Ética, hombridade e a falência de ambos.


 
Essa semana a blogosfera brasileira, principalmente aqueles que ainda usam a plataforma Blogger, perde uma de suas maiores fontes de conteúdo.

A Juliana Sardinha, felizmente, fechou o Dicas Blogger.

Opa? Mas porque o Dragus está dizendo "felizmente"?

Sejamos francos. Não quero analisar pela ótica do meu umbigo ou do seu. Digo pela primeira vez: ela está absolutamente certa de fazer o que fez.

A situação foi a seguinte:
Juliana sempre foi principal coadjuvante de toda a blogosfera amadora. Quando um zé mané qualquer queria um template, ia no site dela, pegava - de grátis, na faixa, for free - e tirava os créditos (coisa natural em um país odiado internacionalmente por esses hábitos). Não bastasse essa corja, outros mais imbecis roubavam os templates e também o conteúdo e os trolls de sempre estavam lá, criticando-a por criticar a ladroagem descarada. Recentemente foi vítima também de um completo imbecil que tentou furtar-lhe o domínio e até mesmo conta do Twitter. Foi a lança no coração.

De saco cheio do mais do mesmo blogueiro, ela opta por entrar em recesso, ou fechar pura e simplesmente. E só. Simples que nem um "Tchau".

Reitero: Estou de acordo. Até demorou.

Não é humanamente possível que uma pessoa seja obrigada a manter algo que não lhe dá mais prazer só porque o que faz é legal. Ela é uma pessoa adulta, sensata, e que por profissão lida com uma enorme carga que por si só já justifica que não queira fazer da sua vida pessoal um inferno.

Não vou fazer qualquer apelo por sua permanência. Vou apenas demonstrar apoio a qualquer decisão que ela venha a tomar ou a retomar, e ficar na minha, quieto (me manifestar aqui foi uma enorme exceção... poucas vezes comento de blogosfera aqui).

A Juliana é forte, já demonstrou diversas vezes, e apesar da idéia comum existente, muitas vezes tem que ter muito mais culhão para desistir do que para continuar.

Torço para que ela seja feliz com a decisão que levar para frente, e com ela principalmente.

Não sabe de quem estou falando?

Veja aqui: Dicas Blogger: Game is Over

Pessoalmente só torço para que ela continue com o twitter, a opinião dela fará uma falta ABSURDA naquele site cada vez mais tomado pelo "efeito orkut".
Leia o Restante.

Explicando

No último post feito por Dragus ele divulgou uma foto minha fazendo referência a meu atual estado, porém pouquíssimas pessoas sabem do que ele estava falando. Agora vu explicar, mas antes vamos explicar a situação da foto:

Fevereiro de 2009 carnaval;
Em meio há uma parca torrente de idéias sobre o que fazer para animar o carnaval alguém sugere de se fazer uma festa a fantasia na casa do Dragus. Até ai tudo bem, todos os convidados confirmam e o dia e a hora são marcados.

Pk (este que vos escreve), não tem a menor idéia do que vestir, diferente dos outros futuros participantes. Até que no dia da festa ele finalmente decide irá se vestir de... Patrão... Patrão? Como assim, patrão? Na verdade seu intuito era se vestir de patrão que está de folga, usando pantufas, roupão, fumando um belo charuto... E foi isso que fez.

Caso não tenham entendido revejam a foto:


Agora o que a foto tem a ver com meu estado atual? Simples o que era mera brincadeira e fantasia se tornou realidade, virei patrão!

Como o Dragus iria vender a Cyber dele devido ao fato de ele agora se tornar funcionário público, resolvi comprar a loja dele. Como já conhecia todo o esquema de como ela funcionava e tudo o que ele fazia aqui eu também sei fazer, para mim não seria difícil administrar o negócio.


Agora um pequeno bônus: como Dragus expôs minha figura ao olhar de todos, como todos agora conhecem meu magnifico e definido "pânceps", revelo a vocês quem era a figura de cabeleira rosa na parte direita da foto:

Reconheceram? Caso não tenham reconhecido perguntem para o Dragus!
Leia o Restante.

Uma foto, uma mensagem.



No carnaval do ano que passou, você previa isso. Admita.

Espero que tenha muita sorte e que onde faltar sorte que lhe sobre paciência e sagacidade para dar a volta por cima e cuspir nos adversários da vida.

Valeu velho, que encha o rabo de grana e torne essa foto real.

Pose já tem, falta apenas a grana.

Para quem não entendeu: o PK explica (espero).
Leia o Restante.

Os capetinhas do final de semana destruindo o ano novo. - Parte Final


Registro de como estava enquanto via os fogos.

Ok. Depois das notícias recebidas a festa de ano novo prometia.

Já tive viradas de ano que passei de preto, já passei em casa, já passei beijando na boca, já passei completamente bêbado e acordei no dia seguinte abraçado a uma garrafa de Whisky. Mas nunca tinha passado como mendigo.

Aqui convém abrir uma enorme aspas, porque o ruim da viagem em si resume-se a uma palavra: IRONIA. Ou seja, Capetas. Eles tornaram o que podia ser perfeito em completo caos.

Porque a casa, o terreno, a vista, TUDO era maravilhoso.

A casa onde ficamos o terreno é enorme. Tem área para jogar futebol, se quiser dar um mergulho na lagoa de Araruama é só atravessar a rua, se quiser velejar pego o barco do dono emprestado. Se quisesse comer fruta do pé, tinha. Se quisesse ver o nascer do sol, veria um sem igual. O terreno era alto e permitia ver TODA a lagoa de Araruama de um ângulo maravilhoso.

E como disse, foi aí que entraram meus amigos do C.U.

Devido a minha absurda e completa exaustão mental mataram minha capacidade de discernir. Nada era belo, era tudo cinza e caótico. E quando soube que não teria como tomar banho, a minha segunda forma de relaxamento foi embora.

Talvez por influência de meus animais de estimação (ou só os tenha por causa desse meu defeito) eu sou uma pessoa completamente metódica. Eu traço metas, planos e sigo a risca o que planejei mentalmente. Tenho rituais e maneiras de fazer as coisas e sou tão concentrado nelas que quando sou interrompido quebro o elo em cascata e simplesmente deixo de realizar porque na minha cabeça não fica a mensagem de "inacabado" mas sim de "concluído". E se me perguntarem depois, vou confirmar que fiz.

Mas vamos voltar a Araruama...

Uma música soava em minha cabeça enquanto o tempo passava. "Era uma casa muito engraçada". Eu estava no limite de meu convívio social. Eu precisava de alguma forma desestressar e criei uma previsão negativa ao extremo de que terminaria o ano escutando pagode e funk.

Foi então que ocorreu o milagre do ano novo.

Em algum lugar no C.U. algum capeta deve ter apertado os botões errado. Eu não estava em uma casa de pessoas que curtiam o que o povão curte, mas de pessoas como eu. Cujos gostos musicais pararam no estilo dos anos 80. E quando a música começou eu comecei a sorrir.

Basicamente Capital Inicial, Paralamas, Nenhum de Nós, Pink Floyd, e bandas do tipo. NÃO TOCOU O TRIUNVIRATO POPULAR (Funk, Pagode, Forró). Foi a maior de todas as ironias. Do lado de fora, onde rolava a festa, apenas músicas e baladas para cantar junto. E todas tocadas ao vivo. Um puta show cover de Rock ao vivo e eu estava cansado demais para aproveitar (não que não tenha, pois umas cinco vezes fui cantar junto com os convidados).

Não posso nem considerar um gol meu, mas sim um gol meu pela música e uma série de gols dos capetas por cada uma que quis cantar e não consegui. Dadas as circunstâncias daquele momento, preferia o triunvirato popular, ao menos não me arrependeria depois de não ter curtido. Eu me arrependo muito disso. Um gol meu para pelo menos 20 deles (ou mais, pois foram MUITAS músicas legais).

Capetas 35 X Dragus 4

Veio finalmente o ano novo. E ao contrário de 2008/09 em que prometeram fogos em Paquetá e não teve nem bombinha, dessa vez foi diferente. Foi um belo espetáculo, porque de onde estava vi os fogos de Praia Seca, Saquarema, Cabo Frio, São Pedro da Aldeia, Arraial do Cabo e Búzios. Sem contar os fogos de Araruama que foram os que duraram mais de toda a região.

Foi belo comovente e no final uma nova boa notícia. Eu dormiria no mesmo quarto onde estava o primo da minha esposa. Lá tinha ventilador de teto e seria BEM mais fresco. Arrumei a cama direitinho, ficou muito confortável e dormiria bem minha primeira noite mas...



O rádio toca no inferno. Um capeta posicionado estrategicamente no telhado pede informes sobre o capeta embaixo da cama do primo da esposa de Dragus. Ele recebe a informação que poderia desligar a grelha porque o Dragus não dormiria no forno essa noite. Não satisfeito com isso, ele liga para o F.U.D.E.U. e cobra favores. Não demora mais que cinco minutos depois que Dragus dormira sorrindo e uma chuva torrencial cai sobre TODO o Rio de Janeiro, gerando conseqüências terríveis em outros lugares APENAS porque queriam levar adiante seu plano.

Não demorou muito, ao menos não para Dragus. De repente Dragus desperta e sente as costas encharcadas. Imediatamente coloca a mão entre as pernas e certifica-se de não ser um revival dos seis anos causado pelo sono. Não. Sente uma nova gota. Olha para o teto e na sua mente vem imediatamente a voz de Sérgio Reis.



Não deu outra. Enfurecido Dragus se levanta e cambaleia em busca de um lugar. Desfaz a cama completamente e procura um lugar. Mas as gotas caem no ventilador (cujo controle foi tomado pelo Capeta do telhado) e ao baterem nas pás respigam DIRETAMENTE na testa de Dragus. Ele novamente muda de lugar no quarto. Encolhe-se todo. Não dá.

Revoltado vai direto para a sala. A televisão está ligada, e passa um filme. Obviamente algum Capeta trabalhava na Globo. O filme era "Melhor Impossível". Dragus quase enlouquece quando identifica o filme, e está justamente na parte em que o loiro do filme se fode completamente (e Dragus é loiro, mas hetero convém ressaltar).

Sua esposa então, acordada pelos rosnados de Dragus, surge e o chama para dormir. Adivinhem onde?







Tá ficando quente...

















MUITO QUENTE.
























Exato. A essa altura já parara de chover mas o capeta do telhado ainda jogava água com a mangueira para manter a goteira e com a mão livre reacendia a fornalha.

Dragus não dormiria fresquinho TAMBÉM na primeira noite do ano.



No dia seguinte, depois de acordar, eu fui conversar com a dona da casa. Papo vem e papo vai, descubro que SÓ choveu em cima da casa. Onde eles estavam (do outro lado do terreno), não caira UMA GOTA SEQUER. Não deixei de sentir um arrepio e muita raiva.

Estava mais exausto ainda, fedido, suado demais... Mas tinha uma boa notícia. A caixa d'água estava cheia.

Foi o MELHOR banho do ano. E quando saí vi algo que não via a muito tempo, lá, abrindo espaços entre as nuvens estava o sol.

O ano tinha enfim começado.

Mas eu já começava perdendo para os capetas.

Placar final:
Capetas 69 X Dragus 4


No meio deles um gritava "É HEXAAAA É HEXAAAA!" e era silenciado por outros.

O que não sabia é que os Capetas também tinham seu plano B, mas fica para outra história.
Leia o Restante.

Os capetinhas do final de semana destruindo o ano novo. - Parte III

Os capetas encarregaram-se de montar minha cama
e a da minha esposa com carinho, vide foto.

Enquanto Dragus suava na cama, os capetas inspirados com a cena comeram marshimellows (sei lá como se escreve isso) esquentados obviamente no telhado de onde estava. Apesar de ter chovido a NOITE INTEIRA não senti em nenhum momento o frescor da chuva. Apenas um calor dos infernos.

Fato 1 sobre mim: Eu sou calorento. Não consigo dormir sem uma fonte de frio ou vento que não começo a suar como se estivesse me transformando em suor. Ainda que esteja frio, me livrarei de qualquer lençol durante a noite e dormirei sem nenhuma coberta, algumas vezes me cobrindo, mas esporadicamente. Não adianta. Eu suarei como carne na grelha, e no dia seguinte terei o toque de midas fedorento, onde tudo que eu toquei naquela noite se agrega a meu fedor e precisa de uma única coisa: água e sabão.

Fato 2 sobre mim: meu suor é absurdamente danoso a tecidos. Eu dissolvo meias. No auge de meu "dom" meias não duravam um uso, já estavam esburacadas na primeira vez. Nessa época nem mesmo o infalível polvilho da granado funcionava. E nem minâncora, antes que puxem do mesmo baú.

Diário de bordo do C.U., data An(u)al 31 de Dezembro de 2009.

Na primeira noite, eu estava cansado demais da viagem para pensar em qualquer coisa. A casa onde ficamos tinha 3 cômodos. Um do dono, outro do lado que por sua vez é ligado ao que fiquei por uma janela. O cômodo onde eu e minha esposa ficamos era parte do puxiadinho da casa, e por sua vez, era a parte da casa mais perto do amianto. Se colocassem uma grelha 0nde dormi no dia seguinte o cardápio da ceia de ano novo seria "dragus à pururuca".

Como de se esperar suei e suei tanto que ao despertar só não fui confundido com uma poça d´água (vide foto ao lado de minha representação, mas infelizmente sem o conforto do mar) porque os colchonetes e o lençol (e o travesseiro bob esponja) absorveram tudo. Levantei quase dez litros mais magro e fiz uma única coisa: beber água da torneira.

Não sabia se tinha água no filtro, mas quando fui tirar o suor do rosto meu corpo foi mais forte que minha mente e quando me dei conta estava usando a bica do banheiro de bebedouro. E sem me importar se é saudável ou não. Só depois disso fui informado da hora e fui tomar banho. Frio, mas na verdade quente.

O dia estava completamente nublado, chovia vez ou outra, mas estava quente. A casa estava quente, os canos estavam quentes, eu estava suando novamente. E logo depois de sair do banho.

Enquanto tomava banho me senti naqueles filmes de comédia. Quando entrei tinha muita água, quando saí tinha o suficiente apenas para tirar correndo o condicionador do cabelo (que precisava urgentemente se livrar do suor, pois estava se dissolvendo).

Sim, no final do meu banho tinha pouca água. Quando o primo de minha esposa saiu do banho não tinha mais nada no cano do chuveiro. Os donos da casa ligaram a bomba e saímos para comprar algumas coisas para a comemoração de ano novo. Refrigerantes, sorvete e uvas (essas desapareceram). Aproveitamos e almoçamos fora em Araruama. Quando voltamos quisemos novos banhos, mas ainda não tinha água.

Mais um gol para o time do C.U.

Capetas 4 X Dragus 1

- Deve voltar daqui a pouco. - Avisaram os donos. - Vão passear e na volta vai ter água.

Decidimos ir até uma sorveteria que tem na Praia do Forte, em Cabo Frio, e ficamos até quase anoitecer. Foi bom. Me empanturrei de sorvete e ainda conseguimos uma vaga boa da qual jamais consdeguiríamos uma equivalente em Copacabana. Pensamos em ficar e ver ali os fogos, mas queríamos muito tomar um banho e se vestir antes que os convidados chegassem.

Capetas 4 X Dragus 2

Reparou que falei muito de nosso desejo de tomar banho? Chegamos em casa as 8, e abrimos o cano. Nada. Seco. Meu aparelho de fax, prevendo o que viria a seguir, imediatamente me guiou até a privada. Conferi se tinha água, confirmando que tinha tinta para o fax, e pari meus bebês. Foi quando ouvir vaias em minha mente e senti jogarem pipoca em mim, mas não vi de onde vieram (com certeza do cinema do inferno).

Capetas 4 X Dragus 3

O jogo poderia empatar, e o final de ano não ser completamente perdido. Eu estava cansado depois de uma noite péssima de sono mal dormida e cada centímetro do meu corpo doía.

Fato 3 sobre mim: Se não durmo bem minha percepção da realidade é mais pessimista que o tradicional. Simplesmente perco meu humor e minha linha de tolerância social desce tanto que dá a volta no universo e bate na minha cabeça. Viro basicamente um ogro. Vide foto.

Mais leve por ter conseguido me livrar das provas de meus crimes, voltei para junto dos demais para ouvir o que já sabia.

A sisterna da casa estava vazia. Só poderíamos tomar banho no ano seguinte. Escutava em minha mente mal dormida cada uma das risadas dos capetas. Eu dormiria em um lugar quente e não poderia tomar banho, aliás, passaria a virada do ano com perfume de mendigo.

Não foi apenas um gol, mas dez.

Naquele momento apenas uma palavra se formou em minha mente, quatro letras que me trariam paz:

casa.

Capetas 14 X Dragus 3


Continua...
Leia o Restante.

Os capetinhas do final de semana destruindo o ano novo. - Parte II


Tempo.

Ele tem muitos nomes, e sempre costumamos xingar. É aquela medida que nós meros mortais tentamos fixar e colocar em relógios mas que na verdade é que nem manteiga (rígida se estática, e some quando movimentamos).

Enquanto os capetas comemoravam o sucesso da primeira de muitas traquinagens, eles observavam atentos. Dragus estava com sua esposa, encharcado, descobrindo duas coisas, uma boa e uma ruim ao constatarem que a mala não era mais impermeável.
- A boa: as roupas não molhariam.
- A ruim: os travesseiros foram sacrificados, um deles ganha o apelido de "Bob Esponja".

Finalmente o outro casal chega, e depois de "papo vem e papo vai" saem de casa precisamente as 21:00.

Voltando a narrativa em primeira pessoa...

Isso significa o que? Saímos no dia 30 para evitar o engarrafamento de 7 horas. No plano original sairíamos as 18:00 já na Leopoldina (algo tipo "A Fronteira" no Rio de Janeiro, onde se originam os maiores nós do trânsito carioca), enquanto nesse mesmo horário o resto da cidade estaria indo para lá. Não tinha como dar errado.

E deu.

Capetas 2 X Dragus 0

Saindo as 21:00 logo ao chegar na Perimetral já topamos com o primeiro engarramento. Demoramos uma hora para passar da ponte Rio X Niterói. Dali em diante nos movimentamos como barca debaixo de um personagem que seria presente até o dia 01/01/10: a dona chuva.

Choveu como São Pedro tivesse decidido mijar em minha cabeça. Mal via na ponte Rio-Niterói o carro da frente, que o diga os do lado. Ventava para burro e o primo de minha esposa, o único que sabe dirigir (eu sei, mas é algo... digamos... fatal).

Quando eram 22:00 saímos de Niterói. Pegamos mais engarrafamento logo depois do pedágio, engarrafamento que durou até a junção da Niterói-Manilha com a rodovia que eu estava e foi assim até a BR-101, quando melhorou um pouco. Só pegamos estrada livre já quase na Graal Oasis, lugar que fiz questão de gravar no GPS do meu celular, e isso quando eram quase 23:50.

Certo de que não teria comida àquela hora na casa de nossa anfitriã, decidi comer ali mesmo. Mandei várias saladas para o interior de minha sacra pança e seguimos viagem minutos depois. Um detalhe: é muito bom chegar ao Graal sem tempo limite. O prazer de mastigar comida ao invés de engolir como um animal raivoso é inigualável.

Capetas 2 X Dragus 1

Saímos da Graal, retomamos a viagem e depois de mais uma hora e meia de viagem, por volta de 1:30 estávamos finalmente em nosso destino. A casa é confortável, bem organizada, mas como disse a dona, tem um problema grave: teto baixo demais.

O teto de lá é constituído por amianto e uma camada de madeira para forrar, mas sem espaço entre os dois, ou seja, não tem saída de calor. E para complementar, dependendo do ponto da casa ele é tão alto que posso tocá-lo com o braço. Aliás, Rob Gordon se pulasse alcançaria esses pontos. Fácil. Era quente, e por causa dos amigos mosquitos, abrir as janelas era inviável, o que fazia do lugar onde eu ficaria (de teto baixo e sem ventilador de teto por causa disso) um forno grego.

Foi então veio a frase que mudou toda minha festividade de ano novo:
- Você esqueceu de falar para eles trazerem ventilador! - Diz a anfitriã para a filha, a esposa do primo de minha esposa (soou complicado? imagine para mim narrar!).

Pronto. Não satisfeitos em fazer da minha vida um inferno, os capetas tinham instalado uma filial no lugar onde eu dormiria.

Gooooool dos capetas.

Capetas 3 X Dragus 1


Continua...

Leia o Restante.

Os capetinhas do final de semana destruindo o ano novo.

Primeira vez que os capetas soltaram fogos, hoje chamado de Big Bang.

Quando desejei semana passada que 2010 fosse igual a 2009 (pelo menos), não queria de modo algum inserir meus personal-capetas nisso. Vocês do C.U. e do F.U.D.E.U. poderiam ter ficado em casa, no passado, mas decidiram que enquanto outros departamentos entraram em recesso, vocês fariam serão. Afinal de contas, da última vez não conseguiram tanto assim.

Tudo começou semana passada...

Diário de bordo do C.U., data An(u)al 23 de Dezembro de 2009.
Dentro de sua sala confortável e climatizada (usando os equipamentos de resfriamento retirados da empresa do Dragus, claro), o líder dos capetas bebe um saboroso milkshake ninho solei com flocos de bons meninos caramelizados pela bruxa de João e Maria. Ele assiste pela décima vez consecutiva Xuxa e os Duendes para estimular seu córtex cerebral e imaginar novas torturas para seu alvo.

Ele então coloca o canal de sua televisão nas câmeras de segurança da empresa onde trabalha a esposa de Dragus. Ela conversa com a esposa de seu primo a respeito de viagens e o capetinha ao escutar a conversa aciona uma série de monitores complexos e burocráticos. E ele começa a sorrir.
- Tem um lugar legal para passar o ano novo. - Diz a esposa do primo. - A gente vai alugar um carro e viajar, e queria que vocês fossem conosco. Vai ser legal.
- Onde? - Pergunta a esposa de Dragus.
- Na casa da... - O capeta aperta o botão um botão e apenas sua voz é escutada. - "minha mãe, em Araruama. Um sítio foda.".
- Não sei se o *nome do Dragus* vai querer.
- "Insiste. Ele sempre cede." - Diz novamente a voz do capeta, disfarçada e cheia de boas intenções.

Pronto. No mesmo dia a esposa de Dragus vai até ele e comenta dessa viagem. Ele estava dessa vez decidido a passar o ano novo em casa e nega. Mas é tarde demais, estava plantada a semente. O dêmonio aperta a tecla "repeat" de seu gravador e deixa a insistência persistir na mente de Dragus até que ele finalmente concorda no dia 29 de Dezembro de 2009, mas não sem antes surgirem teóricas vantagens, como diminuição dos custos de viagem. Ele também aperta o botão do F.U.D.E.U e uma chuva torrencial começa nesses dias, prenunciando um ano novo debaixo de muita água.

E foi quando os demônios começaram a causar seus problemas em série...

A viagem estava programada para acontecer na manhã do dia 31, mas as esposas decidiram que era melhor ir no dia 30 a noite. Ok, tudo seria perfeito SE e SOMENTE SE o Dragus não tivesse combinado de lavar o prédio da Cyber neste MESMO DIA contando que a viagem seria apenas dia 31.

Ele é comunicado da alteração da data ainda no dia 29, sendo que nesse mesmo dia ele trabalhou depois do expediente. Ou seja, ele teria ao chegar em casa pouco mais de quinze minutos para montar a mala e rezar para não esquecer nada. Mas ele está lidando com capetas, e não com anjos. E quando chega em casa ele percebe isso muito bem:
- Tem que levar colchonete, travesseiro, lençol e toalha. - Avisa sua esposa, dando calafrios em Dragus. - Já coloquei roupas suas aí e só falta colocar uma coisa ou outra.
- Mas a pessoa que mora lá não tem essas coisas? Ela dorme no chão duro? - Apenas pensa Dragus, preferindo guardar para o blog essa frase.
- E onde coloco minhas coisas? - Pergunta Dragus, recebendo um olhar assassino de volta e colocando cinco blusas na bolsa.
- Para que tantas blusas? - Espanta-se sua esposa. - Só vamos ficar até o dia 2!
- Ok.
- E não esquece, amanhã estamos saindo as SEIS da tarde, onde você vai estar?
- Limpando a empresa, esqueceu? Dou meu jeito.
- Não vai se atrasar! Disseram na rádio que dia 31 vai ter 7 horas de engarrafamento.

Enquanto Dragus sentia as informações passarem por seus ouvidos como água passa pelas pedras de um rio, no inferno o capeta sorria. Era muita coisa para pouco dragão rosa.

Devido ao curto espaço físico e de tempo, Dragus esquece de coisas fundamentais. Ele separara para o ano novo a filmadora, o notebook, uma câmera fotográfica e seu fone de ouvido para escutar suas mp3 na viagem. Tudo isso foi esquecido. Apenas não esqueceu de levar o carregador do celular, e só lembrou porque semanas antes tinha se esquecido dele e sofrido horrores quando o esmo desligou sem piedade e nem mesmo um gasto imbecil com carregador de camelô (cuja garantia "soy jo" e veio quebrado) o fez sair do estado de coma.

Certo de que estava tudo aparentemente bem, Dragus partiu no dia seguinte de manhã cedo com a mala e sua esposa com os dois colchonetes (que já se transformaram em "panonetes" ou "calombonetes" em alguns pontos, mas de qualquer jeito, um "desconfortonete") e apenas 250 reais no bolso para TODO o ano novo.

Seu dia foi: trabalhar até as 15:00, depois disso faxinou o prédio da empresa, encharcado de suor voltou para sua masmorra e secou-se com a blusa que usava (e era a que até então usaria para viajar). Tomou um banho de perfume e desodorante (pois o chuveiro da Cyber é um belo enfeite) e deixou a blusa após constatar que causaria sofrimento demais nos outros e em si mesmo quando estivessem no carro. Fedia a mendigo.

Quatro e meia tudo terminara, e curtia um pouco de internet quando o celular de Dragus toca. Obviamente era coisa do capeta.
- Estamos indo para o lugar tal, vai para lá AGORA! - Ordenava a esposa de Dragus.
- Mas não era as seis?
- Não podemos NOS ATRASAR.

Soa o sinal de fax assim que o telefone desliga. Dragus teve um piriri pré-saída. Como no carro alugado não tem privada (sequer um pinico), ele vai pela última vez do ano no banheiro da Cyber. Passado o fax, ele pega a volumosa mala e parte correndo e na chuva - sem guarda-chuva. - em direção do ônibus. Atravessando a Presidente Vargas e desafiando a morte o intrépido burro rosa (porque tem que ser muito burro para atravessar fora do sinal uma das vias mais perigosas do Rio de Janeiro) fala no celular, carrega a mala e corre na chuva desviando de ônibus.
- Você já deveria estar aqui! - Diz a voz do outro lado.
- Eu precisei ir no banheiro.

A ligação cai. Ele se encharca todo, mas sobrevive. Pega o ônibus e chega no horário. Ali os capetas começam a rir. São 17:30 e sua esposa pega o celular e liga para a esposa do primo.
- Sim... Sim... Entendi... Sim.

"Isso vai dar merda", pensa Dragus enquanto sente as más notícias se acumulando como se fosse um pênis sendo coberto por areia e arame farpado. O telefone desliga e a esposa dele o encara alguns segundos, sem sorrir. Tensão no C.U., tambores são batidos com ritmo quase clássico.
- Vamos ter que ir até o prédio deles, deu merda no aluguel do carro e eles vão SE ATRASAR. - Anuncia a esposa de Dragus.

A viagem ainda nem começara e a torcida no inferno vai ao delírio.

Capetas 1 x 0 Dragus.


A maratona de sofrimento continua no próximo post.
Leia o Restante.

Entrando em recesso.


Olá a todos e bom ano a todos.

Vou entrar em recesso esse final de ano, o que não significa que vá deixar de postar (espero colocar hoje ou amanhã minha resenha de Atividade Paranormal), mas que vou aparecer menos ainda do que tenho aparecido (aqui e no @draguz).

Não vou desejar nada para 2010 porque podemos nos decepcionar com metas não cumpridas. Espero apenas que se não for melhor, que ao menos não seja pior.

E que venha 2010, e que seja um ano calmo, porque 2009 foi o ano mais louco da minha vida.

Foram 2 mudanças (3 se considerar mudança de cômodo interno para o externo de onde vivia em Paquetá), uma aquisição de empresa e sua venda posterior, uma aprovação em concurso público com a terrível espera pela carta no final do ano, sucesso financeiro em parte tendo que trabalhar quase 12 horas por dia por semanas sem parar, transformação do layout do Pensamentos e sua mudança de endereço, me separar de alguns dos meus gatos (dois ficaram em Paquetá porque não tinha como trazer para o continente), iniciar uma dieta de verdade em pleno final de ano, ser padrinho do bebê mais fofo do mundo, conseguir conciliar de alguma forma a vida real com a online ainda que de forma rudimentar e quase ausente, ajeitar a empresa dentro do possível, e ainda arrumar a casa nova em plena época de festas.

Ufa.

Se 2010 começar que nem termina 2009 em 2011 o blog será póstumo. Ou não.

Feliz 2010.
Leia o Restante.

Divulgando para um amigo.




O Rob está participando, aliás, foi indicado pelo Judão para concorrer como melhor blog do ano segundo o próprio.

Como considero efetivamente o blog do Rob como um dos melhores (para mim o melhor em sua categoria - cotidiano), estou colocando a cara a tapa para pedir votos nessa época do ano em que o importante é dar. Se juntos conseguimos fazer o PK ganhar um concurso de fotografia, porque não eleger também o Rob Gordon o melhor blog de 2009 no Judão?

E antes de dar uma passada no shopping para comprar e comprar e comprar, passe no Judão e vote no Rob:

Essa é a enquete:


Esse é o link (para quem não clicar na imagem):

Você vota, o Rob fica feliz e em seguida os capetas agem, produzindo novos posts ainda mais hilários. É uma fórmula simples.

Lembrando que a página demora a carregar (pelo menos demora aqui), logo, infelizmente espere um pouco.

Se você não conhece o blog do Rob, não sabe o que está perdendo:


Entre e ria horrores com a tragédia alheia, ou se identifique e sofra (meu caso).

Eu já votei (hoje).
Leia o Restante.

Se tempo é dinheiro, eu estou falido.


Mudei.

Morava em Paquetá até o início do mês e agora, desde Sexta-Feira me transformei efetivamente em Tijucano (aliás, apenas coloquei em prática o que está no sangue, pois nasci lá apesar de ter passado a vida no Méier).

Agora, na fase final da mudança, posso dizer com convicção: dezembro de 2009 foi o melhor pior mês do ano.

Foi o pior no sentido do trabalho que deu, de todo o estresse de ter que me mudar correndo porque Paquetá (ou Alcatraz, dadas as semelhanças) em função da limitação de datas (as próximas mudanças só ocorreriam em fevereiro, porque o caminhoneiro de lá tira férias - direito dele, claro) e da própria ansiedade infinita em relação a carta que não vem.

Mas para resumir isso, copio, colo e atualizo a lista de afazeres de dezembro:
- Empacotar/Encaixotar mudança; - OK!
- Trabalhar até tarde (estou conseguindo adiar todos os clientes extras, de modo que resta apenas os fixos); - OK! Adiei tudo, ainda que alguns não tenha gostado.
- Batizado (O evento, reitero, o resto é tudo cancelável ou adiável e não me importo); - OK! Um sucesso, aguardo as fotos de PK para colocar aqui (ele está viajando);
- Me mudar (a pior coisa de todas, o preço que pago para sair de Paquetá);
- Exame se sangue (não fiz porque passei mal no dia e estava com remédio no sangue);
- Ir na Endocrinologista entregar o exame; - Já era. Não consegui ir, ficou para fevereiro de 2010.
- Resolver natal:
--->Comprar presentes de minha esposa; - OK.
--->Comprar presentes de amigo oculto.
- Resolver ano novo;
- Desempacotar/Desencaixotar Mudança antes de 2010;
- Conseguir cancelar o Claro 3G; - OK! Estou surpreso, foi fácil... Bastou apenas ter alguns meses como mau pagador para facilitar também.
- Concurso - provável convocação;
- Reparar espaço da empresa e ajeitar goteira; Goteira resolvido, em 2010 faço a pintura.
- Vender empresa/Anunciar ao menos; Anunciada e negociando a venda.
- Terminar o primeiro livro da versão 2.0 de Seguidores. - OK!

O pior agora é desempacotar e tirar coisas das caixas, dá muito trabalho, mas o mais estranho é rever objetos que nem lembrava que os tinha e matar a saudade de minhas panelas e louças.

Mobília que veio de Paquetá já está ok.

Entretanto me endividei (demais) pois eu, minha esposa e os demais moradores tivemos que montar a sala, e só em 2010 chegam parte dos móveis. Mas conseguimos eu e minha esposa comprar nossa TV LCD.

E vamos que vamos, que 2010 está na porta e não quero começar ele cercado de caixas.
Leia o Restante.

Metrô, jeitinho brasileiro e uma contagem regressiva.


Algumas semanas atrás abordei o assunto, hoje falo novamente. Ontem o governo do estado do Rio de Janeiro acompanhado por nosso então presidente inauguraram o que considero uma das maiores burrices cometidas por governantes em nosso estado.

Eles inauguraram a conexão Pavuna-Botafogo, mas para que leitores de fora do estado possam conceber o tamanho da c*gada, convém colocar um mapa do metrô do Rio de Janeiro:


Esse é o mapa. O metrô do Rio de Janeiro é representado como duas linhas retas que só se cruzam em um único ponto, a estação Estácio de Sá, localizada atrás da prefeitura da Cidade em um dos lugares mais perigosos da cidade para pedestres (mas isso é outro assunto).



Basicamente todo o fluxo metroviário da cidade se encontra nesse ponto e a estação Estácio, ainda que hoje praticamente superlotada, foi projetada para isso, (baldeação entre linha 1 e 2) nos mesmos moldes que a Estação da Sé em São Paulo, basicamente um centro de Baldeação.


Só que o metrô foi projetado em cima de um maior, que era até então um plano piloto para o Estado, onde - na teoria e somente nela. - o metrô se interligaria em outros pontos da cidade conforme vemos pela figura acima. Lindo, bonito em teoria, mas se considerar que o tempo médio de conclusão de uma estação no Rio de Janeiro é de uma a cada 4 anos, em menos de 40 anos não completarão nem uma linha inteira.

No projeto original do metrô a Linha 2 não iria somente até a Estácio, ela continuaria se prolongando por debaixo da terra até a altura da Praça Mauá (ou até a Praça XV, em outra versão já dita nos jornais), a pouco mais de três quadras da estação da linha 1 da Uruguaiana, ou da Carioca, o que desafogaria consideravelmente o fluxo de pessoas passando da linha 2 para a linha 1 que fazem apenas o trecho para chegar ao centro.

Em suma, exceto por essa estação citada, NENHUMA OUTRA do estado foi planejada imaginando a ocorrência de baldeações, servindo apenas para entrar e sair dos vagões. E só. Cálculos foram feitos em cima disso. Fazer qualquer estação como ponto de baldeação, principalmente nas subterrâneas da Linha 1 (que nem mesmo teria como ampliar os corredores), significa apenas uma coisa a população: desconforto, superlotação e caos.

Só que os autores da c*gada, para fazer cumprir o que está no edital, viajaram nos números e embonecando as coisas e pagando muito bem a assessores de imprensa (para calar a única voz) fizeram isso. Eles passaram o ponto de baldeação da Estácio e fazendo de toda o trecho da linha 1 entre a Central e Botafogo como estações de baldeação.

Superlotação + Integrações Capengas.
A coisa não está ruim de hoje. Por causa dos inúmeros jeitinhos que deram hoje o metrô beira o caos. Quando anos atrás o prefeito do Rio de Janeiro teve a oportunidade de implementar o plano de tarifa única na cidade (onde você paga um preço X e pode usar como quiser por duas horas) ele preferiu fazer isso APENAS com um modelo de integração ônibus-metrô-ônibus controlado pela Rio Ônibus e pela empresa do Metrô.

É um modelo bom, mas que quando aplicado dessa forma faz com que some-se ao fluxo de pessoas que o metrô recebe dos arredores o de pessoas mais distantes. Por exemplo, se antes por trem entravam 100 pessoas na estação São Francisco Xavier, hoje entram 200 ou mais. E se você observar bem, existem ônibus em quase todas as estações de centros comerciais ou para esses. Isso sem contar quem pega o trem e salta na Central, um afunilamento de virtualmente cinco linhas férreas (sem contar a quantidade de estações e subdivisões nessas linhas) em uma de metrô que já recebeu todo o montante de pessoas da linha 2.

Mais um paliativo: O Bilhete Único.
Isso leva a superlotação do sistema. Praticamente TODO o fluxo de passageiros do Rio de Janeiro hoje trafega pela linha 1 muitas vezes para lugares que seriam possível ir de ônibus ou outros meios se existisse o bilhete único (vale transporte não conta, porque apesar das aparências o peso no bolso do empregador é muito, mas muito, significativo).

Com essa alternativa ma pessoa poderia optar simplesmente por não pegar o metrô e seguir viagem no que fosse menos desconfortável, equilibrando as coisas e diminuindo a concentração.

Aí surge essa idéia. O metrô não para mais na estácio, vai direto na linha 1, interferindo de modo perigoso (pois de agora em diante há o risco real de choque subterrâneo de trens se algum cálculo, funcionário ou sistema eletrônico falhar, e vai ser um "como nunca se viu antes na história desse país").

O Jeitinho Brasileiro formalizado.
O problema de superlotação do metrô, como disse, não é causado somente pela linha 2. É o mesmo tipo de pensamento que gera aquela retrógrada (para não dizer preconceituosa) idéia que existe em relação a favelas, como se - salvo as más exceções. - o morador de uma favela não preferisse morar em bairros mais distantes ao invés de em morros em condições precárias (ok, hoje em dia nem tanto, dependendo do morro moram melhor que eu e pagam menos contas) se o tempo e o bolso não pesassem tanto.

Esse sistema "jeitinho" vai dar errado, aliás, já deu, como foi noticiado ontem e hoje. Não funciona porque não cria solução, apenas transfere o problema para algumas estações na frente. E ainda confunde.

Enquanto isso, em pleno ano de 2010, o governo Sérgio Cabral conseguiu criar pelo próprio esforço o que será o calcanhar de aquiles de sua reeleição e até da eleição da candidata de Lula.

Se César Maia teve sua Cidade da Música, Sérgio Cabral tem sua Lata de Sardinha Chique.

Basta apenas um acidente (porque os atrasos já estão aí), para que essa tragédia anunciada se torne realidade e se isso acontecer antes de outubro, espero que você eleitor se lembre disso e não repita o erro.

É o que acontece quando a classe política para de prometer soluções e passa apenas a prometer promessas, e o povo acredita.

Pense nisso, 2010 vem aí e cabe a você interromper a política do piru com leite político, ops, café com leite.

Ou continue sofrendo, porque todo castigo para burro é pouco.
Leia o Restante.

Venci!

Isso mesmo. Venci o concurso fotográfico do HSBC!

Três fotos minhas ficaram justamente nas três primeiras posições!

Essas foram as vencedoras:




Muito obrigado a todos que me apoiaram de alguma forma, por menor que tenha sido! Muito obrigado mesmo!

Dragus, você tinha razão! Olha a foto da moreninha ai!
Leia o Restante.

Forjando Um Guerreiro - Martelo e Bigorna Última Parte

Yurian


À medida que Ignus se adaptava a nova rotina no culto ao Deus da Guerra, mais ele evoluía como guerreiro e conhecia mais de si mesmo, seu domínio do shii podia quase ser considerado como pleno, ele ainda possuía algumas limitações, claro, mas levando-se em consideração o pouco tempo que tinha de aprendizado no culto, já dominava o shii muito bem, inclusive já havia superado muitos de seus companheiros veteranos. Agora não era mais um mero aprendiz, ocupava um cargo importante, era "O Emissário", como era chamado e tinha como obrigação levar as mensagens do Deus da Guerra, tanto em forma de palavras, como em forma de atos.

Sua ascensão tão rápida despertou a inveja de alguns de seus companheiros, nada que causasse muito incomodo, não para ele, mas os outros já o olhavam com grande desconfiança. Já seu atual senhor o via com bons olhos. Ignus era um lacaio leal, cumpria exatamente tudo aquilo que lhe era demando sem pestanejar. Sua dedicação e sua facilidade de aprendizado também eram notáveis, o que causava a admiração de uns e aumentava a inveja de outros.

Cumprira muitas missões sempre bem sucedidas em nome de seu senhor e decido a sua postura na liderança alcançou renome nunca antes imaginado, embora parecesse não se importar muito com esse tipo de coisa

Seu eterno mestre, Haldar, era seu constante companheiro, sempre iam juntos em todas as missões possíveis, e juntos, também, eram dos guerreiros mais temidos por sua ferocidade e por serem impiedosos para com seus inimigos.

O Deus da Guerra não era um deus piedoso, muito menos tolerante, seus discípulos eram os emissários de sua ira, que sempre era algo terrível, e desta vez não seria diferente. As guerras por território pareciam estar aumentando cada dia mais, nenhum reino estava a salvo de uma invasão repentina, nem mesmo os territórios sobre proteção de algum deus.

O Rei Mulgor invadiu terras que pertenciam ao Deus da Guerra, este enviou-lhe uma viso para que se retirasse imediatamente, o aviso não foi cumprido e a força teve de ser usada para expulsá-lo de lá. Não foi uma batalha difícil, já que o intuito era apenas de retirar os invasores dali, mas para o Deus da Guerra aquilo não era suficiente, Mulgor deveria comparecer a sua presença e pedir perdão em público, caso contrário as conseqüências seriam desastrosas para seu reino.

Um emissário foi enviado, Ignus, apenas ele. Seu nome já era conhecido e temido o suficiente para que pensassem duas vezes antes de não recebê-lo ou ouvir o que tinha a dizer. Assim que soube o que seu deus queria partiu cedo, apanhou sua espada, suas vestes com o emblema do deus, selou o cavalo e partiu. A flâmula do Deus tremulava ao vento presa a traseira do cavalo que trotava rapidamente, o símbolo fora visto pelos guardas de Mulgor assim que Ignus se aproximou da cidadela que fazia parte de seus domínios. Seu castelo era pequeno, mas estava em ponto privilegiado no alto de uma colina com arredores bem guardados. Os portões da cidadela foram fechados rapidamente para impedir a livre passagem do Emissário.

- Quem vem lá? - Perguntou o guarda do alto de sua guarida.
- Ignus, Emissário do Deus da Guerra.
- E o que desejas aqui, Emissário? - Questionou o guarda.
- Venho trazer uma mensagem de meu senhor e Deus ao seu Rei. - Anunciou com ar pomposo.
- É uma lastima, mas meu Rei não se encontra, então deverá entregar sua mensagem a mim. - Disse em tom calmo.
- Infelizmente deverei negar a oferta, pois me foi ordenado que entregasse a mensagem ao próprio Rei Mulgor.
- Então deverá entregá-la a um de seus representantes legais...
- Também não poderei fazer isso - Disse Ignus interrompendo o guarda, já esperava que não fosse aceito nos domínios de Mulgor - Se seu Rei não está então devo esperar por ele, conceda-me passagem e um abrigo até que seu Rei retorne.
- Perdão nobre emissário, mas temos ordens de não deixar que ninguém, seja ele estrangeiro, ou não, entre ou saia desses portões, a não ser a própria comitiva real. - Anunciou o guarda tentando por um fim na questão e espantar a presença de Ignus.

Com um leve aceno e fingido desapontamento Ignus partiu para alívio do guarda. Mas ele não se deu por vencido, sabia que o Rei estava presente em seus domínios, também sabia muito bem que não seria recebido, cumpriu o ritual na tentativa de adentrar nos domínios inimigos apenas por desencargo de consciência. Agora que fora solenemente e oficialmente impedido de entrar, usaria a força para chegar até o Rei.

Seu cavalo ficou amarrado a uma árvore não muito distante enquanto retornava sozinho, a espada pendia em sua cintura, logo ela sairia da clausura de sua bainha, logo sangue seria derramado.

Um estrondo e um leve tremor chamaram a atenção do guarda que já havia deixado sua mente vagar após a partida do Emissário do Deus da Guerra. Onde havia o portão de entrada agora havia pedaços de madeira espalhados por todas as partes e muitas farpas. Pouco a frente o Ignus caminhava com certa tranqüilidade sob o olhar atônito dos habitantes locais. O sino de alerta tocou com urgência, logo o Emissário estava cercado por vários guardas que apontavam suas lanças para ele.

- Recue agora invasor, ou faremos com que se arrependa de ter acordado no dia de hoje! - Bradou o que parecia o líder dos guardas.
- Disse que tinha que entregar uma mensagem a seu Rei e o farei. - Disse Ignus em tom seco e decidido.
- Já lhe foi dito que nosso Rei não se encontra, agora saia! - Repetiu a ordem com mais ênfase.
- Se insistirem na mentira e em me deter, serei obrigado a entrar...
- Experimente e...

O líder dos guardas não teve tempo de completar sua frase. Para Ignus bastou que o desafio fosse meramente anunciado através de sua interrupção, apenas aquilo lhe bastou para que ele destruísse a cabeça do guarda apenas com um golpe de sua espada ainda embainhada. Os outros guardas se afastaram com medo ao verem os pedaços da cabeça cair sobre si totalmente ensopados de sangue. O corpo tombou para frente tendo pequenos espasmos, mas logo se tornou imóvel, enquanto Ignus continuava a sua caminhada em direção ao castelo. Poucos instantes depois os guardas se recuperaram do susto repentino e se deram conta que o invasor voltara a avançar, rapidamente se atiraram contra ele em esforço inútil. O primeiro que chegou foi desarmado com um golpe da espada embainhada depois teve seu corpo dividido violentamente em dois. O seguinte Ignus matou com uma estocada no peito, o terceiro morreu pela lança de um companheiro que na ânsia de atingir o inimigo não percebeu que um companheiro havia sido feito de escudo, morrendo em seguida com um profundo corte que quase o fez perder a cabeça. Outro guarda teve o ventre rasgado sem piedade, sua lança ainda foi instrumento de morte de mais dois de seus companheiros pelas mãos de Ignus.

Sobrara apenas um, este está paralisado de estupefação enquanto presenciava a carnificina feita pelo invasor. Tentou correr enquanto o guerreiro se mantinha ocupado trucidando seus companheiros, mas não conseguiu, suas pernas não obedeciam mais. Observou com grande pavor enquanto Ignus calmamente vinha em sua direção, mas a única reação que teve foi apontar-lhe uma tremula lança.

- Pelo visto está me disposto a me deixar passar. - Falou Ignus com olhar malicioso enquanto afastava a lança de seu caminho.
- Se... Se o deixar passar...
- Pouparei sua inútil vida - Completou a frase do gaguejante e temeroso guarda.
- O Rei está no palácio. - Disse imediatamente.
- Ótimo, eu já sabia disso. Agora me diga, qual é o meio mais rápido para chegar até lá?
- É só seguir a pequena a rua subindo até o palácio.
- Não há nenhum atalho ou entrada secreta? - Questionou Ignus se aproximando mais do guarda e engrossando o tom de voz.
- Te... Tem a caverna... - Respondeu tomado de pavor.
- Que caverna? - Perguntou curioso.
- É perigoso, até mesmo para você.
- Isso não é um truque para me enganar, é? - Perguntou demonstrando profunda irritação.
- Não, não! - Respondeu enfaticamente balançando a cabeça, ainda mais apavorado que antes, temendo uma reação violenta do invasor. - A caverna é amaldiçoada, tem uma criatura maligna lá, um demônio, quem vai lá é devorado por ela...

A estória era absurdamente fantástica demais, Ignus não acreditou em nada do que o guarda disse, mas mesmo assim poupou-lhe a vida como havia prometido, mas quebrou ambas as pernas para garantir que não seria seguido nem que alertaria seus companheiros de algum modo, além de desmaiá-lo em seguida para não sofrer muito, por enquanto.

À medida que avançava pela cidade via as pessoas vigiando por entre as frestas das portas e janelas fechadas, não imaginara que causaria tanto temor na população local. Parou um pouco e observou o palácio, não estava muito distante, poderia correr para chegar mais rápido, mas preferia poupar forças e ir pela tal caverna, imaginava que aquilo poderia ter sido um artifício para ludibriá-lo. Provavelmente o rei deve estar escondido no interior da caverna com alguns guardas pessoais, e assim que tomasse o rumo normal para o castelo, outros soldados ocultos no caminho o avisariam para que fugisse em segurança. Ao menos assim era o que imaginava.

Chegou até a bifurcação que levava direto ao palácio e um caminho intermediário que segui na direção no pequeno morro, e seguiu aquele lado, a caverna deveria ficar para lá. Não demorou muito e encontro a entrada da tal caverna, não era uma entrada muito grande tão menos intimidadora quanto fez parecer o guarda, apenas uma caverna comum. A única coisa diferente era uma pessoa sentada próxima a entrada trajando manto e capuz acinzentados, parecia mais uma aparição do que uma pessoa, sua imagem destoava completamente do ambiente ao seu redor e Ignus sentia uma estranha energia fluindo do tal ser.

- Quem é você? - Perguntou ao ser.
- Quem sou não importa, mas sim o que tenho a lhe dizer - Respondeu em tom grave, a voz era de homem.
- Então diga.
- Aquele desafortunado guarda não mentiu, afaste-se dessa caverna, é perigosa até para alguém como você, Ignus.
- Como sabe meu nome? - Questionou visivelmente surpreso.
- A alcunha do Emissário do Deus da Guerra não é um mistério para muitos. A fama de teu cargo o precede e teu nome já carrega este fardo.
- E por que devo acreditar em ti, ser sem nome?
- Acreditar ou não é uma escolha unicamente tua, não posso forçá-lo a nada...
- Muito menos conseguiria - Interrompeu rebatendo.

Algo distraiu a atenção de Ignus e quando olhou de volta no instante seguinte o ser já não estava mais lá, sequer havia qualquer traço de sua recente presença no local. Resolveu que de nada adiantaria se importar com aquilo entrou na caverna.

Para seu tamanho até que era bem iluminada no início, o túnel interno era mais largo do que a entrada. O cheiro de podridão era muito incomodo, mas era algo que Ignus se dispunha a suportar. Algumas vezes esbarrou em restos de ossos, não soube dizer se de gente ou de animal, mas viu muitos quanto mais penetrava. O caminho começa a se elevar, traçando uma discreta subida e uma leve curva para a esquerda.

Nessa altura o ambiente já deveria estar completamente escuro, mas pelo contrário, parecia mais luminoso à medida que seguia, até que viu que havia tochas acesas pelo caminho, sinal de que a passagem estava em uso, o que o deixou animado. Aumentou o ritmo dos passos mantendo a cautela de pisar mais leve possível para amenizar o máximo que podia o som de seus passos. O túnel começou a se alargar e finalmente terminou em uma espécie de salão. Não era natural, uma olhadela rápida fez com que Ignus notasse que aquele lugar havia sido cuidadosamente preparado. A iluminação do salão era um pouco melhor do que a do túnel, mas não boa o suficiente para que Ignus pudesse enxergar detalhes mais precisos. Um altar se encontrava montado bem ao centro do salão, não havia nada de mais em cima dele, a não ser dois pequenos candelabros com velas acesas e um pote de barro.

Logo abaixo do altar havia uma espécie de poço flamejante a chama era fraca, tinha um tom avermelhado e havia algo dentro dele, mas não soube dizer o quê. Finalmente após examiná-lo o máximo que pode por fora resolveu entrar. O salão era muito maior do que havia visualizado, a fraca luz das tochas e a pintura vermelha interna não davam uma boa noção de espaço. O salão era bem alto também, parecia havia uma espécie de abertura em seu ponto mais alto, provavelmente para que a fumaça não ficasse acumulada no local ou não escapasse pelos túneis.

Se aproximando do altar, viu que o pote de barro tinha um líquido escuro dentro, sangue talvez, mas não se importou em conferir. Agora via o que havia dentro do poço, era uma urna de pedra retangular e bem grande, havia algo nela, mas era impossível ver o quê. Assim que se aproximou da chama ela se intensificou repentinamente, Ignus recuou instintivamente. Agora percebia que provavelmente havia caído em uma armadilha, o guarda não mentira, apenas disse aquilo para instigá-lo a ir pelo caminho errado, e provavelmente a pessoa na frente da caverna havia sido posta lá com o mesmo propósito. Agora ria consigo mesmo de sua tolice.

- Há tempos um tolo não adentrava em minha morada. - Disse uma voz aguda e distante.

Rapidamente Ignus pôs-se em posição de defesa, todos os seus sentidos estavam em alerta, seu shii pulsa intensa e amplamente na tentativa de localizar alguma energia hostil.

- Não precisa ficar tão assustado, guerreiro. - Falou novamente a misteriosa voz.
- Covardes sempre ficam ocultos nas trevas e atacam a traição.
- Pelo que vejo não é um humano comum... O que quer aqui?
- Venho pelo teu rei.
- Rei? Rei? - Questionou a voz como se aquilo fosse um insulto - Ser algum manda em mim, guerreiro. Não tenho um senhor, muito menos um rei.
- Se diz a verdade então deixe-me passar...
- Passar? - Interrompeu - Ninguém passa por mim, não sem pagar algum tributo.
- E por que devo pagar tributo há alguém que nem a face vejo? Desafiou Ignus.
- Se é o que desejas...

Alguma coisa se aproximava algo forte, Ignus podia sentir. Enquanto esperava, ouviu com clareza o som grave e ecoante de algo muito grande e pesado sendo arrastado. Havia outros três túneis além do que Ignus veio, e de que estava a sua direita Ignus via um par de grandes esferas flamejantes surgir repentinamente e rapidamente aumentarem de tamanho. Sua cautela aumentou, não fazia idéia do que viria, e a incerteza o deixa ainda mais animado.

Uma serpente, uma imensa serpente surgiu do túnel. Tudo nela parecia ter um tamanho fora do comum, seu comprimento era tamanho que circundou a sala completamente deixando Ignus sem nenhuma saída.

Acuado a única coisa que o guerreiro pode fazer foi se por em posição defensiva enquanto a imensa cabeça angular vinha em sua direção para observá-lo mais de perto. A imensa língua bifurcada estava inquieta, parecia farejar a tensão que transbordava de Ignus, não era medo, apenas apreensão do que estaria por vir. Isso não agradava.

- E então guerreiro, o que realmente veio fazer aqui? - Perguntou a serpente.
- Já disse, venho pelo rei destas terras. - Falou com sinceridade.
- Mentira! Você veio aqui pela espada, assim como todos os outros.
- Espada? - Questionou Ignus confuso, pois realmente não sabia do que a serpente falava.
- Não importa, assim como os outros você também irá perecer.

Após dizer isso a serpente com um movimento rápido lançou-se contra Ignus para dar-lhe o bote, mas investida foi frustrada, porém não totalmente, pois ainda conseguiu golpeá-lo com a cabeça jogando-o do outro lado do salão. Ignus se refez rapidamente e pôs-se de pé, mas não foi rápido o suficiente para evitar que a serpente o circundasse por completo, bastando um mínimo movimento para esmagá-lo. Antecipando esse possível ataque Ignus pulou por sobre a serpente, estando agora em uma posição mais segura.

- Vejo que minhas palavras não vão te convencer. - Disse Ignus.
- Se ao menos fossem sinceras. Mas todos que vem aqui vêm cobiçando a espada.
- Nem sei de quê espada você está falando? - Disse sinceramente, pois realmente não sabia do que a serpente falava.
- Mentira!

A serpente se lançou contra Ignus tomada de ira, o movimento foi tão violento e repentino que Ignus não conseguiu se esquivar do golpe. Agora ele estava encontra a parede e desarmado, não conseguiu segurar a espada devido à intensidade do golpe. Com um pulso intenso de seu shii o guerreiro conseguiu afastar o suficiente a serpente para poder respirar e saltar para mais distante dela. Mas o imenso ser ainda o fitava atentamente, seu olhar era intenso e penetrante e esquadrinhava cada mínimo movimento do invasor.

- Você ao menos é melhor do que os outros. - Disse a serpente.
- Posso tomar isso por um elogio? - Ironizou Ignus.
- Serei piedoso contigo e farei um teste, se passar por ele poderá seguir em paz. - Disse a Serpente se afastando e aparentemente mais calma.

Mesmo sem compreender o porquê daquela mudança repentina de postura Ignus relaxou, mas ainda se manteve em alerta. A serpente foi em direção ao altar e lá novamente olhou para Ignus.

- O que tanto quer, mentiroso guerreiro, está dentro desse poço flamejante. - Disse indicando o poço com a cabeça. - Se conseguir pegá-la, será sua.

Agora ele estava mais confuso do que antes, mas mesmo assim foi em direção a serpente e ela nada fez a não ser observá-lo. Olhando o poço novamente viu a urna outra vez e agora imaginava se era tal espada que a serpente tanto falou que se encontrava dentro da urna de pedra. Resolveu pegá-la, afinal, pensou, se conseguisse, teria uma espada nova, caso contrário, enfrentaria a serpente e seguiria em frente.

O poço parecia ser raso o suficiente para que não tivesse de mergulhar todo o braço, mas mesmo assim era profundo o suficiente para causar uma boa queimadura. Resolveu tentar usar seu shii para que o fogo não lhe afetasse. Uma das coisas que aprenderá junto ao séquito do Deus da Guerra é que poderia manipular seu shii para torná-lo praticamente invulnerável a qualquer coisa, tudo dependia apenas de sua força de vontade e da intensidade de seu shii.

Concentrando-se tentando deixar seu shii com a mesma intensidade do fogo Ignus mergulhou seu braço no poço, a chama não o feriu, mas era quente, intensa, parecia viva. Teve de mergulhar todo o braço no poço para chegar até a urna, o calor ficou mais intenso, seu braço parecia que começaria a ser dominado pelo fogo e seria consumido por ele, ele intensificou mais seu shii, manteve sua concentração para se igualar ao calor da chama. Não teve grande dificuldade para abrir a urna, o que o surpreendeu, então viu a espada.

A espada era longa, sua lâmina parecia reluzir mesmo imersa em fogo e estava perfeita como se tivesse acabado de ser forjada. Com cuidado ele a retirou do fogo e contemplou sua beleza imponente, nunca em sua vida Ignus havia visto um trabalho tão magnífico, ela era perfeita, não havia uma imperfeição em sua superfície, sua simetria era impressionante.

Mesmo com seu tamanho e largura ela parecia não pesar tanto, e Ignus conseguiu manejá-la sem nenhum problema. A guarda parecia um par de asas de dragão abertas e a empunhadura um corpo de uma serpente que terminava com a boca aberta como se estivesse pronta para o ataque. Os detalhes eram tão minuciosos que até olhos possuía, sendo representados por duas pequenas pedras vermelhas.

Mas ainda restava testar seu fio, olhou-o atentamente por um momento, parecia perfeito, talvez nunca tivesse sido usada, passou-a levemente pelo seu braço e logo o sangue brotou. O corte havia sido profundo, mesmo Ignus não tendo empregado nenhuma forma para tal quando passou a lâmina. Quando foi limpar o sangue da espada a lâmina estava limpa, não havia sequer uma mancha.

Repentinamente Ignus sentiu uma forte dor no braço que segurava a espada, como se duas agulhas ardentes tivessem sido fincadas nele. Quando olhou viu o cabo da espada preso em seu pulso, era como se tivesse tomado vida e a pequena serpente entalhada o tivesse mordido. As duas pequeninas pedras brilhavam fortes como o fogo, a dor só aumentava e Ignus caiu de joelhos urrando.

Os olhos da grande serpente se inflaram de prazer ao ver que o tolo guerreiro havia caído sem eu embuste, agora ela jazia de joelhos e urrando de dor como uma criança. Lentamente ela o envolveu em seu imenso corpo e da mesma forma começou a apertá-lo até sentir que os ossos de sua presa começaram a estalar. Porém Ignus parecia não notar que estava sendo esmagado pela serpente gigante, a dor causada pela espada era tão intensa que havia dominado todos os seus sentidos, nem mesmo o seu próprio shii sentia mais.

Em meio à imensa dor que sentia Ignus começou a sentir seu braço queimar. Todo seu corpo agora parecia em chamas, sentia como se ao invés de sangue um rio de fogo corresse por suas veias tomando conta de todo o seu corpo. O calor era intenso e cada vez mais aumentava, nunca antes havia sentido algo desse jeito, seu sofrimento era algo que jamais imaginara passar.

A serpente se deleitava enquanto via o nítido sofrimento sua desafortunada vítima, se fosse um ser comum certamente estaria abalado com os gritos do pobre homem, entretanto aquilo só lhe trazia prazer. Cansada de apenas observar e esmagar a serpente fincou suas imensas presas em Ignus, poria um fim na vida daquele homem e se deliciaria com sua carne. Ignus sentiu a as imensas presas da serpente sendo fincadas em seu corpo, também pode sentir o veneno penetrando lentamente em sua carne. Queimava, o veneno parecia queimá-lo não como o fogo que parecia estar sendo injetado pela espada, mas queimava muito, feria-o também.


Em meio ao turbilhão de dor e sofrimento Ignus notou que seu corpo estava sendo esmagado, começou a sentir melhor as presas da serpente em seu corpo, sentia a espada presa em sua mão... Estava desperto. Seus olhos se inflaram repentinamente, parecia ter saído de um transe profundo, ouviu o próprio grito de dor e pareceu-lhe que a tortura tinha dobrado, agora sentia ainda mais dor e o calor parecia ainda mais intenso. Sentia que seu fim estava próximo, sua visão se tornou turva, não sabia se pela grande intensidade da dor ou por qualquer outro motivo.

Mesmo imerso no caos de sua tortura ele tentou concentrar-se, mas não conseguia, a dor que sentia dominava sua mente, se quisesse ao menos resistir àquilo teria de ser mais forte, sua vontade deveria sobrepujar a dor. Com esse pensamento Ignus mergulhou no mais profundo de sua mente que pode, tentando trazer do âmago de seu ser toda a energia que conseguisse para dominar o sofrimento. Sentia como se algo estivesse tentando tomá-lo impedindo-o de agir, porém ele não deixaria, tinha que resistir, tinha que superar aquilo. Tinha não, iria superar aquilo.

Seu grito de dor pareceu ainda mais intenso do que antes e até mesmo a grande serpente se sentiu atordoada por aquilo, acabou por soltar o guerreiro devido ao que acabara de sentir. Repentinamente tudo começou a tremer a sua volta, as chamas do local se intensificaram, pareciam responder ao urro daquele homem que agora se contorcia no chão.

Pouco a pouco Ignus começou a se levantar, vagarosamente, como se cada movimento lhe custasse todas as forças de seu ser. Os gritos diminuíram, e sua expressão de dor agora dava lugar a uma expressão de profundo ódio. Ele arrancou a espada de seu braço com forço fazendo-o sangrar, mas o ferimento desapareceu assim como surgiu. Ignus agora segurava a espada com sua mão esquerda e uma chama escura e azulada começou a surgir a sua volta.

A imensa serpente não acreditava no que via, era impossível que um reles humano fosse capaz de dominar aquela espada. Mas ali estava Ignus, de pé com a espada em punho, vivo. As chamas do local se intensificaram ainda mais, pareciam responder ao sentimento de Ignus que estava tomado de ódio, o sentimento era tão forte que até mesmo a serpente podia senti-lo, e sentiu-se acuada pela imensa energia que o guerreiro liberava.

Lentamente Ignus começou a ir em direção a serpente, seus passos eram pesados, carregados. Suas pegadas deixavam um rastro fumegante como se seu corpo estivesse tão quente a ponto de queimar o que tocava. Porém isso não foi o suficiente para intimidar a serpente, comprimindo seu pescoço e erguendo sua cabeça ela disparou uma rajada de um fogo azulado contra o invasor, que não tempo de espaçar e foi completamente tomado pelas violentas chamas.

Não durou muito e as chamas foram dispersas como que por um sopro, Ignus permanecia intacto, parecia que nem mesmo suas roupas haviam sido chamuscadas. Mas antes que as chamas se desfizessem no ar elas se reuniram envolta do punho de Ignus que pareceu convocá-las com um gesto, para em seguida dispará-las contra a serpente que foi atingida em cheio e jogada contra a parede.

Ela não entendia como aquilo era possível, além de ter sobrevivido ao ataque mortal da espada o invasor havia conseguido dominá-la. Mais do que isso ele parecia ter renascido das chamas, estava ainda mais poderoso e parecia altivo e invencível. Agora ele estava bem a sua frente e lhe apontava a espada para o centro de sua cabeça, seu olhar parecia envolto de fogo.

- Quem é você? - Perguntou a serpente.
- Não, me diga quem é você? - Questionou como se sua voz fosse um rugido trovejante.
- Sou Scalgar, guardião de Yurian, a espada maldita.
- Espada maldita? - Perguntou contemplando a espada.

Segundo o que a serpente contou a Ignus, há muito tempo ele tinha sido criado através do poder da espada e deixado lá para guardá-la e impedir que ela fosse utilizada novamente, pois segundo seu criador a espada carregava uma energia incomensurável e poderia até mesmo destruir seu possuidor. E assim ele fez por anos incontáveis Scalgar, como fora chamado pelos habitantes locais que passaram a cultuá-lo, permaneceu ali guardando a espada. Certa vez deixou que um aventureiro em busca de tesouros tocasse na espada, apenas por diversão, quando viu o mesmo ser devorado pelas chamas geradas pela espada, até então nunca havia visto do que a espada realmente era capaz.

- Então você não passa de um espectro da espada? - Concluiu Ignus.
- Não deixa de ser verdade, mas tenho vontade própria, não sou um escravo dela. - Disse com nítida revolta.
- Mesmo assim permaneceu aqui todo esse tempo obedecendo à vontade de quem o criou para esse fim. No fim, não passou de um capacho.
- Meça suas palavras, guerreiro, ainda posso...
- O quê? - Interrompeu furioso. - Víbora mentirosa, tentou me matar, mas a única coisa que conseguiu foi me fortalecer, o que fará agora? - Desafiou.
- Tenho que deixar-te ir. Mas se engana se acha que ficou mais forte.

Ignus nada disse, estava confuso, como não havia ficado mais forte? Sentiasse muito mais poderoso agora do que antes.

- A espada não torna ninguém mais forte, ela apenas liberta tudo que o que há de mais intenso de dentro do ser, entretanto se não for forte o suficiente será consumido por ela antes mesmo de ter que resistir ao que quer que seja que possa estar guardado dentro de si. - Explicou Scalgar.
- Então...
- No início a espada o atacou para testá-lo, depois liberou você de si mesmo.

A energia que transbordava de Ignus era algo imenso e magnífico, nunca imaginara que sentir uma energia tão intensa, mesmo quando se deparou com deuses sentiu o mesmo que agora. Estava maravilhado consigo mesmo, sentia que com apenas um pouco de seu shii seria capaz de esmagar toda uma cidade, talvez mais, poderia estar exagerando, claro, mas era exatamente assim que se sentia.

- Não se iluda, a espada tem vida, não é apenas um simples objeto e sozinha carrega um imenso poder, se não controlá-la de forma adequada ela irá destruí-lo um dia.
- E quanto a você? - Perguntou.
- Meu criador disse que se um dia alguém conseguisse empunhar essa espada que não ele eu estaria livre, mas creio que alguém como você não vá querer me libertar.
- Então posso tomá-lo como meu vassalo? - Perguntou com um sorriso malicioso no rosto.
- E você acha que somente por isso me submeteria a sua vontade? - Desafiou Scalgar.
Então Ignus partiu. Scalgar entregou a Ignus a bainha da espada e indicou-lhe o caminho mais rápido para chegar ao palácio seguindo pelos túneis subterrâneos, mas Ignus garantiu que voltaria e cobraria a lealdade de Scalgar.


Havia tensão dentro do castelo, todos estavam alertas esperando por algo. Há alguns minutos todos sentiram um forte tremor e logo em seguida todas as velas e tochas acesas ficaram repentinamente muito mais intensas, mas logo voltaram ao normal. Tudo isso junto não poderia ser nenhum bom sinal. O Rei Mulgor estava no salão principal reunido com alguns guardas pessoais e seus conselheiros, três necromantes que disseram ter sentido uma forte e ameaçadora presença surgir, o que deixou o Rei ainda mais apreensivo.

O rei foi avisado da chegada de Ignus e de sua entrada na caverna, o que era perfeito, já que nenhum invasor conseguira sobreviver ao encontro da serpente que lá habitava, mas a nova ameaça que seus necromantes sentiram o deixou muito mais preocupado do que antes.

Longos minutos se passaram e nada acontecia, nem mesmo uma notícia sequer chegava ao salão. Quando estava para mandar um de seus guardas em busca de notícia dois gritos de agonia foram ouvidos do outro lado da grade porta de madeira que isolava o salão do resto do palácio. Enquanto os soldados montavam uma formação de defesa em volta do rei, uma grande explosão que destruiu a imensa porta, fez com que todos fossem jogados para trás com violência.

Assim que se recuperaram do susto todos observaram atônitos enquanto o Emissário do deus da Guerra entrava calmamente pelo salão, caminhando por sobre os escombros do pouco que sobrou da porta.

- Rei Mulgor, é um prazer vê-lo. - Saudou fazendo uma reverência, a voz de Ignus soava extremamente zombeteira.
- Morra! - Gritou um guarda que acabara de levantar e correu em direção a Ignus com sua lança.

Seus companheiros não tiveram tempo de detê-lo, muito menos o Rei teve tempo de ordenar que parasse, o soldado simplesmente lançou-se contra o pretenso invasor com toda a força que reuniu. O inútil esforço apenas resultou em corpo que foi praticamente transformado em cinzas pelas chamas escuras que saíram do braço de Ignus. O terror quase que instantâneo tomou conta dos soldados e de um dos necromantes, o mais jovem, que fugiram pelo mesmo lugar que Ignus veio, deixando apenas o Rei e mais dois necromantes sozinhos com o terrível invasor.

- O que quer aqui, Emissário? - Questionou o Rei Mulgor enquanto se levantava tentando não demonstrar medo na voz.
- Trago um recado de meu senhor. - Disse Ignus entregando o pergaminho.

Após ler atentamente o rei aceitou, a contra gosto, claro, mas era isso ou ser morto brutamente pelo guerreiro que estava perante ele naquele momento. Ignus partiu dando-se por satisfeito após ouvir de próprio Mulgor que em dois dias ele se retrataria com o Deus da Guerra.


Sentado em seu trono e cercado por seus seguidores o Deus saudou a volta de seu Emissário, após ler a resposta de Mulgor parabenizou o servo pelo dever bem cumprido.

Enquanto se reerguia para partir o Deus notou que seu seguidor usava uma espada muito diferente da que tinha levado consigo, não apenas a bainha e o cabo, mas a espada em si era totalmente diferente de tudo que já tinha visto e sentido. Rapidamente levantou-se do trono e exigiu que o mostrasse, seu fascínio foi imediato, ele conhecia bem a lendo em torno da espada, mas achava que seria apenas mais das muitas estórias que os humanos contavam. Mesmo distante podia sentir o imenso poder que dela emanava, era algo esplendido, poderia esmagar qualquer um de seus servos presentes naquele momento sem nenhum esforço.

Paia pediu que Ignus contasse como havia conseguido tal relíquia e ele assim o fez, não ocultou sequer um detalhe, mas o Deus parecia não dar muita atenção ao relato, estava fascinado pela espada. Tanta beleza, tamanho poder... A cobiça e a inveja tomaram conta de seu ser e ele exigiu que Ignus lhe desse a espada em sinal de devoção a ele, mas Ignus hesitou e não respondeu. Um segundo pedido ainda mais enérgico foi feito e desta vez foi negado, todos os presentes olharam assustados para Ignus, nunca ninguém havia negado nada para o seu Deus, não até aquele momento.

A ira foi visível tanto na expressão quanto na energia que transbordava do Deus, todos se sentiram oprimidos e acuados, menos Ignus, que parecia como se nada estivesse acontecendo. O guerreiro embainhou a espada, porém o gesto só fez com que o Deus ficasse ainda mais furioso.

Usando de seus poderes divinos ele tentou convocara espada para sua mão, mas nada aconteceu, o que só o deixou ainda mais irritado. Mesmo não sabendo como seria possível alguém conseguir bloquear seu poder ele não se importou com aquilo, apenas deixou o pensamento de lado e pôs-se bem a frente de Ignus e uma última vez ele exigiu a espada. Seu tom de voz era imperativo e tomado de ódio e arrogância, todos os seus seguidores sentiram-se temerosos pelo que poderia vir.

Não vendo outra saída entregou hesitante a espada, por dentro estava ultrajado, aquela espada o pertencia, conquistou por mérito, não era justo que mesmo seu Deus a tomasse dele, mesmo assim ele a entregou.

Mas Paia não teve muito tempo para admirar sua nova posse, assim que ela saiu das mãos de Ignus a espada reluziu forte fazendo com que até mesmo o Deus ficasse ofuscado. No momento seguinte ela ficou envolta em escuras chamas azuladas, o calor era tão tenso que queimou instantaneamente a mão do Deus, porém mesmo aquela chama o ferindo ele não conseguia soltar a espada, era como se ela o prendesse apenas para torturá-lo.

Em meio ao desespero de seu senhor muitos tentaram ajudá-lo inutilmente, o que só serviu para que a ira das chamas da espada se intensificassem ainda mais e mais ficassem feridos. Finalmente não suportando mais mandou que Ignus pegasse a espada e ele assim o fez, mas sem nenhuma pressa, estava se deleitando vendo o Deus sofrer.

Todos olharam atônitos enquanto Ignus calmamente socorria o Deus, as chamas pareciam não afetá-lo em nada e assim que a espada saiu das mãos de Paia as chamas sumiram por completo.

Aquilo foi degradante para o Deus da Guerra, ter sua mão quase destruída por uma arma e ainda por cima ter de ser socorrido por um de seus adoradores, não poderia haver humilhação pior do que aquela. Imediatamente após se ver livre da espada dispensou todos com um grito enfurecido, não queria que todos o observassem ali jogado ao chão e humilhado por mais tempo. O salão ficou vazio rápido e ele ficou sozinho com sua raiva crescente enquanto contemplava a mão quase inutilizada pelas chamas, aquele ato não ficaria impune, Ignus iria pagar, pois ele havia sido o culpado pela sua humilhação e teria de pagar um preço alto.

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Vendo: Empresa Cyber-Café localizada no Centro/RJ.


Estou vendendo a Rio Cyber.

É uma empresa fundada em 2007, portanto, tem público consolidado e potencial de crescimento absurdo. Está em fase de alavancada, portanto, a tendência é subir. São 6 máquinas para os clientes, mas o servidor, todos com Windows XP 100% legalizado e sem uso de nenhum programa pirata, ou seja, sem problemas com fiscalização e a chance de poder ser visitado por eles e depois gargalhar com os amigos sobre a cara de tacho que os acharcadores fizeram ao descobrir que nada podiam fazer (isso já aconteceu, diga-se passagem).


Na sala cabem confortavelmente (para os clientes) 10 computadores. Estou no momento investindo em pequenas reformas (tinta, só isso) e na pintura, tradicionais problemas do dia a dia, mas se for do seu interesse já começar 2010 aqui, podemos negociar abatimento do valor de venda.

Não estou vendendo porque quero, mas porque tenho.

Conforme disse aqui meses atrás, passei em um concurso público e não tenho como dividir minha atenção no serviço público e na manutenção da empresa, principalmente os problemas decorrentes que sempre ocorrem (vazamento, pintura, manutenção de pcs, verificar entradas e saídas, gerenciar eventual funcionário, etc), logo prefiro passar para alguém que esteja disposto a dar uma guinada na própria vida.

Penso o seguinte: para ficar aqui tem que querer. E muito. E para fazer algo crescer não basta ser dono, tem que participar, se sacrificar mesmo. Só quem me vê no dia a dia sabe o quanto luto por isso aqui e o quanto dói vender.

Mas prefiro vender do que sofrer a distância.

Portanto, se você veio até aqui e tiver interesse em comprar a Rio Cyber, entre em contato pelo e-mail aqui do pensamentos mesmo, contato@pensamentosequivocados.com (copie e cole onde quiser).

Informações:
Empresa: Rio Cyber / Tipo: Ltda ME, optante do Simples.
Localização: Rua Buenos Aires 82 - 2º Pavimento, Rio de Janeiro RJ. (próximo da Uruguaiana , de várias faculdades e agências de emprego);
Serviços: Acesso de computadores, com serviços de digitação e impressão.
Plano de banda larga: Velox 2mb (conta sem nenhum aditivo, simples, apenas com bloqueio de chamadas a cobrar).
Computadores: 6 + 1 servidor.
Ar condicionado: 1 Split.
1 Geladeira tipo frigobar (para bebidas);
Mobiliário: 6 mesas + 8 cadeiras + 1 de três lugares.
Preço: R$ 10.000,00
Motivo: Concurso Público.
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