Honduras e Brasil: uma questão de timing.


O Brasil tal como um "arroz" não soube passar desse status para o estágio melhor da coisa: a pegada.

Vamos explicar em miúdos...

Na vida real, quando um homem quer namorar uma mulher, ou vice-versa (ou alguém do mesmo sexo, nunca se sabe), ele conversa. Ele dialoga e usa da sua lábia para fazer com que seu alvo ceda a seus impulsos até que ocorra o momento exato em que ele tem que dar o bote. Só que sempre tem um porém.

Por exemplo, João quer ficar com Maria. Mas ele não quer apenas dar um beijo na boca e sumir. Ele quer ter um relacionamento. Ele se aproxima de Maria e conversa com ela. Ele faz gestos, ela corresponde, ele brinca com ela e passa a fazer parte da vida de Maria. Depois de quase dois meses investindo na relação, quando pensa que vai tudo acontecer, e ele pressente que já teve todos os sinais possíveis, escuta a frase mais triste que um apaixonado pode escutar: "Você é um irmão para mim. Nunca estragaria nossa amizade.".

Pronto, o mundo de João ruiu. Ele sabe, no seu íntimo que um dia teve a chance de dar o bote. Mas ele não fez quando devia, e agora fada-se a ter que recomeçar tudo de novo, mas com outra mulher. Tem como reverter? Claro - sou exemplo disso. - mas em geral e estatisticamente falando a chance é perto de zero.

Do mesmo modo ocorre com relação a PÉSSIMA atuação do Itamarary nesse caso.

Um país, quando decide interferir em assuntos de outros, ainda que indiretamente, precisa estar ciente dos riscos. O Brasil, quando decidiu que interferiria nos assuntos de Honduras deveria ter consultado seu conselho militar. Diplomacia é bonito, mas o que vale no mundo real é quem pode destruir mais.

Os EUA não mandam apenas porque tem o melhor mercado, tem mais dinheiro e tudo o mais. Eles venceram uma guerra DIZIMANDO duas cidades de um país já derrotado, apenas para demonstrar superioridade bélica. Eles ESMAGARAM o Iraque quando este se recusou a cooperar para o ideal de paz dos EUA. Justificável? Discutível? Claro, mas todo e qualquer país que almeja o que o Brasil deseja - um lugar no conselho de segurança. - tem que saber dançar conforme a música ou fazer dançar.

O Itamaraty, obviamente porque é dirigido por gente com "trauminha" da ditadura militar não convocou militares para discutir os termos e a situação. Sempre existe a possibilidade de tudo dar errado e o governo atual de Honduras declarar guerra ao Brasil para comprovar sua posição - e consolidar-se ainda mais no poder. Só um país de idiotas ou palhaços sem graça (bem, considerando os eleitores, não estamos muito longe disso... vide 2006 e o retorno de Malufs, Collors, etc) deixa acontecer. Não tinha como permitir que acontecesse o que aconteceu (e ainda acontece) sem um mínimo de inteligência militar.


Como resultado, o Brasil agora está pegando sua chance de ocupar uma cadeira no conselho de segurança e convertendo a cadeira em privada. Se o Brasil não solucionar isso, todos os esforços de anos tanto de FHC quanto de Lula, abaixando a cabeça e puxando sacos e mais sacos mundiais, simplesmente vão por água abaixo e o Brasil será motivo de chacota. Uma vergonha em escala mundial, e não pensem que esquecerão, afinal de contas, o Brasil será lembrado pelo mundo até 2014 (ou 2016 se ganhar as olimpíadas) e enquanto isso durar sempre vai ter algum diplomata ou enomista lembrando falando da terra de covardes que somos.

Poderíamos ter evitado essa blabúrdia? Claro que sim, era só fechar a porta na cara do Zelaya e mandar ele tomar suco de cajú na rua. No entanto, ao assumir a postura e a responsabilidade sobre o presidente deposto, o Brasil tinha que estar disposto a qualquer coisa, EXCETO, reclamar com outros países.

O Brasil arrumou o problema, o Brasil que resolva.

Os demais países do mundo tem muito mais para fazer do que se preocupar com um país que sequer consegue controlar as próprias fronteiras e quer dar pitaco nas fronteiras dos outros.

E a não ser que o Itamaraty deixe a diplomacia de lado e use palavras mais duras, já que o Lula não consegue, espero sinceramente que alguma força militar o faça antes que seja tarde demais e a coisa desande mais ainda.

Já basta a humilhação de ser considerado o país-destino de criminosos do mundo inteiro por nossa legislação amiga da bandidagem... Agora também sermos bobos-da-corte em caráter oficial é um pouco demais.

No Brasil nada está ruim demais que nossos políticos consigam piorar ainda mais. Agora não são apenas corruptos, são palhaços. E sem graça.

E a culpa é sua, minha, de todos.

Quem manda votar por votar?

O que pensa disso?
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A moeda sempre esteve na mão direita


O papel do mágico é entreter, para tanto ele cria uma ilusão, que é uma palavra bonita para uma mentira, ele faz você olhar pra mão esquerda enquanto faz algo sem que você perceba com a direita com o simples intuito que você nunca perceba uma coisa, a moeda não estava atrás da sua orelha, estava na mão direita dele o tempo todo.

Mas como diz uma amiga minha, precisa de duas pessoas pra fazer a mágica, o ilusionista e o que quer ser iludido, nesse caso é justo chamar o que os governos fazem de mentira quando ilusão é uma opção de palavra tão mais bonita?

Quem ainda está preocupado com a gripe suína? Uma pequena quantidade imagino, pois se a pandemia não acabou, o pandemônio com certeza diminuiu! Será que gostamos tanto de filmes catástrofe que estamos esperando um vírus que varra a humanidade?

De que outra forma acreditar em um golpe tão óbvio, quanto a gripe suína? Em 2005 tivemos um surto da gripe aviária, quantas pessoas você conhece que morreram por gripe aviária nos últimos anos? É o mesmo número que você vai conhecer por gripe suína.

A única forma de se desviar milhões sem que ninguém perceba, é fazendo eles olharem para a mão esquerda, onde você espirrou e ameaça transmitir gripe suína, enquanto com a mão direita assina a compra de qualquer coisa que vá dar à população uma sensação de segurança, como o conveniente Tamiflu, um remédio monopolizado e eficiente para uma doença que mal acabara de aparecer... que conveniente... será que... olha mamãe, ele tirou outro coelho da cartola!
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Top 5 - Coisas que Odeio e Amo no Twitter.

O Twitter para quem acessa a internet é que nem a Cuca para Monteiro Lobato: um dia vai te pegar.

É uma interface viciante, mas nada mais que uma evolução do já quase lendário "Chat da Uol" (a meu ver) onde o único diferencial é que ao invés de escolher a sala de conversa você escolhe os participantes dela.

Tudo acontece quase em tempo real, e do mesmo jeito que o Chat da Uol, depois que escreveu já era. Não tem como revisar o que foi escrito e mesmo que apague a mensagem SEMPRE tem alguém que leu, vai lembrar ou, pior, tirou uma cópia da tela para ter como prova.

O único problema é a limitação de caracteres, mas como o internauta em geral não consegue nem pensar com mais de dois neurônios (eu me incluo) ou com duas mãos, o Twitter acaba se tornando um local neutro.

Mas existem algumas coisas que amo e que odeio na ferramenta...

Antes, uma explicação sobre termos:
RT ou #RT - Redistribuir a mensagem entre seus seguidores, é o ato de repassar para amigos o que considera legal e quer compartilhar.
@(nick) - O seu nome no Twitter. O meu é @draguz.
#FF ou FF - Indicações para seguir. Geralmente ocorre nas sextas.
#(palavra) - Indicação de assunto, palavra ou tema recorrente e que se repete muito.
#TT - Termos muito citados, geralmente aparecem na barra do Twitter.
Seguir - No Twitter você escolhe quem quer ler, e as pessoas decidem se vão ler ou não o que diz.

Existem pessoas que costumam seguir muitas, usando script ou na mão mesmo, e depois te apagam da sua lista porque você é número. No Twitter a quantidade de pessoas que te seguem é condicional para fama. Ainda que você seja um ninguém na internet (reflexo da vida real). Quanto maior a diferença entre seguidores e seguidos de uma pessoa, maior a possibilidade dessa pessoa ser uma "estrelinha", ainda que existam exceções. Eu, por exemplo, sigo todos que me seguem, é garantido isso. Não quero apenas escrever, valorizo demais a opinião alheia para simplesmente querer discursar aos quatro ventos.

Existem falsos usuários, que te seguem só para mandar spam, na eventualidade de você retribuir o gesto, mas pior do que eles são os usuários falsos, que te seguem até tem muitos seguidores e depois apagam as pessoas para se sentirem cobiçadas.

Tem gente que cai nisso.



Top 5 de Coisas Que Amo no Twitter:
1- Permite entrar em contato direto com aquele que lê o que diz;
2- dá um ótimo retorno em divulgação;
3- Me mantém sempre atualizado em relação aos blogs que acompanho e leio;
4- Me aproximou mais ainda de pessoas que admirava e que agora admiro ainda mais;
5- É leve e tem milhares de aplicativos que posso colocar em meu celular ou no computador para me manter atualizado.

Top 5 de Coisas Que Odeio no Twitter:
1- Viciados em dar RT. - Qual coisa eles dão RT, chega a ser irritante;
2- Pseudo-Celebridades ou Pseudo-Seguidores - Te adicionam no twitter e depois te excluem, para aumentar a diferença entre seguidores e seguidos;
3- 140 caracteres;
4- Não poder editar o que envio. Erros de digitação não podem ser corrigidos, nem com macumba da braba;
5- Spam. Pessoas que monitoram determinadas palavras e mandam spam para você.

Bônus:
6- Ser viciante. No início você nem se importa, mas quando se deixa levar esquece até mesmo de dar atenção a vida pessoal. Que o diga manter sua vida social online.

Nos Comentários:
7- corrida às celebridades, o pessoal que precisa porque precisa seguir o Marcelo Tas ou o Luciano Huck (Por Rafael Monteiro).

E você? O que acha do Twitter?
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Respondendo um Comentário: Varotto e Canhotos.

Esse artigo surgiu depois de dois ótimos comentários do Varotto, leitor aqui do Pensamentos, que não respondi com a cordialidade necessária pela limitação pré-existente em um formulário de comentários e por minha própria limitação em conseguir ser cordial quando escrevo, coisa rara. =/

Para entender melhor o artigo, veja os comentários aqui: A hipocrisia do politicamente correto não tem limites...



Respondi de forma seca, acabei não sendo cordial. Não foi bronca não, é meu estilo de escrever mesmo. Desculpe a forma, mas por mais que tente mudar nunca consigo deixar de ser sisudo ao escrever. =/

Não fiquei bronqueado de forma alguma. =)

Vamos a réplica ao amigo Varotto.

"A questão é que como eu disse a colocação de uma cadeira para canhotos acaba sendo mesmo feita sob demanda porque não há como prever quantas pessoas precisarão por sala. Então é uma necessidade especial sim, no sentido de ser uma coisa que terá de ser oferecida caso a caso. E o fato é que não é necessário o candidato informar no formulário que é destro, pois para estes foram feitas quase todas as cadeiras do local, pelo simples motivo de que o número de canhotos da população é extremamente menor do que o de destros (parece que cerca de 10%)."

O problema a meu ver é justamente o nominativo dentro do formulário de inscrição. A pergunta, no local onde foi colocado, tudo junto.

Em Concursos Públicos o campo "Necessidades Especiais" é por tipificação o campo das deficiências físicas. Deram o nome "necessidades especiais" para amenizar o termo, ser politicamente correto.

Só que um dia decidiram que colocariam também no formulário a questão do canhoto. É uma inciativa louvável. Geralmente as cadeiras escolares (o padrão atual, antes eram mais justas) em que faço prova são apenas para destros, e que mal cabem as folhas de prova (e a folha de respostas) que o diga para o malabarismo que preciso fazer para conseguir apoiar minha mão na carteira por quase quatro horas. Geralmente quando presto meus concurso e vejo as carteiras como a da foto ao lado já bate um enorme desespero. Além de canhoto sou gordo do tipo barrigudo (gravidez de nove meses a nove anos), ou seja, além do esforço de precisar respirar ainda tenho que me equilibrar na carteira.

Só que quando optaram pela localização da opção, quiserem cheios de boa vontade colocar a coisa nessa área pela interpretação gramatical do termo e não por sua conotação atual. Mas aí bate na conotação.

As organizadoras de concursos criaram a estigma, pois eles que bolam e determinando como são os formulários de inscrição. Qualquer concurso que faço ou me inscrevo o trecho de "necessidade especiais" refere-se estritamente a "deficiências físicas", em que sempre exigem atestado comprobatório da necessidade. Logo, "necessidades especiais" por força do hábito virou sinônimo de "deficiente físico".

Só que ser canhoto não é uma deficiência física.

É apenas uma opção, como é ser homossexual, gostar de comer peixe cru ou mesmo de correr na praia em dias frios de manhã. Mas uma opção (provavelmente a primeira) que tomamos na infância. Só que canhotos sempre sofreram preconceito. Muitos pais forçam as crianças a mudarem sob ameaças físicas (meu avô me dizia que quando criança era canhoto e quase quebraram sua mão até aprender a usar o lado "certo", aí ficou ambidestro), afinal de contas, poucas gerações atrás canhotos eram confundidos com bruxos e queimados na fogueira. Uma segregação que passou de pai para filho até os dias de hoje, mas pelo menos sem fogueira no Brasil.

Por isso me ofendeu a situação.

Eles poderiam resolver a situação de modo mais simples, como você mesmo disse. Ao invés de pura e simplesmente enfiar o canhoto no campo de necessidades especiais (devido a conotação que já possui) colocar na parte de informações pessoais se a pessoa é canhota ou destra. Não colocar algo como "[ ] Marque se Canhoto" mas sim um "[ ] Canhoto [ ] Destro", como ocorre com perguntas sobre sexo ou estado civil (não perguntam todas as opções possíveis? Porque não fazer o mesmo com o uso da mão?). Aliás, dependendo do local de prova e das carteiras do colégio essa indicação se torna formalidade, porque as antigas carteiras escolares tinham tampos largos o suficiente para colocar o material com conforto e ainda escrever na posição que achasse melhor.

Do mesmo modo poderia ser feito em relação a composição corporal. Ser canhoto ou gordo é uma informação relevante a organização até mesmo do espaço. Um canhoto ou gordo não tem uma "necessidade especial" da forma como é descrita nos formulários (como acompanhante ou mesmo sala separada), mas apenas de um lugar para sentar diferente.

Mas é uma luta perdida. Os canhotos em geral preferem se adaptar ao que tem, e somente aqueles que podem pagar conseguem tornar sua condição menos degradante. As cadeiras atuais, de tampos menores que uma folha A4, são mais baratas e quem se importa com o conforto do estudante (o que nada tem a ver com canhoto ou não, pois mesmo as cadeiras de canhotos como a da foto acima são ESTUPIDAMENTE desconfortáveis)? Custam menos, sobra mais dinheiro para coisas importantes, como a gasolina do carro do diretor ou aquele projeto social que angaria votos e nenhum benefício.

Eu me adaptei ao mundo destro. Acho que esse artigo e o anterior foram as únicas vezes em que manifestei a fundo sobre o tema.

Não deixei de ser canhoto, mas aprendi a abrir latas - ainda que algumas vezes machuque a mão -, aprendi a usar tesouras de costura, aprendi a desenhar, aprendi a me sentar na escola, aprendi a tocar violão, aprendi a subir escadas que geralmente são construídas sempre com o corrimão na direita, aprendi a frear de bicicleta, aprendi a usar o mouse, aprendi a escrever e vou aprendendo dia a dia...

A vida é feita de sacrifícios, e esses são mínimos em comparação ao resto.
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O roto falando do mal lavado.


Correções e erros de escrita todo mundo comete. Fato.

É natural do ser humano errar digitação ou mesmo por uma deficiência no ensino básico (coisa absolutamente comum no Brasil) vez por outra cometer um deslize ou outro.

Ninguém nasceu Machado de Assis ou Graciliano Ramos, muito menos hoje de manhã despertei e comecei a escrever A Odisséia em três idiomas.

É educado, quando uma pessoa comete um engano que corrijamos, mas que mantenhamos a ternura. Do mesmo modo é de um completo e profundo mal gosto quando fazemos uso da correção de erros de digitação (ou de erros causados pelo hábito) para fazer da pessoa motivo de escárnio. Vejo muito isso em comentários e em discussões de internet, quando a pessoa por falta de argumentos utiliza a tática do "mal sabe escrever" só para desqualificar o outro (claro, uma coisa é escrever/digitar outra muito diferente é fazer se entender)

O que, aliás, piora ainda mais quando esse comportamento infantil e preconceituoso parte de uma empresa de comunicação que gosta tanto de se portar e exigir dos outros lisura e bom comportamento.

E piora ainda mais quando no momento em que ocorre essa péssima prática não só comete um erro, mas vários.

Como pode ver abaixo:


Os círculos coloquei para destacar o paradoxo. Como se corrige sem corrigir?

Uma observação: o Twitter não permite revisão do texto - o que quase toda pessoa que acessa o twitter sabe, ou vai saber quando ver que postou algo errado. -, se o repórter gastasse um pouco do tempo que gastou na "importante" matéria pesquisando a respeito saberia.

E também não seria tão mal educado.

Culpa do editor, que deixou uma coisa lastimável dessas passar.

Dessa tiro duas frases que nossos avós falavam:
- Não julgue para não ser julgado.
- Não fale da bunda alheia se não limpas a sua.

Fonte (se corrigirem, lucro, mas o link em si não permite comentários, logo, não estão abertos a correção):
O Globo - Secretária de educação do Rio comete gafe no twitter
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A hipocrisia do politicamente correto não tem limites...


Me inscrevi semanas atrás no concurso para o Ministério do Planejamento.

Até aí nenhuma novidade... Mas é quando me vejo num profundo dilema: me tornei uma pessoa com necessidades especiais.

Sem querer desmerecer ninguém, mas eu enxergo, escuto, falo, caminho, cago e ando como qualquer pessoa. Não sou mais ou menos "especial" que ninguém ou alguém. Apenas sou gordo, como alguns consideram como deficiência (apesar de não ganhar cotas em universidades, reserva de vagas em concursos ou nada do tipo).

No entanto, a praga do politicamente correto fez de mim uma pessoa que precisa preencher na inscrição para concursos minha situação debilitante.

Não me joguem na fogueira ainda: sou canhoto!



Tudo bem, quem é canhoto sabe o quanto a sociedade nos exclui. Eu sou tão canhoto que nas poucas vezes que tentei aprender a dirigir, pela falta total de sensibilidade do meu pé direito, eu enfiei o pé no acelerador e quase matei de medo meus pretensos instrutores.

Sério, sou daqueles canhotos que só usa o lado direito do corpo quando o esquerdo não alcança. Até pra digitar uso mais dedos da mão esquerda que da direita. Nem mesmo quando fui forçosamente obrigado a utilizar a mão direita quando fraturei a mão esquerda nos tempos de pirralho eu consegui dar alguma utilidade a esse lado. Até meu cabelo é mais fácil de pentear do lado esquerdo.

É como se existisse uma linha perfeitamente demarcada em meu corpo. Que divide o rico do pobre.

O lado esquerdo é o equivalente a zona sul carioca, que recebe todos os investimentos. Tudo ali funciona. O lado direito é a zona norte, com todos os problemas inerentes. Se surge uma coceira no lado esquerdo, prontamente o lado direito direito realiza o ato servil de me coçar. Se tenho coceira do lado direito, o esquerdo recusa-se a coçar porque rico não ajuda pobre. Só dá esmola.

Só que até então nunca tinha sido taxado de deficiente.

Entendo que fazer prova de concurso público usando cadeira de destro é uma tortura. É de certa forma uma maneira de eliminação, afinal de contas. Pense: enquanto o destro está fazendo sua prova o canhoto tem que fazer malabarismo para conseguir escrever e evitar que o instinto o faça apoiar a prova na perna - esquerda, claro. - e correr o risco de ser eliminado. Só em tempo de prova gastos com cada adaptação as carteiras escolares o destro já leva ampla vantagem com o canhoto. Se considerar o que o canhoto desvia de sua concentração para se equilibrar então a diferença se acentua ainda mais.

Mas não sou partidário e nem imagino no mais remoto pensamento que a solução dos meus problemas com meus dois lados estivesse em me taxar como deficiente físico, (o nome menos bonito que dão a coisa, e que camuflam para esconder a realidade), afinal de contas, foi de certa forma uma escolha. Em algum momento da minha vida infantil eu decidi que o lado esquerdo seria mais amado que o direito, e vivo feliz com minha escolha até descobrir que estou mais uma vez sendo segregado. E por meios oficiais.

Espero que venham logo as cotas para canhotos... Pois as cadeiras já temos.

Essa não é minha luta.
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Começou a farra da eleição 2010.


Conforme previ ano passado, a temporada de caça a celebridades e pseudo-celebridades está aberta.

Ano passado foi posta em prática a Fidelização Partidária... E porque fizeram isso?

Antes, em um tempo ainda recente, um determinado político podia trocar de partido como trocava de amante ou de ideal. Ele acordava no PSDB, ia almoçar no PT e dormia com o PFL (ou DEM, atualizando o nome apenas). Era definitivamente uma bagunça, fato. Como no nosso país as coisas não funcionam de acordo com nenhuma teoria, por sinal, é tradicional a lei dizer azul e fazermos marrom sempre, seja lá no Planalto ou mesmo quando deixamos de ceder nosso lugar no ônibus para idosos (só para citar um exemplo, existem outros, claro).

Exatamente pela teoria ser diferente da prática, munidos das mais boas intenções (daquelas que lotam o inferno) foi decidido que eu e você, eleitores, não votamos no candidato, e sim no partido.

O que significa? Que quando você diz "Voto no Suplicy! O PT é corrupto demais..." você está fazendo uma bela piada. E sem graça. Quando você vota no Suplicy na verdade você votou no PT, ou seja, se por um acaso o Suplicy sair do PT amanhã de manhã porque o Partido não pediu a cabeça do Sarney, provavelmente perde o cargo a que tem direito se assim os caciques do PT quiserem.

Isso aconteceu, por exemplo, com o falecido Clodovil. Ele foi candidato pelo completamente desconhecido PTC. A popularidade enorme do então estilista foi suficiente para receber 493.689 votos e com isso assegurar ao PTC cadeiras da câmara. Obviamente usaram a "fórmula Enéas", o quociente eleitoral, um procedimento (complicado para leigos, diga-se de passagem) que em teoria deveria equilibrar a quantidade de cadeiras ocupadas pelos partidos, mas que na prática usam a fórmula para eleger laranjas sem expressão usando celebridades ou pseudo-celebridades.

Anos depois, dada a inexpressividade total e completa do partido, além da falta de apoio deste a Clodovil em uma situação desagradável, fez o então deputado sair do partido. O PTC recorreu a essa nova regra e pediu o cargo de volta, mas Clodovil morreu antes de tudo se dar por concluído, mas o suplente - do PTC e completamente homofóbico. - assumiu, ou seja, no final o mal sempre vence.

Agora, as vésperas das eleições de 2010, os partidos cientes do que está em jogo e depois da reforma eleitoral padrão Lex Luthor, que apenas tornou mais fácil roubar e desviar nas eleições, os primeiros movimentos em busca dos eleitores foram dados.

Romário é a primeira celebridade do Rio de Janeiro, ao menos que vi nos jornais, com potencial verdadeiramente eleitoral que se filia a um partido político, no caso, o PSB, o mesmo partido que o do presidenciável Ciro Gomes, obviamente com o objetivo "nobre" de trazer os fanáticos pelo ex-jogador para votar no partido ou de pelo menos conquistar vagas na câmara graças ao "macete" que comentei acima, do quociente eleitoral.

Provavelmente outros jogadores, artistas e ex-BBBs se candidatarão também. Obviamente que boa parte deles estará munida de boa vontade, mas quando chegarem na Câmara e descobrirem que na verdade o ritmo e os interesses são beeeeeem diferentes, se não saírem da vida política por ela serão envenenados.

Ou terão o mesmo fim triste de Clodovil.

Pense nisso quando votar em 2010.

Nossos governantes são o reflexo de nossa nação.

Imagem obtida no Google Imagens, do seguinte site:
- Ivan Cabral: Charge do dia: candidato sem proposta
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A máfia dos provedores


Há máfia mais inútil que a dos provedores de internet? A maioria está lá só para fazer a ponte entre sua linha telefônica e a internet, mesmo depois de já terem tentando limá-los do processo, se seguram às suas cadeiras como certos políticos de bigode protuberante.

Um provedor de internet é tão útil para alguns usuários quanto uma mãe segurando a mão de um homem adulto para atravessar a rua.

Hoje no entanto eles me ligaram para me lembrar mais uma vez o quanto seus serviços são essenciais. Aqui uma pequena dramatização, aliando frases reais que mais parecem saídas de "O Poderoso Chefão":

Provedor: "Sr Rafael, nós do Provedor Godfather Ltda estamos com uma oferta incrível para o senhor que é cliente preferencial"

Rafael: "Prossiga"

Provedor: "O senhor sabe como a internet é um ambiente perigoso, há vírus, hackers... o senhor faz compras? Pois algumas informações suas poderiam ser roubadas. Por isso estamos oferecendo um anti-vírus e firewall"

Rafael: "Ah, obrigado, mas não estou interessado"

Provedor: "O senhor tem certeza? Estamos falando da sua segurança... O senhor não ia querer que nenhum acidente acontecesse com o seu computador, não é?"

Mais um pouco e juro que ele diria: "Pense no que poderia acontecer com a sua família". Com a negativa final, me desejaram uma boa tarde (que é a maneira deles de dizer: tá f* na minha mão), e desliguei o telefone.

Agora tenho a imagem mental de um capanga com um taco de baseball quebrando as pernas do meu computador mais tarde até que eu concorde em pagar pela proteção que eles tão gentilmente me oferecem.

Toda vez que eu tento sair... eles me puxam de volta!
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Justiça, Impunidade e Vítimas.

Aqui no Rio de Janeiro, ontem, a Viação Ocidental foi proibida por liminar de trafegar pela cidade com sua linha 397 até que realize as reformas mínimas para tornar a viagem no mínimo transitável.

São ônibus em péssimo estado, com pneus carecas e bancos desgastados, daqueles que deveriam ter saído de circulação há muitos anos.

Só que estamos falando de Brasil.

E no Brasil apenas ocorrem tragédias anunciadas.

Essa empresa, depois de ignorar sumariamente uma ordem judicial, por uma ironia daquelas típicas da impunidade alguém pagou pela omissão do poder público.

Eu, Pk e meu cunhado estávamos retornando a minha empresa, após falhar miseravelmente em comprar monitores (uma outra história), e vimos muitas pessoas em volta do ônibus da linha 397.

Saímos e fomos direto até o pessoal. Algo tinha acontecido, e pela linha envolvida podia ter a certeza que não era coisa boa.

Ao que ouvimos no burburinho: o motorista do ônibus atropelara uma pessoa, e era dado como certo que ela não escaparia da pancada.

Como que por coincidência, ou morbidez, uma equipe de televisão estava presente para fazer a reportagem e nós também para tentar tirar fotos. Infelizmente só consegui tirar 4 fotos, meu celular "magavilhoso" travou na terceira foto. =/

O sangue derramado de mais uma vítima da omissão.

O ônibus, que deveria estar na garagem e sob revisão.

Uma pessoa que testemunhou tudo, dando entrevista para a televisão.

O ônibus com as marcas da violência.


Isso é o que ganha um país que se omite e deixa que uma empresa ignore uma ordem judicial.

Até quando vai continuar assim?

Em países com povo ativo, esse atropelamento seria motivo de revolta física, com passeatas e carros sendo queimados.

(isso só ocorre quando traficante/bandido morre, não quando morre trabalhador)

Esse é o país que construímos dia a dia com nossa omissão cada vez maior.
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A política como uma velha charada chinesa

Vote consciente, seu voto pode mudar o mundo. Quantas vezes você já ouviu isso e foi forçado a acreditar? Pessoas continuam sendo eleitas e continuam não resolvendo seus problemas, mas você não pode impedir essa bola de neve de continuar rolando.

A sensação que tenho em toda eleição é a de uma velha charada chinesa, a da bifurcação no meio do caminho para a vila da verdade e da mentira.

Ilustração de YuGiOh!

No meio da bifurcação, havia dois políticos... digo, habitantes. Um deles era da vila da verdade, o outro da vila da mentira, e assim um deles só contava mentiras e o outro só contava verdades.

Tentam nos fazer acreditar que temos que ser espertos o bastante para descobrir o certo, aquele que será um nobre Presidente (ou qualquer outro cargo), que só fala a verdade.

A charada prossegue quando o garoto pergunta aos habitantes de onde eles vieram. Imagina-se que a charada tenha sido resolvida agora, já que o habitante da vila da verdade apontará a sua vila, enquanto o habitante da vila da mentira, também terá que apontar a vila da verdade, pois se apontasse sua própria vila, não estaria mentindo.

O cidadão agora fica orgulhoso de que ponderou todos os fatos, passado político, teve suas perguntas respondidas em algum dos debates nas redes de TV e está pronto para fazer sua decisão, certo de que escolherá aquele que só fala a verdade.

Mas... e se ambos estivessem mentindo? Isso é política.
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Silaaaas


E aí povo?? Passando pra postar um vídeo maneirinho!!! Ele é velho e talvez vocês até conheçam, mas acho que vale o post =)

Apresento a vocês Silas Simplesmente \o/

Bjo

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Vocês copiam música pro celular?


Essa é rapidinha.

Dia movimentado, mas já dando seus sinais do fim, chega uma pessoa e faz a pergunta que sempre me fazem quando querem baixar música para seus aparelhos de mp3/celular/etc:

- Boa tarde.
- Boa tarde. - Respondo.
- Vocês baixam música para celular? - Pergunta a pessoa, dessa vez uma moça simpática.
- Olha, a gente até autoriza o uso dos computadores para baixar músicas do You Tube... Mas nós mesmos não fazemos.
- Ahhh... É que não sei fazer. Vocês não tem não?

Minha mente precisa de uma mentira. Não posso dizer a ela meu gosto musical. Afinal de contas, sou uma pessoa: 1, gorda. 2, cabelula. 3, barbada. 4, cara de metaleiro dos anos 80 ou fugitivo de moto-clube. O mínimo que posso esperar é bom senso. Vou mentir e dizer que...
- Olha, o que tenho aqui é de Heavy Metal para baixo.
- Ah...
- A não ser que goste de Iron Maiden, Metallica...
- Eu gosto de algumas do Iron...
- ...Cannibal Corpse, Malmmstein, Judas Priest, Black Sabbath, Rammstein... - Por pouco não foge um Skylab ou Raul Seixas, mas ela poderia gostar e prefiro ficar calado.
- Ah, obrigado.

E ela vai embora.

Antes não atender do que descepcionar alguém (e esse alguém não seria eu) que está esperando por NX Zero ou a última música de sucesso do Calcinha Preta.

Um dia a raça humana vai entender que existem coisas que não podem ser feitas por outros. Selecionar músicas é que nem o ato de parir fezes, só pode ser feito por si próprio.

Deus me livre.
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Hoje votam o AI-6... Ou seria a Reforma Eleitoral? - Parte 1


Comprovando aquilo que todos falam, que todos sabem, mas que ainda existem poucos que acreditam existir exceção (mas que na democracia a exceção é sempre a derrotada, pois quem decide é a maioria), hoje -ou até que se prove o contrário- o senado vota o AI-6.

O que chamam de "Reforma Eleitoral" chamo mais de ATO IMBECIL Nº 6, que somado ao anterior, que criou a censura na ditadura militar, vem para munir de armas os bandidos e tirar dos honestos mais uma vez os meios de combatê-los.

O AI-6 não promoverá apenas a censura, ele celebra a desinformação oficial, ele oficializa e reforça os atos perniciosos que deram origem ao bom e velho mensalão e aumenta mais ainda os poderes dos partidos políticos, diminuindo em contra-partida o poder do eleitor.

Vejam os primeiros pontos que destaco da reforma eleitoral, destrinchados por mim:

Alteração da Lei 9.504, cujo artigo 23, onde comenta de doações de pessoas físicas, a redação dele passa a ser esta:
§ 2º Toda doação a candidato específico ou a partido deverá ser feita mediante recibo, em formulário impresso ou em formulário eletrônico, no caso de doação via internet, em que constem os dados do modelo constante do Anexo, dispensada a assinatura do doador.


Destaque para o "dispensada a assinatura do doador", como uma pessoa vai doar dinheiro sem assinar? Quem não garante, que passada essa lei, que você, eu ou até sua avó do dia para a noite passe a ser doadora de suntuosas quantias a partidos políticos? Isso APENAS e tão SOMENTE facilita a ação inescrupulosa da corja política e DIFICULTA absurdamente nas investigações.

Tal como uma hidra. Agora toda empregada doméstica pode se transformar em doadora (só para citar um exemplo, pois pode ser qualquer um que um dia tenha fornecido dados pessoais a alguma empresa, como banco de dados de empresas de telefonia). E nem precisa saber. Basta apenas ter seus dados e fazer o depósito na boca do caixa de bancos. Ainda que em um dia faça mil depósitos de mil reais.

Detalhe para o trecho seguinte, onde fica clara a impunidade da coisa:
§ 6º Na hipótese de doações realizadas por meio da internet, as fraudes ou erros cometidos pelo doador sem conhecimento dos candidatos, partidos ou coligações não ensejarão a responsabilidade destes nem a rejeição de suas contas eleitorais.


Basicamente diz: se o dinheiro vier de qualquer lugar, o problema não é do partido ou do candidato. O culpado é apenas quem doou, não quem se beneficiou da doação. Ou seja, sua/minha mãe pode se tornar doadora e ainda ser presa por isso. E nem precisou ter assinado nada.

Ainda na Lei 9.504...
Art. 16-A. O candidato cujo registro esteja sub judice poderá efetuar todos os atos relativos à campanha eleitoral, inclusive utilizar o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão e ter seu nome mantido na urna eletrônica enquanto estiver sob essa condição, ficando a validade dos votos a ele atribuídos condicionada ao deferimento de seu registro por instância superior.
Parágrafo único. O cômputo, para o respectivo partido ou coligação, dos votos atribuídos ao candidato cujo registro esteja sub judice no dia da eleição fica condicionado ao deferimento do registro do candidato.”


Está sendo investigado? Tem a ficha suja? Isso não interessa aos que mandam. Ter ficha suja te impede de ser candidato a alguns empregos, mas para decidir os rumos do país (e dependendo do grau de loucura do candidato - por exemplo, um Hugo Chavez. - até do mundo) é preciso apenas se candidatar. Ser criminoso ou não, aos olhos de nossos políticos é irrelevante.

Afinal de contas, o sujo não julga o fedido. Se fossem colocar a lei que pedem, impedindo. É o que todo mundo diz: bandido não prende bandido. Que o diga impedir seus amigos se elegerem.

Agora vou parar um pouco, estou ficando enojado enquanto leio.

Se quiserem se aventurar, o texto integral está aqui:

Em breve volto com mais escárnio e escolho outros pontos... Porque o problema não está só na censura, como a Televisão quer

Em 2010 não se esqueça disso.
Leia o Restante.

Preciso de umas férias... Em Porto de Galinhas, claro.

Como todo bom trabalhador escravo eu nunca saio de férias. Apesar de parecer estar sempre online, na verdade me escondo no topo de uma torre velha e cheia de problemas em um pequeno estabelecimento comercial no Rio de Janeiro.

Depois de ver algumas mensagens no Twitter de amigos blogueiros, como o Negão Internauta, o Hugo Meira, Max, Rafa Barbosa e do morador local Buchecha (que pode ir -quase- de graça para lá, e nem precisa ganhar promoção nenhuma), acabei pesquisando a respeito e encontrei a promoção do Porto Cai Na Rede.

Definitivamente, não sei o que tem naquele lugar.

Para que um cara como eu, (que vive em uma Ilha sem ondas, sem graça e sem atrativos turísticos e cujos moradores parecem viver em um campo de batalha (onde as armas são a fofoca e a intriga) buscando manter apenas seu status quo) gostaria de ir para Porto das Galinhas?

Precisa ser completamente insano para querer passar uma temporada em hotéis paradisíacos, como vi em uma pequena foto no Cardoso, ou mesmo curtir maravilhosas praias, como essa aqui embaixo?

Só uma pessoa muito louca para querer deixar de trabalhar e passar dias felizes, sob a luz do sol nordestino, a perfeição das praias, a mordomia de hotéis, a total e completa paz de espírito.. e, diga-se de passagem, completamente de graça. Não consigo me imaginar de forma alguma fazendo uma postagem a respeito do tema. Aliás, não consigo de forma alguma me... me...

A quem quero enganar? Eu sou INSANO. Quero conhecer essa Praia desde que meu pai foi para lá anos atrás (e me deixou na pista), me mostrou fotos e elogiou várias e várias vezes a beleza do lugar. Elogiou tanto que tenho raiva de lembrar.

Quem sabe alguém lá em cima, ou dentro do Portal, decide abrir um largo sorriso, imaginar que o esse gordo aqui geraria no mínimo fotos engraçadas (das quais se envergonharia por toda a eternidade, e eventualmente até depois) que seriam repassadas com títulos nada sugestivos como: "Baleia Jubarte encalha no Porto de Galinhas" ou "Galinhas fogem. Baleia chega", e outros verbetes nada sugestivos.

O certo mesmo é que em breve saberei que não fui sorteado. Ou não.

Saberei um dia e espero que na praia.


Essa postagem foi aprovada no consurso, mas para eu ser mandado de mala e cuia para Porto de Galinhas preciso do seu voto, basta apenas clicarem na imagem abaixo e preencherem os dados.

Se já quis me mandar a m... me mande para Porto de Galinhas. =)
Leia o Restante.

Uma poesia especial a alguém mais especial...

Ode a Minha Paixão.

Faz tempo que o tempo não anda.
Não para e não cede.
Faz tempo que o tempo não vive.
Respira ou resplandece.

Não há sabedoria sem amor.
Nem virtude sem dor.
Não há o menor dissabor.
Nem com todo nosso ardor.

Te amo ainda que chores (que não por mim).
Te amo ainda que respires (que não por nosso dia a dia)
Te amo pelo que és (não pelo que almejas)
Te amo por todo o sempre (e sempre).

Não me iludo no vale das sombras de minha alma,
Porque sei que me guias.
Não me perco no sombrio destino oculto,
Porque todo dia me salvas.

Te amo ainda que pensas (que não em mim).
Te amo ainda que passeie pelos verdes campos (que não ao meu lado)
Te amo pelo que és (não pelo que almejas)
Te amo por todo o sempre (e sempre).

És minha guia, minha querida,.
A flor do meu coração deserto.
És minha esperança e meu marco eterno.
Minha amada Luciana.

Por Ricardo “Dragus” Wagner

Hoje, dia 13, ela faz aniversário.

Deixo aqui meu presente online, para que todos saibam o quanto a amo e cada vez mais.

Felicidades e tudo de bom para você e que continuemos cada vez mais nos amando e que consigamos conquistar tudo que planejamos.
Leia o Restante.

Pastor Pomba-gira.


Se tem uma coisa que realmente não gosot são líderes religiosos, não importa de qual religião seja, pois em sua maioria são todos iguais. Mas líderes religiosos de igrejas evangélicas sempre me surpreendem, seja pela calhordice, cara-de-pau, ou qualquer outro tipo de artifício que usem para enganar seus fiéis. Sinceramente gostaria de saber qual é o curso de oratória e teatro que eles fazem, pois uma coisa temos que dmitir, eles são bons.

Sem mais delongas, acho que muitos já estam cansados de ver as esdruxulas exibições teatrais desses cara, mas essa que mostrarei abaixo me surpreendeu. Além de falar coisas inintelegíveis ele parece ter incorporado uma pomba-gira, vejam por si mesmos:



Obs: Não tenho nada contra religião nenhuma, mas sim contra seus líderes, que deturpam suas doutrinas para enganarem o povo.

Adendo: Lembram do Zangief do Street Fighter? Vejam se notam alguma semelhança nas figuras abaixo:



Leia o Restante.

Hoje é dia de assopra velinhas!


Pesquisei no Google (ou Deus, segundo a informática)... Hoje, dia 10 de Setembro de 2009 é um dia muito importante, afinal de contas hoje se comemora...

O Dia da Criança em Honduras;
O dia da Imprensa, segundo Deus Google;
O Dia de Ch'ang-O - Deusa que vive na Lua, segundo a mitologia chinesa;
Dia de Comemoração Nacional em Gibraltar (e alguém sabe o que é Gibraltar? É de comer?);
O Dia do Garçom (isso explica muita coisa em relação a ele...);
O Dia do Gordo (e isso também);
O Dia do Início da Festa de San Gennaro - Isso me lembra que queria ir para São Paulo, quem sabe consigo...;
O Dia do Professor em Hong Kong e na China;
O Dia dos Garis e Recicladores na Argentina - bem que eles poderiam ajudar a seleção deles;
O Dia Mundial Contra a Pobreza segundo a Aliança Global Contra a Pobreza;
O Dia Nacional do Jornal na Educação;
O Dia Nacional do Jornalista - Comemorado segundo alguns, equivocadamente, no Brasil por muitos anos.

No entanto, esse pessoal sempre esquece de citar os nomes de personalidades importantíssimas e de suma importância, principalmente a alguém que é o equivalente vivo de Murphy vivente em São Paulo (ou seria sobrevivente?), criado por um animal chamado Besta-Fera e que de vez em quando é autorizado por uma entidade vinda dos Vinis para postar suas desventuras em série ou séries de desventuras (o que vier primeiro).

Acredito realmente que saiba de quem estou falando. Se não sabem, deveria saber. Está perdendo uma ótima oportunidade de rir da desgraça alheia e não se sentir culpado. Talvez nem se sentir culpado por torcer por novas postagens dessa pessoa (o que significa no mínimo que ele passou mais uma vez por sua fase).

É meio estranho até postar a respeito dele, afinal de contas, começamos a nos falar mesmo por msn e sinais de fumaça do Twitter faz não muito tempo, mas criei uma afinidade por esse jornalista-escravo-editor como se já o conhecesse de carne, osso e careca. Por sinal, hoje me sinto mais amigo dele do que de muitos amigos de carne e osso e cabelo que tenho aqui no Rio de Janeiro.

Falo do Rob Gordon.

O cara hoje está completando 34 primaveras.

Espero realmente tudo de bom para ele e que mesmo que isso signifique menos postagens, prefiro-o com saúde para postar outras coisas do que vê-lo se arriscar com insanos pela rua em busca de temas de postagem. =p

Parabéns para você Rob! _o/
Leia o Restante.

Inauguração e Quebra do Express Macaé.


Uma boa notícia para Paquetá! (pulem e festejem, saltem de alegria e explodam fogos).

A empresa Barcas S/A usando os R$ 8.000.000,00 que recebeu do Governo do Estado do Rio de Janeiro (como punição (sic) pelos serviços mal prestados no transporte aquaviário) inaugurou na terça-feira a nova velha embarcação Express Macaé.

Um catamarâ que era do tipo hovercraft, mas que por razões econômicas fizeram uma intervenção no design e na própria função principal do navio e modificaram o casco, transformando-o em um catamarâ. Mais ou menos o mesmo que pegar uma Ferrari 250 GTO e colocar nela o motor de um Fiat 147. Ou melhor, ter a mesma Ferrari 250 GTO e colocar nela rodas de carrinho de rolimã.

Houve festa, estardalhaço, matérias/notas nos jornais compradas através de ações de assessoria de imprensa com esses mesmos R$ 8.000.000,00 (que são dinheiro do contribuinte carioca, que paga duas vezes pela mesma coisa: o dinheiro da passagem que teoricamente serviria para isso e o de nossos impostos que foram desviados de suas funções para suprir a carência deles).

Só que a realidade é muito mais cruel que a ironia dos meus últimos parágrafos...

Ontem, cansado e esgotado de mais um dia de trabalho fui seguir meu cansativo ritual diário: pagar caríssimos R$ 4,50 (em breve R$ 5,00) de passagem de ida e embarcar na Praça XV para minha viagem a Paquetá. Tecnicamente esperançoso (afinal de contas, esperança é a última a morrer, mas morre) vi atracar o Express Macaé.
- Ele foi inaugurado ontem! - Ouvi alguém falar.

Embarcamos. Já conhecia o Express Macaé de outros tempos, de quando ainda existia a Transtur e essa fazia concorrência com as Barcas S/A (isso antes de ser comprada pelos mesmos donos/cartel das Barcas S/A, sucateada e transformar-se em passado). O Express Macaé continuava confortável. Trocaram estofados, ar condicionado funcionando. Área com conforto e tudo parecendo funcionar.

Mas o problema das Barcas S/A nunca foi com Ivo Pitanguy, mas sim de Hardware. Barcas S/A é que nem sistema operacional de computadores (para não dizer Windows e os demais) esteticamente lindos, mas uma merda por dentro.

E como é de praxe, depois de navegar por pouco mais de um quilômetro o motor desligou e começamos a sentir o cheiro de óleo queimado (se com princípio de incêndio, nunca saberemos, mas com certeza deu pane no motor). Passados quase dez minutos a deriva, o motor religou e o comandante comunicou que retornaríamos ao cais e trocaríamos de embarcação. Foi aí que começou o problema.

Primeiro saímos. A barca que saiu as 19:00 do Rio de Janeiro, e deveria chegar em Paquetá até 20:10, estava atracando no Rio de Janeiro por volta de 19:30. Obviamente os passageiros manifestaram insatisfação, ainda mais dado o histórico da empresa. Alguns socaram a barca, mas não houve danos visíveis, apenas audíveis (ninguém espera que uma turba reaja pacificamente a problemas, ainda mais recorrentes) e isso comprovado por fotos tiradas pelos passageiros.

Vejam algumas dessas fotos, essas tiradas com minha nova máquina de desfocar, entre o momento em que recebemos a notícia e até que saímos:

Dentro da embarcação, aguardando o retorno.

Descendo para o primeiro andar, próximo do desembarque.

Detalhe do modo como colaram mal a batente da porta com alguma cola plástica qualquer.
Se essa é a conservação VISÍVEL
- que diga-se de passagem: foi recém inaugurada a embarcação -,
imagine a que olhos civis não podem ver?



Saindo da Barca, sendo informados que aguardaríamos a Barca Ipanema para seguir viagem.

Esperando na estação, detalhe para a embarcação, atrás.

Pensam que acabou?

Depois de sairmos da barca vimos a fumaça preta e fétida que saía de seus motores (e que infelizmente pelo horário e pela minha máquina de desfocar não aparece em fotos). Após longos minutos esperando pela Ipanema e vendo a Barca Charitas se aproximar, não é que o comandante ordenou o reembarque?

E tal como ovelhinhas obedientes um a um foram todos entrando. Até que um passageiro questionou algo com o comandante da embarcação, que disse que o povo de Paquetá seria responsabilizado por qualquer vandalismo que ocorresse. Imediatamente alguém disse a frase "o senhor também é responsável pelos riscos que corremos aqui, não é?", o que fez com que o comandante se calasse e fosse para sua cabine.

Minutos depois nova notícia! Ordenaram MAIS UMA VEZ que saíssemos. Tal como gado guiado no pasto (e somos, consideramos que quem poderia resolver a situação, e não resolve, é eleito pelo povo e tem poderes acima do bem e do mal), estávamos do lado de fora. em poucos minutos Nesse momento houve mais protesto, ainda que menor e finalmente vimos chegar a prometida Barca Ipanema.


Pessoas ligam para parentes, tranquilizando-os e informando do ocorrido,
já cientes do enorme atraso do segundo desembaque.



Obviamente essa dança das cadeiras para trabalhadores não foi sem querer. Eles queriam enfiar o povo de Paquetá na Barca Charitas/Brizamar - que vimos chegar ao longe. - mas cientes que até um povo de cordeiros submissos como o Paquetaense tem limites decidiram não arriscar dar palha para a pequena fagulha (poucos reclamam mesmo, e do jeito certo).

Precisamente as 20:05 estávamos embarcados na Barca Ipanema e sendo enviados para Paquetá, onde chegamos as 21:10. Mas a humilhação não para por aí! Cientes dos processos que podem levar, quando chegamos fomos apresentados a uma nova modalidade de fingir que nada aconteceu, a devolução forçada de bilhete.

A saída da estação de Paquetá estava fechada e todos eram encaminhados as roletas, onde pelo poder opressor da situação éramos obrigados a andar em fila quase indiana pelo pequeno espaço de uma varanda que existe entre a janela da estação e o mar. A sensação que eu tinha enquanto passava pelo espaço era como se fosse um corredor da fila de bois ou mesmo de um campo de concentração.

Todos caminhando sem o direito e mínima condição de optar por sair pela porta da frente, com ao menos um mínimo de dignidade depois da péssima viagem. A massa popular foi encaminhada diretamente para as catracas da estação onde éramos obrigados a utilizar essa saída e recebíamos, mesmo que contra nossa vontade consciente, os bilhetes de volta.

Não porque era opção receber, convém ressaltar, mas porque a pressão psicológica era tanta que confundia qualquer mente, como me confundiu e a de muitos. A única vez que me senti tolhido dessa forma foi quando fui assaltado, e ainda assim não paguei para ser assaltado. E pior ainda que o (ou "um") assalto, me levaram algo que nunca ninguém vai me devolver: tempo.

Como se a devolução do bilhete e forçar o povo a passar pelas roletas para fingir que todos aceitaram o dinheiro de volta não fosse uma forma mais odiosa de coação. Isso apenas facilita a empresa Barcas S/A a alegar que todos aceitaram de bom grado o bilhete, o que é a mentira mais deslavada de todas. Apenas alguns idiotas aceitaram isso. E poucos.

Vejam o vídeo onde até caçoo da coisa, mas não consigo impedir (afinal de contas, antes que me dê conta já me entregaram o bilhete):



Quem fazia muito essas coisas era Hitler.

Abaixo mostro a declaração que a Barca dá quando ocorre um acidente, reparem que eles prezam pela falta de informações detalhadas, ao não incluir dados que deveriam dar às vítimas de seus incidentes constantes, no caso: horários de saída e chegada da embarcação, horário previsto, carimbo timbrado e identificação do funcionário.

Colocar apenas o tempo de atraso é somente produzir uma declaração de valor legal nulo, do tipo que vem causando problemas aos moradores de Paquetá nos processos contra as barcas.



E assim caminha a Ditadura Democrática Brasileira... Primeiro sofrem as pequenas comunidades, fumantes, vestibulandos... Até que um dia chega a sua vez.

2010 vem aí, não deixe que merdas como essas aumentem ainda mais.

Isso depende de você.
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Vídeos sobre o Rafale


Enquanto a imprensa faz lobby para tentar inutilmente frustrar as negociações em torno da aquisição dos caças Rafale de fabricação francesa, muito se discute a respeito do avião em si e pouco se viu dele em sites sem ser os estritamente especializados.

Pensando nisso, e para tornar a coisa um pouco mais instrutiva do que simplesmente opinar a respeito, selecionei no YouTube alguns vídeos do Rafale, para que vejamos o caça em ação.

O primeiro é um teste do Rafale no porta aviões São Paulo, indicado por Leo Jones, colunista colaborador do site especializado no assunto Defesa Brasil.



O segundo vídeo é mais técnico, apesar da música, e podemos ver além do caça em ação etapas de sua manutenção. Muito bom, por sinal.



O terceiro mostra ele bem equipado, com mísseis e tudo o mais. Coloquei até mais pela ótima trilha sonora, que me empolgou mais ainda ao assistir.



Mais um vídeo, onde podemos ver sua capacidade de realizar manobras (boas pra quem curte, como eu, assistir eventos de aviação militar). Também indicação do Leo Jones.



Em suma, é um bom avião. Foi uma discussão muito longa e o Brasil acertou na compra, dadas as condições dos concorrentes apresentadas até então.

E sem contar que existe muito mais por trás disso, mas é outro assunto...
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Higiene x Religião x Linguajar


Aqui no blog tentamos ao máximo nos expressar com um português mais correto possível, e são raras as vezes em que recorremos a girias ou a palavras de baixo calão, mas tem momentos em que é impossível falar algo sem por um pomposo palavrão no meio.

Em algumas esferas da sociedade o uso de um linguajar correto e formal é exigido ao máximo, gerando até mesmo meios formais de xingar alguém sem o uso de palavrões. Especialistas nesse arte são, os advogados, políticos e líderes religiosos.

Bom, o vídeo abaixo mostra que nem todos estão tão preocupados assim com suas palavras...



Numa coisa temos de concordar, pra que ter vergonha de falar de algo que todos temos? Mas fico me perguntando, como será que ele vai conferir? Melhor nem saber...
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Vanuza, o Hino e o Crime.


Acredito que todos viram, mas como eu mesmo não vi - pois infelizmente não apenas trabalho, permaneço em uma torre isolado da realidade de segunda a sexta. - e minha esposa me apresentou esse vídeo, que por sua vez veio de amigos e por aí vai, até que coloco aqui.

Não sei quem é Vanusa, e não me faz a menor diferença saber quem é. Depois do vexame, também não me importo.

Lamento apenas algumas coisas. Se eu faço uma postagem sobre um político corrupto, cito nomes, fontes e tudo o mais, serei processado. Aliás, corro até risco de censura (apesar da discussão ter esfriado, a coisa ainda não mudou muito, e o jogo Brasil x Argentina fez com que a população esquecesse) hoje em dia, mas no entanto nossos símbolos nacionais não estão protegidos.

Falo da Bandeira e do Hino Nacional.

Nossa bandeira está estampada tanto em suntuosas praças quanto ornando simples cangas de praia. Pode ser símbolo em diversos locais, quanto nesse momento ser a mesma canga, só que velha suada e servindo de pano de chão em algum lugar.

Nada se compara ao ocorrido com essa tal Vanusa, dentro de uma das casas legislativas onde na teoria se espera o cumprimento da lei e o respeito aos símbolos da nação, e o que ocorre é simplesmente o contrário, onde prega-se alhos e colhe-se bugalhos. Se fossem no mínimo comprometidos com a lei e com a nação, a mandariam prender. Independente de quem seja.

Mas no Brasil se tornou corriqueiro pisotear nossa pouca dignidade...



E é tão ridículo que chega a ser engraçado. Pena que não é piada.

Ironia de certa forma com a Iza, que postou a respeito da beleza do hino esses dias...
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A Hidra continua atacando...



É fato: estamos em uma ditadura. E já falei disso diversas vezes, na última dei nome a coisa: Ditadura da Hidra.

Não vou brincar afirmando aquela coisa tradicional, de que existe democracia, a verdade é que sofremos um golpe de estado e a cada dia que passa esse golpe de estado mostra mais e mais sua dura face ao mundo.

Quando o Congresso vota uma lei onde impõe duras mordaças a quem emite opinião, impedindo (ou querendo impedir) blogs e veículos independentes de opinarem a respeito de candidatos (e a maior parte se reelegendo), ela está fazendo aquilo que nos tempos da ditadura chamavam de censura.

E quando as normas eleitorais que entrarão em vigor impedirão a transparência do processo eleitoral, a coisa continua na mesma. Ainda que revoguem a norma que impede os blogs e veículos de internet de emitirem opinião, calam por outra vertente, a da falta de transparência. É que nem dizer para alguém ler um livro de folhas em branco. Você pode falar, mas não tem do que falar.

É a censura da fonte.

E tudo isso disfarçado de boas intenções.

Nossos senadores, por medo do poder cada vez maior da opinião pública e cientes da memória de noz do povo brasileiro sabem que seis meses são mais do que suficientes para fazer as massas esquecerem algo. Só que para isso precisam silenciar fontes de opinião. Antes bastava apenas comprar um veículo de comunicação com muita propaganda que alienava-se o povo. Hoje em dia a coisa não funciona assim.

Existem tantos blogs de opinião que sairia muito caro pagar o valor da opinião de cada um deles E tenho certeza de uma coisa, a opinião de pessoas como Hugo Meira, Arthurius, Descharth, Rob Gordon, Iza, Max, Diego Moretto e tantos outros é muito cara. Algumas nem estão a venda (ou disponíveis para locação). Daí é melhor calar.

Já estão processando mesmo. Sabem que apenas o susto funciona com a esmagadora maioria. Afinal de contas, blogs são pessoas. E qualquer pessoa teme o chamado da lei. Não por ter errado, mas porque sabe que de acordo com o humor de quem o invoca a tendência é no mímino de sofrer coação física e moral. Não é todo mundo que tem coragem de entrar de cabeça numa batalha contra quem tem a seu lado armas. E falo de armas de verdade, não de canetas.

Todo mundo quer dizer o que pensa, mas nem todo mundo tem coragem de ir até o fim da própria vida por elas ou arcar com a conseqüência disso. Ainda mais no Brasil, onde desde pequenos somos educados para ser ovelhas e não lobos.

Minha família mesmo temeu pela minha liberdade quando viu a notícia no jornal. Imagine? De uma hora para outra fui visto como possível criminoso. E meu crime seria pensar?

MEU DEUS!

QUE PAÍS É ESSE ONDE SE TORNA CRIME PENSAR?

A pior sensação que passei em minha vida. Não me senti mal por ser incapaz, me senti mal por pensar? Sentir culpa por emitir opinião?

Então sem meias palavras...

QUE SE FODAM!

Se querem me calar, falarei ainda mais e mais! Prefiro ser preso em uma cela suja do que ser prisioneiro de mim mesmo. Ainda que essa lei passe, continuarei falando e opinando.

Enquanto tiver vida e alguma parte do meu corpo que consiga digitar.

Parabéns, esse é o Brasil que a nossa democracia de merda construiu.

Em 2010 não faça merda... de novo.

(se bem que não temos garantis mais de quem votamos, pois se não quiseram aprovar a impressão do comprovante de votação é porque temem a recontagem e a verificação, né?)
Leia o Restante.

Revelações de Jonas: Apocalipse - Cisma, 9.

Perdeu o anterior? Veja aqui.

9


A maior vantagem que existe no sacerdócio é que por mais filho da mãe e corrupto que possa ser, centenas de anos de uma imagem honesta e pura não podem ser eliminados. Junte-se a isso um padre cujo atual dono é um ex-bandido e teremos um pouco de pessoas enganadas. Dois dias depois que Jéssica sumiu, José Antonio foi até seu banco, que ficava próximo da Igreja e trocou cartões, assinaturas e quaisquer documentos necessários.

Todos no banco sabiam do tiro que levara, e o laudo que confirmava a amnésia o auxiliou a deixar até mesmo o gerente do Banco convicto que esse reinício seria bom. E como José Antonio fez diversos empréstimos e usufruiu nesse dia dos mais variados produtos bancários, o que nunca um padre fizera pra esse gerente, sacar cinco mil reais em dinheiro era a menor das coisas.

José Antonio tinha no dia 6 de Maio de 2010 exatos quinhentos mil reais, de proventos acumulados em seus quinze anos como padre daquela igreja. Com os empréstimos quase que dobrou o valor obtido. Obviamente não era salário da Arquidiocese, mas alguma espécie de desvio de conduta. Jonas sequer se importava com isso, ele queria o dinheiro. E considerando que cinco mil reais era nem mesmo um por cento desse valor, a viagem estava completamente garantida.
- Troquei as senhas, troquei a assinatura e dei um reinício nessa vida. - Comenta enquanto senta-se no carro recém-alugado por Albano.
- Muito bom, mas pra onde vamos não acredito que precisemos de mais do que sacou.
- Para onde vamos?
- São Felix do Araguaia.
- Aonde caiu o meteoro?
- Isso se for um meteoro.

Albano mostra a notícia do jornal do dia, reclamando da violação do direito de imprensa. Apenas ao ler a matéria que Jonas entendeu que referia-se a expulsão da mídia toda da região de São Felix do Araguaia. O enorme editorial reclamava mais da postura do governo federal do que necessariamente da situação local.

Jonas amassa o jornal e o joga em um amontoado de lixo próximo do carro. Em seguida os dois dão início a viagem para Mato Grosso. Para não serem rastreados pela mídia ou por qualquer interessado Albano simplesmente guia o carro alugado até uma favela e lá o troca por outro veículo, este tão frio quanto gelo no entanto conservado visualmente o suficiente para passar pela polícia rodoviária sem chamar atenção.

Contando as paradas, e o abandono do carro para viajarem de rio, a dupla chega na região na madrugada do dia 9 de Maio, na cidade de Luciara, uma pequena cidade ribeirinha que até o incidente possuía quase cinco mil habitantes situada a pouco mais de trinta quilômetros da região da queda. Sua proximidade a tornara uma das cidades mais afetadas de todo o país, com números estimados na morte de mais da metade da população, sem contar desaparecidos.

A visão desoladora do local contrastava com a quantidade impressionante de barracas de desabrigados. Caminhões do exército e da cruz vermelha trafegavam de um lado para o outro transportando doentes e comida. Não havia uma construção sequer inteira, nem mesmo a prefeitura, construída para resistir a enchentes constantes na região, ficara de pé.

Albano e Jonas juntam-se aos membros das forças de ajuda por alguns dias, buscando enquanto isso informações e fofocas que os situassem com a região. A conversa mais interessante ocorreu quando Albano reencontrou com o repórter suicida que vira na Av. Rio Branco, semanas antes.

Carlos estava com uma equipe da Bandeirantes fazendo a cobertura do incidente bem no epicentro. Até tinha conseguido boas imagens do meteoro. Só que como aconteceu com todas as emissoras no local, foram expulsos no quinto dia da queda e, o material das filmagens apreendido pelas forças armadas para evitar que fosse divulgado por questão de segurança nacional.

Como da primeira vez em que Albano o viu, Carlos estava bêbado, mas dessa vez sua equipe o acompanhava na fossa. Eles estavam sentados nos bancos de um boteco improvisado com lona e barris de cachaça que escaparam da onda de choque. Todos brindavam a truculência dos militares e um deles estava no telefone celular conversando com algum superior, pelo que Albano identifica no tom dos lamentos.
- Eu te reconheço. - Falou Carlos, logo ao ver Albano. - É o cara que me salvou lá no Rio.
- Eu mesmo. - Respondeu o loiro, puxando um banco e sentando-se na mesa. - Por que a fossa?
- Eu sou um infeliz. - Reclama Carlos, com forte bafo de cachaça. - Há uns dias atrás fomos expulsos do local da queda... Até aí tudo bem, faz parte. Os milicos tem que trabalhar, mas nós temos também!
- Eu disse que ia dar merda. - Interrompe um dos câmeras, que parece mais sóbrio.
- Merda? - Questiona Jonas, agrupando-se.
- Os caras estão construindo um muro. - Continua o cinegrafista.
- Muro não, é cerca. - Interrompe Carlos.
- Que seja! Eles começaram a construir um troço pra impedir o povo e a imprensa de se aproximar. Daí, conseguimos entrar por um laguinho que fica há alguns quilômetros daqui. Quando estávamos perto do meteoro uns soldados nos acharam e nos obrigaram a entregar pra eles nossas câmeras.
- Quase que trouxemos uma fita... Mas... - Lamenta um segundo cinegrafista.
- Um deles carregava um imã bem potente, simplesmente passou em nosso material todo e em nós. Desmagnetizou tudo! As câmeras nem ligam mais...
- Isso é muito ruim. - Comenta Albano, fingindo beber cachaça, quando na verdade havia colocado água no copo.
- Muito. - Concorda Jonas.
- Onde fica essa abertura? - Aborda Albano, ciente que tem alguma confiança dos jornalistas. - Chegamos a pouco tempo aqui e queríamos ver o meteoro.
- Eu levo vocês até lá. - Fala Carlos. - Mas têm que me prometer deixar filmar sua invasão.
- Prometemos, mas como vai fazer sem câmera? - Mente Albano.
- Amanhã trazem mais equipamento de filmagem. Partimos em seguida.
- Que horas?
- Acho que de tarde, me procurem se eu não os encontrar. Estarei de ressaca... Provavelmente na minha tenda.
- Procuraremos.

Albano se afasta sorrindo, acompanhado de um cambaleante Jonas. Ao contrário do matador, ele esqueceu de beber água em vez de cachaça.


Continua... Aqui.
Leia o Restante.

Salve-se quem puder

Bom, isso era originalmente um e-mail, mas como achei engraçadinho resolvi compartilhar com vocês!

O complicado é esconder a resposta, pois o novo formato do pensamentos faz com que tudo apareça na página principal... por isso essa enrolação pra colocar logo o tal email!! hehehe Mas não desanimem!!! é só descer mais um pouquinho!!! e pensem na solução, não vale correr pra ler a resposta eeeein! hahahahaha

"Imagine-se na África, pendurado numa árvore por uma corda que está presa no chão, uma vela queimando a corda e um leão em baixo à espera que a corda se queime.
O que você faria para se salvar?"



Vamos lá! Pense!!
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Já desistiu??
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olha que óbvio!!
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A solução é:
CANTAR PARABÉNS PARA O LEÃO!!! \o/

Leia o Restante.