havia sido dito que o local era um pouco distante dali, mas quando viram a numeração estavam na altura do número 178, mas preferiram confiar no que dizia no panfleto e lá foram ambos retornando até encontrarem o tal número 1.

Após uma não tão longa caminhada a surpresa, a rua Humaitá terminava no número 19, isso mesmo, no 19. Após andar mais um pouco como baratas tontas e descobrirem que não havia número 1 na rua, resolveram pedir informação para saber onde ficava o IBAM, local onde seria a apresentação. Perguntaram para um fiscal de trânsito, mas este não sabia, perguntaram para dois guardas municipais e nada outra vez.

O hora que a apresentação começaria estava próxima e eles não faziam a menor idéia de onde ficava o tal do IBAM. Mas a esposa de Pk teve seu momento de sabedoria e resolveu consultar o grande Guru das Ruas, vulgarmente conhecido como jornaleiro, se ele não soubesse ninguém mais saberia, Pk começava a ficar esperançoso de que poderia voltar para casa antes do que imaginava. Porém para seu azar o Guru das Ruas era infalível e ele sabia onde ficava o IBAM e indicou o caminho correto.

Seguindo pelo caminho indicado pelo Guru 15 minutos de mais caminhada depois eles finalmente chegam ao IBAM, que não ficava na rua Humaitá, mas sim de frente para um pequeno largo totalmente escondido. O local era estranho parecia não haver muito espaço e realmente não havia, as poucas pessoas que aguardavam do lado de fora fazia parecer que o local estava lotado, quando não estava. E lá eles aguardaram mais. Enquanto aguardvam Pk pega um panfleto que tem um resumo do que seria a apresentação. Seria uma opereta que conta a estória de um jovem que fugia de um policial e cai justamente dentro do quarto da noiva do policial onde a mesma conversa com uma amiga. Espantosamente a tal amiga é a paixão da vida do tal jovem... O resto é tão previsível que não precisa ser descrito aqui.

Passados 10 minutos do horário que deveria começar a apresentação Pk e sua esposa entram na sala e aguardarem pela tortura apresentação mais confortavelmente. Entretanto o cenário ainda estava sendo montado e não havia o menor sinal de que começaria tão logo. Eis que mais vinte minutos depois alguém pede que todos se retirem da sala para que o cenário possa ser finalizado e alguns testes sejam feitos. Já eram 21:00 horas e dali há 1 hora Pk e sua esposa teriam de partir caso quisessem chegar a tempo de pegar a última barca.

A paciência de Pk que naquela altura já estava no fim só piorou devido a uma forte dor que estava sentindo no ouvido só piorar cada vez mais, e para piorar mais ainda as coisas, a dor no ouvido começou a se refletir na cabeça, agora ouvido e cabeça doíam.

Quando eram quase 21:30 todos foram chamados a adentrar novamente na sala,. mas Pk se recusou a ir, faltava meia-hora para ter de ir embora e se livrar do calvário que fora obrigado a passar, não teria como assistir a peça completa e aliada as dores intensas que sentia preferiu ficar no do lado de fora.

Exatos vinte minutos depois Pk foi chamar sua esposa era melhor ir embora rápido para cegarem logo no ponto, pois o único ônibus que lhes servia demorava muito a passar, mas o sadismo de sua esposa estava elevado naquele dia, disse que esperaria a peça acabar para irem embora, mas mesmo sobre protesto s de Pk ela disse que ficaria, pois arrumaria carona com a patroa para voltarem de táxi.

Finalmente quando a peça terminou 30 minutos depois eles foram embora e realmente a promessa da carona se cumpriu. E para o alívio do Pk, segundo comentários de especialistas (dentro do táxi além de Pk e sua esposa haviam três pessoas que eram profissionais da música) a apresentação foi bem ruim e chata, coisa que pk já imaginava que seria.






Acharam que acabou por ai? Ledo engano. ao chegarem em Paquetá descobriram que suas bicicletas realmente haviam sido trancadas como o pai do Pk havia prometido, mas o mesmo esqueceu-se esperá-los para lhes entregar a chave.

Resumo do dia; Muitas dores de ouvido, dores de cabeça, R$ 9,00 a menos na carteira e exatas 7 horas da minha vida jogadas no lixo. Bom podia ter sido por, eu poderia ter sido obrigado a ver "Lua Nova".

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