Os capetinhas do final de semana destruindo o ano novo. - Parte II


Tempo.

Ele tem muitos nomes, e sempre costumamos xingar. É aquela medida que nós meros mortais tentamos fixar e colocar em relógios mas que na verdade é que nem manteiga (rígida se estática, e some quando movimentamos).

Enquanto os capetas comemoravam o sucesso da primeira de muitas traquinagens, eles observavam atentos. Dragus estava com sua esposa, encharcado, descobrindo duas coisas, uma boa e uma ruim ao constatarem que a mala não era mais impermeável.
- A boa: as roupas não molhariam.
- A ruim: os travesseiros foram sacrificados, um deles ganha o apelido de "Bob Esponja".

Finalmente o outro casal chega, e depois de "papo vem e papo vai" saem de casa precisamente as 21:00.

Voltando a narrativa em primeira pessoa...

Isso significa o que? Saímos no dia 30 para evitar o engarrafamento de 7 horas. No plano original sairíamos as 18:00 já na Leopoldina (algo tipo "A Fronteira" no Rio de Janeiro, onde se originam os maiores nós do trânsito carioca), enquanto nesse mesmo horário o resto da cidade estaria indo para lá. Não tinha como dar errado.

E deu.

Capetas 2 X Dragus 0

Saindo as 21:00 logo ao chegar na Perimetral já topamos com o primeiro engarramento. Demoramos uma hora para passar da ponte Rio X Niterói. Dali em diante nos movimentamos como barca debaixo de um personagem que seria presente até o dia 01/01/10: a dona chuva.

Choveu como São Pedro tivesse decidido mijar em minha cabeça. Mal via na ponte Rio-Niterói o carro da frente, que o diga os do lado. Ventava para burro e o primo de minha esposa, o único que sabe dirigir (eu sei, mas é algo... digamos... fatal).

Quando eram 22:00 saímos de Niterói. Pegamos mais engarrafamento logo depois do pedágio, engarrafamento que durou até a junção da Niterói-Manilha com a rodovia que eu estava e foi assim até a BR-101, quando melhorou um pouco. Só pegamos estrada livre já quase na Graal Oasis, lugar que fiz questão de gravar no GPS do meu celular, e isso quando eram quase 23:50.

Certo de que não teria comida àquela hora na casa de nossa anfitriã, decidi comer ali mesmo. Mandei várias saladas para o interior de minha sacra pança e seguimos viagem minutos depois. Um detalhe: é muito bom chegar ao Graal sem tempo limite. O prazer de mastigar comida ao invés de engolir como um animal raivoso é inigualável.

Capetas 2 X Dragus 1

Saímos da Graal, retomamos a viagem e depois de mais uma hora e meia de viagem, por volta de 1:30 estávamos finalmente em nosso destino. A casa é confortável, bem organizada, mas como disse a dona, tem um problema grave: teto baixo demais.

O teto de lá é constituído por amianto e uma camada de madeira para forrar, mas sem espaço entre os dois, ou seja, não tem saída de calor. E para complementar, dependendo do ponto da casa ele é tão alto que posso tocá-lo com o braço. Aliás, Rob Gordon se pulasse alcançaria esses pontos. Fácil. Era quente, e por causa dos amigos mosquitos, abrir as janelas era inviável, o que fazia do lugar onde eu ficaria (de teto baixo e sem ventilador de teto por causa disso) um forno grego.

Foi então veio a frase que mudou toda minha festividade de ano novo:
- Você esqueceu de falar para eles trazerem ventilador! - Diz a anfitriã para a filha, a esposa do primo de minha esposa (soou complicado? imagine para mim narrar!).

Pronto. Não satisfeitos em fazer da minha vida um inferno, os capetas tinham instalado uma filial no lugar onde eu dormiria.

Gooooool dos capetas.

Capetas 3 X Dragus 1


Continua...

Um comentário:

  1. Cara... eu diria que você está próximo de atingir nível 9 na escala Gordon.

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