Sobre Greve Geral e o Serviço Público



Para quem não sabe e de alguma forma precisará utilizar de algum serviço público não essencial no dia 25 de Abril de 2012 informo que neste dia está agendada uma paralisação em caráter nacional de todas as carreiras do serviço público federal.

E se existe uma coisa que a imprensa  gosta de fazer é jogar povo contra povo visando a alienação social, ou seja, informando apenas no dia da greve para que os prejudicados sintam-se mais prejudicados porque teoricamente "não foram avisados". Isso funcionava antes da internet.

Em suma, se tem algo para fazer nesse dia envolvendo servidores federais, confirme. Melhor do que dar com o nariz na porta.

Vejam informações aqui nesse PDF no site da Confederação dos Servidores Federais:
http://www.condsef.org.br/portal3/images/stories/file/texto25abrilcomadequacoes%5B1%5D.pdf


Dentre alguns motivos apresentados, está o que é uma unanimidade - e até uma incoerência legal - que é a definição de uma data-base para essa categoria de trabalhadores e a garantia de percentual mínimo de reajuste seguindo os moldes da CLT. 

E olhem o que diz a nossa Constituição Federal a respeito:
 
Constituição Federal
Art 37 (...)
X - a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do art. 39 somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices;

Hoje em dia, apesar de ser previsto (ou "assegurado", vide trecho acima) na prática isso não acontece. Não existe uma "mesma data", o que acontece na prática é:
- Greves anuais organizadas pelos sindicatos exigindo reajuste;
- Cálculos mirabolantes e tabelas equivocadas de ambos os lados;
- Partidos políticos que se utilizam dessas greves para ganhar voto e trair o trabalhador (todos os partidos, principalmente o PT que se presupunha ser diferente). 

Quem é o maior prejudicado com isso?

Eu, você, sua mãe, seu vizinho, seu filho, o "carinha" que está escutando funk no celular e até seu papagaio. Quando uma determinada categoria entra em greve porque o poder executivo não fez seu dever de casa e ocasionou perdas salariais. Cito como exemplo as anuais greves de faculdades, bombeiros, policiais e até mesmo de hospitais. Quando determinada categoria sofre de escassez de bons funcionários porque eles migraram para outros setores (nao necessariamente públicos) em busca de melhores condições de trabalho. Você percebe isso principalmente nas escolas estaduais e municipais, onde o baixo salário associado as péssimas condições de trabalho faz com que professores gabaritados fujam dos governos (o que nem sempre acontece, vide a greve da Univercidade) e fiquem apenas aqueles que estão começando ou que são poucos capacitados para conseguir algo melhor (o que implica em má vontade ao lecionar e outros problemas).

E quem sai ganhando com isso?

A turma do Mensalão, a galera do Barril na Cachoeira, a patota do Dirceu, a Famiglia Cabral, a Famiglia Maia, a Famiglia Garotinho, a Famiglia Zito, a Famiglia Maluf e tantos outros feudos políticos que se apropriam dessas lutas para ganhar votos em cima de promessas vagas, porque é muito mais lucrativo politicamente usar os sindicatos (e os que sofrem as consequências) para ganhar eleições nas greves do que em fazer leis de modo que seja justo para ambos os lados.

A eles interessa que nada seja devidamente regulamentado, pois o poder deles advém do caos e, principalmente, da falta de memória do brasileiro.

Até quando?

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