Quando?

 

Semana passada percebi, pelo twitter, que algumas pessoa se perguntavam algo, a pergunta era: Quando? Alguns perguntaram ao Dragus, também me perguntaram, mas não obtiveram resposta. Por que?

POR QUE?

Porque por mais que houve a resposta para tão clamada questão, ainda não havia motivo para revelar tão aguardada resposta. Mas agora, você, caro leitor, deve se perguntar, também, qual motivo de tantos querem saber isso. E sabe qual é a resposta pra essa outra questão?

NÃO SEI

Mesmo não sabendo compreendo, compreendo. Compreendo o anseio pelo saber, pela descoberta, afinal o ser humano é, em alguns casos, um ser sedento pelo saber, um ser sedento pelo conhecimento. O conhecimento fascina, o conhecimento vicia, por conta disso todos querem saber, mesmo que o conhecimento adquirido não tenha muito uso prático, o importante é conhecer, descobrir algo novo.

E quão doce é o sabor da descoberta, como é boa a sensação que temos quando nos conhecemos algo novo, aquilo nos inebria de tal forma que somos tomados por um êxtase indescritível. Só quem já experimentou tal sensação sabe do que falo. Em contra partida isso se torna um vício, pois somos tomados de súbitos pela vontade de saber mais, de conhecer mais, de descobrir mais e mais e mais, como se nossas mentes até então estivessem completamente vazias.

O desejo por conhecer o desconhecido é algo tão forte que chega a ser quase algo primitivo, porém, diferente de outros instintos animais, diferente de outros vícios e manias, o desejo pelo saber, esse vício, é algo prazeroso e saudavel. Não devemos nos reprimir desse desejo, muito menos deixar de saciá-lo. Por mais inútil que possa parecer, conhecimento é conhecimento, em algum ele pode se mostrar mais últil do que aparentava inicialmente.

Por tanto meu caros, sigam em suas buscas pelo saber, não se deixem oprimir, muitos menos que os impeçam de obter o conhecimento que tanto desejo. Da mesma forma compartilhe, não guarde só para si, o conhecimento deve ser de todos, não de apenas um ou de um pequeno grupo.

Até a próxima




































Ah! antes que me esqueça...



FELIZ ANIVERSÁRIO DRAGUS!


Em sua homenagem, esse singelo bolo.
 


Sim é hoje!
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Crítica: Machete



Filmes de ação, em geral são todos iguais. Misture um enredo mais ou menos, um punhado de cenas de batalha em ritmo frenético e rápidos cortes de câmera, um trilha sonora agitada e uma pitada de romance fuleiro e temos um filme que perfeito para distraí-lo onde quer que esteja.

Machete não foge a regra desses clichês, mas em alguns casos se supera e superlativa a coisa. O filme tem momentos acelerados e calmos que são muito bem pontuados, dando tempo para o espectador respirar. Há também elementos cômicos bem discretos que são muito bem explorados, sem deixar o filme abobalhado.

Falando do enrendo: Machete é um ex-federal mexicano que vê sua mulher ser executada na sua frente após ser pego em uma armadilha, por não concordar com a corrupção presente dentro da própria corporação. Exilado ilegalmente nos EUA ele passa a trabalhar anonimamente como muitos imigrantes, fazendo pequenos bicos aqui e ali, nesse ínterim ele descobre uma "rede" que auxilia esses imigrantes ilegais. Um belo dia ele é chamado para fazer um serviço, porém não um serviço qualquer, ele tem que matar um político que é abertamente contra os imigrantes, sejam eles ilegais ou não.

Steven Seagal, em sua melhor atuação até hoje nos cinemas!

Machete é protagonizado por Danny Trejo, que se encaixou perfeitamente no papel. O elenco ainda conta com a presença de Michelle Rodriguez, famosa por fazer sempre o tipo mulher durona de poucos amigos, Robert De Niro, Lidsay Lohan, Jéssica Alba e Steven Seagal, que por mais incrível que possa parecer, não faz um papel de policial, muito menos usa roupa preta, na verdade ele é o vilão! Vale também dizer que ele se encaixou muito bem como vilão e seu sotaque convence.

A edição faz uso de uns cortes bruscos durante algumas cenas que pode ser muito estranho e ruim em alguns casos, mas Machete esse recurso caiu muito bem. As cenas de ação têm exageros tipicamente tarantinianos, o que garante grandes momentos de diversão. A trilha sonora também é bastante atraente e cai como uma luva em cada momento que é posta, diferente de alguns filmes do gênero que não sabem usar muito bem este artifício.



De tudo o que já falei sobre o filme uma coisa se destaca fortemente nele e, também, é o seu grande diferencial em relação a outros files do mesmo gênero: a dura crítica aos que são contra os imigrantes. Em diversos momentos o filme mostra esse forte, e nada velado, preconceito que o estadunidenses têm contra os imigrantes, principalmente contra imigrantes mexicanos. Uma das cenas mais chocantes é quando se mostra um grupo que caça esses imigrantes que tentam cruzar a fronteira ilegalmente. Engana-se quem acha que isso é tratado apenas como pano de fundo, muito pelo contrário, em muitos momentos, fica claro que isso é o ponto principal do filme, muto mais que a busca de pela vingança de Machete.

O filme já foi exibido aqui no Brasil no Festival do Rio, também está sendo exibido na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, mas sua estréia oficial no país será apenas em 12 de novembro. Não percam!

Nota: 9

Site oficial:
http://machete.com.br

Trailer:


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Festa de Arromba (sono).


Estava tudo pronto. Salgadinhos na mesa, refrigerantes na geladeira e as bebidas mais animadas na mão de um barman especialmente contratado para isso. Saúde estava ansiosa, há muito não dava uma festa e o aniversário do condomínio era o motivo perfeito para isso.

A porta bate.

- Boa noite gripe, seja bem vinda.
- Boa noite Saúde, eu não poderia faltar! Trouxe meus filhos, se importa?
- Os perdigotos?
- Sim.
- Claro que não.

A gripe entra com seus filhos e rapidamente a sala antes vazia parecia já lotada. Crianças sempre enchem o ambiente de alegria. E barulho. O interfone toca, mas antes que Saúde atenda a campainha da porta soa. Obviamente Saúde atende a campainha.
- Tosse! - Comemora a Saúde.
- Minha esposa já chegou?
- A gripe está ali sentada perto dos salgadinhos... Os perdigotos estão impossíveis, heim?
- Eu tenho orgulho deles!

Saúde acompanha Tosse até a Gripe e juntos conversam minutos. O interfone não para de tocar. Saúde novamente ignora porque novamente batem na porta.
- Espirro!
- Saúde!

As velhas amigas se abraçam e trocam afeto. Há muito tempo Saúde não via o Espirro, irmão de Tosse, cunhada de Gripe e tia dos perdigotos.
- Olha quem veio comigo...
- Olho Inchado!

Olho Inchado estava emburrado como sempre. Ele mal cumprimentou a Saúde e foi direto conversar com Tosse. Olho Inchado e Saúde apenas se toleravam. Saúde mal fechou a porta novamente a campainha tocou. O interfone praticamente gritava na cozinha, ignorado.
- Dor de Cabeça! Insônia! - Vocês sempre chegam depois dos outros convidados...
- Sem essa, Saúde, onde estão os estimulantes? - Diz a Insônia. - Eu quero ficar LIGADÃO! LIGADÃO! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!
- Estão lá no bar, acha que não sei do seu vício?
- Ele ainda vai cair duro por causa disso. - Comenta a Dor de Cabeça, enquanto vê a Insônia chegar correndo no bar e lançar dois copos de café, uma coca-cola e um estimulante que nem lê a bula.
- Mas você está sempre do lado dela, isso não acontecerá ainda.
- Verdade, mas um dia...

A festa continua. Bandas chegam. Novos sintomas chegam a festa da Saúde e o tempo todo o interfone é ignorado. Somente as 03hs da matina Saúde, entre uma pausa e outra, Saúde decide atender a porcaria do aparelho.
- Boa noite.
- Boa noite, dona Saúde. - Diz uma voz cavernosa. - Sabe que horas são no Condomínio do Dragus?
- Nem quero saber, a festa está muito boa.
- Dona Saúde, por sua causa o condomínio está reclamando, ninguém consegue dormir. O coração está batendo cada vez mais rápido em minha porta exigindo descanso, o Estômago já me ligou três vez dizendo que se não melhorar vai colocar tudo pra fora, e o Nariz? Seus amigos fecharam a porta do Nariz! Ele está entupido!... Pare com isso agora ou...
- Ou o que? Vai chamar a PM (paracetamol militar)?

O interfone é cortado. Saúde sente um tremor e percebe que não deveria ter desafiado o síndico. Escuta o som de sirenes.
- SUJOU! SUJOU! SUJOU! São os "home"!

Correria. Em meia hora o condomínio estava dormindo. A PM conseguira chegar a tempo de dar uma surra em alguns convidados. Saúde, por ser dona do imóvel fora poupada, e os perdigotos fugiram junto com Espirro.

E entocada em seu quarto, acessando o Yakult em seu laptop, Saúde mandava uma nova corrente para seus amigos teclando frenética na comunidade do Condomínio do Dragus:
- Amanhã, tudo de novo. Com mais música e barulho!

E clica em send.
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Crítica: Tropa de Elite 2


Imagine um soco no saco. Lembre. Doeu, não? Essa foi a sensação que tive ao assistir Tropa de Elite 2 no cinema no sábado: o de levar um chute no saco.

Tropa de Elite 2 é um filme de ficção sem nenhuma ficção. A não ser que você more em um dos milhares de condomínios-bolha das zonas mais favorecidas da cidade toda a politicagem, nojeira e vergonha que todo brasileiro comum - leia-se pobre ou classe média baixa - convive dia-a-dia está lá, com os mesmos personagens só que com nomes diferentes.

Se no primeiro filme Padilha através da interpretação do elenco capitaneado por Wagner Moura conseguiu chocar pelo excesso de violência nesse o choque é justamente o excesso de realidade. Vê-se isso claramente pelo modo como o filme teve sua estréia adiada para depois das eleições (assista e entenda esse minha afirmativa).

É um filme bem dirigido, bem finalizado e com uma história fantástica. Coerente do início ao fim, sem desprestigiar de forma alguma o primeiro e conseguindo até melhorá-lo, já que agora compreende-se ainda mais, por exemplo, a complexidade da alma sofrida do eterno Capitão Nascimento.

Outro aspecto positivo do filme é que ele coloca o Brasil definitivamente num ramo até então somente explorado nos filmes de hollywood: ação. É um filme de ação convincente, onde as tomadas tensas são extremamente bem exploradas e onde a morte é muito mais real (nossa realidade, claro) e próxima do que em qualquer filme estrangeiro.

Esse segmento até então mal explorado pelo menos vê nas cifras e no público do filme uma certeza que com bom enredo, enredo, trabalho de direção é possível fazer cinema-pipoca com elementos nacionais.

Existem falhas? Sim, por exemplo, o final do filme me pareceu corrido, podia ter dedicado pelo menos mais alguns minutos para conclusões. O Matias dessa vez foi mal explorado, se no primeiro ele era o principal, nesse foi apenas um importante coadjuvante. O Fábio se destacou mais do que o Matias, diga-se de passagem, entretanto esses erros são mínimos considerados a obra como um todo.

Claro, que, se você curte finais felizes, vive em uma realidade distante da realidade, nunca discutiu política ou confia cegamente nas pessoas, Tropa de Elite 2 será um filme horroroso, enfadonho e mentiroso. Como eu infelizmente convivi com parte dela, fiquei até assustado de me identificar em algumas situações.

E quando o filme terminou eu entendi porque o subtítulo é "o inimigo agora é outro".

Só que ao contrário do é dito em boa parte do filme, o verdadeiro inimigo é revelado por Nascimento nos minutos finais, quando Brasília aparece no cinema.

Isso explica porque a estréia só podia acontecer depois de 3 de Outubro... Alienação é parte do sistema.

Nota? 9,5.
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Voto declarado.


No primeiro turno eu anulei meu voto. Não escolhi nenhum candidato porque pelo apresentado nenhum me complementava ou ia de acordo com minhas convicções morais e políticas.

Entretanto, como já declarei no Twitter, o segundo turno será decidido pela taxa de rejeição e não pela simpatia ou antipatia. E por isso digo com todas as letras que meu voto está decidido desde 2000/2001. Mas vamos entender...

Em 1999 me formei e fiz vestibular para a UFRJ (onde hoje trabalho), passei para cursar Licenciatura em Educação Artística Mod. Desenho em 9º lugar. Maravilha, não? Não.

Antes, ainda vestibulando, procurei me informar e vi INÚMERAS possibilidades de matérias que poderia cursar e me divertir dentro do ambiente acadêmico. Sabia o que iria cursar dentro do currículo básico e, principalmente, o que cursaria fora. Entre essas matérias de fora estavam Histórias em Quadrinhos e Desenho Animado. Maravilha não?

Foi aí que tive meu primeiro choque com a gestão FHC, logo no dia de inscrição em disciplinas. Não tinha professor. Tinha os nomes nas listas de matérias, mas por falta de concurso público não tinha professor. Nem substituto. Logo, estava o "tem mas não tem" do sistema. Em virtude disso matriculei-me apenas no currículo básico. E depois disso vi o sucateamento do ensino público.

Estudava no 7º andar do prédio da reitoria (ou seja, um dos que deveria ser o principal prédio da UFRJ) e o esquema de conservação era no "sala sim sala não", ou seja, a cada sala em condições de uso tinha uma cujo teto desmoronara por falta de conservação e não havia dinheiro para limpar. A limpeza era feita por uns poucos funcionários desviados de função porque não havia firma e muitos menos funcionários da própria instituição para isso (nenhuma pessoa se submete a realizar trabalho inferior ao seu nível de qualificação sem ser sobre emergência, exceto aqueles que o patrão sabe que são dependentes do emprego e fazem dessas pessoas suas montarias).

No final do primeiro período as aulas pararam. Greve exigindo concursos, reposições salariais e condições de trabalho. Já havia sido avisado pelos professores disso, o problema não era apenas a UFRJ, era o todo. Não haviam concursos, os contratos com os substitutos não seriam renovados e em 2001/02 a coisa tenderia a piorar. Na greve conseguiram com muito custo conquistar esses direitos, mas aí eu já estava em outra. Meu pai de criação morrera e no meio desse caos que minha vida se tornou, aliado a greve que me afastou da faculdade, só voltei para a UFRJ agora e como funcionário.

Uma coisa ficou dessa época. Antes de minha vida virar caos me engajara junto aos movimentos estudantis e sindicais. Sabia que existia um culpado por tudo aquilo e por muitas outras coisas, quatro letras que representam tudo que considero de ruim na política, o "P", o "S", o "D" e o "B". Jurei para mim mesmo que JAMAIS em minha vida compactuaria com tal sofrimento e vergonha, e foi por causa desse sentimento que comecei a me informar e passei a ter algo que considero mais uma maldição que um dom: memória.

Me lembro da Petrobrax, da Sudene, Eduardo Jorge, Sivan e da subserviência total aos mandos e desmandos norte-americanos. Me lembro do quanto sofria quando procurava emprego nessa época e não conseguia porque quem não estava quebrando estava no desespero, e por falta de Qi não conseguia nem mariola. Me lembro do projeto Bolsa Escola que dava dinheiro aos pais para manterem os filhos na escola com um valor que não considerava o quanto de dinheiro cada criança trazia para casa trabalhando nos sinais para calcular o valor da bolsa. Me lembro do Arruda, o mesmo que recentemente foi afastado do governo de Brasília, renunciando ao cargo para fugir do processo de cassação por causa do escândalo até hoje não explicado de adulteração dos votos no congresso. Me lembro do país estar literalmente na merda e as grandes empresas de mídia IGNORANDO o sofrimento do povão poupando o governo de críticas severas como as que hoje Lula sofre. Me lembro da terceirização do serviço público, onde tudo era feito por empresas terceirizadas, prestando um serviço ainda pior do que imaginam ser o de um servidor e colocando a culpa nos servidores. Me lembro dos superpoderes dos bancos, onde tudo era resolvido na base da porrada (no bancário, claro) se os grevistas prejudicassem seus superpoderes.

E é por lembrar dessa época, por comparar o modo de governo de PT e PSDB, por odiar profundamente TUDO que o PSDB representa moralmente - salvo suas exceções, pois, por exemplo considero FHC ou Aécio Neves como homens certos, mas no partido errado. - que sou obrigado a declarar meu voto.

Aliás, nem lembro, eu SOFRI nessa época, pois eu estava do lado pobre da balança.

Meu voto é contra o PSDB.*

Seja quem estiver do outro lado.

*Posição baseada no somatório dos governos, não necessariamente na campanha. Se for avaliar a campanha voto nulo.
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Chegou.

Depois de nascido, saiu do berçário com carinha de criança.

Saiu chorando e rapidamente aninhei em meus braços o pequeno pedaço de novidade, e o acariciei como se fosse meu próprio filho (e segundo o pai, é também filho meu, seu e de todos).

Não demorou muito e já o coloquei ao meu lado na cabeceira e o trouxe comigo para me acompanhar em todos os lugares onde imperar o tédio e precisar combatê-lo com esse pequeno guerreiro.

Se quiser partilhar dessa mesma alegria, basta clicar na imagem abaixo:


Aproveite.

Em tempo, respondendo a um questionamento do pai (e deve ser o de muitos), o livro é muito bem acabado, não lembra sequer material amador. Parece resistente e a qualidade de impressão surpreende para algo feito sob encomenda.
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Homofobia é o c...!




Essa semana o vice-candidato a presidente do PSDB (Partido Safado do Brasil) soltou mais uma de suas pérolas carregadas do preconceito vigente nesse partido e aliados.

Esse em específico era um ENORME e COLOSSAL absurdo que seria comparado ao praticado por seitas de extrema direita (como KKK ou Nazistas) na história recente e não tão recente da raça humana, e ainda manifestando-se completamente contra direitos humanos, que é basicamente o enfoque defendido pelo PLC 122.

Não sou completamente a favor de alguns termos do projeto, entretanto, sei que vivemos num país cujo modelo judiciário e constitucional é centralizador (onde vale mais o papel-lei do que o caso em si e suas provas), logo, é um mal necessário que existam leis específicas para cada minoria (eu sinto falta de leis para gordos), dado que sem elas sua representatividade diante da lei é nula quando não negativa.

Sou uma pessoa repleta de preconceitos, tenho uma porrada deles, cada um mais vergonhoso que outro. Mas eu prezo uma coisa muito mais do que qualquer valor moral meu: a individualidade das decisões (E também a sensatez, pois liberdade e libertinagem são valores bem diferentes).

Na minha concepção, salvo quando sua decisão afeta a vida alheia, você pode fazer o que quiser com seu corpo, vida social ou o diabo que for. País, religião ou filho da puta algum pode colocar o dedo na sua/minha cara e dizer o que devo fazer, ser, vestir ou até pensar, contanto que, como disse, meus atos APENAS me afetem.

Como diria uma canção, se quiser fumar eu fumo, se quiser beber eu bebo e se o casal ao lado quer se beijar, FODA-SE o que penso. Se estou incomodado, FODA-SE meu incomodo. Mudo de lugar contanto que a alegria alheia não esteja me impedindo de usufruir do que é direito meu (como barulho num cinema).

Por isso sou completamente a favor que pessoas de qualquer orientação afetiva possam manifestar isso dentro e fora de casa. Quer se casar no civil? CASA LOGO. Quer se beijar no metrô ou simplesmente andar de mãos dadas, AGARRA. Quer fuder? Aí não pode, senão viramos a Santa Igreja no pós-Roma. Quer proibir beijo gay na sua loja? PROÍBE TODOS.


E é por esse motivo que não posso de maneira alguma me compactuar com proposição nazista. Ainda que o PT tenha também seu pézinho lá na sede de poder (mas quem quando tem o caneco quer compartilhar com os outros?), uma posição como essa tomada por quem SEQUER foi eleito já é por demais temerosa.

Por isso não posso de maneira alguma compactuar com isso. Não é porque o PT tem problemas de corrupção que vou escolher o partido adversário que além de possuir a MESMA corrupção agora apresenta desvios de caráter de criaturas com sobrenome "Hitler". E nem por isso vou escolher o PT, já que posso anular meu voto.

Substitua a palavra "homossexuais" por "judeus" e só não teremos um holocausto à brasileira porque segundo essa gente que se diz "de Cristo", o "gay" não diz que é gente nem quando está no banheiro e batem na porta.

Para eles será apenas faxina.

E você, o que pensa disso?
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Nasceu?

Dando uma abertura para um momento solene, informo a quem interessar possa que o filho do senhor Rob Gordon nasceu.

Com 191 páginas, pesando 281 gramas, o Anônimos e Urbanos foi trazido pela cegonha no dia 04 de Outubro de 2010 por seu progenitor.

Interessados em ter em sua casa o filho de Rob Gordon favor clicar nos links colocados acima ou na figura abaixo:


Meus sinceros parabéns a família e que em breve outros filhos surjam depois desse.

Logo estarei com o meu em mãos e levando para autografar. =)
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