Um dia, uma Barca e porque todo castigo pra Paquetá é pouco.


Esse artigo contém palavras de baixo calão, leia por sua conta e risco.

Cenário: Barca Vital Brazil - horário das 7:00 de Paquetá para Rio de Janeiro.

Eu e minha esposa temos a tradicional rotina. Acordamos, nos arrumamos, vamos para a estação, compramos o pão, o jornal e vamos conversando com amigos de viagem. Isso é rotina.

Hoje, em detrimento da rotina, precisamos sair do nosso lugar tradicional porque de uns tempos para cá alguns moradores de Paquetá decidiram que ali passariam a sentar, obviamente todos da mesma turba de fumantes que antes sentavam na parte do meio da embarcação para exercer o direito de transformar todos na barca em fumantes passivos em lugares proibidos para fumantes.

Existem duas fileiras livres para eu, minha esposa e nossa, digamos, panela. Uma distinta dama (entendam, estou sendo ABSURDAMENTE sarcástico) está com o pé apoiado na cadeira da frente, a cadeira onde vai sentar minha esposa. Tudo bem, ainda que seja também proibido apoiar os pés nas cadeiras, existia a possibilidade dela retirar os pés da cadeira.

Mas não estamos falando de um ser humano.

Vamos lá, se fosse um cachorro, um gato ou um pombo, em suma, um animal, eu entenderia que não se retirasse do local para ceder seu espaço a quem o ocuparia por direito. Um ser humano, no uso de suas faculdades mentais e ciente de sua educação no mínimo retira o pé. Mas não é isso.

A neanderthal mantém o pé ali, como se por acaso fosse obrigação minha ou de minha esposa pedir que se lembre que:
1. O lugar foi ocupado.
2. Está incomodando.

Tentamos não gastar nosso português com a Distinta Dama, afinal de contas, animais mordem, mas ela insistia mesmo quando esbarrávamos propositalmente para que percebesse.

De repente junta-se a Distinta Dama a Distinta Senhorita. Claro, evito ofender, nunca se sabe se elas podem vir aqui (ainda que eu me lixe, sinceramente, para o que pensem), mas para bom entendedor... As duas começam a conversar e a Distinta Dama coloca os DOIS pés na cadeira.

Muito abuso.

Eu, que antes estava distante da minha esposa para ler jornal e compartilhar os cadernos mudo de lugar e me posiciono do lado dela. A mulher insiste. Bem, dou uma PORRADA com o cotovelo esquerdo no pé. Ainda assim a Distinta Dama insiste.

Vou ter que gastar meu português.

- Poderia retirar o pé daqui?

Pronto, ela tira. Mas o olhar dela não é de quem estava errado, o errado era eu. Eu estava errado em sentar no lugar determinado pelas regras da embarcação. E então escuto a Distinta Senhorita dizer:
- Ainda bem, essa gente mal educada...

Não agüento, mesmo com minha esposa me segurando para não fazer barraco eu viro para a Distinta Senhorita e solto:
- Se soubesse o que é educação tirava o pé daqui antes de eu sentar.

Pronto.

Voaram penas!

- CÓ CÓ CÓ MOLEQUE DESSE TAMANHO... CÓ CÓCÓRICÓ... JOGA ADEDANHA... CÓCÓCÓRICÓ... NÃO SOU SUA AMIGA CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... QUEM VOCÊ É CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ...

Fiquei soterrado de pena e revoltado pela falta de educação alheia. Se fosse homem, sentava a porrada sem dó nem piedade e jogava no mar. Mas como esse tipo de ... ops, mulher pode falar o que quer (porque na hora que levantar a voz, vai falar da Maria da Penha) e não sofre nada com isso (exceto quando duas se enfrentam) nada posso fazer além de torrar meus ouvidos com cacarejos alheios.

- CÓ CÓ CÓ MOLEQUE DESSE TAMANHO... CÓ CÓCÓRICÓ... JOGA ADEDANHA... CÓCÓCÓRICÓ... NÃO SOU SUA AMIGA CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ...

Mas por um momento queria ser mulher, para sentar a mão na cara das duas para ensinar as duas a arte do semancol, mas para minha sorte (pois eram Distintas Senhoras maiores que eu) minha esposa me conteve. E teve trabalho.

E você pensa que elas são exceção? São é regra... Um dia jogarei a grande merda no ventilador paquetaense, falta apenas terminar o artigo.

Por essas experiências e outras péssimas que tive em Paquetá que hoje em dia não vejo ou me importo mais com a comunidade de Paquetá. A Ilha definitivamente não merce um segundo da dedicação que pessoas como o Paulo ou Antonio Carlos (velhos guerreiros dos interesses da Ilha) tem por lutas contra as Barcas ou qualquer outras injustiças locais.

- CÓ CÓ CÓ MOLEQUE DESSE TAMANHO... CÓ CÓCÓRICÓ... JOGA ADEDANHA... CÓCÓCÓRICÓ... NÃO SOU SUA AMIGA CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ... CÓCÓCÓRICÓ...

O povo de Paquetá, salvo raras exceções, merece cada castigo. Aliás, sempre digo isso: TODO CASTIGO PRA PAQUETAENSE É POUCO.

Antes eu me iludia que Paquetá talvez tivesse alguma salvação. Hoje eu estimulo as pessoas de bem a saírem de lá o quanto antes.

Porque enquanto Paquetá tiver a predominância de pessoas como a Distinta Senhora e a Distinta Senhorita o que Paquetá merece mesmo é SE FUDER.

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E tenho dito.

A propósito, essas duas pertencem também a comitiva insatisfeita de fumantes que empesteiam a barca todas as noites e nada acontece com eles (ao menos não enquanto a empresa não levar multa por isso, como vai acontecer cedo ou tarde).

3 comentários:

  1. Putaqueopariu!

    Eu sou meio barraqueira, sabe. Não que saia distribuindo porrada àqueles que me irritam, mas falta de educação me tira completamente do sério. Fiquei com raiva só de imaginar a cena.

    Enfim, você não pode dar às distintas dama e senhoria o que você queria e elas mereciam, mas pelo menos você tem um blog para desabafar.

    E posso dizer uma coisa? Esse tipo de 'coisa', porque gente nos já concordamos que elas não são, é regra não só em Paquetá. Tem muito lugar onde este tipinho é predominante.

    Ainda bem que você não é alérgico a galinha, né?

    Bjs!

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  2. Infelizmente, a grande verdade do mundo parece ser, cada vez mais, que para acabar com a violência só dando muita porrada...

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  3. Bah! Tu estás parecendo minha mãe. Ainda bem que tens a tua esposa para te segurar.

    Daqui, sempre ouvi falar que Paquetá era maravilhosa e coisas do gênero...
    Em certos momentos, te que manter a calam, mesmo. Não vale a pena partir para a porrada.

    E ainda bem que temos o blog para desabafar.

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